27 de fevereiro de 2020 § 66 Comentários

Bolsonaro tem muito mais de Burraldo que de Maquiavel. E seus detratores muito mais de Maquiavel que de Burraldo.

Mas não há heróis nessa história: o que os dois estão disputando é com que pedaço do assalto ao Brasil cada um deles vai ficar.

§ 66 Respostas para

  • Amaury Machado disse:

    Burraldo maquiavélico. Não está havendo muito espaço para espertalhões explícitos.

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  • Mário Rubial Monteiro disse:

    É impressionante, como este país é azarado. Há 520 anos estamos naquela de, “agora vai!” E nunca deslancha!

    O Brasil é o pedaço do planeta com mais recursos do que qualquer outro.
    Se cuspir no chão, nasce uma árvore. Se der um tapa na água de um rio, pula um monte de peixes.

    Acho que o problema somos nós mesmos.

    Que pena!

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    • Jose disse:

      Resumindo,gerações de ignorantes desinformados usados por gerações de minorias que se apropriaram do estado usando-os como massa de manobra para respalda-los no permanente assalto ao erário.Tudo “legal”como de hábito.

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    • Olavo Leal disse:

      Esse é um dos problemas: para deslanchar é preciso, antes, colocar o País nos trilhos. Isso não é fácil, depois de muitos anos de destruição total. É a missão do atual governo.Ou o apoiamos (claro que apontando pontos fracos e erros) ou…. voltam os esquerdistas.

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  • Nelson disse:

    Os detratores e os ex governantes, sabidamente são assaltantes, traidores da Pátria, sendo alguns já condenados.
    Quanto ao Presidente, só vejo algumas declarações infelizes, mas uma vontade enorme de acertar. Aliás de declarações infelizes, ninguém superará Lula e Dilma !

    ” Veja, eu não tenho preconceito não, o cara que chamam de homossexual no nosso meio a gente chama de viado mesmo” Frase de Lula !

    ”Feminismo ? Eu acho que é coisa de quem não tem o que fazer” ….Frase de Lula !

    ” O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro em um homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer “….frase de Lula !

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  • marina alves dos santos disse:

    Burraldo(s) ou (maquiavélico(s) eu sou mais a atual situação, pelo menos ,tirando a instrumentalização da Constituição feita por certos supremos que interpretam as leis conforme o caso, até mudando-as na cara-dura, o resto vai se acomodando.

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    • grimaldipe disse:

      Pelo menos, o “Burraldo” não se dedicou à roubalheira gigantesca e desenfreada que a “alma mais pura” e a guerrilheira mentecapta, sua sucessora, praticaram com afinco. Mas há outras “ilustres” figuras colocadas no STF para o eficaz aparelhamento de retribuição de favores, sendo o mais nocivo aquele que rasgou a Constituição que deveria defende-la por dever de ofício e conservou direitos políticos da “Presidenta” afastada, algo inadmissível num país sério. Igualmente inadmissível é ter Ministro reprovado duas vezes em concurso para juiz sendo membro do STF (hoje Presidente da Suprema Corte, um verdadeiro escracho!)

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        E mais estarrecedor foi assistirmos pela televisão o ministro Ricardo Levandowsky, do Supremo Tribunal Federal – STF, participar da sessão do Congresso Nacional – Poder Legislativo – onde se fatiou a punição à ex-presidente da República Dilma Vana Roussef, preservando os direitos políticos dela que hoje viaja pelo mundo afora ministrando palestras sobre o “golpe” que o PT sofreu. Para tanto gozando de verdadeiras mordomias, direitos adquiridos pelo exercício da Presidência da nossa vilipendiada Republica Federativa do Brasil, ex- República dos Estados Unidos do BraZIl. Coisas da privilegiatura…

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  • Roberto disse:

    Bolsonaro é simplório primário tosco e grosso

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  • Ruy Augusto disse:

    Quando propõe simplificar a vida do cidadão, o legislativo ou imprensa são contra. Vide DPVAT, carteirinha estudantil, Obrigatoriedade de publicar balanços em grandes jornais, entre outros. O caso dos tacógrafos ou taxímetros, passou despercebido e sem comentários; Apenas a demissão no IMETRO foi comentada e ainda com viés.
    Esse presidente, que queira quer não os pseudo-mega-analistas representa o “povo” na mais singela expressão. A honestidade pública, a vontade de acertar e até o jeito simples de falar. Quantos de nós não falamos a mais, quando deveríamos ficar quietos, torcendo para as palavras voltarem para onde nunca deveriam ter saído.
    Verifica-se, então, quanto é difícil governar e tentar se desviar de tantas pedras. Mais uma vez vale lembrar: ” É mais fácil ser pedra que vitrine”

