Voltar para trás? Depende de quanto…
23 de maio de 2014 § 4 Comentários
Diz o Ibope que a Dilma parou de cair.
Mas a mesma pesquisa sinaliza que dos 40% a que chegou ela também não passa. Se fosse pro segundo turno hoje com Aécio batia em 43%, com Eduardo em 42%.
A rejeição dos dois caiu muito depois da primeira rodada de campanha pela TV mas a dela permaneceu a mesma, cravada em 33%. Um terço do eleitorado não vota nela nem a pau, antes e depois da campanha do medo do passado. E o numero dos que acham ela ruim ou péssima continua crescendo.
Aécio subiu de 14 pra 20% e Eduardo de 6 pra 11%, tudo em cima daquele povo que quer mudar tudo: a soma de brancos e nulos e “não sei” caiu de 37 para 24%. E esses 24%, é claro, só “viram” contra o PT.
A conclusão geral, ontem internet afora, é que a pesquisa foi boa pra Dilma, embora não dê pra sorrir, e que a mensagem da volta ao passado fez o que tinha que fazer.
Esse é um truque que sempre funciona e por isso eu sugiro à oposição que faça com ele o que o PT fez com os programas sociais do FHC: roube a ideia pra si porque esse negócio de voltar ao passado fica bom ou fica horroroso dependendo de onde se pare o relógio, e o que vinha derrubando a Dilma e o PT – e vai continuar derrubando – é justamente o medo de voltarmos pra trás muito além do ponto no qual os marqueteiros do PT acharam melhor parar o relógio.
Aí as possibilidades para os pesquisadores de imagens, montadores e redatores dos marqueteiros da oposição são infinitas.
Você tem medo de voltar ao passado?
Tem toda a razão!
Vamos voltar àquele negócio de pagar preço de Rolls Royce por carroças pra sustentar os esqueminhas do Lula com as multinacionais de automóveis? Ou vamos mais pra trás? De volta à hiperinflação de 80% ao mês do Sarney, sócio do Lula, mesmo com os preços congelados que já estão aí de volta e não enganam ninguém?
Você acha mesmo “babaquice” andar de metro, ter estrada, porto e aeroporto que preste? Ficar com esses que temos e não levar nem estádio “padrão Fifa” inteiro de troco por causa da roubalheira desenfreada?
Vamos voltar ao tempo em que não tínhamos nem um Legislativo nem um Judiciário independentes e os donos do poder faziam o que queriam com o nosso dinheiro sem dar satisfação a ninguém?
Pois já estamos quase lá!
Ninguém anda mais de farda em Brasília mas o que a chuva de bilhões tá fazendo de estrago na democracia brasileira vai ser muito mais difícil de consertar do que os militares fizeram.
E esse negócio de voltar pra trás é assim. Começa e não para mais!
Vamos voltar pra onde estão a Argentina, a Venezuela (chuva de imagens na TV), Cuba, os países que o PT nos dá como referências de democracia (chuva de imagens de Lula e Dilma com a gangue)? É essa mesmo a turma que queremos ao nosso lado? (Lula e Dilma se amassando com os Amadinejahds, os Assads, os Castro, a Kirshner com aqueles implantes de travecão os troglos africanos…). Queremos mesmo o nosso país como os deles (mais imagens)? Um país que prende os mocinhos e solta os bandidos (chuva de imagens da gangue da Petrobras e etc., e o André Vargas desafiando o Joaquim Barbosa).
E como é que vamos acabar? (Primavera de Praga, as mesmas bandeiras lá e aqui; filmes da derrubada do Muro de Berlin em reverso, se reerguendo, arame farpado…)
Não se engane, Brasil! É pra isso que estão nos empurrando e ninguém tá fazendo questão de esconder (eles com a gangue em beijos e abraços, tio Franklin querendo fechar jornais, os nossos black blocs e os do Putin em seus tanques, em cortes sucessivos…).
A escolha é sua!
Vote com cuidado porque do jeito que vai indo a coisa você não vai ter escolha assim fácil por muito tempo (outra chuva de imagens, agora dos bolivarianos “acariciando” seus opositores, dos “prisioneiros comuns” de Cuba definhando, etc).
