24 de abril de 2020 § 80 Comentários

Bolsonaro assume-se como o q é. Nunca esteve do lado d cá. Foi um eleitorado órfão q fez dele o q ñ era. A encrenca com Moro ñ tem remédio desde a rachadinha. Paulo Guedes sempre foi outro estorvo. Agora a pandemia afundou o mercado no mundo e ele foi junto. Este governo acabou.

§ 80 Respostas para

  • carmen leibovici disse:

    E essa investigação das fakenews e robôs que possivelmente elegeram Bolsonaro && Famiglia TEM de prosseguir,custe o que custar e com todas as proteções devidas a quem lutar para que isso prossiga.
    O Brasil nas mãos dessa gente vai virar esgoto de favelados e mais nada.

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    • LSB disse:

      Prezada Carmen,

      Não cai nesse discurso de “fake news” elegendo quem quer que seja.
      A mentira na política é do tempo que “o diabo era menino”.
      Lembre das eleições e a enormidade de boatos, mentiras, “meias verdades” que um adversário e seus apoiadores – e até mesmo seus “marqueteiros”- falam sobre os outros.
      Não raro, candidatos tinham que tirar extrato bancário todo dia, pois, se bobeassem, alguém depositava um valor na conta do sujeito e já denunciava na imprensa. O cidadão ficava sabendo pela imprensa do depósito suspeito antes mesmo que ele que era o titular da conta.

      Alguém pode dizer que as redes sociais propagam as mentiras com mais velocidade, mas os “desmentidos” também fazem uso da mesma instantaneidade!

      Antes da internet, ninguém propagava uma mentira muito além do seu bairro, MAS antes da internet ninguém sequer ficava sabendo se um cidadão qualquer de um cidadezinha qualquer estava por lá soltando mentiras que ninguém contestava…

      Ninguém é bobo na vida e na política muitíssimo menos!
      Todos os lados exploram todos os instrumentos de “convencimento”.
      Não imagine só ter “fake news” pró Bolsonaro, pró Trump, pró Brexit, pró Orban, etc.

      Hillary, PT, apoiadores da União Europeia também recorrem às mesmas “técnicas” de distorção, edição, fatalismo, etc. etc. etc.

      O que aconteceu, na verdade, é que imprensa e a academia, de repente, “perderam o chão”.
      Sim, porque, digamos “não mais que de repente”, as pessoas começaram a não “ouvir” tais luminares.
      A imprensa e a academia pintavam o sujeito como um “chauvinista preconceituoso, atrasado e ignorante” – avisando o quanto o tipo deveria ser evitado, desconsiderado e desprezado – e todos cumpriam a orientação. Mas passaram a não cumprir!!!

      A mídia e os especialistas asseguram que uma proposta, tipo Brexit, era “retrocesso”, “andar na contramão da história”, “ilusão” ou “miragem” e as pessoas compreendiam totalmente a lição. Mas passaram a não “compreender” mais!!!!

      Assustados porque a “ordem natural do universo” havia deixado de funcionar, precisaram desesperadamente de uma muleta teórica para sustentar os pilares do “edifício civilizacional” que julgavam monopolizar.

      Alguém gritou: “Eureca. Fake News”. Por isso a ordem natural das coisas havia sido invertida: Fake news.
      Caiu como uma luva!!!! Nada mais providencial.

      Se a imprensa tanto mostrou o quanto Trump seria “inapto” para o cargo frente à (também midiaticamente considerada e descrita) moderna, sensata preparada, humanista Hillary, e o povo ainda elegeu Trump, só pode haver “caroço nesse angu”. E esse providencial caroço foram midiaticamente (outra vez) denominadas “fake news”.

      Saíram procurando notícias falsas, editadas ou distorcidas de APENAS UM LADO da eleição e… encontraram.
      Uma vez encontradas, pronto: já tinha a explicação para o “gado” seguir fake news e não a imprensa “imparcial”.

      Uma vez que a “desculpa” colou, surgiu uma “epidemia” de “fake news”. Ou melhor, surgiu uma epidemia de desculpas. Sim, porque em todo lugar no qual os resultados eleitorais não corroboraram o que especialistas, academia e mídia haviam “garantido” que era a “única” opção civilizada ou viável, tais “oráculos”, “grogues” pelos golpes que foram as “traições” recebidas, mais do que rapidamente passaram a gritar; “Fake news! Fomos derrotados por conta das Fake News!”.

      Há, obviamente, 4 problemas no mínimo com tal explicação (“Fake news”).

      1 – Primeiramente e o mais óbvio: todos os lados utilizam informações duvidosas para dizer o mínimo. Daí que, se você procurar, vai achar. Se procurar só de um lado, achará só de um lado e aí poderá acreditar e alegar que foi isso que mudou determinada “eleição” (mas como isso poderia ser verdade se o outro lado também utilizou o mesmo expediente? Se você não quiser não ver o que um lado fez, pode se enganar e tentar enganar os outros jurando que só o lado “vistoriado” pecou, mas…)

      2 – Daí chegamos à segunda questão: se todos utilizam o “método”, como atribuirmos à ele o “segredo” da vitória?
      Se “macumba desse certo, campeonato baiano terminava empatado” já fuzilava o folclórico Nenê Prancha…
      Poderia-se alegar que um determinado lado “disparou” mais “fake news” ou que suas “news” eram mais “fake” do que as do adversário, MAS isso nos traria outra questão: o maior orçamento publicitário garante a vitória?
      Não, obviamente. Pois se isso fosse verdade, nem precisaria de eleições: bastaria ver o orçamento de cada partido e dar ganho ao maior.
      De fato, muitas vezes o orçamento menor ganha.
      Mas se o orçamento menor ganha, se um candidato que espalha menos propaganda, ganha, então não podemos atribuir a MAIS “disparos” no Whatsapp do que o adversário a real e verdadeira causa pela vitória daquele primeiro em relação ao segundo.