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  • flm disse:

    Entre Burraldo e Maquiavel, a diferença que vai é a premeditação, também chamada de dolo.
    Não é pouco, como o povo reconhece. Mas antes fosse bem mais que essa questão de estilo. A verdade dos fatos é que, antes de mais nada, o Burraldo também ressalvou “o seu”, excluindo militares e policiais das reformas – o que as deixou desdentadas – e puxando o tapete do Paulo Guedes toda vez que ele quis balançar a sério o coreto da privilegiatura…

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  • Nelson disse:

    Por incrível que pareça em pleno 2020, vivemos um tipo de inquisição velada.
    Todos sabem, mas algumas verdades sobre o congresso e sobre o STF não podem ser ditas, sob pena de retaliação desproporcional … E pur si muove!

    “Diz a lenda que o matemático, físico e filósofo italiano Galileu Galilei murmurou esta frase depois de ter sido obrigado a renegar em 1633, diante da Inquisição, sua tese de que a Terra se move em torno do Sol.

    E pur si muove! “

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  • flm disse:

    Em outras palavras, entre abraçar definitivamente o capeta e apenas brindar com ele eu também prefiro a segunda alternativa.

    Mas o que eu gostaria mesmo era de sair definitivamente do inferno.

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  • marcos a. moraes disse:

    conversa! quem são os outros?

    MAM

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  • Olavo Leal disse:

    Tenho frequentado esta coluna, fruto da publicação da mesma no Estadão, mas confesso que estou perdendo o impulso, tal a quantidade de comentários anti-Bolsonaro.
    Fica parecendo que nosso Presidente não conseguiu realizar nada de bom, de produtivo, favorável ao povo brasileiro. Colunista e alguns comentaristas parecem gostar de ver apenas os pontos negativos do governo atual, que existem, mas não fazem frente às muitas realizações alcançadas.
    Há pouco mais de ano e meio, não tínhamos muitas opções: (1) continuação do lulopetismo; (2) dar força à social-democracia, que vinha de voos de galinha nas eleições anteriores (e partiu para outro desses voos em 2018); e (3) Bolsonaro, que ganhou força como única possibilidade de derrotar o PT.
    Bolsonaro ganhou, com imensa vibração popular, e iniciou seu governo. Mas, bastaram alguns vacilos ou contrapontos – ninguém é perfeito!!! – para que seus “seguidores” mudassem de posição e passassem a atacar o governante, por vezes com certa ferocidade.
    Uma verdadeira pena que esse tipo de atitude prevaleça!!! Quantas realizações não mostradas.
    Temo uma volta ao lullopetismo.

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    • Carmen Leibovici disse:

      Olavo,eu ,pessoalmente,não gosto como Bolsonaro se comporta publicamente.Ele é debochado,desrespeitoso,pavio curto.Isso tudo não combina com o cargo dele,que requer sobriedade.Requer!
      Os filhos são iguais,e um deles parece envolvido em coisas não muito “católicas”,e Bolsonaro reage muito mal a respeito.Tudo bem ,é pai,mas ele reage mal.
      Eu tenho mais críticas,mas ,no momento,fico por aqui.
      Além disso,não vejo,até o momento, uma caminhada para uma mudança estrutural no País,me parece que ele segue no “mais do mesmo”.
      Ele favorece alguns grupos,como o Fernão citou acima,e eu não acho isso certo.
      Enfim,a persona dele não está me agradando.Acho que não é nas mãos dele que o Brasil vai dar um grande salto qualitativo.Bolsonaro não tem esse apetite.
      Melhor que o outro e a outra que o antecederam ele é,por razões óbvias,mas só isso.

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    • LSB disse:

      Prezado Olavo,

      Vou reproduzir aqui a resposta que coloquei para o 46rico em outro post:

      “Palavras duras, caro 46rico…

      O senhor levanta duas hipóteses para explicar as críticas expostas pelo Fernão (1 – viés de esquerda; e 2 – inocência acerca da luta política).
      Não sou advogado do Fernão nem tenho qualquer certeza sobre o que passa em sua cabeça, porém vou levantar uma terceira hipótese mais, digamos, favorável ao próprio.

