1964: um testemunho

7 de abril de 2014 § 51 Comentários

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Uma versão mais compacta deste relato, publicado em 2 de abril aqui no Vespeiro, está sendo publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo

Pra entender o que aconteceu em 64 é preciso lembrar o que era o mundo naquela época.

Um total de 30 países, parando na metade da Alemanha de hoje, tinham sido engolidos pela Rússia Comunista por força militar. Invasão mesmo, que instalava um ditador que atuava sob ordens diretas de Moscou.

Pelo mundo afora, aliás, todos os líderes dos Partidos Comunistas locais, inclusive o nosso Luís Carlos Prestes, eram obrigados a passar temporadas de aprendizado e doutrinação em Moscou e, admitidamente, agiam sob as ordens da Internacional Comunista que coordenava a ação de todos eles de lá. É famosa, a propósito, a declaração pública do nosso Prestes de que “em caso de guerra entre o Brasil e a Rússia Soviética, lutaria ao lado da Rússia Soviética contra o Brasil“.

Todos os países sob ocupação soviética que tentaram escapar, como a Hungria em 56, a Checoslováquia em 68, a Polônia em 1980 e outros, sofreram novas invasões e massacres.

a1Hungria 56

E tinha mais a China, o Vietnã, o Cambodja, a Coreia do Norte e etc., na Ásia, onde houve verdadeiros genocídios.

Na África era Cuba quem fazia o papel que os russos fizeram na Europa, invadindo países e instalando ditadores no poder.

As ditaduras comunistas eram, todas elas, ditaduras totalitárias que fuzilavam sumariamente quem falasse contra esses ditadores. Não era preciso agir; bastava falar para morrer, ou nem isso.

No Cambodja 1/4 de toda a população, coisa de um milhão e setecentos mil homens, mulheres e crianças, foi executada pelo ditador Pol Pot entre 1975 e 1979, sob os aplausos da esquerda internacional e da brasileira, esta mesma que aplaude até hoje o que está acontecendo na Venezuela ou as violências dos ditadores cubanos que continuam os mesmos daquela época (veja vídeo no fim da matéria).

Os países onde não havia ditaduras como essas viviam sob ataques de grupos terroristas que as apoiavam e assassinavam e mutilavam pessoas a esmo detonando bombas em lugares públicos ou fuzilando gente desarmada nas ruas.

a3Checoslováquia 68

Era no meio do ambiente em que estavam sendo gestados ou praticados todos esses horrores que as correntes mais radicais da esquerda brasileira treinavam guerrilheiros em Cuba desde antes de 1964.

Quando João Goulart subiu ao poder com a renuncia de Jânio Quadros, essa esquerda e o governo passaram a declarar abertamente que era nesse clube que eles queriam nos enfiar.

64 foi um golpe de civis e militares brasileiros que lutaram na 2a Guerra Mundial e derrubaram a ditadura de Getúlio Vargas para impedir que o ex-ministro do Trabalho de Getúlio levasse o país para onde ele estava prometendo leva-lo, apesar de se ter tornado presidente por acaso.

Naquele tempo o presidente e o vice podiam ser de partidos diferentes. E quem tinha sido eleito presidente era o Jânio, cujo partido pregava a linha contrária do de Jango.

Eles tinham tanta certeza de que iam consegui-lo, aliás, que Jango, por cima de inúmeros comícios incitando o povo à ação acabou por desafiar diretamente os militares ao apoiar os sargentos da Marinha de Guerra que tinham se insurgido contra seus superiores dias antes até com uma visita aos rebeldes na companhia de Leonel Brizola, aquele que, anos mais tarde, entregaria os morros cariocas aos traficantes tirando a polícia de lá.

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Foi esse desafio que tirou os militares que ainda hesitavam de cima do muro e precipitou o golpe.

Tratava-se portanto, de evitar que o Brasil entrasse num funil do qual não havia volta, e por isso tanta gente boa entrou nessa luta e a maioria esmagadora do povo brasileiro, na época, a apoiou.

