Os frutos da democracia

22 de julho de 2016 § 30 Comentários

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Artigo para O Estado de S. Paulo de 22/7/2016

O governo liberou quarta-feira os aumentos do Poder Judiciário acima de 41%. Primus inter pares porque é lá que se dizem os “sims’” e os “nãos” que confirmam ou anulam tudo que os outros poderes decidem, os “meritíssimos” recebem antes de todos os demais o seu pedaço do pacote de aumento do funcionalismo que, bem no meio da mais cruel crise já vivida pelo resto do Brasil, tomou mais R$ 60 bilhões da economia moribunda para garantir que as “excelências”, seus nomeados e os nomeados de seus nomeados continuem dormindo em paz no meio do pânico que grassa aqui fora.

No STF, que “dá o teto” para o salário de todo o setor público, o “por dentro” salta de R$ 33,7 mil para 39,2 mil, 16,3% a mais. É claro; todo mundo sabe que não ha um único juiz no Brasil, que dirá os do STF, que realmente vive com essa “mixaria”. Não ha cálculos publicados sobre quanto valem todos os “auxílios” e mordomias que lhes pagamos e são chamados de todos os nomes menos “salário” para que a Receita Federal que nos esfola a partir de pouco mais de dois salários mínimos se sinta juridicamente autorizada a tirar candidamente os olhos de cima deles. Por uma distração do “Sistema” na recente luta para expelir esse Eduardo Cunha que desafiou sua hierarquia interna, o país ficou sabendo, por exemplo, que o presidente da Câmara dos Deputados, computados todos os jatos, automóveis, pilotos, motoristas, combustível, hotéis, o “chef” e os tres auxiliares de cozinha, as empregadas e “valets de chambre”, os “auxílios” moradia, escola de filho, assistência médica, paletó, dentista, barbearia e o que mais se imaginar, ganha na verdade a bagatela de R$ 500 mil por mês.

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Somente os R$ 60 bi que vão custar esse ultimo aumento nominal – veja bem, não estamos falando da folha de pagamentos da União mas só de quanto ela vai aumentar enquanto você se afoga – poderiam pagar 33,8 milhões de vezes o salário médio do Brasil que, em 2016, chegou a R$ 1.776, ou 68 milhões de salários mínimos de R$ 880. E no entanto, notícias como essas são dadas pelos eruditos do colunismo social da Côrte em que se transfomaram os jornalistas políticos do Brasil, quase como uma vírgula em meio às elucubrações sobre as minúcias dos passes e transações entre partidos e chefes de partidos de que o país real não sabe sequer os nomes para decidir quem vai ficar com que pedaço da pele dele. Faz-se um mero registro desacompanhado de qualquer cálculo, comparação ou reportagem sobre como é a vida dos habitantes desse mundo inimaginavel para a multidão dos brasileiros das periferias “de bloco” que espera em obsequioso silêncio, imobilizada, que as “excelências” se resolvam.

Nesta ultima safra, registrou-se burocraticamente que o governo provisório que confirmou esses aumentos foi constrangido a faze-lo porque se ousasse sequer discutir o assunto a máfia travava de vez o país e acabava de matá-lo. Feito o parentese, com essa ameaça de quase genocídio apenas sugerida, volta-se ao infindável ti-ti-ti da Corte…

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Essa nossa constituição que vive sendo saudada aos quatro ventos como “democrática” é o avesso disso. Não passa de um vasto compêndio das exceções ao império da lei e dos privilégios garantidos a uns e negados a outros que abrange virtualmente todos os aspectos da vida e todas as categorias de brasileiros para garantir que nenhum possa se queixar a partir de uma posição moral não comprometida, mas que estabelece uma rígida hierarquia na privilegiatura que regulamenta até a menor das minúcias. O resultado é, sem tirar nem por, um sistema feudal em que “o rei” nomeia os seus barões e outras “nobrezas menores” a quem atribui “feudos”  nos ministérios e nas estatais que, por sua vez, criam as clientelas que “protegem”, tudo na base da distribuição de dinheiros que não são eles que produzem a quem fica dispensado de fazer por merece-lo.

