20 de junho de 2019 § 5 Comentários

Opinião é opinião. Fato é fato. Qdo jornalistas falsificam fatos p impor sua opinião ñ enganam ninguém pois o fato está “under god”, pertence a Deus, nem reis podem altera-los, ferem de morte o jornalismo, importante demais para a democracia para ficar à mercê de falsificações.

20 de junho de 2019 § 10 Comentários

Estadão diz em editorial pró desarmamento q “Se o presidente quer alterar o estatuto … não pode ser por decreto … é arbítrio alterar o q foi votado democraticamente no congresso”. Só “esqueceu” o principal: foi o congresso q mudou arbitrariamente o q o povo decidiu no voto.

Massacres pautados

19 de março de 2019 § 11 Comentários

Artigo para O Estado de S. Paulo de 19/3/2019

A maldade e a bestialidade humanas existem por si só. A violência gratuita está conosco desde sempre. Lá atrás era de deus em pessoa que ela vinha. Nem bem a espécie começara a crescer e se multiplicar e já ele tinha decidido que não passávamos de pecadores que merecíamos o genocídio por afogamento. Sodoma é torrada inteira em represália à preferência sexual de alguns. O próprio Abraão, pai espiritual dos cristãos, dos judeus e dos muçulmanos, tem seus “valores morais” testados quando deus ordena-lhe que suba ao topo da montanha, corte a garganta de seu próprio filho e queime seu corpo, assim, por nada…

O banho de sangue vem, ininterrupto, desde o Gênesis e nossa impotência contra ele continua igual. O que há de novo é que as condições de “implementa-lo” melhoraram demais.

Steven Pinker, no seu “Os anjos bons da nossa natureza”, lembra que durante incontáveis milênios o poder apoiou-se exclusivamente na violência sádica mas tem havido progresso. Desde a recentíssima “Idade da Razão” instalada pelo Iluminismo europeu começam a estruturar-se os movimentos para abolir as formas socialmente sancionadas de massacrar o próximo como o despotismo, a escravidão, o duelo, a tortura judicial, o assassinato por superstição, as punições sádicas e tantos etcéteras mais.

O século 20 transforma o terror numa ciência. Lenin é o primeiro “teórico” da eficácia que ele ganha se praticado a esmo a chegar ao poder. Cria uma religião que, como todas, gira em torno de um deus e sua ira santa e convence metade do mundo com ela. “Para quem acredita em mim a salvação aqui e agora. Para quem não acredita, a morte”. No Brasil “cordial”, Carlos Marighela escreve um manual para ensinar a por o método em prática que foi best seller mundial. Antes dele, Hitler dispensa a opção às vítimas e industrializa a morte. E até hoje poetas e seresteiros cantam em prosa e verso esse tipo de monstro.

Desde o fim da Guerra Fria, em 1989, os conflitos organizados – guerras civis, genocídios, repressão pelo estado, ataques terroristas – declinaram em todo o mundo. Mas então a internet desencadeia a diluição geral. Nestes tempos de desenfreada “embriaguez da onipotência numérica” que ela proporciona não só aos idiotas que se descobriram maioria, conforme o vaticínio de Nelson Rodrigues, mas também a todo tipo de fracassado ou portador de forma rara de deformação de caráter aos quais agora é dado sair do isolamento, encontrar seus semelhantes e lamberem-se mutuamente, a violência gratuita, reeditada como farsa, ganhou a dimensão de moda. Aquele tipo de fenômeno que, assumidamente, dispensa qualquer explicação racional. Esse meio de suicídio que se dissemina pelos porões da humanidade em função da divulgação que lhe dá a mídia, de resto inevitável, é uma doença da modernidade. O psicopata do passado, na sua solidão, jamais elaboraria ideia tão complexa para a consecução do objetivo prosaico de dar um fim à própria insignificância.

Só a nossa impotência contra o que não é racional continua igual. No mundo real os hereges já não são executados com requintes de sadismo nem se admite sacrifícios humanos para exorcizar males que vêm não sabemos de onde. Mas no mundo virtual sim. A crendice, na sua forma gregária – a ideologia – continua comandando as reações mandando queimar armas mas nunca atiradores e afirmando a intervenção de “demônios” pós-modernos – o bullying, a desatenção dos pais, as vontades não satisfeitas e quanta besteira mais subir à tampa dos “especialistas” no inexplicavel – para “justificar” o horror e isentar a humanidade da característica que a religião da hora afirma que ela não tem. É o que explica porque o terceiro monstro de Suzano não consegue ser preso por mais que prove o tarado que é.

