Ainda sobre ladrões

15 de dezembro de 2011 § 1 comentário

A semana esteve cheia de matérias sobre a corrupção pelo mundo afora.

Foram para a jaula:

  • Em Israel, um ex-primeiro ministro.
  • Nos Estados Unidos, um ex-governador.
  • Na Espanha, o genro do rei.
  • No Brasil, o PM João Dias Ferreira, que denunciou Agnelo Queiroz por falcatruas com as ONGs do esporte e, depois de recusar suborno de R$ 159 mil do acusado, foi avisado por seu superior, o major Neilton Barbosa, de que “estava ingressando no campo da política onde os administradores são eternos“.

Escaparam da jaula:

  • O companheiro Agnelo, ex- ministro dos Esportes e ex-governador do Distrito Federal, a mais rica de todas as unidades da federação embora não produza nada senão politica e escândalos, pego em flagrante armação muito pouco sofisticada para receber por interposta pessoa de sua própria família dinheiro em troca de favores prestados a gente que quer “tratar da nossa saúde” sem muita fiscalização da Anvisa.
  • O amigo Fernando Pimentel, discípulo de Palocci que, além de ser do PT, ao contrário dos outros ministros fuzilados, é ex-companheiro de armas da sra. presidenta no Colina e no VAR-Palmares, dois dos movimentos armados contra a ditadura militar.
  • Jader Barbalho, o Ficha Suja, devidamente sanitizado por ninguém menos que o Supremo Tribunal Federal.
  • Os 38 réus do Mensalão (quase os proverbiais 40), crime que está “prescrevendo” a golpes de depoimentos de 600 páginas cada, a serem lidos e relidos por todos e cada um dos ministros do Supremo até que “vençam os prazos” que é como acabam 99% das ações que chegam aos nossos tribunais.

  • Marcos Valério, ator coadjuvante do dito Mensalão, que desta vez passou um ligeiro perrengue (sem algemas, é claro) por conta de grilagem de terras.

Diante de tantas evidências do bom funcionamento de nossas instituições e, possivelmente, em nome da isonomia, o Congresso Nacional houve por bem reagir e proibiu os pais de darem palmadas nos filhos com multa para quem ver criança apanhar da mamãe e não denunciar o fato à polícia.

Pelo jeito falta pouco para formalizarem a pena de prisão para quem ver político roubando e denunciá-lo à execração pública (já que para mais que isso as denuncias não servem mesmo).

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