Um tiro no coração do PT
21 de fevereiro de 2016 § 12 Comentários
O Globo iniciou neste domingo uma série de reportagens sobre os fundos de pensão das estatais que são o coração e os músculos do projeto de poder do PT.
Começa a ser contada a história de como o Partido dos Trabalhadores roubou os trabalhadores para se lançar ao movimento decisivo de tomada do poder sob a batuta de um agente da “esquerda ilustrada” trotskista – Luis Gushiken – que vê em Lula e sua tropa de sindicalistas o veículo ideal e põe a “esquerda bandida” na captura do tesouro acumulado pelo esquema estatizante da ditadura militar que lhes daria condições de comprar o Brasil.
O golpe começa a andar a partir de 1991 quando a ocupação dos fundos de pensão é discutida pela primeira vez dentro do PT como instrumento de tomada do poder. Em 1992 começa a invasão e o aparelhamento. Em 2002, com tudo dominado, a arma é usada pela primeira vez maciçamente numa eleição.
Não sei até onde irá a equipe de O Globo mas é, sem dúvida, pela tomada e aparelhamento dos fundos de pensão das estatais que se escreve a história real da grande conspiração que pôs o partido onde está agora.
A conta do desvio dos fundos de suas funções está chegando — o prejuízo mensal só de Petros, Funcef e Postalis cresce R$ 3,7 bi ao mês, por enquanto — mas o que esse prejuízo comprou ainda está firme nas mãos do PT.
Esse golpe, que custará as aposentadorias de milhões de “protegidos” do partido como já custou as economias dos bancários enganados no caso Bancoop, uma das gazuas usadas para roubar dinheiro dos fundos de pensão para comprar votos para o PT, tem o potencial de emagrecer ainda mais o que resta da militância que segura a cúpula do partido fora da prisão e engordar as fileiras dos que exigem o “justiçamento” da gangue.
O Brasil nas ruas exigindo justiça é a única força capaz de redimir o país. E pra esse tipo de ação ninguém é mais animado e incisivo que o aliado traído.
Acompanhe, espalhe, compartilhe, repercuta, exija a repercussão, denuncie! Não perca e não deixe perder!
DEFENDA-SE!
Agora sim, estamos falando sério!
13 de dezembro de 2012 § 2 Comentários
Deu no Valor: o Ministério Público Federal entrou na Justiça contra o BNDES por “falta de transparência em suas operações”, exigindo que o banco torne públicas informações detalhadas sobre todos os financiamentos concedidos a empresas e entidades públicas nos últimos 10 anos e de agora em diante.
“O MPF pede detalhes desses negócios tais como a forma e a condição da captação dos recursos, os critérios para definir onde o dinheiro é investido, o risco das operações, prazos, taxas de juros cobradas, garantias exigidas e o retorno obtido”.
De dois anos para cá, esgotada a munição própria nos primeiros 10 anos dessa guerra subterrânea, conforme mostrei com detalhe na matéria A “bola” está rolando de novo, o BNDES está repassando dinheiro do Tesouro Nacional a juros subsidiados para empresas e outras instituições privadas.
Mais de 54% do total emprestado nesse período veio de aportes do Tesouro que já representam mais de 20% da dívida pública líquida e 63,5% desse dinheiro foi entregue a umas poucas empresas-gigantes que têm todas as condições de se financiar nos mercados nacional e internacional.
Mas apesar de se tratar de uma empresa pública que distribui dinheiro público – e, nos últimos dois anos, tirado diretamente do caixa onde os contribuintes depositam os impostos que fazem falta na saúde, na educação e na infraestrutura – o BNDES não divulga informações sobre “seus investimentos” alegando que “estão protegidas pelo sigilo bancário”!!
A Procuradoria da República do Distrito Federal não aceita essa desculpa, acusa o banco de estar descumprindo a Lei de Acesso à Informação e quer dados concretos “para avaliar se os financiamentos a empresas privadas são de interesse social ou relevantes para o desenvolvimento da economia nacional”.
Agora sim estamos falando sério!
Que Mensalão, que Rosemary que nada!
Mesmo as estripulias e saltos ornamentais do doutor Mântega dizem respeito apenas às operações táticas do PT para colocar índices em posições favoráveis nas vésperas de eleição.
As operações estratégicas que realmente alteram o meio ambiente em que a democracia brasileira tenta sobreviver estão a cargo dos operadores do BNDES, dos fundos de pensão do funcionalismo e dos operadores dos supercomputadores da Receita Federal.
É essa a tropa de elite. É aí que está o “núcleo duro” do PT. É aí que se jogam as grandes cartadas do vasto movimento de subversão argentária com que o partido pensa construir o seu Reich de Mil Anos.
São eles que, dos bastidores, determinam quem vai viver e quem vai morrer na arena da economia brasileira. Quem vai comprar e quem vai ser comprado em cada setor de produção.