Quando inventaram suas versões do “bom selvagem” Hobbes e Rousseau sabiam zero sobre a vida antes da civilização. Nós nunca precisamos “ser estragados” pela sociedade, pelo capitalismo ou o que quer que seja. A selvageria de modo amplamente democrático, a maldade com um pouco mais de parcimônia, sempre existiram por si mesmas. Viemos, a duras penas, sendo eventualmente melhorados pelo processo civilizatório, essa construção tremendamente precária que milênios de desgraças nos ensinaram a erguer. Mas ela mal-e-mal funciona se e quando consegue manter-se holística. A derrubada de cada barreira à nossa selvageria intrínseca pela falsa acusação de “preconceito” – o respeito à família, ao círculo da intimidade, às noções de autoridade e hierarquia; o direito de destoar da manada e o mais – enfraquece o todo e contribui para traze-la de volta à superfície.

É uma moda e um vício. Não importa quão pequena seja a porcentagem de mortes violentas em números absolutos a que a civilização nos trouxe, sempre haverá o suficiente neste vasto mundo filmado para encher o jornal televisivo da noite onde o destaque dos acontecimentos é dado pela mera disponibilidade de imagens. É onde começa a débacle como previu Paul Johnson, profeticamente, ao proclamar a tábua dos pecados capitais da imprensa no início da marcha da vida para o território sem lei do virtual. A exceção passa a ser “narrada” como regra e fornece “as provas” da “falência” dos antídotos civilizatórios básicos. Chancelada pela “intelligentsia” que sustenta, a política passa, então, a responder à falsa demanda pois “ninguém jamais conseguiu recrutar ativistas para uma causa afirmando que tudo está indo muito melhor”. E no rastro das duas vai a violência empacotada como entretenimento que a ganância, a outra cara do poder, torna universal. No fim da fila, arrastada, acaba indo a vida real. Ver trucidar crianças e depois crianças trucidarem crianças é a escalada da dose que um mundo viciado na atração de olhares requer.

Columbine, Suzano, Nova Zelândia…

A internet tornou o mundo uma coisa só. Deu a humanidade a conhecer-se sem edição e ela está odiando o que está encontrando. E então, cada vez mais, puxa o gatilho.

Nada menos que tudo a que temos direito

8 de janeiro de 2019 § 9 Comentários

Artigo para O Estado de S. Paulo de 8/1/2019

A grande curtição tem sido ver cair os cacos do império da mentira. Assuntos nunca dantes abordados estão em pauta. A “patrulha” era um tigre de papel. É palpável o alívio mesmo de quem até ontem, por ação ou omissão, atuava como agente da censura, por poder voltar a admitir valores como valores, não ter mais de fazer cara de paisagem diante de toda e qualquer agressão à inteligência e ao bom senso que nos atirassem aos ouvidos, chegar às conclusões a que as premissas obrigam, não ter de engolir perguntas óbvias diante de fatos clamando por elas.

Uma delícia ver a serenidade com que o general Heleno descreve o que seja uma “regra de engajamento” tendo a sutileza de recorrer aos documentos das instituições multilaterais que o adversário cultua no seu altar de manipansos sagrados como cala-boca ou a verdade translúcida com que revela a urbanóides embasbacados porque é que o índio de conto de fadas não existe. Um alívio ouvir os últimos servidores que precisaram estudar para passar de ano. Os ultimos brasileiros que estiveram isentos da mentira que virou essa educação pública que queria transformar o Enen de medida do desempenho de professores e alunos na luta por um lugar ao sol para o Brasil na arena global em atestado de submissão ideológica.

Vai virando pó aquela reminiscência dos processos stalinistas onde não bastava à vítima inocente aceitar a culpa pelo crime que lhe imputavam, ela tinha de exigir publicamente a sua própria execução. Retomam-se as garantias mínimas aquem das quais nada mais faz sentido e caminha-se reto para a barbárie e a servidão. Restabelecem-se os direitos individuais entre os quais o mais elementar é o de defender a própria vida. Tem um inegociável valor de princípio muito mais importante que o seu possivel efeito prático a decisão de reconstituir a verdade que o Brasil em peso afirmou no plebiscito do desarmamento.

É um enorme avanço, enfim, retornar à estaca zero!

