Caro Fernão, quanto a Sala São Paulo desisti de visitá-la faz tempo. Sou do tempo em que seus frequentadores, amantes de boa música e sem carro próprio que os protegesse, atravessavam a distância que cobre a Sala até o Metrô sem qualquer proteção a não ser aquela de rezar para não ser atacado neste trajeto. Fazíamos um bloco compacto e ágil, músicos da orquestra e assistência. Era como nos protegíamos.
Você precisaria viver tal experiência para entender o medo que nos acometia na volta à casa.
Cheguei a enviar uma extensa carta à Sala sobre o assunto, lembro-me, e a resposta foi a de que seu entorno era de responsabilidade da Prefeitura da cidade e nada podia fazer… A última vez que lá estive foi em uma manhã, para um ensaio geral de concerto sob a regência de Marin Alsop. Fui de ônibus e passei pelas alamedas Glette e Dino Bueno: ruas tomadas por drogados em plena luz do dia às 10 horas da manhã. Nasci nos Campos Elíseos, conheço a região e confesso que fiquei com medo. Foi a última vez, desisti de frequentá-la.
Fiquei sabendo que há algum tempo providenciaram um tipo de “caminho protegido” para os pedestres frequentadores da Sala. Não fui conferir.
Caro Fernão, quanto a Sala São Paulo desisti de visitá-la faz tempo. Sou do tempo em que seus frequentadores, amantes de boa música e sem carro próprio que os protegesse, atravessavam a distância que cobre a Sala até o Metrô sem qualquer proteção a não ser aquela de rezar para não ser atacado neste trajeto. Fazíamos um bloco compacto e ágil, músicos da orquestra e assistência. Era como nos protegíamos.
Você precisaria viver tal experiência para entender o medo que nos acometia na volta à casa.
Cheguei a enviar uma extensa carta à Sala sobre o assunto, lembro-me, e a resposta foi a de que seu entorno era de responsabilidade da Prefeitura da cidade e nada podia fazer… A última vez que lá estive foi em uma manhã, para um ensaio geral de concerto sob a regência de Marin Alsop. Fui de ônibus e passei pelas alamedas Glette e Dino Bueno: ruas tomadas por drogados em plena luz do dia às 10 horas da manhã. Nasci nos Campos Elíseos, conheço a região e confesso que fiquei com medo. Foi a última vez, desisti de frequentá-la.
Fiquei sabendo que há algum tempo providenciaram um tipo de “caminho protegido” para os pedestres frequentadores da Sala. Não fui conferir.
Sim.
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div>Vai ser conhecido como o sintoma mais visível da doença da nossa época…
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div>Hoje t
Concordo. Essa será a mazela a afligir a humanidade.
Sobre a Sala São Paulo aqui (ela fica onde antes era a Sorocabana): http://www.salasaopaulo.art.br/paginadinamica.aspx?pagina=historia