Gleisi e PT fecham com Maduro

21 de julho de 2017 § 18 Comentários

Dilma e o Estado Islâmico

25 de setembro de 2014 § 36 Comentários

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Pensei em iniciar este artigo lembrando que ao propor, de cima da única tribuna do planeta voltada para toda a humanidade, entre os costumeiros elogios a si mesma e à obra do PT, “o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU” junto aos genocidas decapitadores, estupradores, cruxificadores, chicoteadores e apedrejadores de mulheres do Estado Islâmico que têm horrorizado um Oriente Médio treinado no cotidiano da barbárie, a nossa preclara “presidenta” colocou-se à esquerda da Al-Qaeda que, antes mesmo dos governos dos países atacados pelas bestas-feras que se escondem por tras daquelas máscaras negras, renegou essa seita sanguinária e instou o mundo a varre-la da face da Terra antes que não sobre ninguém até mesmo contra quem praticar-se o bom e velho terrorismo tradicional.

Mas logo lembrei-me de que valores mais altos se alevantam ou no mínimo se sobrepõem a esse posicionamento relativo. Ao proferir impropério desse grau em plena Assembléia Geral da ONU o “poste de Lula” coloca-se abaixo do mais desinformado entre os menos informados dos homens comuns e do mais alienado entre os alienados deste mundo. Coloca-se, portanto, em algum ponto entre a indigência mental e a incapacidade orgânica de processar os dados da realidade, condição que, se fosse finalmente diagnosticada, proporcionar-lhe-ia o bonus de inocentá-la de toda a carga de ignomínia e comprometimento moral embutido na insanidade que ela propôs aos homens que governam o mundo com cara de quem dá aulas a principiantes.

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Como uma coisa puxa a outra lembrei-me, então, de que sua excelência não estava ali em mais um dos seus delirantes improvisos sem edição mas sim lendo um documento cuidadosamente elaborado pela elite da sua equipe de governo que traduz a visão oficial de mundo de seu partido e que, para vergonha nacional, estava sendo apresentada ao concerto das nações como a posição oficial de todos os brasileiros a respeito da carnificina que vem horrizando até os terroristas da velha guarda.

Consolei-me, então, com as provas que o mundo tem dado de que já entendeu a diferença entre o PT e o Brasil, de que nos dá testemunho o presente estouro da boiada dos investidores internacionais para fora de nossas fronteiras, esta que assume ritmo frenético cada vez que Dilma Rousseff e seu fiel escudeiro Guido Mântega, na sua incoercível arrogância, concebe uma nova intervenção para conter os efeitos da última intervenção.

Para que essa fuga em massa se tornasse possível hoje foi preciso que tivesse havido o movimento inverso antes, que se deu quando a aposta ainda podia ser feita no Brasil e nos brasileiros por cima dos quais Dilma e o PT parecem decididos a passar a galope, convencidos que estão de que é seu destino manifesto substituir-se a nós todos e às nossas história e tradições não só no concerto das nações como na obra de construção nacional.

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O lado positivo deste episódio é que, estando ele fora das injunções da eleição, pode-se dizer que constitui-se numa rara manifestação autêntica e espontânea da verdadeira anima petista que, quanto mais se aproxima o 5 de Outurbo, mais se emburaca no mar de mentiras com que eles nos vêm intrujando.

Vai-se destacando como síntese perfeita do que esse partido se tornou o prefeito da maior e mais carregada de problemas concretos  entre as metrópoles brasileiras, Fernando Haddad, que deixou de lado as pranchetas e as obras públicas e adotou um pincel e uma lata de tinta como seus únicos instrumentos de “realizações” com os quais vai esterilizando, rua após rua, as fontes de geração de riqueza e criação de empregos da maior cidade do pais criando barreiras intransponíveis entre comerciantes e consumidores em troca da “demagogia ciclística” que a imprensa resolveu comprar, do esquartejamento de vias públicas sufocadas por automóveis e combustíveis eleitoreiramente subsidiados e da distribuição “socialmente determinada” de privilégios no que resta de mobilidade numa metrópole atravancada à fatia mais gorda do eleitorado.

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O PT, enfim, assumiu-se como fraude.