Mas o “capitão” promete combater com as de direita as ideologias de esquerda que nos impuseram e isso não é bom nem para variar. A verdade é que ele tem sido bem menos incisivo do que deveria quanto aos vícios realmente nefastos que permanencem intocáveis abraçados pelos dois lados. Não é para acampar, então, na frente do palácio, nem física nem virtualmente, e cantar todas as manhãs “Obrigado presidente, óh luz do meu coração!” sob o risco de tornar-se indistinguivel dos idiotas do lado de lá que tanto prejudicaram este país. A missão primordial de um governo moralmente digno é estabelecer claramente a relação de causa e efeito entre as duas únicas abundâncias do Brasil de hoje – a de privilégios e a de misérias. Não basta comprometer-se com “gastar só o que for arrecadado”. A questão que importa é definir COM QUEM o Brasil deve passar a gastar o que for arrecadado. E a de um eleitor e cidadão que ainda não tenha começado a babar é exigir isso com radicalidade proporcional ao tamanho do crime que os números das contas nacionais traduzem.

R$ 218 bilhões de deficit no INSS com seus 33 milhões de mal assistidos miseraveis; R$ 87,5 bilhões de buraco na previdência só do milhãozinho de nababos da seção da corte instalada em Brasilia, não computados os dos 26 estados falidos e os dos 5.570 municípios inadimplentes. Funcionários que na média atual de expectativa de vida cruzada com a idade média das aposentadorias públicas permanecerão 24 anos os homens, 31 anos as mulheres, vivendo às custas do favelão nacional com o maior salário de suas vidas infalivelmente “corrigidos” ano após ano, até por “ganhos de produtividade”.

Isso mata o Brasil.

Um governo moralmente digno tem de apontar a imoralidade e a temeridade de não fazer a reforma inteira. Tem de denunciar o custo em sangue para um país que já não tem mais de onde tirar de continuar pagando mais de dois por menos de um servidor público. Tem de denunciar o custo em tempo para uma geração que só viverá desta vez, das alternativas meia-sola para o que é justo e para o que é certo fazer.

Jair Bolsonaro tem muito mais força do que confessa. E o Congresso Nacional muito menos que a que ele lhe atribui de cima dos seus 58 milhões de votos. Temer não tinha nenhum e falava mais grosso que ele. O que tem faltado é investir a mesma testosterona que ele esbanja para condenar a parte mais carnavalesca da indecência geral vigente contra o componente mais letal da obscenidade do “sistema” que é a apropriação do que é de todos pela camarilha do privilégio. Esse privilégio que ele e excelentíssima família também desfrutam e que corrompe a cada segundo de sobrevida que o governo lhe dá porque afirma, subversivamente, o inadmissivel como aceitável. Esse privilégio que mata a cada segundo de sobrevida que o governo lhe dá por tudo de que priva o Brasil dos “sem nada” na saude, na segurança pública e na educação.

No mais, são outras equalizações. Humanizar o sistema penitenciário é acabar com a desigualdade perante a lei. Enquanto houver uma qualidade de prisão para cada casta a massa dos nossos “intocáveis” continuará sendo amontoada nos tugúrios a que está relegada hoje e ninguém terá paz. Só quando todos os brasileiros estiverem sujeitos à mesma lei e ao mesmo destino, na alegria e na tristeza, na saude e na doença, na riqueza e na pobreza, essas prisões começarão a ser consertadas. Só quando os brasileiros estiverem todos sujeitos à mesma lei e ao mesmo destino tudo o mais começará a ser consertado. Enquanto a casta que desenha as regras do jogo estiver dispensada de cumpri-las, enquanto tiver certeza de permanecer isenta das misérias que produz e ao abrigo das tempestades que desencadeia, enquanto não tiver seu emprego tão instavel quanto o nosso e a garantia da sua velhice condicionada ao que fizer na idade produtiva, ela não desenhará as coisas, nem com mais cuidado, nem com mais economia.

Jair Bolsonaro tem a força do Brasil. E não ha nenhuma razão para o Brasil aceitar menos do que tudo a que tem direito.

 

4 desabafos sobre segurança pública

14 de abril de 2015 § 8 Comentários

up5

Só para não deixar passar em branco o assunto aqui no Vespeiro e oferecer a quem insiste em ser lúcido uma prova de que não está sozinho e de que fazem, sim, sentido as perguntas que assomam às vossas cabeças sempre que ouvem os mesmos argumentos desonestos ou bizarros sobre os nossos problemas de segurança pública, mesmo que a imprensa siga se recusando a fazê-las, registro aqui algumas das que mais têm ofendido a minha própria inteligência nas últimas semanas.