E qual era a proposta do primeiro governo militar do marechal Castelo Branco, um homem muito mais fiel aos princípios da democracia que boa parte dos que se sentavam no Congresso Nacional?

Limpar a área do grupo que misturando corrupção com ideologia, aproveitava-se das liberdades democráticas para armar um golpe de dentro do sistema para extingui-las de uma vez por todas, terminar o mandato de Jânio Quadros que deveria ter ido até 1966, e convocar novas eleições para devolver o poder aos civis.

Foi a isso que o país aderiu em massa.

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Só que, como diz o filósofo, “a revolução é uma praxis que forja as suas ideias ao longo da ação”, o que é só uma maneira pretensiosa de dizer que o poder, uma vez experimentado, seduz e corrompe tudo.

Por isso elas nunca cumprem o que foi planejado pelos seus idealizadores o que, no caso dos idealizadores da de 64 que eu conhecia de perto, era um fato sabido desde sempre, macacos velhos que somos de outras revoluções traídas, perseguições e exílios.

Tratava-se, naquele caso de um risco calculado entre cair numa ditadura da qual não havia perspectiva de volta e arriscar-se a ficar exposto a outra que poderia ser, como foi, muito mais facilmente removida e que certamente seria, como também foi, muito menos violenta e sanguinária que as ditaduras comunistas da época.

Seja como for a sequência dos fatos, desse momento em diante, é rigorosamente a seguinte:

A ditadura militar brasileira começou com os militares despindo a farda e vestindo ternos para governar, num mundo em que ditadores civis, por todo lado, despiam o terno e vestiam fardas para sentar-se na cadeira do poder e não se levantar nunca mais dela.

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Até o Ato Institucional nº 2, de outubro de 65, um ano e meio depois do golpe, os militares, seguindo o combinado, tinham se limitado a cassar o direito de eleger e de ser eleito por 10 anos de 289 pessoas, incluindo 5 governadores, 11 prefeitos e 51 deputados acusados de corrupção mais do que de esquerdismo. Gente como Orestes Quércia e cia. ltda. estava nessa panela.

Ninguém tinha sido preso, ninguém tinha sido fuzilado, ninguém tinha sido torturado. Esses 289 estavam sendo processados por roubalheira nos IPMs (Inquéritos Policiais Militares) instalados para esse fim.

As revoluções que exterminavam fisicamente seus adversários eram as que esses que se dizem vitimas hoje apoiavam pelo mundo afora e, junto com Jango, diziam que queriam implantar no Brasil.

A discussão até esse momento era, portanto, a mesma de hoje: Zé Dirceu foi condenado porque é de esquerda ou porque é ladrão?

A esquerda dirá até a morte que é porque é de esquerda…

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Mas o fato é que até a edição do AI-2 os partidos políticos funcionavam, o Congresso estava aberto, houve eleições diretas para governadores e havia eleições para presidente marcadas.

Isso só começaria a mudar em outubro de 65 com o AI-2 que fechou partidos, interferiu no Judiciário e tornou a eleição para presidente indireta, o que fez com que o jornal O Estado de S. Paulo, que os tinha apoiado um ano e meio antes, rompesse com os militares e passasse a combatê-los.

Tudo isso aconteceu praticamente dentro de minha casa porque meu pai, Ruy Mesquita, era um dos principais conspiradores civis, fato de que tenho o maior orgulho.

Antes mesmo da edição do AI-2, porém, a esquerda armada, com o Congresso e os partidos funcionando, já tinha matado dois: um civil com uma bomba no Cine Bruni, no Rio, que feriu mais um monte de gente e um militar numa emboscada no Paraná.

