Pela criminalização da pauperofobia!
17 de maio de 2013 § 1 comentário
Entre 2001 e 2011 a renda dos 10% mais ricos cresceu 16,6% mas a dos 10% mais pobres subiu 91,2%.
O PT não se cansa de festejar que há 19 milhões de brasileiros com carteira assinada e 35 milhões de novos classes medias.
E no entanto a criminalidade explode, seja em numeros brutos, seja em proporção à população e também no grau de barbárie empregado pelos criminosos.
Quanto menos pobres, mais crimes e crimes mais bárbaros.
O Norte e o Nordeste, as regiões que mais enriqueceram no período e onde o numero de armas detido pela população mais foi reduzido pela campanha de desarmamento, foi aonde mais aumentou a criminalidade. Mais que o dobro que no resto do país.
Mesmo assim a esquerda festiva continua afirmando que o crime é função da pobreza ou então da quantidade de armas em circulação no país.
O país “que mais reduziu a pobreza”, como não se cansa de dizer a “presidenta“, e que tem uma das menores proporções de armas em circulação por habitante do mundo, tem somente 3% da população mas 9% dos homicídios do planeta.
É uma carnificina!

Mas como dona Dilma já nos ensinou que danem-se os fatos, coisa com que concorda totalmente a Rede Globo no que diz respeito à posse de armas, não ha esperanças de que uma ou a outra comecem a procurar remédio para essa hecatombe onde ele possa ser encontrado.
Assim, vamos tentar por outro lado.
Primeiro, registro que é um tapa na cara de 99,9% dos brasileiros pobres que, mesmo sendo as vítimas preferenciais do crime, insistem em trabalhar e mandar seus filhos para a escola em vez de incentivá-los a aderir ao tráfico de drogas e ao crime organizado, dizer que todo proprietário de uma arma assim como todo pobre (que dirá um pobre dono de uma arma!) está a um passo de se tornar um criminoso.
Segundo, registro que é um chute na disposição de ambos de obedecer à lei prender quem tem uma arma e não a usa para o crime e soltar quem assalta e mata a mão armada depois de dar-lhe uma mesada maior que o salário mínimo (possivelmente para “cura-lo” da pobreza que “o torna” criminoso).
Isto posto, indago: já que a moda, tanto no governo quanto na Rede Globo, é criminalizar tudo quanto é “fobia”, não seria o caso pelo menos de por no primeiro lugar da fila esse preconceito repugnante que essa gente tem contra pobre?
Pois está lançada a campanha.
Pela criminalização da pauperofobia!
Já!
Fechô!
13 de julho de 2012 § 1 comentário
Ver Pedro Bial – o do BBB – reclamando “na moral” de invasão de privacidade e cobrando “uma espiadinha” de um paparazzi na casa dele com a mais plana cara de “pimenta no rabo dos outros não arde” já é alguma coisa.
Agora ver Pedro Cardoso transformar isso num comício “contra os capitalistas que enriquecem comprando e publicando as fotos que esses paparazzi fazem” e tomar pela goela a informação de que tanto a revista (Quem) quanto o site da internet (G1) que mais compram e publicam tais fotos pertencem aos mesmos donos da Globo em plena Globo, é tudo!
Mas aí a gente lembra que a frase que o simpático Agostinho, de A Grande Família, mais gritava no seu comício era que: “É mentira; é tudo mentira o que esses capitalistas nos vendem na sua fome de lucros!” e, de repente, se toca que, sendo aquele um programa editado do canal dos ditos capitalistas, até essa suposta “saia justa” também pode ter sido (mentira).
Será!!
E por que não se este é o país em que o Lula nunca vê nada, a Dilma troca ladrão por ladrão, o Senado laranja por laranja e nem por isso a “dor em quem doer” passa de uma volta ao cargão público com direito a atrasados, ibopes e marcas de popularidade recorde?
Fechô! País coerente taí!
Lula já entendeu. Mas…
4 de maio de 2012 § 1 comentário
No Ritz de Paris, Cabral marca o casamento entre o dono da Delta e Jordana Kfouri que viria a morrer na queda do helicóptero de Fernando Cavendish em Trancoso da qual o governador e seu filho por pouco escaparam mas que também matou sua futura nora
A divulgação dos detalhes das primeiras seções da CPI do Cachoeira confirmam o que foi previsto no artigo de quarta-feira.
