O vice-treco do sub-troço

23 de abril de 2012 § 3 Comentários

Releve a qualidade das legendas…

Video enviado por Sergio Lunardelli Jr.

Fabricando órgãos humanos

21 de dezembro de 2011 § 1 comentário

Um mundo superlotado e duas perguntas aos ambientalistas

25 de outubro de 2011 § 2 Comentários

Katia Zero chama minha atenção para a matéria “Seven Billion“, de Joel E. Cohen, publicada ontem no NY Times (aqui).

Alinho os trechos que mais me fizeram impressão:

* A população do mundo chegará a 7 bilhões de pessoas esta semana. O primeiro bilhão demorou desde as origens da humanidade, ha algumas centenas de milhares de anos até o início dos 1800 … o segundo levou mais uns 120 anos … nos últimos 50 a humanidade mais que duplicou indo de 3 bilhões em 1959 para 4 em 1974, 5 em 1987 e 6 em 1998.

* a população do mundo deverá crescer um milhão de habitantes a cada cinco dias até, pelo menos, 2030. A Divisão de População da ONU prevê que haverá 8 bilhões em 2025, 9 em 2043, 10 em 2083.

* em 1950 para cada pessoa acima de 65 anos havia mais de seis crianças abaixo de 15. Em 2070 o numero de pessoas com mais de 65 será maior que o de crianças abaixo de 15 e haverá apenas três pessoas em idade de trabalhar (com mais de 15 e menos de 65) para cada duas fora do mercado de trabalho com menos de 15 ou mais de 65.

* em 1950 havia três vezes mais europeus que africanos abaixo do Sahara. Em 2010 já havia 16% mais habitantes dessa região da África que europeus. Em 2100 deverá haver 5 pessoas na África sub-sahariana para cada europeu

* a Índia terá mais gente que a China um pouco antes de 2020 e a África sub-sahariana mais gente que a Índia antes de 2040.

* Entre 1820, no alvorecer da revolução industrial, e 2008 quando o mundo entrou em recessão, o produto econômico por pessoa aumentou 11 vezes.

* Com a globalização do trabalho o incentivo para que os donos do capital ignorem a necessidade de deter o crescimento descontrolado das populações miseráveis é enorme: salários baixos para um grande numero de trabalhadores significam ganhos maiores a serem capturados.

* a expectativa de vida triplicou para uma média mundial de 70 anos.

* o numero de filhos por mulher caiu de 5 em 1950 para 2,5 hoje. Hoje a população mundial cresce 1,1% ao ano, metade do que crescia em 1960.

* aproximadamente metade da população mundial vive com US$ 2 por dia ou menos. Na China 36% estão nesse nível; na Índia, 76%. Mais de 800 milhões de pessoas vivem em favelas. Um numero similar, com maioria de mulheres, é analfabeto. Entre 850 e 925 milhões de pessoas são cronicamente subnutridas.

* o mundo produziu 2,3 bilhões de toneladas métricas de cereais na safra 2009-2010, o suficiente para sustentar de 9 a 11 bilhões de pessoas, mas só 46% disso chegou a bocas humanas.

* mais de um bilhão de pessoas vive sem um suprimento sustentável de água. Nos próximos anos, as necessidades de água limpa das cidades dos países em desenvolvimento será multiplicada por três

Para não angustiar os meus dois filhos mais do que é inevitável, pergunto aos ambientalistas pelo mundo afora só duas coisas:

* Se você tem mais de dois filhos, com que moral fica batendo na tecla da sustentabilidade e da biodiversidade? Se você está acima da taxa de reposição da população existente você está roubando o espaço de alguma outra espécie viva do planeta já que é óbvio que não cabe mais ninguém nele.

* Se você é daqueles que embarcou na conversa de que o aquecimento global é o maior problema ambiental, me explique porque você acha mais importante gastar bilhões de dólares para provar que vamos morrer soterrados na sujeira que essa multidão toda vai produzir enquanto esgota os recursos da Terra com mais ou com menos dois graus de temperatura média nos termômetros nos próximos 100 anos do que investí-los para fazer campanha pela redução da natalidade já que pode evitar a destruição do planeta e todas as suas eventuais consequências insignificantes diante desta maior, como é essa do possível efeito colateral do aquecimento?

15 “toques” de Steve Jobs

6 de outubro de 2011 § 1 comentário

“Stay hungry, stay foolish”.

(Discurso aos formandos de Stanford em 2005)

“Quando eu tinha 17 anos li uma coisa que dizia mais ou menos o seguinte: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia você vai acabar acertando”. Aquilo ficou gravado na minha cabeça e, desde então, pelos últimos 33 anos, eu olho no espelho todos os dias de manhã e me pergunto: “Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu teria vontade de fazer aquilo que estou para fazer hoje?” Toda vez que a resposta foi não por muitos dias seguidos era hora de mudar alguma coisa”.

“A gente não vai ter a chance de fazer tudo, de modo que cada coisa que a gente fizer, tem de ser excelente. Porque as coisas que você fizer serão a sua vida”.

“Lembrar-se de que a gente vai morrer um dia é a melhor maneira que eu conheço de escapar da armadilha de pensar que você tem alguma coisa a perder”.

