Ramagem deixa centro de detenção do ICE nos EUA
15 de abril de 2026 § 3 Comentários


O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) deixou hoje o centro de detenção do ICE, o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, nos EUA, confirma o Metrópoles.
Cassado e sem passaporte diplomático, ele havia sido detido nesta semana por questões migratórias.
Ramagem está nos EUA desde setembro, quando foi condenado por Alexandre de Moraes a 16 anos de prisão no julgamento dos atos de 8/1.
Ele era o diretor-geral da Abin no governo Bolsonaro.
UE parece ter comemorado cedo demais vitória de Magyar Péter na Hungria
15 de abril de 2026 § 4 Comentários

Ele rejeitou o Pacto de Migração da União Europeia: “A Hungria não aceitará nenhum pacto. Na verdade, vou reforçar ainda mais a segurança perto da fronteira”.
PGR se torna um muro para delação de Vorcaro
15 de abril de 2026 § 2 Comentários


Segundo Lauro Jardim, os advogados de Daniel Vorcaro têm tido dificuldade para negociar com a PGR de Paulo Gonet, acusado ontem pela CPI do Crime Organizado de “blindagem por inércia”.
Segundo eles, a procuradoria-geral vem sofrendo pressão do meio político e do governo e está endurecendo além da conta.
China e EUA parecem ter chegado a uma trégua
15 de abril de 2026 § 4 Comentários

Depois do desafio do ministro da Defesa chinês, Dong Jun, que por acaso é um almirante de marinha, proferido aparentemente num impulso, logo que recebeu a notícia, dizendo que os navios chineses não respeitariam o bloqueio americano (a economia chinesa praticamente “vive” dos quase dois milhões de barris de petróleo que importa por dia do Irã), tanto Washington quanto Pequim baixaram a bola.
O dia amanheceu com Trump assoprando (mas sem deixar de dar ao menos uma mordidinha) no Truth Social:

“A China está muito feliz por eu estar abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles também – e pelo mundo. Essa situação nunca mais se repetirá. Eles concordaram em não enviar armas para o Irã. O presidente Xi me dará um grande e caloroso abraço quando eu chegar lá em algumas semanas. Estamos trabalhando juntos de forma inteligente e muito bem!
Isso não é melhor do que lutar???
MAS LEMBREM-SE, somos muito bons em lutar, se precisarmos – muito melhores do que qualquer outro!”
Presidente DJI
Ha várias notícias nessa notinha:
1 – Trump e Xi Jinping conversaram depois da ameaça de Dong Jun.
2 – Trump disse a ele que não está fechando a torneira do petróleo para China, esta apenas tomando providências para que ela nunca mais seja fechada.
3 – A China se comprometeu a respeitar o bloqueio (não armar os aiatolás).
4 – Houve um acordo entre eles em torno de um prazo de algumas semanas.
5 – Já ha até uma visita marcada de Trump a Pequim para comemorar a vitória.
6 – É provável que alguma solução para um abastecimento alternativo de petróleo para a China tenha sido discutido.
7 – Trump atendeu à exigência: colocou os israelenses e os libaneses sentados numa mesa de negociação em Washington.
8 – Nada disso foi conseguido apenas e tão somente “numa boa”, houve ameaças de parte a parte, terminando num “se quiserem briga, a escolha é vossa”.
Os chineses não quiseram…
Logo pela manhã o CENTCOM (Comando Central da operação) divulgou uma nota oficial lacônica:

“Durante as primeiras 48 horas do bloqueio dos Estados Unidos aos navios entrando ou saindo de portos iranianos, nenhum navio furou o bloqueio. Adicionalmente, 9 navios obedeceram a orientação das forças americanas para fazer meia volta e retornar a um porto ou à região costeira do Irã”.
Duas outras notícias do dia deixam entrever os argumentos que provavelmente entraram nessa discussão.
O Irã que emerge dos ataques não é o mesmo Irã com quem a China tinha um entendimento.
Uma matéria do Wall Street Journal de hoje com Jaber Rajabi, que estudou com Mojtaba Khamenei num seminário em Qom, e desertou em 2016, depois de ter servido a Guarda Revolucionária, confirma que com o filho do aiatolá Ali Khamenei, subiu ao poder no Irã o grupo mais radical da teocracia, talhado para levar o país ao confronto final com os inmigos do Islã.
“No dia 13 de março, o dia seguinte à promoção do filho do aiatolá morto ao comando supremo do país, a praça Enqelab, em Teerã, amanheceu tomada por um imenso cartaz em que aparecia a figura de Mojtab numa trincheira, comandando a Guarda Revolucionária para um ataque com mísseis”.
O texto por baixo sugeria que a missão era de inspiração divina.
“A ideologia ensinada nos seminários religiosos e nos treinamentos militares do Irã afirma que a construção de uma sociedade islâmica genuína e a destruição dos inimigos do Irã — sobretudo Israel — acelerarão o retorno do Imã Mahdi, uma figura que os muçulmanos xiitas acreditam que trará paz e justiça ao mundo”.
Jaber descreve Mojtab como “um extremista xiita que considera não apenas Israel como inimigo, mas também os árabes muçulmanos sunitas”. E que ele lhe contou sobre “sonhos que teve que indicavam que é ele o ‘Khorasan'”, um líder descrito nas profecias que anuncia o fim dos tempos.
“Se alguém me perguntasse qual é a coisa mais perigosa que poderia acontecer ao Irã e à região, a resposta seria: Mojtaba Khamenei”.
A outra notícia que me chamou a atenção foi a análise feita por Jim Hanson, escritor e jornalista com vasto currículo, em entrevista a Piers Morgan da Fox News.
Ele diz o seguinte:
“O bloqueio de Hormuz é o pior dos pesadelos para o Irã. Ele fere a eles muito mais do que a nós. Vai quebrar a resistência da Republica Islâmica. Eles precisam da renda do petróleo e importam tudo que consomem. Se esse fluxo pára, as reservas deles de dinheiro se esgota em duas ou três semanas”.
“Mas o detalhe crucial é o seguinte: A capacidade de armazenamento de petróleo deles já está tomada em 60%. Vai chegar aos 100% em menos de duas semanas. Se eles não forem retirando o petróleo que está sendo bombeado de seus poços, os poços terão de ser fechados. E isso inutiliza o poço”.
“Essa é a parte que a maioria das pessoas ignora. A infraestrutura petrolífera do Irã não pode simplesmente ser paralisada. Quando um poço é fechado o dano geológico é permanente. Reiniciar a produção pode levar meses ou até anos, e custar bilhões”.
“As exportações de petróleo representam entre 50 e 60% da receita global do país. Duas semanas de bloqueio não causam apenas prejuízos. Simplesmente quebram a capacidade do governo de funcionar”.
“As bombas destruiram as armas deles. O bloqueio vai destruir a economia. O Irã tem duas semanas. E o relógio está correndo”.
Juntando essas duas informações, o que lhe parece que seria razoável fazer à China: aguentar algumas semanas de aperto (se é que não ha alguma outra solução paralela de alívio) ou partir para uma guerra com os Estados Unidos?
Sim, não é uma informação. É só um palpite.


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