Como se tornar um (quase) campeão

5 de julho de 2016 § 29 Comentários

Portugal mais do que mereceu o título e eu me congratulo com todos os amigos de lá por essa conquista. Mas a história do heróico time da Islândia que, por uma falha técnica, deixou de ser publicada aqui na hora certa enquanto eu me encontrava em viagem em área não acessível às redes sociais vem a calhar para quem anda tão por baixo quanto o Brasil.

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Veja o Brasil ganhar sua 1a Copa

25 de janeiro de 2015 § 1 comentário

A integra da final Brasil x Suécia em 1958

Vídeo sugerido por Carlo Vallarino Gancia

Em tempos em que o dinheiro era nenhum e o que valia, no futebol, era honrar “a pátria em chuteiras” (Nelson Rodrigues), o time brasileiro teve que arrumar o segundo uniforme no último minuto porque o da Suécia, dona da casa, era amarelo também. A solução foi a Suécia emprestar ao Brasil o seu uniforme reserva (camisetas azuis e calções brancos), e há informações de que os próprios jogadores costuraram os distintivos da CBD (Confederação Brasileira de Desportos) durante a noite na camiseta no lugar dos distintivos suecos. Assim nasceu o uniforme reserva do Brasil. Diz-se que o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho, tentou estimular os jogadores associando o azul da camisa ao “manto de Nossa Senhora“.

O time era:

Gilmar, Bellini, Djalma Santos, Nilton Santos, Orlando, Zito, Zagallo, Didi, Pelé, Garrincha e Vavá

Mais do mesmo

23 de julho de 2014 § 7 Comentários

a5

Dunga de novo!!!

Só pode ser pra não ter perigo de melhorar!

Como lembrou o Roberto Pompeu de Toledo esta semana na Veja, depois de 100 anos morando no Brasil, o futebol voltou para a casa dele, que é a Europa. É na Alemanha que se joga, hoje, um futebol alegre e bonito.

No Brasil joga-se um estranho ‘futebol de resultados’ que tem a característica especial de não produzir resultados”.

É aquela irritante lei do menor esforço. Joga-se sem brio. Perde-se sem raça. Fica aquele negócio de, feito um golzinho, relaxa e fica trocando bola de lado no meio do campo pra ver se o trabalho acaba e começa a folga. É derrota atras de derrota mas, mesmo assim, a gente continua insistindo.

a7Porque? Porque nesse país ninguém paga pelos erros que comete.

Resultado: de novo com Roberto Pompeu, “como no resto da economia, o Brasil, no futebol, virou exportador de matéria prima. É o sonho de jogar no Barcelona, e não no Corinthians ou no Flamengo, que está hoje na cabeça da molecada”.

Pra converter chororô de marmanjo em comemoração, só tem um caminho: é preciso instalar uma outra ética de trabalho com mais empenho individual e doação para a equipe e menos paparazzi, cabeleireiros e vontade de aparecer a qualquer (patético) custo.

Isso entre os jogadores.

a6Entre os cartolas, tem de ter mais foco no que se pode conseguir com futebol do que no que $e pode con$eguir atrave$ do futebol. Tem de acabar com essa engrenagem de CBF, técnico, empresário e o escambau manipulando convocações pra se locupletar.

Mas tudo isso, do jeito que as coisas andam por aqui, só contratando um técnico estrangeiro, daqueles que fazem os mesmos jogadores que deram o vexame que deram aqui, jogar com raça ou, pelo menos, valer o dinheiro que ganham quando jogam nos times de lá.

É o que nós deveríamos ter feito.

Reelegendo o Dunga a gente só vai ter mais do mesmo.

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Feitios de oração

15 de julho de 2014 § 1 comentário

a1

Proporcionou “a melhor Copa da História fora dos gramados” quem, cara-pálida: o governo ou o povo brasileiro?

Pelo bico da Dilma, que não destravou nem na hora de entregar a taça, ela sabe pelo menos que ela é que não foi.