Igualdade perante a lei; 1 homem, 1 voto; o direito de cada um decidir o que é melhor para si nas relações de trabalho; a proibição da representação que não seja teleguiada pelo Estado (fundo partidário, imposto sindical, etc.), nenhum dos fundamentos que definem “Democracia”, enfim, está presente neste Brasil do “regulamentismo absolutista”.

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O brasileiro vive se flagelando achando que é o povo mais corrupto do mundo mas esta é só mais uma das mentiras que lhe intrujam. No mundo inteiro, em tudo que o Estado entra, rouba-se. O problema é que no Brasil o Estado entra em tudo apenas e tão somente porque se quer roubar em tudo e isso continua sendo possível aqui. No resto do mundo, não existe mais essa discussão. Não é de Estado mínimo ou máximo mas de roubalheira mínima ou máxima que se trata. Para o Estado deixa-se apenas o que não se pode evitar de deixar, porque o que for deixado será inevitavelmente roubado e ha que por essa inexorabilidade na balança. Leis anti-corrupção, por melhores que sejam, são pra enxugar gelo e os esquemas organizados para negar isso pelos que vivem do Estado são ululantemente mentirosos. Todo mundo sabe disso. Não ha exceção de Azerbaidjão a Zaire.

No meio do desemprego e da quebradeira geral, um país acostumado a ser cavalgado busca desesperadamente uma esprança em que se agarrar. Mas desanima o fato de discussões encerradas no mundo todo não terem sequer começado por aqui. É deprimente entender, antes da partida para mais uma jornada de recuperação de prejuízos, que mais uma geração de brasileiros terá o seu acesso à modernidade barrada porque insistimos na roda quadrada.

O Brasil fica sonhando com colheitas mas o fim da miséria, a prosperidade, a paz social são frutos da democracia e é preciso antes adotá-la para poder colhê-los. Enquanto não sairmos do colunismo social da Corte para a cobertura intensiva, gráfica e subversiva do custo social da Côrte; enquanto não começarmos, não apenas a dizer, mas a bradar em fúria que não ha salário para nós porque ha salário demais para eles; enquanto não houver uma só lei para todos nós só colheremos mais do que já temos colhido.

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E quem precisa de educação no Brasil?

1 de abril de 2014 § 9 Comentários

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Foi tocar no assunto no artigo anterior e os fatos vieram em meu socorro.

A discussão sobre a última medida tomada da indigência educacional brasileira na Globonews, o canal de notícias com que a Globo mira a elite intelectual brasileira, mostrou que ela é ainda muito mais profunda do que registrou o último “Pisa”, um exame internacional que, este ano, deixou de lado as avaliações mais técnicas que costumava fazer em torno dos temas Leitura, Matemática e Ciências para se concentrar na solução de problemas de lógica e raciocínio.

Entre 44 países que participaram do certame testando alunos de 15 anos de idade, o Brasil ficou em 38º lugar…

A Globonews mobilizou seus amplos recursos entrevistando os “especialistas” do costume no Brasil e no exterior, que falaram longamente nas “causas” — também as do costume — da tragédia educacional brasileira, incluindo no rol os salários dos professores, a falta de verbas, a “inadequação do currículo à realidade do cotidiano dos estudantes”, etc., etc. e tal.

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Mas, como de hábito, a todos passou despercebida a “pista” que, lá do início da lista de classificação, clamava aos céus a razão essencial pela qual não saímos dessa miséria, ao contrário, afundamos cada vez mais nela.