Enfim, não quero ensinar padre nosso pra vigário que até publicitário mambembe deita e rola num tema desses. Falta só é freguês com vontade de por o dedo na ferida nessa campanha eleitoral cheia de “vaselinas”, coisa que não dá pra entender porque o caso aqui é ganhar ou ganhar.
Um país sem pauta
6 de maio de 2014 § 5 Comentários
A medida em que a campanha se vai instalando fica mais clara a crise de oferta que afeta o nosso mercado eleitoral: nenhuma candidatura cresce mais que a descrença do brasileiro na política.
Em março de 2013, auge da popularidade de Dilma, 53% dos eleitores declaravam preferência por algum partido. Passados 14 meses só 30% registra simpatia por qualquer agremiação – 17% ainda pelo PT, refletindo, provavelmente, o numero exato dos seus “dependentes diretos” o que não inclui nem a multidão toda dos “embolsados”. Cabe aí pouco mais que a militância, o funcionalismo público e o batalhão dos cúmplices e dos co-saqueadores organizados.
66% dos brasileiros faz questão de declarar que tem horror a todos os 30 e tantos partidos existentes e 20% do total do eleitorado diz que vai anular seu voto ou votar em branco para presidente.
Quer dizer, congelou-se aquele “Não nos representa” de um ano atrás. Mesmo varrido das ruas pelos black blocs amestrados que as ocuparam com essa missão explícita – não me venham com aquela de “estética da violência” que aparece e some segundo as conveniências! – mesmo varrido das ruas, dizia, esse clamor negativo nem foi apagado da cabeça dos eleitores nem, o que é muito mais dolorido, gerou qualquer discurso novo que se candidatasse a preencher esse vazio.
Ao contrário, quando têm uma oportunidade de se dirigir ao eleitorado a preocupação mais visível dos dois “candidatos de oposição” é a de não atacar de frente nenhum dos “expedientes” a que o governo que colhe toda essa rejeição tudo reduz: comprar cumplicidades de um lado, comprar votos do outro.
Seguimos todos reféns desse assistencialismo bandido que está matando a moral e a democracia nacionais. Sempre foi esse o perigo desse tipo de veneno, aliás. Teta dada só se recolhe com revoluções. No rumo em que vai a coisa a “Carta aos Brasileiros” versão 2014 corre o risco de ser um compromisso formal de cada uma das candidaturas de oposição com a eternização da destilação desse vitríolo…
Mas a coisa toda é menos simples do que parece.
Uma campanha eleitoral é sempre um exercício didático; um debate entre diferentes projeções de futuro. Ou, melhor dizendo, o último ato de um debate entre diferentes projeções de futuro que, a menos de seis meses da decisão, já deveriam estar suficientemente decompostas e mastigadas para serem facilmente entendidas pelo público.
É para isso que existem os outros três poderes da Republica – Legislativo, Judiciário e Imprensa – encarregados, além de fiscalizar o Executivo e impor a lei, de debater alternativas ao longo dos percursos entre eleições.
Ocorre que, como sabemos, o Legislativo é um poder virtualmente anulado entre nós.
O Judiciário cumpriu a sua parte ao montar a primeira – e competentíssima! – crônica das minúcias da conspiração petista para anular o Legislativo mediante uma vasta operação de corrupção como primeiro passo de um plano para eliminar a divisão dos poderes, fundamento básico da Republica, com o objetivo final de impor um regime que não tem a alternância dos partidos no poder em seu horizonte como todos com os quais o PT ostensivamente se alia no plano internacional, e mandar para a prisão os golpista contra os quais teve condições de reunir provas.
Confirmando a própria tese afirmada no julgamento do Mensalão, o Judiciário foi, no entanto, o alvo seguinte da conspiração, acabando por ser emasculado no correr do processo sucessório dos juízes do Supremo Tribunal Federal usado explicitamente para submeter a instituição às ordens do Executivo.