      Não se trataria de viés de esquerda e nem inocência, mas sim um ‘alerta’ ao Bolsonaro por estar, de certa forma, fazendo o ‘jogo da esquerda’.

      Em um post seguinte, Fernão expressou-se da seguinte forma:

      ‘Bolsonaro tem muito mais de Burraldo que de Maquiavel. E seus detratores muito mais de Maquiavel que de Burraldo’

      Ou seja, conforme as próprias palavras de Fernão, maquiavélicos são (seriam) exatamente os detratores do presidente!

      E este seria menos ‘Maquiavel’ e mais ‘Burraldo’ mesmo.
      Por que ‘Burraldo’?
      Por ele próprio (Bolsonaro) acabar ‘dando motivo’, ‘levantando a bola’, ‘facilitando a vida’ dos seus detratores!

      Dá até para – um tanto quanto paranoicamente – dizer que Bolsonaro é agente da esquerda infiltrado para… acabar / queimar o filme dos conservadores e dos liberais para pavimentar a volta da esquerda…

      Enfim, penso que as críticas a Bolsonaro não se resumem a ‘vieses ocultos’ ou ‘isentopatia com inocentite crônica’… pode ser apenas um ‘alerta’ de que o próprio Bolsonaro está ‘jogando o jogo’ de forma ‘imatura’ ou ‘inocente’…

      Abs
      LSB”

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      • Olavo Leal disse:

        Caro LSB
        A questão é que Bolsonaro não vai mudar. Ele sempre foi assim, desde vereador, e sempre foi campeão de votos. Continuou assim como candidato à Presidência.
        Por quê mudaria?
        Mudam aqueles que votaram nele sem convicção e agora ficam achando defeitos nos defeitos dele, sem conseguir ou querer olhar para suas imensas realizações.
        Decepciono-me com gente assim.
        Abs

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      • carmen leibovici disse:

        Olavo,se puder citar e enumerar aqui as “imensas realizações”de Bolsonaro até o momento,agradeço.

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      • carmen leibovici disse:

        Olavo,leia esse artigo da revista Crusoé.Ele explica porque Bolsonaro não está prestando aos olhos de alguns,entre os quais eu me incluo.
        Bolsonaro não está se comportando de acordo com o que prometeu,especialmente do ponto de vista moral .
        https://crusoe.com.br/edicoes/96/as-decisoes-petistas-de-bolsonaro/?fbclid=IwAR1arQ6MdkpvqY8a71oM_MLtWJG-dN9JrMcUxSTLjYPDUvO2shHFbcFX3NE

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      • carmen leibovici disse:

        O nome do título do artigo é ” as decisões petistas de Bolsonaro”

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      • carmen leibovici disse:

        Caso não consiga abrir o texto,ele mostra como Bolsonaro está reforçando todos os mecanismos de corrupção do Brasil,avalizando as praticas Lula e PT e as reforçando.
        Na cara Bolsonaro é um ,nas costas é outro.Facada nas costas ,usando máscara,é muito simbólico das atitudes de Bolso.
        Se Bolsonaro fosse apenas um paspalhao incompetente,seria aceitável,mas ele não é apenas issi.Ele é espertalhão e tem uma direção que não é a de interesse dos brasileiros decentes.Essa é a leitura que se faz do comportamento dele.

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      • LSB disse:

        Prezado Olavo,

        Até sei que Bolsonaro é assim e não vai mudar. E todos os comentários aqui parecem reconhecer isso…

        Também não o culpo pela “cacofonia” geral… penso que seria do mesmo jeito se fosse qualquer outro presidente eleito… (se fosse Haddad, seria a mesma coisa, mas com os “polos” trocados… se fosse Ciro, também estaria batendo boca e causando tumulto porque também é um desbocado que fala o que dá na telha e tem pavio curto… se fosse um “Alckmin da vida” estaria levando “pau” dos dois lados: para uns ele seria esquerdista tipo “melancia” e para outros um “reacionário privatista”)…
        Nada obstante, qualquer um deles estaria enfrentando essa situação falimentar que comentei no meu longuíssimo post abaixo…
        Então, penso que toda a “balbúrdia” que vivenciamos já estava no “script”…

