Freud, Rousseau ou Darwin?

13 de junho de 2017 § 42 Comentários

O que desanima no Brasil é que a unica discussão que interessa nunca chega a começar. Dos promotores de Curitiba ao ultimo dos indignados das ruas todo mundo age como se pensasse que o estado é uma instituição naturalmente benfazeja, o que o torna mau é apenas o fato dele não estar nas “minhas” mãos.

Podem roubar a Petrobras e todas as brases até o ultimo tostão, entra partido, sai partido, e ninguém pronuncia, jamais, a palavra privatização. Querem que você acredite que o fim ultimo de toda essa roubalheira por meio de interpostas pessoas (Odecrechts e ésleys) criadas pelo pai de todos os ladrões que levou a coisa às proporções de hoje, ou mesmo só a dos modestos “indicados” de cada polítiquinho de bairro de sempre a partir das quais ele projetou os seus delírios de grandeza, é só a acumulação de dinheiro; a “ganância dos capitalistas”.

O estado, portanto, não precisa de reforma, precisa apenas de “limpeza”. É assim que a Lava Jato, de meio vira fim, e nós continuamos fora da discussão que, ha 241 anos, abriu as portas da modernidade.

Teve um discurso de Julio Mesquita Flho quando voltou do exílio e recebeu o jornal O Estado de S. Paulo, que tinha sido ocupado militarmente por Getulio Vargas de volta, em que, na ressaca da 1a e da 2a Guerra Mundiais e para reafirmar o “repudio a toda afirmação categórica … ao apriorismo político e às concepções tendentes a deformar as sociedades segundo modelos pré-concebidos”, ele partia da negação de Rousseau, para quem o homem é naturalmente bom e a sociedade (ou a propriedade) é que o corrompe para chegar a Freud, para quem a verdade é o contrário, o homem é fera e a civilização é que o domestica.

Pois eu vou logo para Darwin.

O que faz o poder político valer tão ilimitadamente tanto no Brasil? A resposta está implícita na pergunta: o fato de, para quem, como nós, continua se pondo fora da modernidade, ele ser absolutamente ilimitado. Existe o poderzinho de receber um privilégio, zinho ou zão, que apenas corrompe. E existe o poder ilimitado de outorgar esses privilégios, zinhos ou zões, que corrompe absolutamente.

É experimentar e morrer.

Enquanto existir dentro do território nacional uma área onde pondo um pé uma vez o sujeito não precisa nunca mais entregar resultados, nem temer perder o emprego, nem mesmo ter medo da lei, o Brasil não terá salvação. Será apenas e tão somente o país dos concurseiros, de um lado, e de quem faz o concursismo continuar tendo sentido, do outro.

E o resto seguirá sendo pasto para ser pastado

§ 42 Respostas para Freud, Rousseau ou Darwin?

  • Tereza disse:

    Totalmente de acordo.

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  • Concordo plenamente. Por que tememos tanto a privatização e a redução do Estado?

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  • Fernando Lencioni disse:

    Sinceridade? Essa porcaria de país nunca será o país que nós sonhamos. Esses imbecís do poder judiciário, do MP e etc. são o que se poderia chamar de gente preparada. Veja a miopia e a pequenez dessa gente. O que esperar então de quem é simplesmente alguém do povo sem qualquer preparo ou cultura. Em um país desenvolvido o ensino do direito não se limitaria quase que exclusivamente ao estudo do processo e das leis civis e penais como aqui. A cegueira dessa gente chega a ser enojavel. Esses abjetos príncipes em nossa república de faz de conta são tão despreparados que eles, como você bem disse, acreditam que o simples “enforçamento” da lei é o suficiente para criar um Estado no qual o alvo das benfeitorias governamentais e dos serviços públicos e quem mande efetivamente é o povo. Só quem tem uma cultura concurseira, pífia, pode acreditar.

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  • Olavo disse:

    Fantástico texto…

    Obrigado

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  • O fracasso do regime militar, que nos legou uma inflação de 9 zeros e 3 moedas, seguido pelo fracasso do PT, que nos legou 13 milhões de desempregados e só não chegou a hiperinflação porque foi contido antes de completar o ciclo de vinte anos, não se deve apenas ao grupo que assumiu o poder, senão a toda uma parcela da sociedade “instruída” nas escolas de humanidades e adjacências para que o Brasil seja exatamente como é.

