Porque a Europa decadente não compreende o fenômeno Trump

28 de janeiro de 2025 § 2 Comentários

Benedict Beckeld é o autor de “Western self-contempt” (O auto-desprezo do Ocidente) no qual ele define a “oikofobia” como “a necessidade de denegrir os costumes, a cultura e as instituições identificáveis como nossas, uma doença cultural que acomete as civilizações nas suas fases de declínio”.

É assim que ele explica a fragmentação e o excesso de auto-critica da cultura ocidental que, numa perfeita antítese do que seria a xenofobia, explica o excesso de correção política e os ataques às tradições e à História.

Neste vídeo ele explica como “a condição pós-histórica, o purismo moral e a ausência de uma visão positiva de futuro” impedem a Europa de compreender os Estados Unidos e o fenômeno Trump.


§ 2 Respostas para Porque a Europa decadente não compreende o fenômeno Trump

  • gracefullyf6aa39b6a3 disse:

    Um dos reflexos tardios da Escola de Frankfurt é a contracultura, um banquete para o jovem, desejoso por romper com estruturas conservadoras e recriar a história humana do nada, como se eles próprios não fossem a resultante dessa mesma história.
    Essas convicções estratosféricas foram potencializadas pelas ideologias revolucionárias esquerdistas e modernosas de Jean-Paul Sartre e de sua amiga, ferrenha feminista, Simone de Beauvoir, sem falar do desconstrutivismo de Derrida e da ante burguesia de Foucault, sem referência a centenas de outros seguidores e revolucionários, todos dispostos a fomentar o socialismo como o novo normal.
    Acontece que todo esse movimento se baseia em acusar outros pelo elefante em sua própria sala e assim, o vitimismo se tornou a arma do esquerdista revolucionário sem causa, inconsequente e imaturo.
    Acima da bandeira paz e amor da rebeldia, apenas teria lugar o negacionismo à própria história, à família e à religião, tudo regado a muitos alucinógenos e experimentos presumivelmente redentores da humanidade, porém, com forte deturpação da realidade…
    Pura ilusão fabricada por mentes radicalmente doentias e suicidas, embora com apelo irresistível ao jovem existencialista que partia do nada para coisa nenhuma…
    Tanto a oikofobia, medo e aversão aos elementos caseiros, como a domatofobia, aversão à própria casa, tem muito a ver com a imaturidade jovial de ganhar o mundo que se julga ter sido feito para ele…
    Se somarmos tantas circunstâncias desfavoráveis ao conservadorismo e elevarmos à potência do vitimismo, teremos o resultado desanimador de uma equação construída para produzir o caos e a vitória do oportunismo esquerdista.
    Infelizmente, as ideias esquerdistas e anti-imperialistas americanas, fermentadas na Europa, tiveram com embrião O Manifesto Comunista e a Primavera dos Povos, ambos de 1848, bem como a Comuna de Paris, até desembocarem no “Maio de ‘68”, disseminando pelo mundo ocidental uma convencida posição de rebeldia.
    Por outro lado, tentavam apagar a desgraça material herdada do século anterior e as feridas de inúmeras guerras, renegando a própria origem.
    Assim, tomados pelo esquerdismo e atarantados pela esquizofrenia do caos ideológico, passaram a se considerar acima do bem e do mal e negaram a própria origem em um ato de xenofilia, responsável pela imigração descontrolada, com consequente aumento da própria insatisfação.
    Diante de tais circunstâncias, qualquer posição mais decisiva do novo presidente dos EEUU será para a Europa um ato fascista ou nazista, assim como acontece com muitos macacos de imitação no Brasil.

  • deliciousdfe19c8efa disse:

    Para assistir 3 x e refletir muito.

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