À imprensa caberia a tarefa de decompor em seus pormenores os outros elementos menos imediatamente visíveis da conspiração petista de modo a ajudar a população a enxergá-los, obrigar os políticos a discuti-los e, pela iluminação de tais focos de atenção, contribuir para fazer esse debate descer do nível conceitual que já tinha sido esgotado no julgamento do Mensalão, para as suas outras frentes mais diretamente ligadas ao dia a dia dos cidadãos.
Mas ao se deixar pautar quase que exclusivamente pelas ações do governo e das facções em luta pelo poder dentro e em volta dele entregando-se sem resistir ao papel de plataforma de arremesso dos dossiês a que uns ou os outros “dão-lhe acesso” para alvejarem-se mutuamente, a imprensa abandonou, seja a função propositiva para a qual está legitimada como agente institucional do sistema republicano, seja a função inquisitiva que é da essência da sua natureza. Abandonou-se de forma tão completa ao fascínio do denuncismo fácil que deixou de lado todo o resto.
A tal ponto que tornou-se usual, por exemplo, que as mais altas figuras deste governo não só abandonassem por completo a pratica do briefing sistemático para a imprensa obrigatório em todas as democracias do mundo sem que ela se queixasse como, mais que isso, passassem a dirigir-se ao grande público exclusivamente pelos canais unidirecionais das redes obrigatórias de radio e TV ou pela sua própria “imprensa particular”, convocando patéticas reuniões fechadas com os “blogueiros do tio Franklin” para fazer comunicados à Nação.
A campanha eleitoral tem girado apenas em torno dos expedientes e do discurso do PT, portanto, porque para além do tiroteio de dossiês e das matérias de opinião da grande imprensa eles são os únicos que estão “postos” na forma de reportagens e relatos pormenorizados feitos em geral por competentes agências de publicidade.
Por aí começa-se a entender o vazio de propostas concretas e pontuais que possam diferenciar mais nitidamente os candidatos entre si nesta campanha.
A verdade, dados os filtros negativos que bloqueiam os acessos às instituições “de dentro” do sistema, é que só da imprensa é que pode emanar uma pauta positiva para a Nação.
Mas também ela não se tem mostrado à altura do desafio.
O país sabe vagamente que todo o poder foi sendo centralizado na presidência mas não tem clara a tradução concreta desse processo pela falta de uma crônica detalhada e recorrente dos expedientes que o governo usou para ir concentrando todo o dinheiro dos impostos nas mãos da União.
O país não sabe claramente que buracos isso deixou nos estados e nos municípios, em que contas, e que falta isto está fazendo nos serviços que afetam diretamente a vida das pessoas tais como os de saúde, segurança e educação públicas.
Quais as medidas provisórias e outras tortuosidades e gambiarras operadas para este fim que deveriam ser revertidas para fazer a divisão do dinheiro dos impostos voltar para o ponto de onde partiu? Quanto isso melhoraria a verba disponível para esses serviços nos locais onde eles são efetivamente prestados?
Até que tamanho e por quais expedientes inchou-se o aparelho de Estado e se o ocupou com a “companheirada” com o objetivo de criar o que o historiador Marco Antonio Villa chama hoje, em artigo para O Globo, do “primeiro escudo” mediante o qual o PT garante que, independentemente de quem ganhe a eleição, são os petistas que moverão as engrenagens do governo se, quando e para que lado quiserem? Quais foram os passos desse processo? Como reverte-lo sem antes ter esse trajeto mapeado o suficiente para transformar os passos necessários à sua reversão num compromisso de campanha e legitimá-los pelo voto?
Como foi montado o aparato das ONGs chapas-brancas? Promovida a multiplicação em metástese dos sindicatos sem associados? Montada a rede dos “blogueiros do tio Franklin”? Como montar uma proposta de reversão desse processo sem conhecer-lhes os componentes e os custos; sem apontar que carências reais poderiam ser atendidas com esse dinheiro? Sem ter isso pisado e repisado para a opinião pública a esta distância de uma eleição decisiva?
