Os benefícios da guerra política

14 de junho de 2022 § 1 comentário

Ao fim de 522 anos a imprensa brasileira está “descobrindo” que o crime organizado na Amazônia (e só na Amazônia) ”tem respaldo político”, fato de que nem o apoio oficial do PT às FARC a tinha convencido. Seria sem duvida um progresso … se a imprensa brasileira não tivesse marcha à ré…

§ Uma Resposta para Os benefícios da guerra política

  • Renato Pires disse:

    A SEGUNDA GRANDE GUERRA FRIA

    A primeira grande guerra fria terminou há mais de 30 anos, com a queda do Muro de Berlim, no bojo de um novo patamar de entendimento entre as duas grandes potencias da época, Estados Unidos e União Soviética, lideradas respectivamente por Ronald Reagan e Gorbatchov.
    Desde então, o mundo vive um período de paz relativa, em que os enfrentamentos militares entre nações são bastante raros, havendo uma distensão pacífica em que o foco é o desenvolvimento econômico e social.
    Todavia, com o surgimento da China, como potência econômica e militar de alcance mundial, as condições estão mudando rapidamente, e o mundo caminha célere para a segunda grande guerra fria, desta vez entre o bloco ocidental, liderado pelos Estados Unidos, e a China, sob o comando de Xi Jinping, acompanhados pelos seus satélites.
    Essa segunda grande guerra fria é bem diferente daquela primeira que terminou em 1989. É mais sutil e muito mais perigosa para os países ocidentais, pois é baseada em estratégia de solapamento progressivo das bases filosóficas, econômicas e sociais em que se assentam as democracias do Ocidente, para enfraquece-las e permitir a construção da dominação do panorama mundial pela China e seus aliados.
    Nos anos 50 a 80, durante a primeira grande guerra fria, Estados Unidos e União Soviética promoviam um autêntico jogo de xadrez geopolítico, com escaramuças aqui e ali, guerras regionais, localizadas, como as da Coréia e do Vietnã, redes de espionagem mutuamente infiltradas, como foi muito bem retratado no cinema, nos filmes tipo James Bond.
    E promoviam a cara e complexa corrida espacial, disputando passo a passo a conquista do Cosmos, como parte daquela primeira grande guerra fria.
    Já a segunda grande guerra fria é baseada no uso estratégico e militar das altas tecnologias, como por exemplo a internet, as redes de comunicações e telecomunicações, assim como as armas econômicas, comerciais e financeiras mais sofisticadas, que se valem dos meios eletrônicos para promover suas ações.
    Usam também como arma a penetração ideológica, em especial nos países da América Latina, ideologicamente mais atrasados em relação à evolução mundial das ideias.
    Do ponto de vista econômico-financeiro, assistimos à grande investida da China, com seus bilhões de dólares, na montagem de um complexo mundial, sob seu controle, de produção agropecuária, produção mineral e energia, e forma a garantir não somente o seu próprio suprimento, mas também influenciar politicamente nos países onde faz esses vultosos investimentos.
    Na questão ideológica, em especial na América Latina, assistimos à ascensão de governos de esquerda, além da Cuba já dominada há décadas: Bolívia, Equador, Chile, Venezuela Argentina e Brasil, com o lulo-petismo, que esteve e planeja voltar ao poder a qualquer custo, certamente apoiado pelos chineses.
    Houve claramente influência dos chineses nessa guinada dos países latino americanos para a esquerda, com claros indícios de interferência direta, através dos vastos recursos financeiros, e indireta, com utilização da “mão de obra” ideológica de cubanos e venezuelanos para penetrar nesses países e apoiar a instalação dos governos esquerdistas.
    A dominância política de Esquerda nesses países está agora claramente em refluxo, em parte devido ao retumbante fracasso das políticas econômicas e sociais que intentaram implantar nos países onde esteve no poder, seja por incompetência, seja por excesso de ganância, porém a penetração ideológica é bem mais sutil, e descolada dos humores políticos.
    Ela se dá através de ações “politicamente corretas”, perpetradas nas estruturas educacionais, artísticas, culturais, midiáticas e sociais, e no serviço público em geral, com a finalidade de criar uma rede ideológica espalhada, invisível, mas atuante, de forma a garantir sempre o “filtro” de políticas governamentais para que sigam as orientações gerais emanadas da filosofia de esquerda.
    Disso claramente tiram proveito os chineses, pois as suas investidas políticas, econômico-financeiras, ou mesmo culturais, encontram terreno favorável nesses países do “politicamente correto”, facilitando suas claras intenções de domínio e subjugação.
    Com isso, a estrutura social e política tradicional vai sendo lentamente minada, pois essa “água” ideológica vai penetrando por todos os espaços, e apodrecendo aos poucos os usos e costumes da tradição judaico-cristã, todavia ainda muito forte, e que certamente reagirá a essa investida contra seus valores, tanto na esfera cultural como principalmente política.
    É a segunda grande guerra fria sendo travada em nossos quintais

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