1 – Você tem toda a razão: a principal função da prisão não é reformar gente portadora do “perdoável” defeitinho de trucidar ou estropiar os outros só pra se divertir mas sim tirar essas pessoas das ruas para que esses “outros” (nós) possam, ao menos, continuar vivos. Logo, essas longas sessões que você tem assistido na TV em que “jornalistas”, de um lado (e falo dos com aspas, note bem, porque felizmente ainda ha os que não as requerem), e “especialistas”, do outro, especialmente convocados para afirmar olimpicamente que “baixar a maioridade penal é inutil e até contraproducente porque a prisão é uma escola do crime que não reforma ninguém”, e ponto final, não passam de atestados de desonestidade assinados em rede nacional, ao vivo e em cores.

up6

E o tanto de gente que deixa de ser assassinada enquanto essas “vítimas da sociedade” permanecem trancadas, não vale nada?

Repito: reformar quem se entrega ao crime é o bonus possível; mas tirar quem mata, viola e estropia das ruas e não deixá-lo voltar a elas a menos que haja provas ou atenuantes indicando que isso é minimamente seguro para os outros, antes de qualquer consideração adicional, é um imperativo elementar de justiça, prevenção e segurança pública.

A possibilidade de outros criminosos menos violentos virem a ser “reformados” dentro de prisões, aliás, depende essencialmente de que o Brasil adote o instituto elementar da igualdade perante a lei. Enquanto houver 5 Justiças diferentes e foros e prisões especiais pra todo mundo que é um pouco mais que um pé-de-chinelo, tudo vai ficar como está: celas especiais cheias de mordomias obscenas, revoltantes e instigadoras de mais ódio e de mais crimes para os ladrões de casaca e assassinos que matam multidões roubando educação e remédio de criança pobre doente que escrevem essas regras e distribuem esses privilégios, e tugúrios medievais/escolas de crime para o resto da população.

up0
2 – A Folha de hoje mostra estatística da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República que dá conta de que a criminalidade cresce exatamente por igual em todas as faixas etárias da população. Uns 38% a mais nos últimos cinco anos. E trata o dado como ponto a favor de quem é contra a redução da maioridade penal. Pra mim parece exatamente o contrário.

O deslassamento geral do Brasil tem, para todas as faixas etárias, os mesmos vetores: a esculhambação geral e assumida sustentada pela vitória sistemática da mentira e da impunidade “lá em cima”, e a esculhambação geral e assumida sustentada pela imposição do mais absoluto e mentiroso relativismo moral “lá embaixo”, especialmente nas 6 ou 7 horas diárias de louvação e aplauso a toda e qualquer espécie de deformidade ou ignomínia comportamental despejada pela Rede Globo, mais que como “normal“, como “desejável“, sobre todo brasileiro, dos nascituros para a frente, do Oiapoque ao Chuí.

Enquanto as escolas forem essas — traia a tudo e a todos que o governo garante e o Brasil aplaude — continuaremos matando a bala, a faca e a porrete cinco vezes mais que o Estado Islâmico por ano – e mais a cada ano – e achando que tá tudo bem — o que é que tem? — “todo mundo é assim mesmo”.

up00

4 – Ja a discussão do desarmamento, esta é dolosamente desonesta. Seguir afirmando que quem atira é revolver e não quem o empunha; que o maior esforço da polícia e das forças armadas deve ser para desarmar os cidadãos que seguem a lei e não os que carregam fuzis e que a Justiça deve punir com mais rigor quem mata em legítima defesa do que quem mata pra ver o tombo do otário na frente da arma com todas as provas em contrário que estão aí, batendo na nossa cara, é, a esta altura, idesculpável. Além de ser o óbvio ululante que cortar todos os “pintos” não é a solução mais justa e nem a mais eficaz contra a ocorrência de estupros, os numeros do Brasil, onde vigora a mais imbecil, draconiana e mal intencionada das leis de desarmamento são a prova cabal e conclusiva de que isso tudo é mentira.