Assim mesmo a barra só iria pesar mesmo a partir de dezembro de 68, com a edição do AI-5. Aí é que começaria a guerra. Mas os militares só aceitaram essa guerra depois do 19º assassinato cometido pela esquerda armada.

a00012/10/68: C.R.Chadler, o 16º, morto com quase 20 tiros na frente da mulher e do filho pequeno

Foi a esquerda armada, portanto, quem deu o pretexto para a chamada “Linha Dura” militar tomar o poder e a ditadura durar 21 anos, tempo mais que suficiente para os trogloditas de ambos os lados começarem a gostar do que faziam quando puxavam gatilhos, acendiam pavios ou aplicavam choques elétricos.

A guerra é sempre o paraíso dos tarados e dos psicopatas e aqui não foi diferente.

No computo final, a esquerda armada matou 119 pessoas, a maioria das quais desarmada e que não tinha nada a ver com a guerra deles, e os militares mataram 429 “guerrilheiros” segundo a esquerda, 362 “terroristas” segundo os próprios militares. O numero e as qualificações verdadeiras devem estar em algum lugar do meio dessas diferenças.

Uma boa parte das vítimas dos militares morreu atirando, de armas na mão; outra boa parte morreu na tortura, assassinada ou no fogo cruzado.

Está certo: não deveria morrer ninguém depois de rendido e morreu. E assim como morreram culpados de crimes de sangue, morreram inocentes. Eu mesmo tive vários deles escondidos em nossa casa e até no meu quarto de dormir e, já jornalista, contribui para resgatar outros tantos.

Mas isso é o que acontece em toda guerra porque guerra é, exatamente, a suspensão completa da racionalidade e do respeito à dignidade humana.

a1225/10/75. Wladimir Herzog, jornalista, morto na tortura por eletrochoque

O total de mortos pelos militares ao longo de todos aqueles 21 “Anos de Chumbo” corresponde mais ou menos ao que morre assassinado em pouco mais de dois dias e meio neste nosso Brasil “democrático” e “pacificado” de hoje onde se mata 50 mil por ano.

Ha, por enquanto, 40.300 pessoas vivendo de indenizações por conta do que eles ou seus parentes sofreram na ditadura, todas do lado da esquerda. Nenhum dos parentes dos 119 mortos pela esquerda armada, nem das centenas de feridos, recebeu nada desses R$ 3,4 bilhões que o Estado andou distribuindo.

Agora ameaçam suspender a anistia para um dos lados, coisa que não agrada dona Dilma que teria de se sentar no banco dos réus se isso levar à suspensão da anistia também para o outro lado, como é da lógica das revanches que conduzem sempre a outras revanches.

Enfim, esse é o resumo dos fatos nas quantidades e na ordem exatas em que aconteceram, do que dou fé porque estava lá, e que deixo registrados para os leitores que não viveram aqueles tempos compararem com o que andam vendo e ouvindo por aí e tirarem suas próprias conclusões sobre quanto desse barulho todo corresponde, de fato, a sentimentos e intenções honestas.

Este vídeo de uma apresentação feita na edição de 2010 do Oslo Freedom Forum, da Human Rights Foundation, organização da qual sou membro colaborador, é definitivo no que diz respeito ao peso da cumplicidade internacional nos crimes de lesa humanidade envolvendo embates ideológicos que marcaram os anos entre as décadas de 60 e 90 do século passado, e ilustra bem o que estava em jogo nas escolhas que o Brasil tinha de fazer ao longo do processo iniciado em 1964.

Legenda em Português: 1- inicie o vídeo: 2- clique no 2º ícone, (retangulo branco depois do relógio); 3- clique em “inglês” ; 4- clique em “traduzir legendas”; 5- clique na seta ao lado de “afrikaner”; 6- clique no trecho mais claro da barra escura do lado direito; 7- arraste até “Português”; 8- clique em “Português”; 9- clique em “ok”

Porque o Google pode e Murdoch não?