Quem são, pela enésima vez, os primeiros classificados nesse exame? Os asiáticos. Quais asiáticos? Aqueles que, tendo partido de situações infinitamente mais calamitosas que a do Brasil de hoje, importaram tecnologias institucionais modernas – uns depois de perder uma guerra mundial e levar duas bombas atômicas na cabeça, outros a partir de condições nacionais de semi-selvageria e miséria absoluta – e, graças a isso, colheram o mesmo resultado que tinham colhido, pela mesmíssima razão, os países que as tinham adotado antes deles.

Até a sequência dos três primeiros colocados aponta nessa direção. O último dos três a importá-las – Cingapura – é o primeiro colocado, o penúltimo – a Coréia do Sul – é o segundo, e o que as importou ha mais tempo – o Japão – é o terceiro.

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São as consequências naturais da acomodação na abundância de quem a conquistou duas ou três gerações antes dos outros contra a disposição para a luta mais aguerrida em quem a tem desfrutado ha menos tempo.

Mas o que há de comum entre esses três países é que todos transplantaram para suas realidades os elementos básicos do ferramental institucional norte-americano, aquele que, no melhor momento da cultura da Humanidade, foi especialmente desenhado pela elite do Iluminismo fugida para a América para fundar uma sociedade que deveria ser a antítese da Europa feudal onde tudo que valia era ser amigo do rei, num processo revolucionário cujo sentido pode ser sintetizado na frase “nenhum dinheiro e nenhum poder que não seja fruto do mérito”.

A educação, que este teste procura medir, foi a faísca inicial da Revolução Americana.

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Tudo começou pela perda momentânea do controle que a Igreja e os monarcas absolutistas mantinham sobre a circulação da informação provocada pela invenção da prensa de Gutemberg que disseminou para além das trancafiadas bibliotecas de uns poucos conventos edições completas da Bíblia, uma das quais caiu nas mãos de Martinho Lutero que, ao lê-la, deu-se conta de que a versão que davam dela os bispos e os padres de cima de seus púlpitos não tinha nada a ver com o que realmente estava escrito no livro. Era tudo uma empulhação para justificar pela palavra “de deus em pessoa” a exploração dos muitos pelos poucos espertalhões dispostos aos crimes mais hediondos — sendo o cultivo deliberado da ignorância o maior deles — para manter seus privilégios.

Os primeiros “protestantes” das mentiras até então universalmente aceitas como verdades na Inglaterra, por exemplo, andavam pelos campos encapuzados, à noite, perseguidos de morte que eram, batendo de porta em porta dos camponeses analfabetos para ler-lhes à luz de velas trechos da verdadeira Bíblia e encerrar a visita com sua mensagem subversiva: “Não aceitem as verdades de segunda mão que o poder lhes impinge. Aprendam a ler para ir buscá-las diretamente na fonte. A libertação está na educação”.

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Não é por outra razão que, desde sempre, o maior esforço de todo tirano é manter a informação controlada e fazer do sistema educacional uma máquina de falsificação da verdade.

O teste internacional “Pisa” mede precisamente a eficácia com que os tiranos brasileiros têm conseguido atingir esse objetivo, o que hoje depende essencialmente de manter todos longe da “prensa de Gutemberg” da hora, que é a internet. Não chega a ser uma tarefa hercúlea como pode parecer à primeira vista posto que, estando aqui dentro “tudo dominado”, o que resulta em que a esmagadora maioria mal fala português, é só deixá-la longe do inglês que eles só terão acesso ao que o poder constituído quiser lhes dizer. É, de qualquer maneira, impossível aprender democracia em português pois nenhuma sociedade que fala essa língua jamais viveu numa.

O controle absoluto das escolas e da imprensa – mais da primeira que da segunda porque uma coisa conduz naturalmente à outra – já dizia Antonio Gramsci, é o elemento essencial desse esquema de dominação.

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A educação é o instrumento essencial da meritocracia. E a meritocracia a antítese do “amiguismo”, do “emprego sem trabalho” mas com aposentadoria gorda e precoce, e do “jeitinho” para se conseguir tudo isso.