O relator petista, seguindo ordens, propôs limitar a investigação da Construtora Delta aos seus contratos na região Centro Oeste do Brasil, uma tentativa constrangedora de tão bandeirosa. Bem traduzida queria dizer “investigue-se apenas Demóstenes e Marconi Perillo; esqueça-se o resto”.
Nem o Congresso Nacional onde todo mundo tem telhado de vidro podia engolir essa com todas as gravações que estão em cartaz neste momento em todos os jornais, rádios e televisões do país.
Já o ex-presidente Collor, aquele que foi escorraçado do Alvorada a pontapés pelo PT, despontou como o guardião do sigilo dos documentos, gravações e filmes guardados no pacote do inquérito do Supremo enviado ao Congresso que, por tudo que se divulgou até agora, incriminam o PT mais que ninguém.
Jordana Kfouri come caviar no Ritz de Paris
Um papel tão carimbado que ele sentiu-se na obrigação de explicar que, ao ameaçar todos os seus colegas com as penas da lei se “passassem informações por baixo dos panos a alguns confrades (repetidor da Globo nas Alagoas que é, ele se julga jornalista) para fazerem delas o uso que lhes convém“, ele não estava tomando uma posição “hipócrita, safada e jaguara” (de “cão ordinário”; de “pessoa de mau caráter e patife”, segundo o Houaiss), mas sim “defendendo a lei“.
O ex-presidente foi freudianamente exato nos adjetivos que selecionou…
Foi aparteado por Miro Teixeira que lembrou oportunamente que “pode vir o despacho (obrigando ao sigilo) da mais ilustre autoridade do planeta (e este veio do sempre genuflexivo ministro Lewandowski) o fato é que manter o sigilo é contrariar diretamente a Constituição“.
Resumiu bem a situação o ex-líder do governo no Congresso, Candido Vaccarezza: “Com tudo que a Polícia Federal já apurou, o único acordo possível é em torno do aprofundamento das investigações. Quem tentar abafar qualquer coisa vai se desmoralizar“.
O governador, seus secretários e o amigo Fernando na porta do Ritz
O próprio Lula, como confidenciou uma fonte do PT a Dora Kramer, do Estadão, já entendeu que o partido será o principal alvo das outras legendas nesta CPI porque é quem mais tem a perder.
Mas cautela e caldo de galinha nunca são demais. O resultado só sai depois que acaba o jogo. A velha raposa é persistente e conhece o poder que tem.
Enquanto a CPI se instalava resistindo às primeiras tentativas de sonegar ao país aquilo que o STF e o acuado Procurador Geral da Republica já sabem que contem o caminhão de lixo das organizações Delta-Cachoeira estacionado na sala-cofre do Senado, o sr. Luís Ignácio Lula da Silva, com a desfaçatez que o caracteriza, aparecia numa cerimônia pública ao lado de ninguém menos que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o mais irretorquivelmente corrupto dos corruptos colhidos em flagrante delito nesta que se anuncia como sendo a safra recorde das roubalheiras jamais desvendadas na história deste país.
Os secretários de Saude e Governo do Estado do Rio de Janeiro e o amigo Fernando (centro)
Cabral, como se sabe, é o pai da Delta, com cujo dono, Fernando Cavendish, costuma farrear em Paris e voar de helicóptero por aí, ainda muito mais que Dilma é a mãe do PAC, de cujas obras essa empreiteira detém 80%.
Lula conta cegamente com o “efeito Teflon” que lhe proporciona o fato de tantos brasileiros lhe atribuírem responsabilidade direta por estarem desfrutando pequenos confortos básicos nunca antes tidos e havidos, o que em parte é mesmo mérito dele, e dá de ombros para o resto.
Mas desde já está claro até para ele que, longe de apagar a memória dos “malfeitos” do PT para ganhar o poder e comprar apoios apurados no processo do Mensalão, a CPI da Delta-Cachoeira vai mostrar a que nível da estratosfera a associação explícita entre os antigos “paladinos da ética na política” e os collors e sarneys de sempre em defesa da mais ampla, geral e irrestrita impunidade levou a corrupção no Brasil.






















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