        Agora, o que eu quis dizer é que nem toda crítica é por viés esquerdista ou por, inocentemente, fazer o “jogo da oposição”…

        De fato, muitas vezes é só um, digamos, lamento antes de tudo (mas também um aviso / conselho talvez) de que se há tanta gente querendo puxar o tapete do presidente, ele não deveria “ajudar” tais “puxadores” de tapete…

        Enfim, não se trata de achar defeitos, mas lembrar que nossos defeitos podem nos derrubar… dessa forma, as “críticas”, antes de serem de desqualificação, são de fato um “cuidado, olha a casca de banana” para (tentar) evitar que o presidente escorregue em suas próprias palavras…
        (afinal, o que não falta é um “horda” de, digamos, VIPs – com sangue nos olhos e faca nos dentes – de plantão só esperando uma oportunidade para tentar um impeachment – o que constituiria um cenário lamentável e “perigoso”).

        Abs
        LSB

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  • Varlice1 disse:

    Não se espere do atual presidente um comportamento condizente ao cargo ocupado porque isso não acontecerá. O homem é assim e ponto.
    Desagrada a muitos, me incluo nesta lista, mas como alguém postou por aqui, de seu governo já saíram muitas coisas boas. No frigir dos ovos, estamos melhor do que estávamos. Há um longo caminho pela frente e será percorrido até que cheguemos à excelência que merecemos.
    E tenho fé de que conseguiremos.

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    • flm disse:

      É…
      É meio como a velhice. A alternativa é muito pior…
      Mas o que dá raiva é ele ter entrado em campo com o jogo absolutamente ganho por oito anos e desperdiçar isso por nada.

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      • Varlice1 disse:

        Pois é.
        Quem sabe a uma certa hora, de tanto ver as consequências das falas impensadas e das bobagens ditas – que tanto fazem a alegria da oposição -, ele comece a dar ouvidos a quem o circunda e, de alguma forma, a se comportar comme il faut.
        Duvido, mas torço muito por isso.
        Um abraço carinhoso, Fernão.

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    • LSB disse:

      Fernão, discordo totalmente de que este governo entrou “em campo com o jogo absolutamente ganho por oito anos”.

      Independentemente de voto distrital, a situação na qual o Brasil se encontra é extremamente complicada e não sei se, de fato, há saída.

      Em teoria, sim. Basta fazer “reformas”!

      Mas isso é muito mais complicado do que parece.
      Nós, brasileiros, nós acostumamos a ser superficial em qualquer discussão, daí que o “discurso” recorrente é sempre o mesmo e até parece fácil (reforma tributária, previdenciária, administrativa, política, etc.).

      Todavia, a realidade é muito, mas muito mesmo, mais “intrincada”. O Diabo mora nos detalhes, não se esqueça disso…

      Vamos começar pela reforma previdenciária.
      A “reforminha” passou a anos luz de estancar o déficit previdenciário: vai reduzir o DÉFICIT (veja bem, o DÉFICIT) em R$ 700 e poucos bilhões (o valor a maior anunciado não é produto da diminuição de gastos e sim do “aumento” de impostos para as IFs) em 10 anos. No entanto, o DÉFICIT previsto para os próximos 10 anos estão (estavam) acima de TRÊS ou QUATRO TRILHÕES!!!
      Ou seja, a reforma “resolveu” uns 20% do DÉFICIT (veja bem: do DÉFICIT).

      Pode parecer pouco, mas fazer mais do que isso (ou acabar com o DÉFICIT mesmo) haveria a necessidade de se cortar aposentadorias.

      Isto seria viável?
      E o questionamento vale também para o aspecto jurídico como para o político.

      Juridicamente isto é impossível. Inconstitucional e, com certeza, “enquadrável” como Cláusula Pétrea. Ou seja, só uma nova Constituinte para fazer isso.

      Noves fora o aspecto jurídico, haveria o político. Um governo se sustentaria se promovesse um corte na aposentadoria de 40 milhões de pessoas?
      (e tais pessoas possuem dependentes… assim, tal atitude afetaria algo entre 80 e 100 milhões de brasileiros…)

      Bom, dado que é impossível resolver o déficit da previdência TOTALMENTE, sobra a “gambiarra”.