    Um povo que passou do estado absolutista ibérico para o estado autocrático republicano, que não conseguiu enxergar a modernidade mais além do mercantilismo, que trocou os efeitos pelas causas, apegado a dogmas teocráticos e messiânicos, gerou uma academia completamente alucinada, especialmente na sociologia da “dependência”, utilizada como um subterfúgio para nos livrar de nossas própria torpezas, servindo como uma associação teórica entre nacionalistas e socialistas para dissimular nossa carga genética de paternalismo na culpabilidade do imperialismo e ocultar nossa tragédia estatista que nos engolfa em todos os recantos do subconsciente com a idealização do líder providencial, da instituição estatal perfeita e da sociedade regida pela sabedoria burocrática.

    O legado de padres teólogos da libertação, de acadêmicos iletrados e políticos poltrões, todos voltados para o altruísmo do bem comum não se dissipa com a deposição de um governante. Ao contrário, o nosso mal é uma doença do espírito que nos persegue por séculos e que não se cura senão por pequenos avanços, onde a energia despendida para gerar umas poucas luzes na razão brasileira exige o concurso formidável de anos de repetição dos mesmos argumentos, das mesmas propostas, provando que o brasileiro tem contra si sua própria forma que lhe faz um prego torto a direita ou a esquerda. E quando se pensa que temos um prego novinho, olhamos mais detidamente e vemos apenas um prego desentortado.

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  • Saulo Mundim Lenza disse:

    Um país ingovernável, assim é o Brasil. Temos uns 30 partidos políticos que estão sugando verbas do Fundo Partidário, existem mais de 15.000 sindicatos que querem apenas o famigerado imposto sindical, uma quantidade absurda de ministérios que consomem uma enormidade de dinheiro inutilmente. Alguém sabe quanto pagamos em impostos, taxas, contribuições e outros penduricalhos que asfixiam as empresas e, afugentam investidores?
    Os poderes, executivo, legislativo e judiciário, são em geral, uma piada de mau gosto.
    Uma nação (sic) assim, não pode dar certo.

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  • Adoro seus artigos como sempre. Leio duas vezes pra ver se entendi mesmo. Continue assim

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  • marcos a. moraes disse:

    final brilhante; replicando. MAM

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  • Carlos Oliveira disse:

    O Brasil é hobbesiano! Ou não?
    E viva Thomas Hobbes.

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  • Carmen Leibovici disse:

    a doença do brasil e mesmo o estado.
    não se deveria abrir um único concurso novo sequer ate que essa doença entrasse para a rota de cura,ou seja,que as mesmas regras do setor privado servissem para o setor publico e que os salários do setor público fossem DESESTIMULANTES e que as regras para nele entrar e permanecer fossem extremamente exigentes,incentivando a abnegação assim como a eficiência.
    Enquanto o servico e funcionalismo públicos brasileiros forem essa aberração programada,vamos indo de mal a pior.Tbm é preciso fechar as boquinhas e vantagens dos politiquinhos-dos vereadores ao presidente,passando por todos os outros,inclusive os do judiciário,que não fazem justiça no Brasil mas política,isso qdo não praticam leniencia severa na posse de seus cargos.sem justiça de verdade,não existe Nação,com N maiúsculo

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  • Carmen Leibovici disse:

    e que se fechassem TODAS as estatais.estado não pode ser empresário.não da certo e é uma farsa,vulgarmente chamada de cabide de empregos nas costas dos brasileiros que trabalham

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  • Osvaldo Ferreira de Abreu Jr. disse:

    Excelente leitura, mais uma vez.

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  • Jo disse:

    Olá, gostaria de saber qual sua opinião sobre a governança privada (anarcocapitalismo).

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    • Fernão disse:

      é o que existe hj nos setores envolvendo novas tecnologias e areas desregulamentadas. é uma forma de ditadura so que exercida pelo dinheiro. começa com
      um canto de sereia e acaba em monopolios e esmagamento de todos menos 1 apud amazon, google e quejandos.
      o homem é uma fera e só a lei pode tornar a vida possivel sem evoluir direto para a predação desenfreada e a guerra.
      o melhor que a humanidade ja conseguiu em materia de equilibrio entre liberdade individual (de empreender inclusive) e defesa de interesse do consumidor (onde se exerce, na pratica, a liberdade) foi o capitalismo com limites antitruste que vigorou nos EUA ente 1920 +ou- e 1970

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      • Jo disse:

        Agradeço por sua resposta.
        Gostaria de saber se você já leu os seguintes livros:
        A Lei (de Bastiat)
        e
        Democracia, o Deus que falhou (de Hoppe).