Mas nem precisava mais uma. Toda a gente séria do mundo ja está careca de saber disso: o desarmamento indiscriminado das vítimas só faz aumentar e não diminuir a quantidade de agressões e crimes de morte pela razão simples e óbvia de que torna muito mais segura a vida do bandido e do assassino que passam a ter a certeza da ausência de revide.

up1

De modo que, em vez de ouvir os “especialistas” de plantão na Rede Globo, vá ver o que a Harvard University descobriu a esse respeito, procurando cientificamente a verdade pelo exame da realidade dos numeros x legislações de controle de armas em todo o mundo, neste link: http://www.law.harvard.edu/students/orgs/jlpp/Vol30_No2_KatesMauseronline.pdf

4 – O apedrejamento dos PMs nos desastres sucessivos que acontecem nas UPPs do Rio de Janeiro são outro caso que revolta-me o estômago. As UPPs, como foi inúmeras vezes denunciado com todos os indícios que o provam aqui no Vespeiro, foram antes uma “medida pra inglês ver” determinada pela contratação (eleitoreira) de uma Copa do Mundo e uma Olimpíada no Brasil com epicentro no Rio de Janeiro, do que fruto da vontade dos políticos de lá ou de Brasília de dar ao povo dos morros cariocas a mera esperança de segurança pública que eles sempre lhes negaram até que ficasse claro que logo, logo, os “loiros de olhos azuis” teriam de passar no meio do fogo cruzado de cada dia da Cidade Maravilhosa para chegar aos estádios. As tais UPPs só foram implantadas, aliás, nos morros no caminho entre o aeroporto, os hotéis da Zona Sul e os estádios, pra que não ficasse dúvida de que é disso mesmo que se trata.

up01

Vai daí, enfiaram soldados da PM em conteineres de lata, desses que a gente fura até com o dedo, e os depositaram bem no meio dos territórios controlados por aquelas feras que as nossas leis de desarmamento não querem alcançar e andam pra cima e pra baixo com bazucas e fuzis calibre 308, barbarizando e matando a torto e a direito.

Ha duas semanas o Fantástico mostrou o que são, por dentro, esses containeres onde os policiais/alvos-vivos são deixados para morrer. Coisa de revoltar lobotomizado! Mas eles ficam lá, dia e noite, ouvindo os “pipocos” e esperando aquele que vai matá-los, enquanto pensam em suas mulheres e filhos em casa. Um troço de enlouquecer. Não dá pra entender como é que ainda tem gente que topa essa parada. (É que atividade policial, assim como jornalismo, não é escolha, é sina, também chamada de “vocação“).

Aí, quando alguém espirra e esses alvos-vivos com o equilíbrio psicológico necessariamente destruído, puxam o gatilho, exatamente do jeitinho que esse esquema todo foi feito pra resultar, o mundo cai de pau em cima dos PMs, que “precisam ser retreinados” e o diabo.

Dá nojo!

up3

 

Que país é este?

2 de março de 2015 § 12 Comentários

Neste link está a reportagem completa da qual o resumo acima foi retirado, mas para a qual o G1, da Globo, não dá link para reprodução. Vale muito a pena ver, naquela versão, a discussão que se abre entre a (boa) repórter da TV Tribuna de Santos e o delegado sobre como as leis feitas para nos deixar à mercê da bandidagem literalmente proíbem a polícia de agir a favor das vítimas e da Justiça coisa que, aliás, combina perfeitamente com o governo que expulsa embaixadores que fuzilam traficantes mas festeja governos que atiram na cabeça de crianças de 14 anos desarmadas por protestar contra ele em praça pública.

Cabe lembrar, por fim, que esse Estatuto do Desarmamento pervertido é um ato frontal de usurpação da vontade manifesta dos eleitores brasileiros que votaram maciçamente contra o desarmamento no plebiscito convocado sobre esse tema em 2005, usurpação esta que só se tornou possível graças à campanha cerrada que a Rede Globo continua fazendo para que a vontade popular expressa nas urnas seja ignorada e o desarmamento nos seja imposto na marra.

“As armas são a civilização”

23 de março de 2014 § 12 Comentários

T612812_03

Quando Samuel Colt inventou o revolver de seis tiros, em 1836, o “slogan” para vendê-lo era o seguinte:

Deus fez os homens diferentes; Sam Colt tornou-os iguais” (“God made men different; Sam Colt made them equal”).

O mundo tinha sido, até então, daqueles que tinham braço e destreza suficientes para manejar a espada melhor que os outros, e essa frase sempre me fez pensar…

Hoje recebi de Carlos Leôncio de Magalhães o artigo que (re)traduzo abaixo. Nunca tinha visto essa questão tão bem argumentada.