“É impossível ligar os pontos olhando para a frente; você só consegue fazer isso olhando para trás. De modo que o jeito é ter fé que os pontos vão acabar se ligando um dia, lá na frente. Enquanto isso, você tem de confiar em alguma coisa – no seu taco, no destino, na vida, num karma, não importa o que seja. Essa maneira de pensar nunca me falhou e fez toda a diferença na minha vida”.

“Design não é só forma. Design é como vai funcionar”.

“Eu quero dar o meu toquezinho no Universo”.

“Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não têm pressa de chegar lá. E no entanto a morte é o destino de todos nós. Ninguém consegue escapar. E é assim que deve ser porque a morte é a melhor invenção da vida. É o agente das mudanças. Ela tira o que é velho de cena para abrir espaço para o que é novo. Neste momento o novo são vocês mas, gradualmente, vocês se tornarão velhos e, algum dia, não muito distante de hoje, acabarão sendo tirados de cena. Desculpem parecer tão dramático, mas esta é que é a verdade”.

(Stanford 2005 de novo)

“Eu não ligo a mínima para ser o homem mais rico do cemitério. Ir para cama todas as noites podendo dizer “eu fiz algo maravilhoso” é o que importa para mim”.

“Não da pra perguntar a cada cliente o que é que ele quer e tentar entregar exatamente aquilo a ele. Quando você conseguir aprontar a encomenda ele já estará querendo outra coisa”.

“O meu modelo de negócio são os Beatles: eles eram quatro caras diferentes que se complementavam e abafavam os defeitos individuais de cada um. E o total era muito melhor que a soma das partes”.

“Este sempre foi um dos meus mantras –  foco e simplicidade. A simplicidade pode ser muito mais difícil de obter que a complexidade. Você tem de trabalhar duro para manter o seu pensamento limpo e conseguir ser simples. Mas vale a pena porque, se você é capaz disso, você pode mover montanhas”.

“Eu estou convencido de que o que diferencia os empreendedores de sucesso dos que fracassam é a pura perseverança”.

“Seu tempo é muito limitado. Não o desperdice vivendo a vida de outro. Não se deixe cair na armadilha do dogma – que é viver  pautado pelas ideias dos outros. Não permita que o barulho das opiniões alheias abafe a sua voz interior. E, mais importante que tudo, tenha a coragem de seguir o seu coração e a sua intuição. De alguma maneira eles é que sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário”.

“Não comerás da árvore do conhecimento…”

5 de outubro de 2011 § 2 Comentários

Sim, houve um Big Bang (ainda é verdade)…

Mas a expansão do Universo não está desacelerando como sugeriria a existência de uma força de gravidade puxando os corpos celestes uns na direção dos outros. Ao contrario, ele está se expandindo numa velocidade cada vez maior.

E isso bagunça tudo de novo.

Existe uma força lá fora, maior que a da gravidade, empurrando na direção contrária.

E que força é essa?

O nome – provisório como tudo é hoje em dia – diz do que não sabemos sobre ela: a “Matéria Escura” é a suposição do momento; uma explicação de um detalhe do todo inexplicável que, sem ela, seria ainda mais incompreensivel.

“Só sobre 5% do que está entre nós e o infinito nós podemos ter alguma ideia do que possa ser“, e mesmo assim, muito vaga, sujeita a mudanças de 180 graus a qualquer momento e sem aviso prévio, dizem-nos os sábios. Mas de que tamanho é essa praiazinha dos 5% se a referência do grande oceano das duvidas é o infinito sem fim?

“Dê-me um ponto fixo no Universo e eu moverei a Terra”.

Não ha mais nenhum…

Da Terra plana ao planeta esférico; de nós no centro para nós girando em torno do nosso aquecedorzinho particular fomos razoavelmente bem. Substituir uma certeza por outra custava a revogação nem sempre indolor de uma visão de mundo, de um ideal de vida e de um modelo de organização política e social, mas sempre acabávamos por chegar à certeza seguinte e era possível construir tudo de novo.

Dos reis de cada aldeia para os reis absolutos e deles para a democracia de checks and balances imitando a Harmonia dos Mundos imaginada por Newton e sua força da gravidade houve degraus e tropeços, mas chegava-se sempre a um chão firme.

O Espaço e o Tempo permaneciam lá, fixos, indubitáveis ainda que apenas supostos.

Mas então, tudo se tornou “relativo”.

E logo, nem isso mais.

Deslocada para a periferia absoluta do Universo, a humanidade inteira passou a sofrer o “complexo de vira-latas”.

Desde então ha uma “Primavera do Nada” rondando insidiosamente o planetazinho azul.

O que é que vale a pena se a alma é assim tão pequena?

Como construir um sistema ético se não há noção nenhuma de origem ou de destino? Como formular uma utopia neste Universo cada vez mais irresoluto? Para que construir qualquer coisa de sólido nesse ambiente de tão radical e definitiva transitoriedade?

“Tudo que sei é que nada sei”, sopram-nos daquele ontem que foi a Grécia.

E lá de trás, do paraíso imemorial da inocência perdida, aquela voz grave, um dedo em riste saindo das nuvens, ecoa:

“Não comerás da árvore do conhecimento…”

De algum jeito, nós sempre soubemos onde tudo isso ia dar.

Onde estou?

Você está navegando atualmente a Ciência categoria em VESPEIRO.