O que apresenta como obra sua e como provas de seu desempenho tem tanto valor quanto as faixas coloridas que o sr. Haddad esparge por aí a título de prestação de contas pelo uso e pelo abuso do maior orçamento da Republica depois do da União.

As contas públicas nacionais são uma mentira, a taxa de inflação é uma mentira, os números do desemperego são mentiras, a “crise internacional” só de Dilma é uma mentira, o programa de “remissão da miséria” do PT com os 85 milhões de cheques distribuidos de mão em mão todo mês é uma mentira, os preços represados da energia, bombas de neutrons contra o nosso amanhã, são mentiras.

O alegado amor de Dilma à democracia é mentira. O compromisso com a liberdade de imprensa de quem censura até o IBGE é mentira. Suas acusações contra os demais candidatos são mentiras. A “luta sem tréguas do PT contra a corrupção”, é a mãe de todas as mentiras.

Até os “eleitores” das campanhas dos ministros candidatos do PT são mentiras.

aaO próprio PT e sua candidata à reeleição são mentiras, enfim.

Mas a espontânea manifestação de apreço da “diplomacia” peto-marcoaureliana pelos genocidas do Estado Islâmico é genuina e verdadeira. É, no mínimo, aquilo que no jargão do tênis seria chamado de “erro não forçado”.

Mesmo assim, enquanto as carótidas são cortadas a faca pelo Oriente Médio afora e as hordas de mães e crianças em estado de choque se espremem em pânico nas fronteiras do “califado islâmico” para escapar à única forma de “diálogo” praticada pelos amigos de dona Dilma, Aécio Neves segue, inabalável na sua fleugma, dedicando todos os escassos minutos de que dispõe na televisão a prometer vagos “choques de gestão”, programas de “recuperação da malha ferroviária” ou esquemas de “poupança estundantil” e Marina Silva vai em frente especulando vagamente sobre sustentabilidade.

Que mentira é maior que a de coonestar tanta mentira, calando-se quando confrontados com elas?

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Eu procurei, de lanterna na mão…

14 de junho de 2011 § 1 comentário

Não ha como evitar: diante de Dilma “mon coeur balance”.

Com o indisfarçável nojo que ela sente por aquilo que a imprensa insiste em legitimar aderindo à expressão “articulação política” ela leva de barato a metade dele.

A “infelicidade” que Roberto Pompeu de Toledo detectou na Veja desta semana, que ela transpira por se ver condenada a jogar fora tudo porque lutou para se entregar às mumunhas “daquela corte de homens de cabelos pintados ou transplantados em que consiste a fina flor do PMDB“, e mais as dos equivalentes destes do seu próprio partido, acrescenta mais uma fatia à metade de mim que, solidária, simpatiza com ela.

A unção de Gleisi para a Casa Civil, de início, provocou-me um repelão. Mas, de novo, quando li o relato detalhado do que ela “aprontou” no Mato Grosso do Sul, fiquei fã.

Uma petista de carteirinha que corta 30% dos cargos de putaria (esses que o PMDB cobra) da própria companheirada e faz a limpeza que ela fez por lá é alguém que põe o interesse publico no lugar que ele merece na escala de prioridades. O fato dela ter feito isso contra petistas – e de dentro do próprio PT! – torna isso indiscutível.

“Finalmente um macho nessa esbórnia!”, que me perdoem os que vêm “fobias” gênero-sexuais debaixo da cama!

Não me lembro de ter visto nada de parecido acontecer nestas terras. E falo de todos os partidos.

Mas foi só eu começar a me entusiasmar e lá veio a “tábua” em Shirin Ebadi. Aquela mulher pequenininha, frágil, enfrentando sem nenhuma arma na mão Ahmadinejahd e os aiatolás atômicos apedrejadores de mulheres todos só com a palavra.

Não dá pra engolir um gesto moralmente tão covarde sem ser involuntariamente empurrado a todas as conclusões que ele implica.

Mas será que não foi só pra não contribuir pra exacerbar de novo o vespeiro do PT, àquela altura (e ainda agora) mais agitado ainda que o enxame de varejeiras do PMDB?