19 de fevereiro de 2013 § 1 comentário

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Correspondentes do NY Times em Londres informavam, na semana passada, que mais seis jornalistas que trabalham para The Sun ou trabalhavam para The News of the World, dois dos tablóides sensacionalistas de Rupert Murdoch, foram presos e tiveram suas casas devassadas, ainda com relação às investigações de escutas telefônicas, hackeamento de computadores, interceptação de mensagens e suborno de policiais nos anos de 2005 e 2006 para conseguir informações sobre celebridades ou crimes e publicá-las em primeira mão.

Mais de 100 repórteres, editores, policiais e funcionários públicos já foram presos nessa investigação. Rupert Murdoch sentiu-se obrigado a fechar o The News of the World, o mais lucrativo dos seus tabloides em junho de 2011 para tentar aplacar a indignação do público que ameaçava contaminar todos seus títulos em papel, na TV ou em bits, 169 vítimas desses atos de invasão de privacidade entraram com processos e 144 já foram indenizadas em valores em torno de US$ 1 milhão cada.

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Perfeito! É o mínimo que tem de acontecer com picaretas desse naipe num país civilizado.

Agora, o que possivelmente ficará para os historiadores explicarem a nossos filhos é porque invasões de privacidade, bisbilhotagem, arapongagem e roubo de informações para proporcionar lucro fácil a quem se entrega a essas práticas é punida de forma proporcional à ofensa e ao prejuízo produzido quando praticados pela “old mídia” e até pelas companhias telefônicas mas não apenas é permitido como, até, é saudado como um paradigma de autêntica ação democrática em favor do bem comum quando praticada pelos donos dos meios modernos de comunicação online como o Google, o Facebook e todas as famigeradas “third parties” a quem todo mundo que possui algum “hub” ou ponto de trafego de alguma significância na internet encarrega de espionar seus clientes e usuários para vender legalmente as informações assim obtidas a qualquer um que queira pagar por elas.

goo16Qual a diferença entre subornar um policial que prega o seu grampo no telefone de uma ou outra celebridade para obter as informações e pagar pelas que a legião de programadores ultra-especializados dos senhores Page ou Zuckergberg arranca de todos nós, celebridades ou não, abrangendo todas as nossas movimentações físicas e financeiras, nossas perambulações pela rede, nossas conversas, nossas intimidades e até as fotografias que trocamos com os amigos, senão a solerte afirmação deles próprios de que não fazem isso pelas dezenas de bilhões de dolares que isto lhes rende por mês, coisa de somenos, mas sim pelo bem da humanidade?

Por que razão deixar ir adiante esse tipo de espionagem interessa a governos é uma pergunta cuja resposta não exige muito tirocínio. Por que isso interessa a partidos totalitários e a inimigos da democracia como os apedrejadores das yoanis sanchez da vida, menos ainda.

É multimilenar a luta dessa gente pelo controle e o esmagamento do indivíduo. É proverbial a sua ânsia de espionar.

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Mas, mais que tudo, o que lhes espicaça o apetite neste momento particular é a ameaça mortal que decorre do roubo sistematico de informações para o jornalismo independente, seu inimigo figadal desde sempre. Sobretudo em países de instituições periclitantes como o Brasil onde a imprensa professional e livre é o ultimo obstáculo entre eles e o poder absoluto.

Agora por que uma massa enorme de intelectuais, cientistas e pessoas geralmente bem intencionadas sanciona e aplaude os “big brothers” que invadem nossas vidas por todos os lados hoje em dia é algo mais difícil de responder, embora também não seja novidade.

Não existe caso na História de ditadura ou de opressão totalitária que tenha conseguido se instalar no poder sem o concurso decisivo desse tipo especial de imbecil cujo cérebro entra em curto-circuito à menção de certas palavras mágicas, que é quem de fato arma a mão dos genocídas e só acorda para a realidade quando já é tarde demais.

