Até logo o cacete!
3 de novembro de 2010 § 3 Comentários

Já disse várias vezes aqui no Vespeiro e repito: o eleitorado brasileiro sempre me surpreende positivamente. E desta vez mais do que nunca.
Para quem quiser olhar para o lado positivo desta eleição, vou com mais ênfase ao ponto em que tinha apenas esbarrado no artigo de segunda-feira.
43 milhões de votos no Serra, 10 milhões a mais que os que Alckmin conseguiu sobre Lula em 2006; oito governos estaduais para o PSDB e mais os dois do DEM nos estados mais ricos e politicamente avançados do país e a vitória ou o bom desempenho da oposição mesmo nas capitais dos Estados onde a vantagem do PT se deu por margens esmagadoras é um resultado muito mais que animador.
Com a economia bombando como nunca a favor da situação, o Lula carregando a eleição nas costas e espalhando dinheiro por aí, e o Serra sendo a mala sem alça que é assessorado pela pior equipe de campanha de que se tem memória em muitas eleições, não ha rigorosamente nenhuma atenuante: a culpa pelo seu bom desempenho é única e exclusivamente dos eleitores.
Eles votaram deliberadamente na falta de carisma. Puseram os miolos adiante do saco apesar do enorme esforço que Serra e seus marqueteiros fizeram para conseguir o contrario. Deram um indiscutível show de maturidade política.
O Brasil que acredita no seu taco; o Brasil que faz; o Brasil que pode se dar o luxo de pensar em mais que sobreviver até amanhã votou contra a truculência de Lula e a desonestidade assumida e acintosa do PT, apesar da absoluta falta de sabor e competência comunicativa do Serra.
Se ele tivesse um tico que fosse de qualquer desses atributos, levava a eleição.
De modo que tire o cavalinho da chuva. Até logo o cacete! Adeus! Deixe o Brasil andar. Serra já provou que é bom pra ajudar a empurrar ele pra frente. Mas pra puxar a fila ele é um desastre.

A imagem de Sísifo atrelada ao seu post é emblemática. Assim é o brasileiro, cuja profissão ainda – e sempre – é a esperança.
Com esforço próprio ele leva a pedra até o cume e ela escorrega montanha abaixo. Ele vai, com esforço próprio. e novamente leva a pedra até o alto e ela escorrega montanha abaixo. Ele vai, com esforço próprio. e novamente leva a pedra até o alto e ela escorrega montanha abaixo. Ele vai, com esforço próprio. e novamente leva a pedra até o alto e ela escorrega montanha abaixo. Ele vai, com esforço próprio, e novamente leva a pedra até o alto e ela escorrega montanha abaixo.
Quer que eu continue?
Ótimo.
Fernas,muito bons os artigos de segunda e este.Sem duvida agora temos que arrumar alguem com competencia para puxar a fila e convencer este bau sem alcas a ajudar a empurrar!!!to com o saco cheio da cara deste bundao !!abco.Salvador