      3 – Há um terceiro problema lógico. Se o público é tão “imbecil” e se comporta como “gado” facilmente manipulável, manobrável, influenciável e sugestionável por mensagens enviadas no Whatsapp nas quais acredita piamente e ACRITICAMENTE, por que esse mesmo público não estaria se comportando da mesma forma anteriormente quando se pautava pela imprensa, pela mídia, pela academia e por especialistas?
      Se esse público não sabe julgar o que recebe por Whatsapp, por que saberia julgar o que lê ou ouve nos meios de comunicação?
      (talvez porque, POR DEFINIÇÃO, os meios de comunicação seriam “imparciais”, “éticos” e só falariam a “verdade”? E sendo uma condição “por definição”, ninguém poderia questionar, é isso?)

      Em suma, se as pessoas não deveriam acreditar nas “redes sociais” porque elas não seriam capazes de julgar o que é verdade e o que é falso, por óbvio também não deveriam acreditar nos meios de comunicação (pela mesma incapacidade de ponderar sobre a informação recebida!).
      Exceto se, por definição, considerarmos os meios de comunicação e os especialistas como impossibilitados de errar ou pecar POR DEFINIÇÃO – ou seja, literalmente “santos” ou “deuses” onipotentes).

      4 – Não seria muito improvável que em lugares distintos, com culturas distintas, em momentos distintos e tratando de coisas distintas (eleições e Brexit), tenha sido a mesma “causa” (fake news) a responsável por derrotas de bandeiras e candidatos de “progressistas”, “ativistas”, “jornalistas engajados”, etc.?
      Qual o mais provável: uma “senhora” coincidência ou um mera desculpa que foi encontrada por essa “tchurma” e virou “tábua de salvação” para justificar toda e qualquer derrota?

      Aliás, se fossem as “fake news” tão decisórias assim em processos eleitorais, e uma vez que havia sido constatado esse seu papel em uma eleição no qual o “mal” teria triunfado (Trump), por que, então, os adversários do Brexit e do Bolsonaro não teriam se preparado “melhor”?
      Enfim, por que constatar que as “fake news” garantiram a eleição de Trump e, ainda assim, “perder” para as “fake news” (se limitando a ficar com “cara de paisagem” denunciando tais “fake news”)?

      Para concluir, essa história de “fake news” é bem “fake”…
      Mas, talvez, funcione, não?
      Todo mundo já acredita que Bolsonaro foi eleito só pelas “fake news” (quem mandou Haddad se comportar como um Lorde vitoriano…).
      Até o Moro…

      No fim, trata-se somente de guerra de narrativas*… E cai quem compra o publicado pelo valor de face.

      Abs
      LSB

      * E isso não é pouco! Pelo contrário, trata-se da “lenda”, do “mito”, da “fábula”, que guia os povos…

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      • Ainda fico com João Camilo de Oliveira Torres (1915-1973): “E o pior do mito do heroi-salvador é que torna impossível qualquer governo sensato e autenticamente benéfico, pois o povo esperando milagres, e estes não se dando, revolta-se contra um governo realmente digno e operoso [que não é este!], mas que fez o possível e somente o possível. O século XIX nos legou uma verdade que não devíamos desprezar: o fundamento da liberdade é a soberania da razão, nunca a soberania da vontade — seja do povo, seja do rei, seja de um homem de gênio…” (in: O elogio do conservadorismo”, Arcadia, 2016).

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      • LSB disse:

        Prezado Adalberto

        Também concordo que são maléficos tanto o “sebastianismo” quanto as obsessões, esperas, procuras e submissões por e a “heróis”.

        Mas não foi esse tipo de “mito” ao qual me referi…
        O sentido foi mais “alegórico”…

        De fato, quis referenciar o conjunto de crenças, filosofias, cultura e conhecimento que “sustentam” uma sociedade (seu Direito, suas relações sociais, seus costumes, suas preferências, suas “balizas” éticas, seus valores e sua moral, por exemplo).

        Abs
        LSB

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  • carmen leibovici disse:

    Lembrei de repente de Bebbiano,um saudabilíssimo lutador de Karatê que morreu de infarto fulminante.Coitado.Que o Eterno o tenha.

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  • Walter Emir Alba disse:

    Realmente acabou, tem gente que faz alguns meses que dizem isso. Mais uma oportunidade que vai embora. Devemos ser os campeões mundiais no esporte de oportunidades perdidas. Até que o país não pare de financiar partidos políticos, instituições de direito privado, e implante um sistema político decente como o distrital puro com recall não vai melhorar.

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  • José Luiz de Sanctis disse:

    Ponham o Mourão lá e na próxima os petralhas voltam.

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    • LSB disse:

      Nem Mourão…
      Já há 2 PECs prevendo novas eleições se a vacância (não sei se só por impeachment ou não) for superior a 6 meses.
      (ou seja, o vice só assumiria se a vacância ocorrer 6 meses antes da eleição/posse).
      Enfim, antes de tirarem o Bolsonaro, vão “impedir” o Mourão…

      Abs
      LSB

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  • @LSB escreve bem, viu, Fernão. Passados alguns dias do seu post (e dos episódios relatados), fica a pergunta: será o PR JB transformado num “zumbi” no Palácio? porque, convenhamos, ninguém quer duas feridas abertas – a pandemia e um impeachment. Ou querem?

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