Logo, os privilegiados de hoje fogem da meritocracia como o diabo da cruz.

Agora pense bem. Lembra-se de quando José Serra decidiu dar aumentos de salário por aferição de desempenho para os professores de São Paulo, ainda que sendo só um adicional sobre os aumentos automáticos que eles arrancam anualmente só na mumunha sindical?

O Palácio dos Bandeirantes foi cercado pela milícia do sindicato dos professores, o mais agressivo e radicalmente ideologizado entre todos do país, que por diversas vezes tentou invadi-lo, derrubou seus muros, agrediu quem tentava entrar e sair de suas dependências e jurou de morte o então governador.

E como professores que nunca na vida foram submetidos a qualquer avaliação de desempenho poderiam formar alunos para enfrentar a competição global onde o que desempata o jogo é o desempenho e o esforço individual minuciosamente medidos e aferidos?

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Que incentivo tem o estudante brasileiro para ser mais que o 38º do mundo se o que decide quem vai se dar bem ou mal na vida neste país continua sendo a proximidade que as mãos sôfregas dos contendores estão do saco de “el rei” e se a diferença entre ficar ou não exposto à intempérie está em conseguir ou não saltar para dentro da nau dos exploradores entrando para o “serviço público” o que explica o fenômeno único no mundo da nossa juventude “concurseira”, que dedica a vida a entrar para o redil do Estado na base da água mole em pedra dura?

Quem precisa, enfim, de educação onde o esforço e o merecimento não contam para nada?

A primeira vítima dessa arapuca, ironicamente, são os próprios professores, já que salário não pode ser outra coisa, de forma sustentável, que função de resultado.

Mas como mudar isso se mais da metade da população já está direta ou indiretamente embarcada no Estado recebendo seu chequinho e vivendo de explorar a única minoria realmente discriminada deste país que é a que tem de trabalhar para viver?

Um dia inteiro de discussões na Globonews sobre o nosso vergonhoso desempenho no “Pisa” sem que a palavra “meritocracia” – um arranjo de sociedade que não admite meio termo: ou é ou não é – fosse mencionada uma vez sequer dá a medida do buraco. Porque reformas, mesmo nas democracias mais avançadas, só as puxadas pela imprensa. Os beneficiários do sistema é que não tomarão nunca a iniciativa de fazê-las. E no entanto a imprensa…

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Leia mais sobre instituições modernas neste link

A infelicidade de ser levado ao ar

11 de julho de 2012 § Deixe um comentário

Leilane Neubarth, dando um show de ventriloqüia com o seu “especialista” de ocasião em cuja boca punha e tirava afirmações com impressionante desenvoltura, saudava a cassação de Demostenes Torres, hoje no final da tarde na Globonews, como “um dia histórico nesta nossa mudança para a democracia“.

Já eu não dou um tostão por mais esta “conquista”.

Transitar por esta nossa Babel, aliás, é um negócio que fica mais complicado a cada hora que passa.

A Rede Globo é macaca velha nessa coisa de produzir noticiários taylor made para cada horário de exibição. Não sei quanto dessa regra ainda são restos dos “territórios ocupados” que há em toda redação, oriundos da construção granmsciana cuja má fé se tornou indesculpável desde que o PT se sentiu a vontade para mostrar sua verdadeira face, e quanto leva o endosso explícito dos proprietários ou, ao menos, a falta de disposição deles de enfrentar a máfia e limpar definitivamente a área.

Mas que a coisa acontece, acontece.

Já faz décadas que a dose de liberdade permitida aos jornalistas da casa nas dezenas de jornais que a emissora apresenta em seus muitos canais e horários é inversamente proporcional à audiência do horário…

Mas deixemos a Globo pra lá.

Dia histórico para a democracia brasileira?