De que instrumentos dispõe o resto do mundo para garantir que o sistema representativo de fato represente quem elege os representantes? Como eles conseguem, lá fora, destravar o processo de reformas e ganhar agilidade para reagir a um mundo em vertiginosa mudança? Como funciona o voto distrital com recall que põe nas mãos de quem precisa delas a iniciativa das reformas e arma a mão do eleitor para fazer-se respeitado sob pena de fuzilamento sumário do mandatado traído, ferramenta que vem saneando até níveis suportáveis de salubridade os sistemas políticos de país atrás de país?
Como foi que passamos por tudo que sucedeu o junho de 2013 sem discutir exaustivamente questões como esta e chegamos a mais uma eleição encurralados pela ignorância de tudo que não seja apenas e tão somente o que interessa a quem não nos interessa que sigamos conhecendo e pensando?
Não. Não concordo com os fatalistas que também nunca tinham pensado nessas questões mas dirão, como se as conhecessem de velho, que “está tudo dominado” e a imprensa inteira está vendida. Conheço bem demais os jornalistas para saber que nem todos são como os “blogueiros de tio Franklin”, os “revisteiros de madame Joesley” ou os “iracundos porém venais” velhos de três regimes.
Eu falo dos jornalistas melhores que seus patrões e da imprensa ainda digna do nome, mesmo que em luta contra a “disrrupção”. Eu falo da imprensa que, como o Brasil, quer mas não sabe fazer. Eu falo do “custo Brasil”, da falta de escola e do isolamento da língua.
Não ha lideranças que se diferenciem na imprensa pela mesma razão que não ha lideranças que se diferenciem fora da imprensa, a não ser pelo lado negativo, que não requer polimento nem esforço continuado, só oportunidade e ausência de escrúpulos.
Este governo está caindo de podre a tal ponto que ninguém poderá roubar-lhe a glória de se ter autodestruido. Mas, com todos os senões apontados é, ainda, à imprensa que vamos ficar devendo a derrota que se esboça desse PT que exala um cheiro que nada mais consegue disfarçar e ninguém mais consegue respirar porque foi ela o instrumento usado para furar esse abcesso.
Mas é a ela também que ficaremos devendo o pacote fechado que virá no lugar dele pois qualquer coisa continua cabendo neste país sem pauta que ela não tem contribuído para pautar.
O buraco é mais embaixo
21 de dezembro de 2013 § 4 Comentários
Artigo publicado em O Estado de S. Paulo de 21/12/2013
Acompanho a comemoração na imprensa em torno da votação do Supremo Tribunal Federal que caminha na direção de “proibir” o financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas e bate-me um desânimo ancestral.
Alguém acredita que de fato vai cessar a roubalheira na construção de estradas, de metrôs, de hidrelétricas; na saúde pública, na construção de escolas, na escolha dos livros didáticos comprados pelo governo, na merenda escolar, na compra de remédios e ambulâncias, na expedição de alvarás para construções privadas, na fiscalização de feiras, bares e restaurantes, do guarda que troca a multa por 50 paus – vá lá! escolha você mesmo! – se o Supremo Tribunal Federal proibir o financiamento de campanhas eleitorais com doações de empresas privadas?
Alguém acredita que o horário eleitoral gratuito se tornará menos mentiroso e nefasto se o direito que os político se outorgam de mentir pela gorja sem contraditório em rede nacional em horário nobre for financiado só com dinheiro público?

Alguém acredita que as próprias doações de campanha cessarão apenas porque os meritíssimos assim decidiram? Que foi por falta de alguém ter essa boa ideia que vimos sendo roubados ha 513 anos?
E o PT, que levantou esta bandeira exatamente a partir do minuto em que chegou “lá” e nem um segundo antes, fê-lo para que o país deixe de “ser”, ou para ficar sozinho distribuindo bolsas, isenções de impostos, quebrando a Petrobras pra encher o tanque da freguesia a preço eleitoralmente conveniente, destruindo a indústria nacional a custa de aumentos de salário sem aumentos de produtividade, sustentando o consumo contratando dívida e inflação futuras e o mais que a gente sabe, sem mais ninguém na raia?