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  • Fernando Leal disse:

    Pois é caro Fernão, você, eu e outros poucos que ainda temos a capacidade de discernir entre o bem e o mal, ou entre verdadeiro e o falso, nada representamos neste país cujos destinos estão nas mãos de uma oclocracia desde sempre. E por que tem que ser assim? Bom, meu caro, por enquanto não conseguirmos enxergar ou fingirmos não enxergar a enorme disparidade ética e moral que existe no Brasil entre as pessoas originárias do norte/nordeste do país com as pessoas naturais do sul/sudeste, um verdadeiro abismo cultural e de valores, como se duas nações bem diferentes fossemos e persistimos nessa tal “unidade nacional”, federação indissolúvel e outros dogmas da mesma e persistir diferença em termos de votos proporcionais sempre for a maior para o “país nn” do que o do “país ss”, sempre teremos uma classe política predominantemente oclocrática. Concluí isto racionalmente, sem as viseiras e patrulhamento do politicamente correto, ou seja, a separação dos dois “países” será a única e plausível solução que por enquanto poderia ser conseguida se derramamento de sangue via plebiscito, mas que indubitavelmente irá ocorrer mais à frente como o resultado de uma longa e penosa luta fratricida. Pense a respeito, não considerando este raciocínio como preconceito, xenofobia, racismo, etc.

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  • Ethan Edwards disse:

    O Brasil é como um enorme porta-aviões, só muda de rota muito devagar – o que, em termos práticos, significa décadas. Se ao menos fôssemos de fato uma federação, algumas regiões poderiam fazer experimentos que outras regiões recusam. Mas todas as “soluções” que debatemos têm que ser implementadas em âmbito nacional, e isso inviabiliza ou retarda por muitos anos iniciativas que poderiam dar bons resultados em âmbito menor. Pior: como o país é sabidamente desigual, em todos os sentidos, a discussão de qualquer iniciativa se transforma num exercício de abstração que, num determinado ponto, torna-se impossível, tantas são as variáveis a ser consideradas: “Ah, isso pode funcionar lá na sua terra, mas o senhor não considerou que, no meu Estado, o costume é…”. E boas ideias morrem porque não são “universalmente válidas” – ou seja, nenhum gênio filosófico conseguirá demonstrar que serão eficazes tanto no Ceará quanto no Rio Grande do Sul.
    Sei que uma verdadeira federação não faz desaparecer, automaticamente, a grande ferida nacional que é o patrimonialismo. Mas a verdade é que nenhuma medida, isoladamente, o fará desaparecer – tantos são os interesses, grandes, médios e pequenos, que ele implica, do empresário pendurado no BNDES ao pipoqueiro que conseguiu com um vereador amigo a licença para ocupar sozinho, sem concorrentes, a calçada em frente ao cinema. O patrimonialismo se sustenta numa miríade de instituições, costumes, leis informais, e só pode, por isso, ser quebrado pedaço por pedaço, aos poucos, “da beirada para o centro”. Por isso municípios e estados devem ter o poder de tomar iniciativas, uma nova regra para concurso aqui, um novo estatuto do funcionário público ali, e as experiências vão mostrando se são boas ou inúteis. Não sabemos que iniciativas serão essas, e mesmo as que nos parecem óbvias podem se revelar inúteis, pois o patrimonialismo sobrevive há tanto tempo precisamente porque sabe submeter a mais “perfeita” das leis aos interesses pessoais ou corporativos (veja-se o caso da lei 8866, que tornaria impossível fraudar licitações no serviço público…). É preciso perseverar, no entanto, nós, refletindo e escrevendo, e os bons políticos (eles existem!) tentando implementar onde for possível as medidas de correção. Entre essas medidas penso no fortalecimento do poder dos entes federados. Quanto mais “beiradas” houver, de mais e mais pontos se pode atacar o “centro”.

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    • Fernando Lencioni disse:

      Você tem toda razão Ethan. Seria o primeiro passo para transformar o país numa democracia capitalista de verdade. Porque atualmente vige no país um sistema político-econômico socialista do tipo Fabiano. Seria a solução de quase todos os problemas. É impossível sincronizar as visões de mundo de todos os brasileiros dos mais diversos rincões do país. Gostemos ou não somos muito diferentes. Com uma verdeira federação de Estados na qual a união só tivesse competência para tratar de relações internacionais, direito penal sobre crimes internacionais, interestaduais e de terrorismo, imposto sobre renda e lucro apenas, e os Estados para legislar sobre todo o restante, deixando a prestação de serviços públicos a cargo de cada município sustentados pelo IVA, isso tudo se resolveria como num passe de mágica. E sem separatismo. O problema é que para fazer isso precisamos de uma constituinte, pois há necessidade de redefinir todo o sistema de distribuição de competências que vige hoje na Carta Política do país.

