Agora Lula diz que o mentiroso é Trump
26 de julho de 2026 § Deixe um comentário


A edição dominical do jornal norte-americano The Washington Post publica um artigo assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva intitulado “Ninguém nos derrotará com mentiras”.
Como temos acompanhado nos últimos tempos no Brasil, há muitas controvérsias sobre que é o mentiroso, quem mente mais do que o outro, ou quem faz mais bravatas.
Na segunda-feira, durante a convenção nacional do PDT, em Brasília, Lula disse que achava engraçada uma tentativa de interferência do governo dos EUA nas eleições brasileiras; e que “eles” (os representantes do governo norte-americano) poderiam até mesmo “montar um comitê para apoiar o nosso adversário aqui”, referindo-se a Flávio Bolsonaro.
Na quinta-feira, o Itamaraty negou os pedidos de visto de entrada no Brasil a dois altos funcionários que seriam enviados por Washington. Na convenção nacional do PT, no sábado, em Campinas, Lula mudou o tom, cantou de galo e disse de forma ameaçadora que se “eles” virem tentar atrapalhar a eleição “vão apanhar muito”.
O texto assinado por Lula, escrito em inglês por sua assessoria e diplomatas brasileiros, volta a falar em soberania e critica as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, de até 37,5%, que entraram em vigor na última sexta-feira.
Ele voltou a atacar a ampla e irrestrita liberdade de expressão nas redes sociais, defendeu o Pix, dizendo que a ferramenta “não discrimina as empresas dos EUA”, e que em seu terceiro mandato passou a combater crimes ambientais de forma agressiva.
PSD oficializa chapa Caiado/Kassab
26 de julho de 2026 § Deixe um comentário


A convenção do PSD, neste domingo, em São Paulo sacramentou a chapa para concorrer à Presidência da República, com o ex-governador de Goiás sendo o candidato ao cargo, tendo o presidente governador paulista da legenda, Gilberto Kassab, como vice.
Os governadores do Paraná, Ratinho Jr., e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que disputavam internamente essa escolha, estiveram presentes ao evento.
Também era aguardada a presença de Tarcísio de Freitas.
Mas, nos bastidores, comenta-se que houve um certo mal-estar provocado por um convite de Kassab nas redes sociais associando o governador paulista a Caiado, justo um dia depois de sua presença na convenção do PL, em que ele declarou apoio a Flávio Bolsonaro. Com a nova rusga, Tarcísio não apareceu.
A decisão de apresentar uma chapa puro-sangue deveu-se às dificuldades de alianças do partido nos Estados. Em São Paulo, por exemplo, o PSD apoia a reeleição do governador Tarcísio de Freitas, como já mencionado aliado de Flávio Bolsonaro. Já no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes deve apoiar Lula. Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra foi liberada para negociar seu apoio; enquanto em Minas, o governador Mateus Simões apoia Romeu Zema (Novo).
Em seus discursos, incluindo os de hoje, após a convenção, em um ato realizado na Praça da Bandeira, no Centro da capital paulista, Caiado vem atacando o governo Lula, o PT e, indiretamente Flávio Bolsonaro.
O racha na direita inclui também Romeu Zema, que estava cotado para vice de Caiado, mas preferiu tentar um voo solo
Visto de hoje, com a polarização PT /PL, é remota a possibilidade de haver espaço para uma terceira via. Ronaldo Caiado segue patinando nas pesquisas de intenção de voto. Se por um lado ele chega a empatar estatisticamente com Lula no segundo turno, não decola nos levantamentos de primeiro escrutínio, permanecendo estável na faixa dos 3%.
Na prática, a campanha oficial só começa em agosto, após o registro das candidaturas. Caiado tem como principais motes a aposição ao governo Lula, a Segurança Pública e o combate ao crime organizado e suas facções. Resta saber se esse curto espaço de tempo até urnas será suficiente para torná-lo nacionalmente conhecido, com uma candidatura viável para ir ao segundo turno.
Aparentemente, só uma hecatombe poderá alterar o cenário atual. A conferir.
Veja o discurso de Caiado na íntegra,
PL oficializa Flávio Bolsonaro como candidato à presidência
25 de julho de 2026 § Deixe um comentário

O Partido Liberal oficializou hoje, em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, em convenção nacional realizada na Arena Pacaembu, com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, além do governador Tarcísio de Freitas e do prefeito Ricardo Nunes. A candidatura foi apresentada pelo PL como continuidade do projeto político de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
Michelle Bolsonaro não compareceu ao evento, mas gravou vídeo de apoio. Na mensagem, disse que estava cuidando de Jair Bolsonaro, exaltou a liderança do marido e afirmou que o PL Mulher se tornou o maior movimento feminino partidário do Brasil. Ela também encerrou a gravação com um pedido de bênção à candidatura de Flávio.
Os irmãos Eduardo e Carlos Bolsonaro também enviaram vídeos para a convenção. Eduardo pediu união em torno da candidatura e disse que não há mais tempo para ego ou projeto pessoal. Carlos afirmou que Flávio assume uma enorme responsabilidade ao liderar o movimento político da família e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro é vítima diária desse sistema, enquanto o irmão passou a ser alvo dos mesmos ataques.
No palanque, aliados reforçaram o discurso de confronto com a esquerda, o PT e o STF. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que Flávio foi escolhido pelo pai para dar continuidade ao projeto bolsonarista e chamou Jair Bolsonaro de “o maior líder que já vi na minha vida”.
Tarcísio de Freitas defendeu que Flávio representa a continuidade do legado de Bolsonaro e pediu apoio à candidatura. Em seu discurso, criticou o governo Lula, associando-o ao aumento do custo de vida, da criminalidade e do endividamento das famílias, e afirmou que a ausência de Jair Bolsonaro “dói”.
A convenção ocorre em meio à tentativa do PL de ampliar sua bancada no Senado, vista pelo partido como prioridade estratégica para fortalecer sua atuação legislativa e eventual pressão sobre o STF. Ao mesmo tempo, a campanha de Flávio ainda não fechou vice nem alianças formais com partidos considerados estratégicos.




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