Chavez faz menos cerimônia…
10 de outubro de 2012 § 2 Comentários
Faltando cinco meses para a eleição que lhe daria o quarto mandato consecutivo (lembrando que a primeira tentativa foi a mão armada), o presidente Hugo Chavez, da Venezuela, relançou o Minha Casa Bem Equipada (sucessor da versão local do Minha Casa Minha Vida).
O plano consistiu na importação, a troco de petróleo fornecido pela PDVSA, hoje sócia da nossa Petrobras, de centenas de contêineres contendo fogões, geladeiras, TVs, máquinas de lavar e outros “espelhinhos e miçangas” fabricados pela estatal chinesa Haier, que foram vendidos com descontos de 60% e créditos dos bancos públicos venezuelanos como o Banco do Povo Soberano, que cobram juros de 6% ao ano.
Também fez parte desse desinteressado “programa social” a venda de automóveis chineses e iranianos, igualmente trocados por petróleo “nosso” (do povo venezuelano) repassados com preços 15% inferiores aos de mercado e três anos de prazo para pagar.
850 mil famílias “foram beneficiadas”…
Finalmente, “para garantir a paz e a ordem nas eleições”, as Milícias Bolivarianas, uma espécie de ONG armada sustentada com dinheiro público que hoje conta 150 mil homens e mulheres do partido do coronel presidente, passou, pela primeira vez oficialmente, a dividir com o Exército Venezuelano a tarefa de “garantir a paz” nas bocas de urna do país de Chavez.
Auxiliando essa força particular, inspirada nos seus equivalentes cubano e líbio (dos tempos do falecido Muammar), estavam “observadores internacionais” convocados para avalizar a lisura da votação, entre eles o “cérebro” da diplomacia lulista, Marco Aurélio Garcia.
Na segunda-feira, pelo meio da tarde, com a colheita já apurada (eles também estão “adiante do mundo” em matéria de eleições informatizadas), a presidente Dilma telefonou ao seu colega fardado, cuja vitória saudou por 15 longos minutos, fazendo saber ao Brasil que vê no pleito venezuelano “um processo democrático exemplar”.
Alguma dúvida?
No ar, antes de mergulhar
1 de agosto de 2012 § Deixe um comentário
E o coronel Hugo Chavez, caçador de jornalistas, sócio das FARC, presidente perpétuo da Venezuela, entra no Mercosul que “exige democracia de seus sócios” pela rampa do Palácio do Planalto no lugar do Paraguai, cujo Senado, seguindo a letra da lei, impediu o presidente fomentador de massacres de fazendeiros por invasores “sem terra”.
É o PT dizendo ao mundo quem é e a que veio.
José Antônio Dias Tóffoli, advogado e ex-líder do PT na Câmara, consultor de suas campanhas eleitorais, assessor jurídico da Casa Civil sob José Dirceu nos tempos do Mensalão, Advogado Geral da União de Lula, advogado pessoal do “chefe da quadrilha” do Mensalão, companheiro de cama mesa e banho de Roberta Maria Rangel, defensora de diversos acusados no processo, declara-se “contrariado” pela acusação de conflito e informa que vai votar na decisão da “Ação Penal 470“.
É o PT dizendo ao Brasil o que pensa sobre o Estado de Direito, a separação dos poderes, a ética na política e as regras internacionais do jogo democrático.
Nada disso era de fato necessário pois ainda que seus 38 mensaleiros sejam condenados, o PT seguirá de qualquer maneira no poder até que a China caia, a onda na qual surfa nossa economia se esvazie e os eleitores brasileiros decidam que basta.
Mas Lula, o intocável, não quer assim. Quer o Brasil inteiro ajoelhado diante da mentira, pedindo perdão por ter namorado a verdade.
De modo que confirma-se: a decisão sobre o Mensalão no STF é que define se seremos só mais uma república bananobolivariana, mesmo sem Bolívar jamais ter posto os pés aqui como antecipa a nova configuração do Mercosul, ou se seguimos na disputa por um lugar entre as Nações civilizadas.




































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