É aí que se decide se teremos mesmo um ambiente “pró-mercado” com oportunidades iguais para todos, expressão que dona Dilma tem gostado de usar ultimamente, ou se viveremos todos ajoelhados e de mãos estendidas para uma pequena constelação de monopólios girando em torno do sol do BNDES e das mega estatais de petróleo, telecomunicações e energia, neste momento entrando no mesmo processo de encurralamento pelo qual já passou toda a indústria de base que hoje se senta à mesa do governo no seu Conselho de Gestão.
Alguma coisa no ar…
7 de fevereiro de 2012 § 5 Comentários
Fabricaram a tal da “privataria tucana” e olha aí…
A Dilma sentiu de cara o buraco em que se meteu.
Acompanhou o leilão em tempo real mas, em vez de comemorar os R$ 24,5 bilhões “angariados” – muito, mas muito mesmo a mais do que qualquer pessoa séria esperava que oferecessem pelo que estava à venda – saiu murmurando:
“Vocês sabem como é governo: faz uma etapa e tem de fazer todas as outras. Agora tem que fazer com que as outras etapas aconteçam“.
São 30% dos passageiros e 57% da carga do transporte aéreo nacional entregues a uma empresa africana de credenciais duvidosas que ficou com nada mais nada menos que Guarulhos, um trambiqueiro argentino de extensa folha corrida que, muito adequadamente, ficou com Brasília, e uma operadorazinha francesa especializada em negociar com genocidas africanos que levou Viracopos.
Se os dois outros vencedores são duvidosos, o argentino que levou Brasília é explícito. Daqueles que não se aperta nem regula mixaria. “Pagou” nada menos que 673,39% de ágio! R$ 4,5 bi pela outorga mais compromissos contratuais de R$ 2,8 bi de investimentos.
Andou fazendo coisa parecida na Argentina, onde opera aeroportozinhos regionais. Prometeu mundos e fundos. E aí, nada. Quando as contas começaram a indicar que seria mais caro para o governo retomar os aeroportos que renegociar o contrato com o espertalhão, ele foi ficando espaçoso…
Tentou primeiro com Duhalde em 2003. Não conseguiu. Empurra daqui, empurra dali, acabou arrancando uma renegociação de Nestor Kirshner em 2007.
Em vez dos royalties anuais devidos (equivalentes às nossas prestações pela outorga), enfiou goela abaixo do governo 15% das receitas, quaisquer que fossem elas. E evidentemente elas são muito menores que os royalties devidos. Repactuou também os planos de investimentos e emitiu títulos para pagar com papéis o resto do que devia.
Ainda assim, continua devendo US$ 104 milhões à Casa Rosada, segundo o jornal Valor.
Como um tipo desses leva o aeroporto da capital do Brasil com a simples promessa de pagar quase sete vezes o que foi pedido pela concessão é coisa que o PT terá de explicar logo logo à Nação…
Já Guarulhos, o maior aeroporto do país, fica para uma obscura companhia da África do Sul que se apresenta à frente dos – adivinhem? – fundos de pensão das estatais (leia-se, o próprio PT).
Esse consórcio Invepar é da onipresente Previ, que tem 38% do capital, mais o Funcef e o Petros, seus fiéis escudeiros representando os funcionários da “nossa” Caixa e do “nosso” petróleo (o Brasil bem que merece!), e ainda da OAS (19,4%), aquela empreiteira da família do finado Antônio Carlos Magalhães que andou encolhendo desde que ele se foi deste mundo.
Pois é. O dinheiro tem o condão de enterrar ideologias…
O governo não esperava obter por Guarulhos mais que R$ 6 bi. Quando o leilão chegou aos R$ 12 bi, um adviser das companhias mais experientes do mundo na administração de aeroportos já garantia aos presentes que “essa conta não fecha“. Pois depois disso ela aumentou mais um terço. Foi a R$ 16,2 bi, mais R$ 4,6 bi em reformas contratuais para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016!
A receita total do aeroporto de Guarulhos calculada pelo governo para os 20 anos da concessão é de R$ 17 bi, apenas 5% a mais do que os fundos do PT pagaram só pela outorga.
As prestações por essa outorga, posto esse número, sobem a R$ 800 milhões por ano. E hoje o faturamento total de Guarulhos é de R$ 500 milhões…
Como fechar essa conta se o contrato diz que as tarifas aeroportuárias não podem subir?
“Com receitas não tarifárias como estacionamentos e restaurantes“, diz candidamente Gustavo Rocha, presidente da Invepar . (E com financiamentos do BNDES, é claro).
Nada, enfim, como fazer contas com dinheiro “nosso”…
Ao fim e ao cabo, a proposta mais “pé no chão” foi a do endividado Grupo Triunfo com seus franceses misteriosos, que pagou “apenas” 159% de ágio por Viracopos. É o mesmo grupo que, em 2008, “levou” as rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto, em São Paulo, mas acabou sendo desabilitado porque não conseguiu cumprir o que prometeu.
Pelo menos ele devolveu o que não conseguiu pagar.
Enfim, não perca os próximos capítulos. Este caso tem tudo para transformar o Mensalão numa brincadeira de crianças.





















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