      Que é o que foi feito. Porém, tal “pragmatismo” leva à seguinte consequência: nos próximos 10 a 15 anos, os orçamentos (federal, estaduais e municipais) permanecerão completamente pressionados: mesmo com uma carga tributária alta, não há como aumentar gastos públicos com serviços (educação, saúde, segurança, etc.) e nem investimentos….

      Ah, mas podemos cortar outros gastos…
      Ok, mas onde?

      Investimentos próximos de zero, somente sobraria para cortar funcionalismo e serviços.
      De novo, esbarra-se em questões inconstitucionais.
      Até porque, em muitos casos, demitir funcionários públicos significa “cortar” serviços os quais o Estado se propôs a fazer.

      Ok, então devemos rever todas as atribuições do Estado?
      Sim, mas tente imaginar a dimensão e a dificuldade dessa tarefa…

      Qualquer uma dessas reformas envolvem questões constitucionais (nenhum direito a menos), expectativas criadas junto à sociedade, diversos grupos de interesses que se aninham(ram) no Estado para faturar (prestando serviços, vendendo bens, materiais de custeio, etc.) e a “briga” ideológica que desperta em ambientes “progressistas” politicamente fortes e “condutores” da opinião pública (imprensa, universidades, acadêmicos, artistas, especialistas, etc.).

      Bom, se por um lado o Estado está totalmente “afogado” em gastos obrigatórios – ainda que tirando algo próximo de 40% de tudo o que o país produz (e ainda assim precisando “pedir emprestado” mais 1% para fechar as contas) -, por outro a iniciativa privada está submetida a um carga tributária escorchante, a uma insegurança jurídica abissal (inclusive no que se refere a questões tributárias), a uma burocracia sufocante, à falta de segurança pública e infraestrutura, a legislações bisonhas e kafkianas e a uma mão de obra totalmente despreparada !!!

      Ah, mas podemos fazer reformas….
      Ok, mas, mais uma vez: temos consciência da dificuldade de fazê-las?

      A tributária é impossível (exceto por uma ou outra simplificação). Se não se pode diminuir a carga (e aumentar o país para de vez…), então só resta redistribuir…
      Mas redistribuir significa o quê?
      Significa que alguns setores irão pagar (bem) menos e outros (bem) mais.
      Mas isso significa, na prática, você REESTRUTURAR toda a produção nacional!!!!
      São setores que se tornarão mais “competitivos” enquanto outros (muitos?) perderão “competitividade”!!!!
      De fato, se o Brasil produz X isso, Y aquilo, Z aquele outro serviço é exatamente PORQUE, dada nossa carga tributária, essa foi a alocação possível de capitais!!!
      Se você muda totalmente o peso dos impostos em cada setor da economia, vocês está criando um outro “perfil” de alocação de capitais. Isso significa que você estará, ao menos em um primeiro momento, DESORGANIZADO toda a produção nacional!!!

      Isso politicamente é impossível!!!
      (e economicamente arriscado)

      Reforma tributária para valer só seria possível se Estado tivesse “espaço” para diminuir a carga (o que não tem…)

      Tentar solucionar o “quebra cabeça” adotando longos períodos de transição é arriscar criar um Frankenstein muitíssimo mais danoso que a situação atual….

      E a insegurança jurídica? Como resolver?
      Rever todas as legislações talvez fosse necessário, mas factível?
      E a atuação de todo o Judiciário e todos juízes (de todas as instâncias) que acabam decidindo como querem (como “dá na telha”) ainda que as decisões sejam FRONTALMENTE contra o que está escrito / disposto nas leis?
      Como mudar essa comportamento!?!?

      E isso sem falar na quantidade de situações e disposições legais CONTRADITÓRIAS, bem como a o “sem número” de princípios e códigos legais que possibilitam justificar qualquer decisão jurídica…
      (Rever todas as legislações???)

      Bem, e a questão da segurança, infraestrutura e qualidade da mão de obra?
      Tanto segurança e qualidade de mão de obras são itens que somente são “resolvíveis” a longo prazo… mas como se ninguém tem a menor ideia de qual seria o caminho a seguir?
      Nesses temas só há discordâncias, hipóteses e receitas totalmente opostas e muita, muita, muita irracionalidade e comportamentos emotivos…

      E os investimentos em infraestrutura?
      Bom, não temos segurança jurídica… o Estado não tem a menor condições de investir… não temos projetos… a engenharia nacional foi “dizimada”… as leis de licitações e compras públicas são absolutamente inaplicáveis e altamente fomentadoras de corrupção e desperdício…

      Ah, mas, então, temos que mudar as leis de licitações?
      Sim, mas qual o projeto mesmo?
      Sequer se começou a discutir isso….

