São só 3 ou 210 milhões os patetas do Brasil?

25 de fevereiro de 2022 § 5 Comentários

Em meio à confusão instalada nos arraiais perdidos do sertão intelectual brasileiro pela blitzkrieg de Vladimir Putin – Jair Bolsonaro, para ser anti-Biden o bastante, alinha-se com o russo o que, não mais que de repente, faz Jaíres Bolsonaros eles mesmos dos nossos esquerdistas, que para serem anti-americanos o bastante, também se tinham aliado entusiasticamente ao fuhrer do Cáucaso na sua agressão à Ucrânia “contra a OTAN” – passou despercebida, como costuma passar tudo que realmente importa, a espantosa entrevista coletiva de 4a feira do novo presidente do TSE, Luis Edson Fachin.

Todo brasileiro que não vai movido pela mesma firme e declarada intenção de Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Edson Fachin de dar rabos de arraia na democracia e chutes no rosto da constituição para congelar-nos para sempre no pior do século 20 que Vladimir Putin quer reviver, tem O DEVER de resistir aos três carnavalescos que desfilam abertamente na avenida o golpe do lulismo.

Um dá seminários no exterior sobre “como se livrar de um presidente”. É esse que por argumentos a que nem o papa recorre mais para afirmar a de Maria, decretou sob pena de prisão e morte na fogueira o dogma da virgindade da urna eletrônica brasileira. O outro, que Dilma Roussef em pessoa meteu no STF porque discursava com notório teor incendiário suficiente nos comícios do MST, é o que tirou Lula da jaula a que o tinha condenado a lei com uma única e solitária canetada monocrática que anulou, como se nunca tivesse existido, as três instâncias do Judiciário brasileiro abaixo da sua própria, remetendo o país inteiro de volta à lei da selva. O terceiro é o Béria deles, o “hitman” que executa as sentenças dos outros dois além de emitir outras tantas “autorais” que, levando ao pé da letra o juramento de Fachin, não isenta “nenhum mecanismo de comunicação”, nem mesmo conversa de bêbado em mesa de bar, da “justa punição”, esteja essa punição prevista ou não na lei ou na constituição. 

É a este trio que está confiado o centro de controle da lisura das eleições brasileiras de 2022!

Depois de apresentar o time com que pretende, entre outras coisas, tecnificar à chinesa, como quer Lula, e “capilarizar” a vigilância de tudo quanto cada eleitor e/ou candidato disser ou pensar em qualquer canto do pais, Edson Fachin anunciou não só ao Brasil mas ao mundo o fim da Sociedade da Informação e a construção da “Sociedade da Informação Adequada”… dando de barato o “…de Mil Anos”…

Daí para a frente, arrepiou.

Primeiro, sempre no mais castiço “dilmês” para não nos deixar esquecer de que exclusivíssima fonte “emana” todo o seu poder, Edson Fachin apresentou-nos da obra a parte feita, que não é pequena. Mostrou que o Brasil já é a única “democracia” do mundo que acumula nas mãos da mesma entidade os poderes de organizar eleições, fazer a censura prévia da comunicação dos candidatos, deter o “poder jurisdicional” de executar quem violar, não as regras inscritas em qualquer lei ou constituição, mas as que os 3 patetas decidirem decretar especialmente para cada caso que se apresentar, e o poder de “dar consultoria” aos candidatos, eleitores ou “mecanismos de informação” que se dispuserem a “ter o comportamento adequado”, ou seja, a aceitar a autocensura para evitar maiores incômodos.

Para estes, informa candidamente o dr. Fachin, a primeira proposta é “preventiva e educativa”. Mas recusada a lição vem porrada, em ritmo “fortíssimo”, agora que já passamos da hora do “piano” e do “piano forte”. “Se o congresso (dos representantes eleitos do povo) fizer as leis que queremos a tempo, muito bem. Se não fizer, deixa que nós mesmos (os representantes eleitos pelo Lula) chutamos a punição”.

Essa, aliás, é uma característica indiscutível dos discursos do dr. Fachin. Não se lhe pode negar coerência mais que perfeita.  Ele é o primeiro a desmentir toda verdade com que esbarra por acidente, de preferência na mesma frase em que incorre nesses descuidos.

São dignos de nota a longa empulhação, no mais castiço dilmês, em torno da gafe das “invasões russa e da Macedônia do Norte” (?) ao “carro blindado” da urna brasileira ou a da “transterritorialização comunicacional” do Telegram a ser eliminada com ou sem lei dos encarregados de fazer leis. O que é mesmo imperdível é o momento em que aquele que a constituição define como o fiscal da correspondência entre a obra e um projeto escrito por terceiros eleitos pelo povo, auto-proclama-se “o engenheiro e o arquiteto da obra em construção da democracia brasileira” e promete porrada a todo mundo que disser que não, “no ritmo de uma partitura que ainda estamos a escrever”.

Muito mais preocupante que os delírios do dr. Fachin foi, no entanto, a atitude perfeitamente plácida dos jornalistas de toda a “old mídia” que participaram daquele espetáculo. Houve uma única honrosa exceção do repórter do Diário do Povo, que perguntou incisivamente se juiz pode ou deve declarar dentro do campo simpatias ou antipatias pelos times do jogo que está prestes a apitar, e se as reiteradamente declaradas por ele e seus dois asseclas podem ir ao limite de anular a partida caso vença o “time” antipatizado. De todos os demais não vieram perguntas, vieram só amigáveis, quando não reverenciais “levantamentos de bola”. Os números das circulações dos veículos ali representados sempre falam a favor da sabedoria do eleitor brasileiro. Mas o fato é que esta eleição vai mostrar, conclusiva e temo que definitivamente, quantos são os patetas do Brasil.

Confira, no feriadão, se esqueci algum coisa importante:

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