Isso quando não é posto para dormir para sempre pelos próprios “heróis” pelos quais costumava babar…

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A recaída de Dilma

18 de março de 2011 § Deixe um comentário

Levou menos de 12 horas para que os fatos expusessem de forma definitiva a desonestidade da alegada “expectativa” da diplomacia brasileira de que uma ação concreta da ONU contra o candidato a genocida, Muamar Kadafi, pudesse piorar a situação dos líbios que ele vem massacrando ha 10 dias com o fogo cerrado de todo o armamento pesado de que dispōe.

Ainda que a carnificina até então consumada não tivesse sido bastante para convencer o Itamaraty da necessidade de detê-lo a qualquer custo, o fato de Kadafi em pessoa ter grunhido entre dentes para os rebeldes de Bengazi “Vamos chegar esta noite e não teremos piedade” no mesmo momento em que a embaixadora Maria Luiza Viotti e seus auxiliares estavam redigindo o voto brasileiro deveria te-lo feito.

Foi, na verdade, o que aconteceu, como sugerem os oito parágrafos de constrangidas desculpas que ela leu antes de pronunciar o voto que estava prestes a dar para tentar convencer a audiência de que ele não significava o que significou.

É um evidente exercício de contorcionismo essa peça onde todas as premissas contrariam a conclusão. E ela parece ainda mais fora de lugar por ter sido emitida na véspera da chegada ao Brasil de Barak Obama, presidente do país com que Lula fez questão de nos atritar sistematicamente durante os oito anos anteriores a 2011, mas que sua sucessora distinguiu com um inédito convite para visitar o país acompanhado de toda a sua familia e dirigir um discurso em praça publica ao povo brasileiro.

Na sequencia de inúmeros discursos com o mesmo tom, esta visita está sendo unanimemente entendida como o coroamento da mudança de rumo da política externa brasileira tantas vezes anunciada pela presidente Dilma.

Alteração esta que, é bom lembrar, não é um acontecimento isolado mas faz parte de um conjunto amplo e coerente de correções de rumo que desde antes da posse ela anunciou que faria para afastar o Brasil da senda do autoritarismo em que ia afundando e reafirmar o compromisso do seu governo com tudo quanto define um estado de direito, a começar pela liberdade de imprensa e pela democracia representativa que Lula e a gangue do Plano Nacional de Direitos Humanos punham sistematicamente em duvida.

As diferenças que Dilma tem feito questão de marcar em relação às posições mais retrógradas de seu antecessor refletem fielmente as divisões que por toda a parte se nota entre o PT escolarizado da elite de tecnocratas do funcionalismo publico que ela representa e o PT com raízes no sindicalismo que, por desconhecer a História e desprezar o conhecimento, tende a confundir instituições com pessoas e não tem referências para medir o alcance e a consequência de seus atos.

No meio dos dois e, no momento, no ostracismo, esgueira-se a banda podre do PT ideológico, aquele que, ao contrário da esquerda honesta que se recusou a compactuar com a bandalheira e deixou o partido, aderiu abertamente à corrupção. É este mesmo grupo, que o Ministério Publico identifica como uma quadrilha organizada no processo do Mensalão que, seguindo os ensinamentos recebidos de seus professores caribenhos, pressiona o governo petista a manter um apoio ostensivo aos mais patológicos e sanguinários ditadores que sobrevivem no planeta.

Por tudo isso a conclusão que me ocorre para explicar a dissonância desse voto com todos os atos deste governo que o precederam e reacende duvidas que pareciam definitivamente dirimidas, é que houve algum tipo de interferência externa à qual a presidente Dilma acabou por ceder. E o único personagem com força para consegui-lo é, indubitavelmente, o “amigo e irmão” do bom e velho Muamar que nos governou nos últimos oito anos.

PS.: A recusa de Lula de comparecer ao almoço em homenagem a Obama, 24 horas depois de escrito o texto acima, confirma a sua incapacidade de distinguir pessoas de instituiçōes e reforça a probabilidade de que tenha sido ele a impedir o Brasil de se somar ao esforço internacional para deter o assassino da Líbia.

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