      E investimentos em geral?
      Novamente, não temos segurança jurídica, não temos infraestrutura, não temos mão de obra qualificada e também NÃO TEMOS POUPANÇA!!!!!!

      Ah, é só esperar os investimentos externos…
      Ok, mas alguém já explicou à plateia deslumbrada que, se vier realmente um volume grande de investimento externo, o dólar afunda!!!
      Os empresários e empresas estão preparados para uma invasão de importados?
      Aliás, tais investimentos teriam que aumentar muito a produtividade da indústria, pois o câmbio incentivaria os produtos importados…
      (não, não dá para manter o real desvalorizado, pois isso depende de poupança interna, QUE NÃO TEMOS, para comprar dólar e “exportar” poupança… e também não faria sentido “prejudicar” exportadores, ou seja, diminuir a competitividade de exportadores, para tentar ajudar a indústria)…

      No mais, já perdemos o bônus demográfico e a população está envelhecendo rapidamente….

      Em suma, o Brasil está em uma sinuca de bico que talvez não haja saída (fosse quem fosse o presidente), pois uma “solução” agora dependeria de reformas muito, mas muito, mas muito, mas muito muito muito mesmo profundas…. basicamente cortando Estado e “mandando” todo mundo estudar/trabalhar muito para tentar recuperar o atraso…

      É “fisicamente” possível fazer tais mudanças?
      Sim, mas politicamente, em uma democracia, promover tal conjunto de mudanças (e em um prazo curto é IMPOSSÍVEL)….

      De fato, nossa situação falimentar foi cuidadosamente criada ao longo de décadas (principalmente das últimas 3 a partir da “Cidadã”)…
      Fomos criando mais leis, mais Estado, mais direitos, mais gastos, mais impostos e sempre amarrando juridicamente nossos atos de forma bastante rigorosa… E, obviamente, nunca , nunca, nunca nos questionamos (e nem deixamos ninguém questionar) a qualidade dos gastos e das leis, seus méritos e consequências, seus retornos e resultados, etc…
      Só nos limitamos a repetir, “pavlovianamente”, “abaixo a corrupção”, “culpa dos políticos safados, etc.” sem nos aprofundarmos minimamente nas causas, motivações, etc.

      Por fim, a reforma política também é outro barril de pólvora: fala-se sobre o tema há 30 anos, mas não há consenso algum… e também, com a exceção de um exército de Brancaleone, qualquer movimento em direção ao voto distrital puro…
      (alguém em algum post anterior rememorou um artigo seu de 2007… são 13 anos e nada, nada, nada mudou…. o voto distrital continua tão desconhecido como era… continua no ostracismo como estava… em 13 anos não se avançou um milímetro no tema)

      Por essas e outras, só acredito no Brasil depois de uma tragédia… de uma “guerra civil”… de um colapso institucional total… enfim, depois de muito sofrimento e dor… pois só pela “desgraça” é que iremos mudar…

      Abs
      LSB

      MORAL DA HISTÓRIA: o jogo não estava ganho de forma alguma… vou além: o jogo sequer era “vencível” ou “ganhável”… qualquer um que estivesse na cadeira presidencial estaria se enroscando com a nossa insolvência financeira, moral, institucional, etc.

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      • LSB disse:

        Um adendo (ou esclarecimento) ao meu longo comentário:

        Em diversas oportunidades escrevi que acredito que o voto distrital puro com recall é solução.

        Continuo achando isso (mesmo diante do “quadro” que expus acima).

        Isto porque não acredito (nem nunca acreditei) que o voto distrital, per si, seja a solução.
        Não acredito (nem nunca acreditei) que, adotando o voto distrital, imediatamente o “gasto” público seria redefinido de acordo com a “vontade” popular.

        Penso que, na verdade, uma vez adotado o voto distrital, o povo brasileiro começaria a entender o que os economistas chamam de “conflito distributivo”. Isto pois, naturalmente, nossos representantes (políticos) começariam a serem cobrados (de verdade) pelos eleitores e, consequentemente, teriam que explicar / expor as entranhas do Estado brasileiro.
        Uma vez que a população começasse a entender a “problemática”, ela começaria a brigar por mudanças.
        Não seria uma jornada suave ou harmônica, mas estaríamos no “caminho” de redefinir o Estado brasileiro…
        (mas seria, de qualquer forma, conflituoso, com muitas brigas e desentendimentos, muita instabilidade, etc. etc. etc…. aliás, até penso que, na hora que começassem os desentendimentos e conflitos, haveria uma super “contraofensiva” em relação ao voto distrital com a alegação que tal dispositivo inviabilizaria a governabilidade…)
        Todavia, ainda sou a favor, do voto distrital puro com recall, pois penso que esse é o único caminho possível para “se passar o país a limpo”…

        Abs
        LSB

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      • LSB disse:

        Putz, tentando me explicar acabei sendo, aparentemente, mais contraditório ainda:

        “Por essas e outras, só acredito no Brasil depois de uma tragédia… de uma ‘guerra civil’… de um colapso institucional total… enfim, depois de muito sofrimento e dor… pois só pela ‘desgraça’ é que iremos mudar…”

        “Todavia, ainda sou a favor, do voto distrital puro com recall, pois penso que esse é o único caminho possível para ‘se passar o país a limpo’…”

        Explico:

        Sou a favor do voto distrital puro e acredito que essa é a única maneira de se “passar o país a limpo” de modo relativamente CIVILIZADO (creio, sim, que haveria conflitos, brigas, desilusões, desarmonias e desentendimentos… mas ainda assim nos manteríamos dentro de um contexto democrático, civilizado, institucionalizado, etc.)

        No entanto, não creio que o voto distrital venha ser adotado (pelo menos não em um prazo “razoável”, qual seja, antes do Brasil se inviabilizar de vez…).
        Assim, ainda que eu acredite que o voto distrital poderia vir a ser o “caminho” da “briga civilizada”, acho que o que realmente irá acontecer é a inviabilização TOTAL do Brasil (em um longo e contínuo processo de degradação, avacalhação, depreciação, auto sabotagem e desilusão)… o que redundará, nessa hipótese, em “tragédia”, “guerra civil”, “colapso institucional”, “ditadura”, etc.

        Abs
        LSB

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  • Alexandre disse:

    Verdade, Fernão. Bolsonaro é tosco, quase primitivo (não, não é santo, longe disso). Não tem a sagacidade que atribuem a ele. Aquela sagacidade que sobra na esquerda e nas raposas dos partidos mais fisiológicos do Congresso.

    É como escreveu hoje o Waack sobre ele: “por ser tão transparente, Bolsonaro demonstra que não age seguindo um rumo estratégico (a não ser o de ganhar a reeleição) e que tanto suas convicções no campo da economia quanto sua postura no da política obedecem ao que ele percebe como momento mais imediato.”

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    • flm disse:

      O Waack foi bem exato…

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      • Carmen Leibovici disse:

        Eu corrigiria Waack.Eu diria : “por NÃO ser tão transparente, Bolsonaro demonstra que não age seguindo um rumo estratégico (a não ser o de ganhar a reeleição) ….”

        Bolsonaro não está convencendo…Ele parece esconder suas verdadeiras intenções,que não sabemos quais são.Quando ele fez campanha,demonstrou alguma franqueza ,mas isso se perdeu.A mim parece que ele quer usar aquela imagem da campanha para ganhar pontos mas agora aquela figura de antes parece sem alma.
        Aquele negócio de “a verdade liberta”parece que já era.Sei lá,parece…(mas de que adianta afinal essa percepção?)

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  • Flm disse:

    É infantil esperar de quem quer que seja que tenha comportamento impecável ou que “resolva” só pelos seus belos olhos o que quer que seja. A democracia é a maioridade da humanidade quanto a isso. Ela entende que não sendo os homens santos, o problema deve ser como governar o governo pela média da pressão permanente do povo à qual ele deve estar SEMPRE exposto.

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    • Alexandre disse:

      É impossível entrar na política, na nossa política, e sair dela absolutamente limpo, imaculado. A arte está em avançar no que for possível e sair dela com um mínimo de dignidade.

      O melhor governante é aquele que, dadas as circunstâncias que enfrenta, consegue extrair o máximo em relação ao que se propôs.