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    • carmen leibovici disse:

      numa casa onde as grades externas estao totalmente danificadas,ou onde nao ha grades,nao adianta ficar tentando comprar objetos novos pra deixar a casa bonita pois estarao srmpre expostos aos predadores que vem de fora.
      por isso concordo com a simples implantacao das solucoes que o Fernao vem citando.com elas ,o pipoqueiro nao vai mais conseguir seu favorzinho pois o UNICO verdade de seu distrital sera despedido(recall)pela proprio comunidade por ter feito isso,e novas eleicoes serao convocadas SO naquela “terrinha”.se o vereador se atrever a fazer uma leizinha sem vergonha,tera de ser referendada na pequena comunidade.em ultima instancia e o que voce proprio esta propondo:pulverizar o poder tirando-o so de Brasilia

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    • carmen leibovici disse:

      Voce diz:””. Por isso municípios e estados devem ter o poder de tomar iniciativa…”
      E ai que se encontra o erro conceitual.Nao sao os “municipios e estados”que devem ter esse poder pois essas sao entidades abstratas das quais is politicos espertalhoes tiram proveito.sao as PESSOAS dos municipios e estados que devem tem o poder de tomar iniciativas.esse e o pinto.

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      • carmen leibovici disse:

        esse e o PONTO.rsrsrs!o meu smarfone escreve o que ele quer.preciso ficar atenta.haha

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      • Ethan Edwards disse:

        Não creio que se possa chegar a esse ponto – prescindir de instituições como municípios e estados, ou distritos, ou comarcas, ou o nome que se lhes queira dar, supondo-se que essa seja uma meta desejável – sem se empreender antes uma longa caminhada “da margem para o centro”. Como é altamente improvável que a própria elite política fabrique a corda com que irá se enforcar, o único movimento que teria força para atingir imediatamente o centro do “sistema” seria um golpe militar – e os golpes militares, como aprendemos com a “revolução de 30” e o “movimento militar” de 1964, terminam cedo ou tarde por simplesmente reciclar o patrimonialismo, pois mesmo as “revoluções” e golpes militares (exceto talvez o do Khmer Vermelho, no Camboja, que eliminou quase um terço da população do país) não podem, após algum tempo, prescindir do apoio da população, mais precisamente, da elite política, dos senhores da economia e das finanças, dos sindicatos, das universidades, da imprensa, das igrejas, etc. No Brasil, milagres à parte, os novos senhores não teriam – como não tiveram no passado – os meios de obter esse apoio e construir novas alianças sem ativar os mecanismos de privilégio do patrimonialismo. Não há cura rápida para uma doença que deforma instituições e espíritos há quase cinco séculos. No estágio em que nos encontramos, o que podemos, na esfera política, é saudar e, se possível, replicar toda iniciativa que concorra para fortalecer o cidadão contra o município, o município contra o estado, o estado contra a União, as “margens” contra o “centro”; toda iniciativa, enfim, que concorra para abolir privilégios e aumentar o controle do “homem comum” sobre a vida pública e sua própria vida. Na esfera espiritual, tudo que ajude a sepultar aqueles mitos de que se ocupou o inesquecível Carlos Rangel.

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      • carmen leibovici disse:

        a homeopatia ,qdo acertada,funciona espetacularmente porque algumas gotinhas acordam o organismo,que passa a trabalhar conjuntamente estimulando assim,solidariamente,todas as partes do corpo.
        recall,referendo,e a possibilidade de se criar leis a partir da vontade das proprias pessoas,sao mecanismos simples ,como o exemplo das gotinhas:qdo usados,o organisms(a sociedade)funcionam naturalmente.pequenas solucoes sao as mais eficazes.a complexidade desregrada chama-se confusao,confusao que espertalhoes usam em beneficio proprio.
        b,a,ba vem primeiro.

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      • Fernão disse:

        isso mesmo, dona carmen…
        primeiro definir quem manda no país. o resto é consequencia e vem passo a passo.
        como hoje quem manda não é mais nem politico, um juiz de comicio basta pra anular algumas dezenas de milhões de votos, estamos onde estamos…
        se quem manda passar a ser quem precisa usar (mais do que só fazer) a boa lei, boas leis passaremos a ter, e a cada dia melhores…

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      • Fernão disse:

        EXATAMENTE ISSO, Carmem.
        agora v entendeu PERFEITAMENTE a diferença!

