Cessar fogo entre Israel e Hezbolah está para ser anunciado

25 de novembro de 2024 § Deixe um comentário

A boa nova é confirmada tanto nos Estados Unidos, por Josef Biden quanto na França por Emanuel Macron. Fontes que preferem não se identificar confirmam também em Israel, mas ressalvando que será só um cessar fogo temporário.


A GUERRA MUNDIAL CONTRA A RAZÃO

1 de dezembro de 2023 § 5 Comentários

Essa guerra, que começou com um tiro milimetricamente assestado contra o cérebro da civilização, é uma guerra feita para tirar a questão palestina – e com ela o confronto entre civilização e barbárie – do campo da racionalidade.

Aquela violência selvagem é uma aposta na burrice; no esmagamento da inteligência pela emoção, mas com o agravante de ser paga com carne humana moída. 

E que, por enquanto, está tendo pleno sucesso…

É a mesma lógica que inspira toda a ideologia woke: o objetivo, ao invadir o seu lar para mexer com a sexualidade das suas crianças, ao espicaçar paixões atávicas como as de sexo e de raça, é tirar o debate sobre os caminhos para a organização da vida em sociedade do campo da racionalidade, onde essa esquerda que não sobrevive à sua própria história não pode vencê-lo.

A história do socialismo real é uma história que precisa ser apagada.

É uma linha continua de esmagamento da liberdade, de destruição de riqueza e de genocídios.

A China põe o pior da tecnologia a serviço do pior do capitalismo, para gerar riqueza à força para os

monopólios político e econômico do Partido Único.

Mas a tentativa agora é de vender, da reedição chinesa à qual o Lula quer nos atrelar,  só da história a metade.

Mostrar as pirâmides sem mostrar o regime de escravidão que as ergueu.

Mostrar o resultado da “superioridade” do incentivo irrecusável do tiro na nuca, sobre o dos bônus por desempenho que você está livre para disputar ou não no capitalismo democrático, mas sem mostrar as execuções nem o totalitarismo informatizado que as precedem. 

O único sucesso indiscutível de todas as experiências de socialismo real, está na capacidade várias vezes testada de tomar e manter o poder independentemente da satisfação do cliente.

Jose Ortega Y Gasset, espanhol, morto em 1955, foi o ultimo dos grandes filósofos europeus. 

É dele a formulação “Eu sou eu e minha circunstância”. Ou seja, eu sou eu dentro dos limites da minha história, do meu lugar no mundo e da forma como processo essa relação.

A matéria prima que viabiliza a ideologia woke e essa revanche da versão sobre o fato e do dogma sobre a experiência científica que está conflagrando o mundo de hoje, é esse novo “homem sem circunstância”; 

o homem anti-orteguiano; 

Ele é esse urbanóide que perdeu as referências dadas pela geografia e pela cultura, pela história da sua gente e do seu lugar no mundo e, sobretudo, qualquer contato real com os limites dados por deus, pela inserção, até ha pouco obrigatória, de tudo e de todos na natureza. 

Ele é esse urbanóide que nunca viu mais que um “pet”; que nunca viu matar o frango que se vai assar para o jantar, que nunca observou as cadeias alimentares se encadeando, que nunca plantou nem teve de esperar para colher,  torcendo para que céu cumprisse a sua parte no processo cheio de acidentes de crescimento da planta.

É o homem que perdeu, especialmente, a noção da estrita dependência da morte para a continuação da vida, e da conexão insuperável de todas as coisas. 

Para essa nova humanidade de granja, padronizada, que nasceu e cresceu nas telas de uma realidade virtual que é uma falsificação da outra, alimentada com uma ração intelectual industrialmente  formulada,  tanto para produzir efeitos antes inexistentes quanto para “cancelar” outros que a natureza antes impunha, não ha chão nem ha céu. 

E isso faz dela tábula rasa, sem qualquer tipo de perspectiva histórica, vivendo uma eterna infância que, para poder ser fabricada sempre do zero, depende apenas da destruição da educação, que é a conexão com o passado limitado pela realidade material.