Veja o que você acha.

a2

 “As armas são a civilização”

.

Major L. Caudill, Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA

As pessoas só têm duas maneiras de lidar umas com as outras: pela razão ou pela força. Se você quer que eu faça algo para você, você terá, ou de me convencer via argumentos, ou de me obrigar a me submeter à sua vontade pela força. Todas as interações humanas caem em uma dessas duas categorias, sem exceções. Razão ou força, só isso.

Em uma sociedade realmente moral e civilizada, as pessoas interagem somente pela persuasão. A força não tem lugar como método válido de interação social; mas a única coisa que pode remover a força da equação é uma arma de fogo, por mais paradoxal que isso possa parecer.

Quando eu porto uma arma, você não pode lidar comigo pela força. Você precisa usar a razão para tentar me persuadir, porque eu tenho meios de anular suas ameaças ou o uso da força.

a2

A arma de fogo é o único instrumento que coloca em pé de igualdade uma mulher de 50 Kg e um assaltante de 100 Kg; um aposentado de 75 anos e um marginal de 19, um indivíduo sozinho contra um carro cheio de bêbados armados de bastões de baseball. A arma de fogo tira a disparidade de força, de tamanho ou de número de cena numa situação em que haja atacantes potenciais e uma pessoa se defendendo.

Há muitas pessoas que consideram a arma de fogo como a causa do desequilíbrio de forças. Acreditam que seríamos mais civilizados se todas as armas de fogo fossem removidas da sociedade, até porque isso tornaria o trabalho de um assaltante (armado) mais fácil e haveria menos risco de alguém sair ferido. Mas esse raciocínio, obviamente, só seria verdadeiro se o assaltante souber de antemão que suas vítimas estarão desarmadas, seja por opção, seja em virtude de leis. Essa causa de desequilíbrio deixa de existir se as vítimas potenciais também estiverem armadas. 

a2

Quem advoga o banimento das armas de fogo está optando automaticamente pela lei do mais jovem, pela lei do mais forte, pela lei do bando, e isso é o exato oposto de uma sociedade civilizada. Um marginal, mesmo armado, só consegue ser bem sucedido em uma sociedade onde o Estado lhe garantiu o monopólio da força.

Há também o argumento de que as armas de fogo tornam letais confrontos que poderiam terminar apenas em ferimentos mais leves. Esse argumento é falacioso sob diversos aspectos. Sem o envolvimento de armas os confrontos são sempre vencidos pelos mais fortes impondo ferimentos aos mais fracos sérios o bastante para subjuga-los. Quem imagina que punhos, bastões, porretes ou pedras não bastam para matar está assistindo muita TV onde as pessoas são violentamente espancadas e sofrem no máximo um pequeno corte no lábio. O argumento de que as armas aumentam a letalidade de um ataque só é verdadeiro a favor do mais fraco quando ele se defende, e não do atacante mais forte. Se os dois estão armados então, a luta apenas fica nivelada.

a2

A arma de fogo é o único instrumento que é tão mortífero nas mãos de um octogenário quanto nas de um halterofilista. Elas simplesmente não serviriam para equilibrar uma parada como essa se não fossem mortais e não pudessem ser acionadas por qualquer um, forte ou fraco.

Quando eu porto uma arma não é porque estou procurando encrenca, é exatamente por que quero ser deixado em paz. A arma na minha cintura significa que eu não posso ser forçado a nada, somente persuadido. Eu não porto uma arma porque tenho medo mas sim porque ela me permite não ter medo. Ela não está lá para intimidar os que querem interagir comigo pela razão, mas para desencorajar os que pretendem fazê-lo pela força. A arma remove a força da equação … e é por isso que portar uma arma é um ato civilizado.

Portanto, a sociedade mais civilizada é aquela onde todos os cidadãos podem estar igualmente armados e só podem ser persuadidos, nunca forçados“.

benjaminfranklin3

Para acrescentar a dimensão política evolvida nessa questão, junto à discussão do que disse o major Caudill a frase célebre de Benjamin Franklin:

Quando todas as armas forem propriedade do governo, este decidirá de quem são todas as outras propriedades“.

a2

Onde estou?

Você está navegando em publicações marcadas com desarmamento em VESPEIRO.

%d blogueiros gostam disto: