A remissão da Passionaria dos Jardins

9 de fevereiro de 2015 § 11 Comentários

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O Valor Econômico nos dá conta hoje de que Marta Suplicy pensa em deixar o PT para filiar-se ao PSB do falecido Eduardo Campos e trama com o PSDB de Alkmin, que tem Marcio França do PSB como vice, lançar-se candidata à prefeitura de SP em 2016 e aliar-se ao beato tucano para presidente em 2018.

Arre!

Outro dia mesmo eu estava pensando em como classificar a desilusão de Marta Suplicy com o socialismo com quase exatos 60 anos de atraso em relação àquele 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética de 14 de fevereiro de 1956 em que Nikita Krushev revelou ao mundo como funcionava o Terror Stalinista sem o qual a maior de todas as utopias humanitárias não se mantinha em pé.

Aquela foi a última data em que se podia afirmar inocentemente e sem dolo a persistência no apoio ao sonho que se materializou no pesadelo dos genocídios e dos estados policiais abjetos apoiados no terror e na cultura da delação anônima dos tempos da Inquisição em pleno século 20.

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Muita gente resistiu ao amargo despertar assim de chofre, mas então vieram a Revolução Cultural escrita com sangue na China, os massacres sucessivos na Hungria (56), na Checoslováquia (68), na Romênia, na Polônia; os corpos crivados de balas dos que “votavam com os pés” sendo empilhados ao pé do Muro na Alemanha comunista, os holocaustos do Cambodja e do Vietnã “libertado”, o desmascaramento dos títeres patético-psicopáticos em seus palácios econdidinhos e cafonas, a reedição como farsa policialesco-mafiosa da lógica soviética pelas mãos de Vladimir Putin, o czar da KGB, o mensalão e o petrolão e até, last but not least, a legalização do “tiro ao manifestante” nesta nossa Venezuela bolivariana de semanas atras. Não faltou oportunidade para quem quer que se dispusesse a salvar um átomo que fosse de honestidade em sua biografia nestas seis década de sangue – muito sangue! –  suor e lágrimas, mas as convicções de Marta Suplicy, como as de Dilma “coração valente”, não se abalaram um milímetro.

Só mesmo a privação de legenda cotejada com judiciosos cálculos de expectativa de vida pode convencer a “Passionária dos Jardins” a dar um passo à direita e permitir, afinal, que “passen” os que “no passarian”…

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