Para ela todas as vontades, todas  as duvidas, todas as fomes, puderam ser previstas e atendidas ao toque de um botão, ou mesmo antes que se manifestassem no nível da consciência. 

Tudo para ela, esteve sob controle o tempo todo, menos o clima que, por isso mesmo, volta “a ser a cólera dos deuses”, que tem de ser aplacada com sacrifícios humanos…

Na cabeça dessa humanidade, em se plantando, qualquer porcaria dá, sejam as que existem, sejam as que não existem no mundo real.

É o que explica que não haja mais diferença entre as cabeças plasmadas em Harvard e as cabeças plasmadas na USP, filiais da mesma granja em que, menos para os que deliberada e heroicamente resistem, despindo-se ritualmente da “modernidade” para reviver e cultuar o viver na e da natureza, e as tradições da humanidade de sempre, nascem, crescem e morrem, cada vez mais indistinguíveis uns dos outros.

***

A democracia é a vitória da razão sobre o dogma; é a entronização do fato como base da verdade e a desclassificação da narrativa, venha de quem vier; a supremacia do direito sobre a força.

A democracia moderna só conseguiu se instalar em nome da tolerância, depois que a geração dos iluministas foi iluminada pela visão da história da nossa espécie numa perspectiva mais longa que o hiato de racionalidade inserido nos meados de uma vida. 

Não dá tempo da experiência vivida de um ser humano normal, que começa a raciocinar – mais do que guiar-se puramente pelos hormônios – quase lá pela meia idade, e vai até onde o alzheimer deixar, ensinar-lhe, só com isso, muito mais que o mínimo necessário à sobrevivência.

A chave-mestra da revolução democrática, e da revolução científica filha dela, foi a prensa de Gutemberg.  O fim da era dos livros trancados nas torres dos conventos beneditinos. A geração dos iluministas foi a primeira a tirar uma conclusão geral, uma síntese do que houve de comum na base de todos os sistemas de opressão do homem pelo homem independentemente do tempo e do espaço em que se deram. 

Foram os 3 séculos de absorção e digestão da história registrada da luta do melhor da humanidade contra a opressão, que transcorreram entre a democratização do livro, que começa por volta de 1450, que desaguou na constituição americana de 1787. 

E a prova genética dessa filiação está na perfeita ordem de prioridade das 10 emendas da Bill of Rights inscritas nela para demolir os pilares históricos de todas as opressões: primeiro garantir a liberdade de pensamento, de expressão e de religião; depois a defesa da vida, da intimidade e do ninho (a propriedade); e tudo para definir a prevalência do fato sobre a “narrativa” e chegar à prevalência do direito sobre o privilégio.

E tudo isso num momento em que o resto da Igreja Católica (especialmente o resto ibérico)  ainda se comportava como o ISIS e o Hamas se comportam hoje.

É a consciência de que é da manutenção dessa visão em perspectiva histórica que depende a construção e a defesa da liberdade, que nasce, com Lutero e contra a Inquisição, o sonho da educação para todos, como o instrumento para dar acesso direto à verdade, e portanto à democracia, também a todos, sem a necessidade de intermediários.

Se os beneficiários da democracia hoje duvidam da força dela, seus inimigos não têm duvida nenhuma. Não perdem um minuto com bobagens. Trabalham com foco absoluto. Confiam cegamente na arma de dois gumes da destruição do sistema educacional e da censura, para garantir que cada geração seja uma nova infância colonizável da humanidade, sem memória nem referência histórica, porque sabem que é disso que todo o resto decorre…

O conceito de democracia  foi universalmente adotado como sonho. 

Até as ditaduras precisam vender-se como “excesso de democracia” e incluir no seu figurino institucional elementos que ao menos se pareçam com instituições democráticas. 

Em 2016 o Dicionário de Oxford, o mais acatado da língua inglesa, declarou “pos-verdade” a palavra do ano e a definiu assim: “um substantivo que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

Sim, é de mentira que se trata, mas do uso dela com o objetivo específico de subverter ou minar a democracia, o único sistema de constituição do poder do estado em que a “opinião pública” é o fator determinante.

