O golpe já foi dado; o país já está em guerra
13 de junho de 2022 § 15 Comments

Vamos aos fatos?
Vamos ser honestos?
O PT nunca fez outra coisa na vida senão recusar-se a entregar o poder a quem ganhou cada uma das muitas eleições que perdeu. A todos declarou guerra aberta. Ao país que votou neles manteve sempre sob o cerco cerrado dos quinta-colunas com que recheou todo o serviço público, as estatais que até hoje chantageiam a miséria nacional e o sistema nacional de educação empenhados em sabotar toda ação que pudesse reduzir a miséria pra ver se, levada ao paroxismo, ela ateava fogo ao circo até a véspera da eleição seguinte. Aos vencedores de cada eleição manteve sempre encurralados pela falsificação de dossiês inteiros, e não só e sistematicamente das news, para tramar impeachments-tapetão.
No mundo que o PT desenhou, só o “concursismo” salva. E enquanto isso se provar verdadeiro pela derrota sistemática de todo mundo que tentar vencer pelo trabalho a subversão da moral nacional como um imperativo de sobrevivência estará garantida. Daí a concentração incansável do partido na destruição da economia viva em benefício da que vive dos privilégios distribuídos pelo Estado. É ele o principal responsável pelas quase quatro “décadas perdidas” desde a redemocratização.
Desde que “o sonho acabou”, e com ele a possibilidade da sedução, já lá vai mais de um século, semear o desespero, o ódio e a trapaça é a única esperança de poder do partido que instalou um enorme espelho retrovisor no lugar do seu parabrisa. Foi o PT quem inventou os “gabinetes de ódio” elevados ao status de Secretaria de Estado a cargo do nefando André Vargas, o coach do que ficou conhecido como a “esgotosfera petista na rede”, versão evoluída da “PT-Pol”, a fábrica de dossiês conhecida e reconhecida por todas as redações da old mídia a quem ele lhes ”dava acesso” montada pelo Sindicato dos Bancários aparelhado segundo plano de “tomada do poder” de Luiz Gushiken e José Dirceu para fuzilar adversários políticos.

A roubalheira, ao contrário do que parecem pensar os que se lhe opõem com menos inteligência, não é o que define o lulismo. Ela é só mais uma das armas que a seita usa para destruir a democracia, unindo o útil ao agradável. Por isso quando com as armas do poder na mão, tratou de dissolver no deboche, mês a mês, parlamentar por parlamentar, a única ponta do Sistema conectada, ainda que indiretamente, ao eleitor e ao Pais Real fora a Presidência da Republica.
Uma vez cortada a conexão, trata agora, para dar xeque-mate ao rei, de impor à cúpula do poder do galinheiro exclusivo da privilegiatura que restou, mediante um jogo pesado de chantagem, a “nova ordem” baseada nos regimentos internos dos órgãos públicos e não na constituição ou nas deliberações do congresso eleito pelo povo, no qual sabe-se desde antes da largada que prevalecerá o que leva “supremo” no nome e é, todo ele, nomeado pelo maior interessado em suas sentenças. É um expediente primário de força bruta, mais que óbvio, explícito, que não vai se transformar naquilo que não é nem com mil anos desse bombardeio de saturação que faz sobre ele a imprensa embarcada.
As manobras de hoje para vencer as últimas resistências – as do PT, não as de Bolsonaro – em tudo fazem lembrar, sim, as que desaguaram na ditadura militar, com a diferença de que desta vez os golpistas não foram atalhados por um contra-golpe. Foram eles que se anteciparam.

Exatamente como aconteceu entre o 64 da intervenção com data marcada para acabar e o 68 do AI-5, interregno no qual os perdedores trucidaram 19 pessoas na rua antes que os militares topassem a sua guerra declarada, estão trucidando a democracia brasileira, atentado por atentado, com o mesmo requinte de violência gratuita das bombas em cinemas e aeroportos e os fuzilamentos de gente desarmada de então para provocar o máximo de choque e indignação de modo a que, se houver contra-golpe, possam alegar que os golpistas, desde o início, eram os eventuais contra-golpistas ou, se o país se entregar sem luta, deixar plano o caminho para o fechamento final desenhado na constituinte esseteefiana já prometida.
Por três vezes, desde 2005, segundo ano do lulismo no poder, os representantes eleitos do povo ordenaram em votações democráticas esmagadoras que as urnas também imprimissem o voto. Por três vezes desde 2006, quando sentou-se no tribunal o terceiro ministro nomeado por Lula (hoje eles já são 7 dos 11), o STF jogou no lixo a ordem do povo, de quem “emana todo poder”, com argumentos menos que ridículos.
Com fraude ou sem fraude, é deles, portanto, a obra feita: a eleição como ato supremo de pacificação de todo país democrático é coisa do passado no Brasil. Está desacreditada e quem a desacreditou foi o STF do Lula. É por esse “fechamento de questão” na opacidade e pela truculência com que trata quem quer que o denuncie como suspeito, e não pela exigência de mais transparência, que este país JÁ ESTÁ conflagrado, ganhe quem ganhar.
Pode-se encher uma biblioteca inteira com o que há de inadequado no comportamento de Jair Bolsonaro, assim como pode-se encher uma biblioteca inteira com o que há de desagradável numa quimioterapia. Mas o lulismo é que é o câncer.

O Brasil não estaria doente se, com o mundo que se preveniu, tivesse levado uma vida institucional mais higiênica e adotado a ÚNICA ALTERNATIVA que existe para os desregramentos da monocracia que SEMPRE FOI, como a humanidade sabe desde a Grécia, tornar todo poder e todo mandato para exercê-lo estritamente dependente do povo.
Em vez disso, “não larga de fumar” nem com o câncer já instalado. Os mais convenientes “companheiros de estrada” do lulismo só discutem quem, dentro do galinheiro exclusivo da privilegiatura blindado contra o País Real – a câmara? o senado? o judiciário “cancelado” nos nove juízes das três instâncias revogadas por ordem de nhô Edson do MST, o novo proprietário do fazendão nacional escravocrata e seu capitão-do-mato Xandão – tem o direito de mandar chicotear deputados eleitos e família, cancelar partidos políticos, leis e constituições e surrar no tronco quem exigir o cumprimento delas. Os mais “modernos” e “democráticos” propõem no máximo a troca do proprietário.
Tudo, menos a libertação! Tudo menos o povo no poder! Só que já não convencem mais que 1 ou 2% dos brasileiros com isso.
Por isso não ha mais engano inocente possível: goste-se ou não dele, aderir à lapidação de Bolsonaro com as pedras da mentira e não só com as críticas que merece e não bastam, ainda que com alfinetadinhas em Lula a coté para salvar uma face “democrática”, alem de não ser honesto, é escolher o câncer.

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