Natan Donadon disse tudo!

13 de fevereiro de 2014 § 9 Comentários

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O voto aberto vai fazer com que meus colegas votem contra o coração e a vontade deles“.

E não é com isso que o Brasil sempre sonhou? Que eles votem SEMPRE contra o coração e a vontade deles e a favor da nossa?

Democracia é exatamente isso; nem mais, nem menos.

Essas duas votações em menos de seis meses – 233 votos pela cassação, 24 a menos que o necessário a 172 pela manutenção do mandato (mais abstenções) há seis meses; 467 pela cassação x 1 abstenção (de outro deputado presidiário) ontem – são a prova do que se tem afirmado desde sempre aqui no Vespeiro: a civilização (que é o outro nome da democracia) não é muito mais que a presença da polícia.

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O voto distrital com recall põe polícia na política. É a chegada do xerife a este faroeste dominado pelos bandidos em que vivemos.

Não há povos piores nem povos melhores; “gentinha” nem gentona. O que há são os que já experimentaram e os que ainda não experimentaram. E mesmo entre os que já experimentaram, se tirar a polícia de cima volta tudo pra traz. Até o Steve Jobs, o Leonardo da Vinci cibernético; o “inventor da modernidade”; se tiver certeza de que não vai pagar por isso, vira explorador de menores miseráveis na China.

O voto distrital com recall arma a mão da polícia da política – que é você – para que ela possa exigir o cumprimento da lei. E o efeito é imediato e automático, como previa o anteontem ainda deputado e hoje mero presidiário Natan Donadon. E se é assim diante da simples perspectiva de ser identificado pelo eleitor, imagine o que seria se eles soubessem que o eleitor pode, a qualquer momento, sem manifestação de rua nem bagunça, retirar o voto que lhes garante o emprego.

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O recall é isso.

Divide-se o numero de eleitores pelo número de deputados e cria-se um distrito eleitoral delimitado pela geografia com aquele numero de eleitores. Cada candidato só pode pedir votos em um único distrito eleitoral. Se eleito, fica-se sabendo exatamente que eleitores ele representa. E se “mijar fora do pinico“, qualquer eleitor daquele distrito tem direito de passar uma lista pedindo a confirmação ou não do mandato do porcalhão. Se colher as assinaturas de 5% dos eleitores daquele distrito, convoca-se uma nova votação, só entre eles, cassa-se o mandato do cara e manda-se ele conversar com o ministro Joaquim a respeito de que direitos vão lhe restar lá na Papuda.

Isso faz milagres! Muda a vida! Qualquer outra reforma fica fácil de arrancar com essa arma na mão.

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Agora que estamos na bica de acabar com essa tapeação dos mascarados assalariados, todo mundo sabe de quem, quebrando tudo por aí, taí uma boa razão pra você voltar pra rua.

Mas jogue fora o cartaz inútil, por mais engraçadinho que tenha sido o trocadilho usado na última vez.

Espalhe esta convocação: vamos todos pra rua com o mesmo cartaz; vamos todos exigindo a arma que temos direito de portar pra podermos construir um Brasil do jeito que a gente quer.

VOTO DISTRITAL COM RECALL, JÁ!

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MAIS INFORMAÇÕES SOBRE COMO FUNCIONA O RECALL NESTE LINK

 

Relaxou…

30 de agosto de 2013 § 4 Comentários

dir2O tiro saiu pela culatra.

O voto de confirmação do mandato do deputado presidiário Natan Donadon não vai levar apenas à mobilização do Congresso para por um fim aos votos secretos.

O próprio José Dirceu acha que aquilo foi demais e jogou a pá de cal sobre suas últimas esperanças de escapar da prisão. Pelo menos um dos seus aliados no Supremo, aliás, balançou e já está dando sinais de que vai roer a corda.

Quem prestou atenção na seção de ontem já sabe quem é…

Ele está preparando as malas, conformado com a ideia de dedicar o período sabático que tem pela proa a escrever o seu livro, do qual os últimos capítulos, conforme se desenrolarem as coisas, podem se transformar uma daquelas bombas de rachar a República ao meio.

Notícias, naturalmente, pendentes de confirmação…

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Era normalíssimo o crioulo daquele samba

29 de agosto de 2013 § 4 Comentários

injustiça

Dona Dilma, que mandou avisar aos todo poderosos Estados Unidos da América que não quer que se levante um dedo contra o envenenador de Bagdá, telefonou pressurosa ao “cocaleiro” de La Paz para pedir-lhe desculpas e entregar-lhe na augusta bandeja da justiça a cabeça (de mentirinha) do chanceler da Republica Federativa do Brasil.

Questões de soberania nacional…

Agora veremos se a presidenta que “não tem preconceitos” contra a democracia hereditária cubana mas negou a legitimidade da Justiça do regime notoriamente suspeito vigente na Itália ao abrigar um assassino confesso condenado por ela, mostrará a mesma confiança no senso de justiça de Evo Morales que deposita no da família Castro ao decidir sobre a extradição ou não do desafeto dele que fugiu para o Brasil em razão da visão distorcida do Itamaraty, já devidamente punido, sobre o que é e o que não é justo fazer em matéria de questões humanitárias.

alpino

Não deverá haver erro nesse seu alvitre já que o país inteiro acaba de ter provas da clarividência da senhora presidenta que, num ato de iluminada premonição, encomendou os “médicos” cubanos que, na abundância que o mundo inteiro inveja da ilha dos Castro, não têm mais o que fazer naquele país que vende saúde, pelo menos dois meses antes de “ter a ideia” de criar o seu programa Mais Médicos.

Seja qual for a sua sábia decisão é certo que ela poderá contar com todo o apoio dos guardiões da irreprochavel democracia brasileira no Congresso Nacional que ontem mostraram ter o mesmo discernimento dela ao negar, em nome do princípio sagrado da isonomia, legitimidade também à Justiça brasileira retirando da jaula e depois libertando das algemas um deputado condenado por roubar o povo para angariar votos secretos para a sua própria absolvição.

donadon1

Afinal, esses excelsos membros da base de sustentação do governo dos paladinos da ética na política apenas seguiram o exemplo do partido de sua preclara excelência que, ele também, enfiou de volta Congresso adentro os seus ladrões injustamente condenados pelo Supremo Tribunal Federal que certamente estavam entre os que sufragaram secretamente a contracondenação do seu possível futuro companheiro de cela.

No caso de um improvável revés, aliás, a presidenta, pobre como é, pode contar como certo ao menos com o encômio laudatório do último juiz que infiltrou no STF por todas essas suas meritórias obras, além das do passado remoto, em prol da construção da democracia brasileira.

giga

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