A paulatina conversão da luta contra a democracia, de uma disputa entre verdades concorrentes para a destruição do próprio conceito de verdade, inclui o reconhecimento da relação indissolúvel entre democracia e verdade. 

E admitir que, onde está bem plantada, a democracia só pode ser destruída por dentro, a partir de uma deliberação da maioria contra si mesmo, e que só uma trapaça pode produzir esse efeito, homenageia a superioridade moral que seus inimigos reconhecem, mas nunca em voz alta.

É a partir desse reconhecimento que Antonio Gramsci constrói a sua gigantesca trapaça para impor uma “hegemonia cultural” em busca do “consentimento social” para um conjunto de convicções, normas morais e regras de conduta semeados com um trabalho meticuloso de “superação induzida” de crenças e sentimentos, para induzir as democracias ao suicídio, obtida pelo “controle dos meios de difusão cultural da burguesia” e a “cooptação de artistas, professores e intelectuais orgânicos” a serviço da conquista do poder político. 

A construção se dá peça por peça. E no Brasil já virou lei. A imprensa e o judiciário, por exemplo, só podem mentir pelo que não fazem. Não dá para denunciar um inocente, nem para inventar um fato inexistente, sem ser desmentido em seguida. 

Mas é perfeitamente possível não denunciar um culpado e ignorar um fato existente sem ser necessariamente acusado de mentir. 

É perfeitamente possível escolher quais denuncias publicar cercadas ou não de todos os emocionantes recursos de son et lumiére possíveis. 

Fazer minguar uma culpa muito grande falando baixo e pouco dela ou inflar uma culpa muito pequena falando alto e insistentemente nela. 

Descontextualizar um fato para faze-lo parecer o que não é, condenar à não existência midiática alguém que vive de voto, brincar com a inversão da relevância do que alguém disse ou deixou de dizer ate fazer sujeito parecer o avesso do que ele é. 

Promover o linchamento moral de quem não declamar pela cartilha “correta” até que a mentira deixe de ser uma questão moral e se transforme numa questão de sobrevivência, como passou a ser para a renovação do passaporte de “jornalista” nas redações de hoje.

É perfeitamente possível fazer as emoções afogarem a sua razão, com a ferramenta sibilina da ideologia woke.

Tudo para acostumar o seu cérebro a não confiar mais no senso comum e tirar os seus olhos da regra do jogo, que é onde eles realmente operam, para subverte-la.

A anti-democracia é que é democracia. A opressão e a censura é que são a garantia da liberdade. A discriminação é que é a tolerância. O racismo é que é o anti-racismo. A ditadura é que é o estado de direito. As minorias é que são as maiorias.

Progressista, enfim, é quem quer regredir àquele regime em que uma só pessoa é dona de todos os meios de produção e de todos os meios de decisão, e conservador é quem quer progredir para a alternância no poder, e para o governo do povo, pelo povo e para o povo… E quando você abre o olho eles estão legislando sobre o que você pensa e criminalizando o que você acha, e você está condenado a regredir para antes do século 17.

É para tornar tudo isso indiscutível, até sob pena de morte, como é nos países aos quais Lula nos está amarrando, que estão querendo por Flavio Dino, que é um Alexandre de Moraes com uma causa, no trono do STF.

A guerra por controle remoto

1 de março de 2010 § 4 Comentários

O filme que você pode ver aí em cima está circulando pela internet como coisa real. Alguns especialistas que o avaliaram afirmam que não; que a explosão no final e outros detalhes indicam que se trata de uma versão “demo”. Mas isso é o de menos. O importante é que é exatamente assim que a coisa real acontece. A guerra por controle remoto – e eventualmente o terrorismo por controle remoto – estão aí para ficar.