Tento subornar minha consciência com essa ideia…

E então, Ideli, a do Ministério da Pesca, abrigo dos fugitivos das Farc.

Caramba! Estaremos virando do gelatinoso cinismo lulo-sindicalista para a dureza vítrea dos “true believers”?

Mas, se não fosse ela, quem? O Vacarezza do Lula? Ou outra das criaturas do pântano sindicalista?

Agora, o “sigilo eterno”, sob os auspícios de Fernando Collor e José Sarney, uma semana depois da tentativa de apagar o impeachment da História do Brasil!

Olha que até o Stalin, antes de conseguir começar a reescrever a da Rússia teve de matar toda a velha guarda bolchevista e mais metade da população das estepes. Será que aqui passa mesmo só nesse vai da valsa? “A pedidos”?

Nada é impensável nesse país desde os merges and aquisitions de Lula…

Ok. Afastemos as concessões conscientes à ingenuidade.

Vamos por a coisa assim: antes de vê-la atuando, eu pensei que sabia; hoje confesso, francamente, que ainda não sei o que a Dilma é. Mas já sei uma boa parte do que ela não é.

E só pelo que ela não é eu já gosto dela.

Se e quando mostrar outro lado, agirei como minha consciência mandar.

Por enquanto sou testemunha. Já não digo em quem… em que a Dilma podia se agarrar para tentar resistir ao lamacento tsunami lulista – com Michael Temer e José Sarney de guardas pretorianos e Fernando Collor esvoaçando logo atrás – se até a imprensa já perdeu as medidas e não sabe falar (nem pensar) senão na novilíngua de Brasília?

Isso tudo, afinal, não pode ser lido de outro jeito?

Dilma tentou dar um basta ao esquartejamento do futuro do país no cepo dos açougueiros do Congresso. E quem é que foi cobrado e repreendido por isso? Aqueles estripadores? Os ladrões de carteirinha? Os límpidos, os translúcidos canalhas de sempre da definição de Nelson Rodrigues?

Nada!

Ela! Só ela!

Por “inapetência para os deveres inerentes à sua função de governar”.

Já ninguém consegue imaginar “governar” como se entende essa expressão em qualquer outro lugar do mundo civilizado neste país sem limites.

Governar tem de ser, obrigatoriamente, aderir à putaria? “Mocinhas” que não estão dispostas a isso deveriam, mesmo, procurar outro tipo de métier? Nós não temos mesmo salvação?

Sigo pelas colunas dos jornais:

A primeira missão de Ideli é desfazer a impressão de que a presidente Dilma só quis afirmar autoridade e confrontar aliados escolhendo uma colecionadora de arestas” …

E nós queremos mesmo que se desfaça essa impressão de que existe uma intenção de tratar a política com alguma dignidade? É isso que está pondo o país em risco? Bom para o Brasil é mesmo que Dilma abaixe a crista e passe a ser mais lula que o Lula no que diz respeito ao PMDB e ao PT podre?

Ideli “precisa conquistar a confiança (sim, “daquela gente”), mostrar que tem influência junto a Dilma (para conseguir dinheiro e cargos) e desenvolver a capacidade de fazer valer o combinado” (isto é, entrega-los a quem “aquela gente” determinar que sejam entregues)…

É disso mesmo que o Brasil precisa?

Sutileza não é o atributo preponderante (de Ideli, diz-se em tom de crítica) … diz que vai partir para a operação limpa prateleira” (o que fere a sensibilidade “daquela gente” que) “não quer ver os seus pleitos tratados como mercadoria”, ora vejam!

E quem teria a sutileza necessária e adequada? José Sarney?

Dá uma brecada de arrumação, gente!

A Dilma deu a deixa e ficou falando sozinha. Disse (dizendo ou deixando de dizer) aquilo que há séculos o Brasil se ressente de nunca ter ouvido de alguém na posição dela. E ficou esperando a devolução do passe.

E o que foi que colheu? Um monte de bronca pela sua “falta de jeito”.

Ingênua”. “Amadora”. “Indisposta para a articulação política”…

E o que era mesmo que nós andamos procurando, de lanterna na mão, estes anos todos?

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