Decoro, pelo amor de Deus!
9 de dezembro de 2020 § 20 Comments

João Doria e Jair Bolsonaro nasceram um para o outro. O oportunismo sem breque de um e a pesporrência interneteira suicida do outro acabam sempre em sexo explícito enfiado goela abaixo do Brasil.
Haja saco para tanta falta de compostura no meio do velório nacional!
É questão de tempo, aliás, para que um exale o último suspiro sobre o cadáver político do outro pois assim como a única coisa que pode salvar este e qualquer hipótese de um próximo mandato para Bolsonaro e evitar a explosão para a qual se vai acumulando pressão na miséria nacional é a velocidade da retomada da economia que depende estritamente da velocidade da vacinação, só um recolhimento e uma modéstia de monge budista em penitência poderiam “desplastificar” a imagem e apagar a memória da incontida sofreguidão que está expulsando João Doria das pesquisas de intenção de voto.

A orientação da cobertura da imprensa preferencialmente para o disse-que-disse e não para o esclarecimento do público também não ajuda a poupar essa náusea ao país.
- Estão completados os testes em humanos a cargo do Butantã?
- Se não estão, quanto tempo tomam ainda?
- Se estão, porque o instituto não os entregou à Anvisa?
- Com os testes em humanos nas mãos, qual o protocolo que a Anvisa tem de seguir?
- O que justifica os prazos que ela alega ter de cumprir, burocracia ou tempo de processamento tecnicamente justificado?
- O que é preciso fazer para acelerar o andamento disso?
- Como foi o “procedimento de emergência” da agência inglesa?
- Estando todas elas cadastradas num mesmo organismo internacional não teria a Anvisa acesso a essa mesma via rápida?

Enquanto em vez de responder perguntas como essas as televisões oferecerem um palco iluminado diário ao Boneco dos Bandeirantes o Panaca do Planalto responderá com mais uma grosseria internetavel e o Brasil não se livrará desse barraco.
Só a re-angulação dessa cobertura da doença do país para o interesse do país doente cala a boca desses dois.

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