O filme mostra a operação de um MQ-9 Reaper (foto) em ação no Afeganistão mas controlado remotamente a partir da base Creech, da Força Aérea americana, no deserto de Nevada, pertinho dos cassinos de Las Vegas, a quase 13 mil kilometros de distância. Esses aviões sem piloto, que carregam 4 mísseis teleguiados Hellfire e duas bombas de 250 quilos podem permanecer voando por 22 horas a 21 mil pés de altura (uns 7 mil metros), o que os torna invisíveis e absolutamente silenciosos para quem está em terra.

Lá de cima, suas câmeras enxergam o que está lá embaixo com um nível de detalhe que permite que se veja uma galinha andando pelo chão, a maçaneta de uma porta ou se um homem enquadrado está ou não portando uma arma.

Para operações no Afeganistão, eles são lançados de Kandahar. Minutos após a decolagem os controles passam a ser operados, via satélite, de Nevada. Cerca de 5 mil aviões controlados remotamente estão em operação no Iraque e no Afeganistão. E o numero tende a crescer porque eles têm sido saudados como o equipamento que mais tem salvo vidas (de americanos) nessas duas guerras.

São mais usados para reconhecimento, mas também têm sido empregados em missões de ataque. Em Nevada, um piloto e um navegador controlam o avião, conforme se vê no filme, e mais dois militares veteranos, com experiência anterior sobre as áreas sobrevoadas, sentados atrás deles, ajudam a interpretar as imagens. A 13 mil quilômetros de distância, o comandante dos batalhões nos campos de operação enxerga as mesmas cenas que estão sendo vistas em Nevada num “Rover”, um lap-top especial. Cinco canais de chat, alguns via internet outros via rádio, permitem contato permanente entre os operadores em Nevada e os soldados no front, cujos movimentos são guiados pelo que os aviões-robô estão vendo. Eventualmente, o comandante no teatro de operações pode pedir um “bombardeio de saturação” para limpar o terreno que os soldados vão ocupar. O gatilho será apertado em Nevada por pilotos que, todas as manhãs, acordam ao lado de suas esposas em casa em Las Vegas, pegam os seus carros e guiam uns 50 minutos pela auto-estrada para chegar ao trabalho. Depois de cumprido o seu turno, voltam para casa para brincar com os filhos ou ir ao cinema…

Ataques de precisão contra alvos especiais, como figuras importantes da Al Qaeda, principalmente, têm sido feitos por esses aviões com enorme grau de sucesso. A CIA os considera “a arma mais efetiva jamais utilizada” contra esse tipo de alvo.

O problema é que, como toda arma, ela não tem preconceitos a respeito de quem aciona o gatilho. Guerrilheiros do Hezbollah, no Líbano, por exemplo, conseguiram roubar alguns planos e construir versões, ainda que mais rudimentares, dos aviões-robô, que foram usados para reconhecimento do território israelense na guerra de 2006…

O livro “Wired for War: The Robotics Revolution and Conflict in the 21st Century“, de Peter W. Singer (http://www.amazon.com/Wired-War-Robotics-Revolution-Conflict/dp/0143116843/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=books&qid=1267473948&sr=8-1 ) é um best-seller nos Estados Unidos e o que se descreve lá, segundo uma resenha, é de arrepiar. Dezenas de novas armas-robotizadas estão em desenvolvimento. Vão de novos aviões sem piloto com as características dos Stealth, que os radares não conseguem captar, até objetos voadores do tamanho de uma mosca, capazes tanto de missões de espionagem quanto de destruição.

Arnold de Borchgrave, um experiente analista militar, considera que a robótica é a mudança mais fundamental na condução das guerras desde a invenção da pólvora.

Quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, havia um punhado de aviões não pilotados no ar e nenhum equipamento robotizado no chão. Hoje perto de 12 mil equipamentos carregando mísseis, bombas e granadas, no ar e no chão, estão em operação”.

Isso vai reduzir o custo das guerras, derrubar as barreiras psicológicas para o ato de matar e erodir os códigos de conduta dos soldados, alem de tornar as guerras muito mais fáceis de começar”…

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