O que é que a imprensa internacional está festejando, a “organização perfeita” que já começa a ser enfiada na História do Brasil ou a tradicional simpatia do povo brasileiro mais a ausência do desastre anunciado que se fazia prever?

E o povo brasileiro, o que é que ele deve comemorar, já que futebol é que não é: a metade das obras que lhe foi entregue ou o dobro do preço das obras inteiras que ele pagou e vai continuar pagando por décadas a fio com juros e correção monetária?

a2

Que as festas brasileiras são as melhores do mundo não é novidade. Que a nossa permissividade ampla, geral e irrestrita é uma delícia para umas férias de 15 dias, idem. Mas agora que os 57 mil soldados do exército, um para cada brasileiro assassinado na rua no ano passado, vão voltar para os quartéis, nós é que vamos continuar tendo de criar nossos filhos no meio do tiroteio das feiras livres de drogas e da libertinagem geral. Os alemães vão voltar pra casa e criar os deles naquela chatice da paz, da abundância e das melhores educação e serviços públicos do mundo em que eles vivem.

No dia seguinte do Mineiratzen, diante da boa vontade geral com que o Brasil recebeu a “matemática criativa” do Felipão nos provando que aqueles 7 x 1 não foram nada, o time, na verdade, estava indo muito bem, fiquei sinceramente com medo que ele acabasse ganhando um ministério do PT. Veio a calhar, portanto, o 3 x 0 da Holanda para nos livrar de vez de pelo menos mais essa bizarrice acachapante neste país onde nada rende mais dividendos que um bom e velho “malfeito”.

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A terrível ameaça de que a Dilma e o Aldo Rebelo façam pelo futebol brasileiro o mesmo que o PT e o PC do B têm feito pela nossa economia e pela credibilidade do futuro do Brasil com as suas sucessivas “intervenções” pode, entretanto, ter aumentado com mais essa pá de cal.

Como não ha mesmo como exorciza-la até pelo menos o resultado da próxima eleição, só resta mesmo rezar…

No que diz respeito ao desempenho da Seleção – e não só o dela – o que explica tudo, aliás, não é mais que duas diferentes maneiras de rezar.

Os alemães e os holandeses são daquela religião em que a reza é o trabalho. Eles acreditam que deus só ajuda quem se ajuda e que o Paraiso conquista-se pelo tanto que cada um consegue acrescentar à obra coletiva fazendo o mais denodadamente possível por si mesmo.

a3

Já nós somos daquela religião que acredita que, sendo isto aqui um vale de lágrimas onde só rola o que deus manda independentemente do que façamos, cada um pode fazer o que quiser, inclusive e principalmente viver fora da regra de deus porque, sendo ele, no fim das contas, o culpado de tudo, nós já estamos previamente perdoados, faltando saber apenas quantas ave-marias teremos de rezar com todo o fervor na “hora H” para zerar a conta e aumentar a chance de que a intervenção divina impeça que colhamos aquilo que plantamos e os pães e os gols multipliquem-se por milagre.

Essa diferença faz pelo futebol a mesma coisa que faz pelo PIB nacional de cada um de nós, a menos que apareça um “salvador da pátria” que, em si mesmo, já seja um milagre ambulante, como já tivemos tantos, que produza esse efeito de desvincular a colheita da semeadura sem que seja preciso nem mesmo rezar.

Só que dessa vez não deu.

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Pensamentos aparentados

11 de agosto de 2012 § 3 Comentários

O volei é o esporte sem a contaminação da política.

É o Brasil da meritocracia, da superação, onde se é aquilo que se faz.

***

Porque é tão CHATO ver jogo da seleção?

Porque eles são tão previsíveis quanto a política.

No Brasil da política, quanto mais merecimento, menos prêmio; quanto mais alto na hierarquia, mais inimputável. Portanto, quanto mais pra cima, mais podre.

No futebol idem.

***

O Rio de Janeiro cresce (e São Paulo encolhe) com o crescimento da bandalheira na política.

***

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