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  • Carlos Leôncio de Magalhães disse:

    Excelente texto, parabéns.

    Curtido por 1 pessoa

  • Lembro-me do discurso de Vargas ao criar a Petrobras. Sou velho o bastante para lembrar-me de tantos oportunistas que se valeram de um
    nacionalismo tosco e xenófobo para se locupletarem do Estado. Nada se faz no Brasil sem a interveniência de políticos. Alardeiam a separação de poderes e o funcionamento das instituições. Pura balela.
    O futuro ministro do STF, antrs da sabatina tem de beijar a mao de senadores e ministros. A sua competência e notorio saber jurídico não é
    o bastante. A professora do interior, para ser nomeada tinha de recorrer
    ao politico local, que se comunicava com o da Capital para efetivar o
    Ato de Nomeação. Hoje, além dos politicos, recorrem aos Sindicatos.
    O mesmo se dá com juízesde primeira instância, promotores e afins.
    E ainda falam em carreiras de Estado. Adoram um Estado grandalhão e
    perdulário. Ficamos velhos antes de sermos ricos, a população hoje tem
    acesso aos bens de consumo sem ter educação, não sabemos a língua
    por falta de alguém que soubesse para ensinar. Não sabemos nos comportar em público. Não sabemos comer com talheres e muito menos
    usar ” o pano de boca”. Somos toscos, rombudos e mal educados. Temos um longo caminho a percorrer e não estarei vivo para presenciar
    melhoras. Enfim: não sabemos sequer dar descarga no vaso sanitário.

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    • Fernão disse:

      sei que é duro, jose, mas muito do comportamento tosco q v descreveu continua identico nos EUA de hoje.
      não é preciso nenhum tipo de refinamento para entender o lado pratico da democracia semidireta.
      tudo que é preciso é conseguir fazer ela ser praticada uma vez.
      quando o zé mané atira e a “excelência”, o “meritisssimo” ou quem for se esborracha no chão, vicia imediatamente e tudo que o zé mané passa a querer é que alguem abuse pra ele atirar de novo.
      nunca mais volta pra tras…

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    • Fernão disse:

      em materia de discursos do Getulio tenho uma historia q envolve meu pai e minha avó, em que se registra o discuso de saudação do Getulio para os nazistas quando eles tomaram Paris:
      “Uma nova aurora nasceu para a humanidade…” soava no rádio, com forte sotaque gaucho, aquela voz distante e meio retorcida pelas ondas curtas…
      Esse discurso sumiu dos anais da história do Brasil quando ele se tornou ídolo da esquerda. Mas eu tenho um relato direto, uma fonte em primeira mão; alguém que estava la.

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      • Carmen Leibovici disse:

        para mim nao e novidade que Getulio Vargas era um nazista.Meus pais chegaram ao Brasil qdo ele era presidente entao sei das dificuldades que os judeus tiveram para entrar aqui por causa dele.Muitos tiveram de “se converter”ao cristianismo para poderem entrar,tendo de fazer cursinho da igreja e batismo.Um horror.Muitos judeus correm para as sinagogas nas noites antes do de YomKipur para participarem de uma reza especifica de pedido de perdao por terem sido obrigados a participar de agruras como essa que Getulio ,(e outros ao longo da historia)impos aos judeus.Uns circumvent,mas nem todos conseguiram…

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  • Carmen Leibovici disse:

    uns contornaram,mas nem todos conseguir…

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  • mariel disse:

    Por mim, privatizaria a presidência da república.

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  • Dr Michel Abib Cutait disse:

    O Brasil é uma carnavalesca democracia feudal darwinista; da melhor fantasia, do mais hipócrita, do mais forte e do mais esperto; ainda não chegamos à revolução de Cromwell., da Americana e da Francesa; estamos ainda entre os Romanovs e os bolcheviques; faltam muitas igualdades perante a lei e aos costumes , muita recompensas e punições por méritos e deméritos ; como diz o Prof Villa: devemos vencer Reino, acabar a nobreza e refundar a Republica Federativa; infelizmente , não há Brasil para tudo ; ou sobra gente , ou faltam coisas; inclusive Patriotismo

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  • Fernão

    Há uma obviedade que salta aos olhos em suas observações. Sabemos que o Estado não é um ente autônomo que se constrói a parte da nação, independente das forças que a compõe ou contra sua vontade.