Porque a imprensa se presta a dar ares de seriedade a tapeação tão evidente e antiga? Ela não consulta os seus próprios arquivos? Os livros de história pra se lembrar de ha quanto tempo a gente que nos explora vive de remexer o acessório para manter como está o principal?
Não, o vício é nacional; não é só dos políticos. Mais que isso, o vício é cultural. Irmana meia humanidade.
Regulamentar o irregulamentavel. Encher bibliotecas inteiras de leis e leis sobre leis sem perder um minuto sequer com considerações praticas sobre a factibilidade de aplica-las. Discutir infindavelmente sobre o nada com uma retórica grandiloquente. Fazer revoluções em palanques, em tribunas e em mesas de bar.
Eis as marcas do DNA latino!
Até as mensagens do Twitter já se propôs regulamentar nos espasmos legisferantes da presente temporada. O que virá depois? O Facebook e o resto da internet? E então a definição das conversas e sussurros regulares e irregulares nas praças públicas?
E que tal começar pelo final, como fizeram os países onde de fato existe democracia? Que tal declarar todo mundo – a começar pelo “rei” – igual a todo mundo perante “A Lei”? Ter um único foro de julgamento para todos? Uma única prisão para quem quer que queira pisar deliberadamente no tomate? Um ou no máximo dois recursos de julgamento?
A doença degenerativa do Brasil chama-se impunidade.
De modo que acabar com a impunidade faria mais pela cura da nossa chaga política e de todas as outras que ela abre e infecciona do que mais 50 decisões do STF sobre a periferia da regra eleitoral.
“Ah, mas se formos esperar o Congresso a reforma política não sai nunca”!
Não sai mesmo.
Mas a função do Judiciário não é tomar o lugar dos legisladores sob esse pretexto. A função do Judiciário é enquadrar os legisladores na lei que eles próprios escrevem. Na única lei que deveria viger no país, igual para todos.
É fazer isso que o resto acontece sozinho!
E impunidade não é só a dos ladrões e dos outros criminosos que nos mantêm trancados e acuados porque com eles o Judiciário é tão mole quanto é largo o bolso de advogados e juízes com poderes para decidir a seu bel prazer quem vai e quem não vai para a jaula.
Impunidade é também a do representante que trai o seu representado e vende o seu mandato para quem e quantas vezes quiser.
Para essa vertente da doença nacional existe o remédio do voto distrital com recall, que amarra cada político eleito a um grupo claramente identificado de eleitores, e dá a esses eleitores o direito de cassar-lhes essa representação quando quiserem e pelo motivo que quiserem, como prescreve a Constituição que diz que “todo poder emana do povo e em seu nome será exercido”.
“O problema”, eu não me canso de repetir com Theodore Roosevelt, “não é haver corrupção, condição inerente ao ser humano. O problema é o corrupto poder exibir o seu sucesso, o que é subversivo”.
O problema, vale dizer em termos mais focados no caso em discussão, não é a exposição dos agentes públicos ao poder econômico, o que é absolutamente inevitável; o problema é não poder punir quem é pego abusando dele. E ninguém sabe disso melhor que este STF que tenta, ha oito anos, enfiar e manter meia dúzia de salafrários na prisão e não consegue.
Faria muito mais por nossa remissão esse Supremo Tribunal se tratasse de olhar para o próprio umbigo e acabar com os “embargos infringentes”, a meia dúzia de “tribunais especiais” para “pessoas especiais” e os outros 20 mil recursos que mantém à disposição dos bandidos comuns com carteira recheada que provam todos os dias a cada brasileirinho e cada brasileirinha, desde que nasce, seja na Vieira Souto, seja no Morro do Alemão, que sim, o crime compensa.
E vale repetir: as sociedades funcionam como cadeias de transmissão de forças nas quais o elemento mais próximo do povo, a fonte de onde emana a legitimidade dos demais poderes, é a imprensa. Enquanto ela seguir obrigando-se, por um suposto “imperativo ético” inventado em nossas escolas aparelhadas, a amplificar as iniciativas dos poderes constituídos emprestando-lhes ares de seriedade, eles seguirão tão confortavelmente refesteladas na mentira quanto estão hoje.
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