Vamos lá:

  • a estreia de Carlinhos Cachoeira nos jornais televisivos nacionais sob os auspícios da hoje monopolística do segmento Polícia Federal Productions se dá em 2004, na sala contígua ao gabinete do Presidente da República, Luís Ignácio Lula da Silva, em pleno Palácio do Planalto, estrelando Waldomiro Diniz, posto dono das loterias do Brasil pelo intrépido discípulo dos irmãos Castro, José Dirceu, a vender favores para o homem que “em toda a história deste país“, haveria de ser o maior plantador de laranjas da capital federal e cercanias e de lá até o Oiapoque e o Chuí;
  • não se sabe quantos anos antes de 2004 a Polícia Federal Productions já estava gravando os ires e vires do sr. Cachoeira;

  • oficialmente dão-no como dedicado ao jogo do bicho “ha 17 anos”, o que nos põe em 1995, mas ha controvérsias: datam dessa mesma época (2004), entre outros, os episódios estrelando o prefeito de Palmas, hoje acoitado no PT, Raul Filho, aquele que “teve a infelicidade de ser filmado” recebendo dinheiro dele naquele ano mas confessa que já se relacionava com o insigne “contraventor” desde 1994;
  • Raul Filho é um dos fornecedores de alimento à Delta Construções, a stella mater da constelação de empresas do “empresário” em questão, em cuja boca mantém as tetas uma vez concedidas mesmo diante de flagrantes de “malfeitos”, conforme o padrão estabelecido;
  • Leilane e seu “especialista” repisaram muito o “fator agravante” de Demóstenes ter “decepcionado” seus pares porque se apresentava como um paladino da ética na política até o momento em que foi flagrado “malfazendo”, esquecida de que de ex-paladinos da ética na política a Presidência da República deste país está cheia;
  • a “cronologia” do processo de cassação de Demóstenes, devidamente desacompanhado de qualquer das conclusões ou perguntas óbvias que ela enseja, foi o ponto alto da cobertura pois revelava a apurada técnica com que a Polícia Federal Productions mantém o suspense nas novelas que encena: a cada semana uma e apenas uma “revelação”, primeiro a de uma amizade suspeita sustentada por um numero vago (“mais de 300 telefonemas”); depois, um fogão e uma geladeira de presente de casamento; a seguir, R$ 3 mil reais para pagar um taxi aéreo; finalmente a menção à separação de “um milhão do Demóstenes”;
  • enquanto o Senado fuzilava Demóstenes, na Câmara dois petistas (Sande Junior e Rubens Ottoni) e um filo petista (Protógenes de Queiroz), também da lista de infelizes gravados “cachoeirando”, aproveitavam o ruído do tiroteio para safar-se ficando na rede apenas um peessedebista de cujo nome já nem me lembro;
  • seria ocioso, aliás, listar aqui todo o rol de interlocutores contumazes dos rádio-telefonemas e outros parceiros recorrentes das tramóias do sr. Cachoeira, bastando lembrar que inclui representantes de todos os partidos políticos em todas as casas de leis de todos os entes da federação e em todos os níveis do Poder, a começar pela Presidência da Republica cujo Programa de Aceleração do Crescimento – o PAC filho da Dilma – é tocado preferencialíssimamente pela “inidônea” (e convenientemente emudecida) Delta Construções;
  • para terminar, mandam avisar a quem interessar possa que sai Demóstenes e entra um tal Wilder Pedro de Moraes, dono de 24 empresas conhecido do Fisco por seus problemas de memória cuja relação mais próxima com a política está no fato de ter cedido a namorada para ninguém menos que – tchã, tchã, tchã, tchãããn! – Carlinhos Cachoeira!

Que Gloria Perez que nada! Saio dessa novela pior do que entrei, me perguntando onde é que vai acabar essa história sem mocinhos onde nada acontece por acaso e a “infelicidade” não está em ter ou não ter um papel nela mas em ser condenado por juízes nem tão invisíveis assim a ter o seu capítulo escalado para ser levado ao ar.

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