    Na verdade a arquitetura do Estado é resultado de um pacto da elite de cada país no sentido de manter e controlar o poder de forma que sua cultura, seus interesses e os valores que cultua sejam preservados e reproduzidos. A democracia legitima esta dinâmica e dá instrumentos para que esta elite tenha força para manter ou reformar o Estado adequando-o às transformações que a sociedade experimenta ao longo do tempo.

    Temos um país capitalista que odeia o capitalismo, odeia concorrência e competição. Abomina a meritocracia e adora um cartório, uma reserva de mercado, um Estado como guardião de direitos e privilégios não só da elite do funcionalismo público, mas de amplos segmentos econômicos e sociais. Veja nossa constituição e nossas leis..

    Nossos liberais lêem Ludwig von Mises, Friedrich Hayek e Milton Friedman mas gostam mesmo é do Estado forte, intervencionista que em vez de livre mercado garanta capitanias hereditárias, mercados, sindicatos, corporações, monopólios e universidade pública e gratuita para os bem nascidos. Somos um país com vocação para ser o celeiro do mundo com alta tecnologia e produtividade no campo convivendo com trabalho escravo e destruição ambiental. Avessos a competição e produtividade nos contentamos em produzir commodities em vez de produtos com valor agregado. Criamos uma economia que produz juros em vez de produtos e serviços. Não vai dar certo nunca.

    Um país continental com imensas riquezas naturais, clima, solo, população e uma atraso atávico insuperável. Usando a imagem de que nenhuma corrente é mais forte que seu elo mais fraco podemos deduzir que nenhum país é mais evoluído que sua elite política, social e econômica. O Estado é somente resultado desta equação.
    Abs
    Tadeu

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    • Fernando Lencioni disse:

      Sim. O que chamamos em direito de polígono de forças. Concordo. Mas o grande problema é que as nossas elites não conhecem solução melhor e acham que democracia é isso que temos aqui. A nossa esperança é que a partir de conhecimento de que existe um sistema político e eleitoral melhor e que não se resume a eleições apenas as elites passem a defender as mudanças que fariam com que nós tivéssemos uma democracia de verdade.

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    • Fernão disse:

      essas formulas (sobre o q é o estado e etc) são bons resumos mas n devem ser tomadas literalmente nem como regra.
      todo mundo odeia o capitalismo e a competição, o ponto é q a alternativa é mto pior.
      todo mundo quer teta e só n abocanhará uma se der cadeia. ate o steve jobs foi explorar criança chinesa qdo descobriu q podia sem ir preso.
      esse, alias, é o problema da globalização…
      todo mundo gosta de estado forte, desde q seja controlado pelos seus amigos.
      não se diminua como brasileiro. faça-o, com toda a força, como
      membro da especie humana. o resto, o q realmente faz a diferença, é ter ou não ter a informação, viver ou não viver a boa experiência.
      quem tem essa oportunidade sente imediatamente a diferença. o q mais fez mal ao PT foi mais brasileiros terem a chance de passar 1 semana nos eua…
      vale mais bancar essa semana para todos que abrir mais 20 universidades dessas q tem por aí…

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      • José Tadeu Gobbi disse:

        Fernão
        Lamento o pessimismo, mas sinto que o benchmarking entre nações não funciona para o Brasil. Somos a sociedade da acomodação, do conchavo, do acerto de cúpula, não da ruptura. Se fosse para utilizar a sociedade americana como referência teríamos que começar pela guerra de secessão, mas fomos o último país do mundo a abolir a escravidão, mesmo assim por imposição dos ingleses. Uma ruptura radical nos levaria a um conflito sangrento já que, no Brasil, o atraso tem futuro próspero e garantido pela constituição. Teríamos que começar por algum sentimento de patriotismo, amor pelo país, orgulho. Não temos esta ideia de pertencimento, de identidade. Não cultivamos sólidos valores civilizatórios porque isto nos comprometeria com alguma integridade com o mundo e odiamos esta responsabilidade. Veja que, para os brasileiros, uma semana nos EUA serve mais para conseguir um autógrafo do mickey que para entender os benefícios de uma sociedade onde o cidadão tem uma compreensão razoável da cidadania. O resto, com diz você, segue sendo pasto para ser pastado.

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      • Fernão disse:

        pois eu ja acho que cada ser humano acaba sendo o q acredita ser…

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