EXTRA

14 de dezembro de 2024 § 4 Comentários

O ex-ministro da Defesa, ex-candidato a vice-presidente de Bolsonaro em 2022, que nunca participou de nenhum ato que se assemelhe àqueles que o Banco Mundial descreveu como “o maior assalto a um povo jamais registrado na crônica da humanidade”,
está preso “preventivamente” no Comando Militar do Leste, portanto com anuência da Justiça Militar.

Seu caso é mais um no padrão Venezuela: teve sua casa invadida na madrugada por aquela polícia que bolina filhas menores de jornalistas perseguidos pela ditadura na frente de suas mães, e teve seus papeis, telefones e computadores capturados para compor as “provas” de quais outros crimes por pensamentos e palavras, os únicos pelos quais a ditadura cleptocrata prende gente, ele cometeu.

A acusação do Stalin do nosso Lenin, que reúne em sua pessoa todos os poderes da república que está concretamente golpeada e revogada, é de que ele “deu dinheiro para os kids pretos” darem o golpe que não deram e matar as pessoas que não mataram, com o próprio “juiz-promotor publico-policial-carcereiro” Alexandre de Moraes encabeçando a lista do enredo que ele mesmo vai reescrevendo a cada capitulo novo.

E com isso, sob o aplauso da imprensa que ouve e obedece e o silêncio do povo que vê e se cala, o Brasil retorna ao século 17 quando as pessoas eram mortas por seus pensamentos e palavras pelas pessoas que auto-perdoavam as suas próprias ações criminosas, a começar por essas execuções sumárias.


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