27 de novembro de 2024 § Deixe um comentário

O acordo para um cessar-fogo na guerra que já dura 13 meses entre Israel e a milícia do Hezbolah patrocinada pelo Irã que ocupa o Líbano, tem o aval dos governos de Joe Biden e Emanuel Macron.
O acordo estabelece que nos próximos 60 dias o Hezbolah retirará todos os seus guerrilheiros e armas do espaço compreendido entre a fronteira Líbano-Israel e o rio Litani, cerca de 30 kms ao norte. Esse espaço será ocupado, doravante, por um contingente de 5 mil soldados do Exército do Líbano (veja vídeo acima), que ficará encarregado de garantir que a retirada do Hezbolah seja integralmente cumprida.
Nos mesmos 60 dias, Israel irá retirando suas tropas, enquanto os civis, tanto do Norte de Israel, quanto do Sul do Líbano iniciarão a volta às suas casas, processo que já começou (veja vídeo).
O Exército do Líbano declara que não tem os recursos – nem dinheiro nem armamento e munição suficientes – para garantir sozinho esse espaço. Mas o Hezbolah está tão enfraquecido que não se pode perder essa oportunidade. Campanhas para refinanciar essa força já estão sendo articuladas.
O acordo revive os termos da resolução 1701 da ONU, que encerrou uma guerra entre Israel e o Hezbolah em 2006. Desde então, segundo Israel, o Hezbolah construiu extensa infraestrutura militar na área (veja vídeo no final da matéria). Desta vez os Estados Unidos e a França farão parte do esquema tripartite que incluía Israel, o Líbano e a Unifil (força de dissuasão da ONU) encarregado de fiscalizar o cumprimento do acordo. “Não haverá topas americanas na área mas haverá apoio à força militar do Líbano”, disse uma fonte americana à BBC.
O primeiro ministro israelense Beniamin Netanyahu adverte porem que “se o Hezbolah violar o acordo, se tentar se rearmar, reconstruir a estrutura militar, lançar um foguete, construir um túnel ou passar com um caminhão carregando foguetes, nós voltaremos a atacar”.
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