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  • Fernão disse:

    Como acontece com todos nós, aliás: estamos permanentemente expostos ao julgamento e ao re-julgamento diário de nossos patrões e/ou clientes, e “caímos” sempre que relaxamos e deixamos de atende-los bem.
    Porque com os politicos que tratam com coisas bem mais sensíveis que nossos serviços e produtos deveria ser diferente?

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    • Varlice1 disse:

      Não deveria, mas é por uma razão ao menos, que me lembre: nosso povo adora eleger um Salvador – e este tem até o nome – que virá, redentor, resgatar os humildes, blá blá blá…
      E aí quebra, como tem quebrado, a cara porque esse ser não existe.

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  • Fernão disse:

    É impossível conseguir isso na vida, não só na política.
    Mas aqui fora pra quem se suja demais existe a polícia.
    Pra eles tem de ser igual, nem mais, nem menos.

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  • Alexandre disse:

    Se ao menos o Bolsonaro tivesse a metade do bom-senso da Janaína Paschoal…

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    • carmen leibovici disse:

      Tem gente que diz que temos um “eterno” dever de gratidão com Bolsonaro.Discordo totalmente.Eu acho que temos um eterno dever de gratidão com Janaina Paschoal.

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    • LSB disse:

      Janaína Paschoal tem “bom senso”??!?!

      Desculpem-me, mas ela é uma sem noção… Ou melhor dizendo, ela não tem bom senso, tem, sim, inocência para dar e vender…

      Veja bem, depois de ter colaborado ativamente no embasamento jurídico do pedido de ‘impeachment” da Dilma, ela foi prestar concurso e tentar ser cátedra na São Francisco…

      Ela tem bom senso?!?!?!
      Não, ela não tem senso algum da realidade!!!!!

      Vou levantar uma hipótese favorável: Janaína quis expor o viés esquerdista radical da USP… (digo radical, pois, como ficou bem explícito no desenrolar dos fatos, eles não aceitam minimamente o contraditório… não aceitam de forma alguma quem não compartilha da visão “progressista” da USP, ainda que seja uma “senhora” profissional e com profundos conhecimentos na sua área – características que Janaína apresenta)…

      Agora, se não foi para expor a USP e se, de fato, ela acreditava que tinha uma chance de ser admitida em tal Universidade (que, na minha opinião, é hipótese mais provável do que aquela da “exposição”), ela é totalmente alienada da realidade…
      Se ela imaginasse que iam tratá-la com honestidade, ela NÃO TINHA ENTENDIDO NADA… (santa inocência, Batman!!!)

      Ou seja, se ela realmente acreditou em um processo de seleção “limpo” e honesto”, então Janaína é uma pessoa totalmente desprovida de “bom senso”, vive no “mundo da lua” e não entendeu nada, nada, nada sobre o Brasil, a USP e nossa “intelligentsia” progressista e sua forma de “fazer política”, produzir “conhecimento” e “debater ideias”…

      (e o que sobre em nossa Nação é exatamente esse perfil de cidadão que, apesar de ser bem intencionado, é uma “velhinha de Taubaté” em relação ao “establishment” intelectual, à imprensa e aos demais “formadores” de opinião…)

      Abs
      LSB

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      • Alexandre disse:

        Sim, ela tem bom senso. Muito mais do que o Bolsonaro e aqueles que o cercam.

        A tentativa dela na USP em nada afeta essa qualidade.

        A Janaína conhece as forças que atuam contra o movimento liberal-conservador que se pendurou, ou que se amalgamou, na candidatura Bolsonaro. E conhece também o balanço das forças envolvidas.

        Falta bom senso e malícia à cúpula “bolsonarista”.

        Sopa quente se toma pelas beiradas.

        Um abraço.

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      • LSB disse:

        Caro Alexandre

        Janaína “conhece as forças que atuam contra o movimento liberal-conservador que se pendurou, ou que se amalgamou, na candidatura Bolsonaro” !!???

        As forças contra o “movimento liberal-conservador” na candidatura do Bolsonaro?!?!

        É isso? Ou o senhor quis dizer “… que se pendurou, ou que se amalgamou, DURANTE a candidatura Bolsonaro”??

        Penso que foram forças conservadores e liberais que se agruparam em torno de Bolsonaro…

        Novas fora seu entendimento do que é o governo Bolsonaro (ou tenha sido sua força eleitoral), é claro que Janaína não conhece(ia) as “forças que atuam contra o movimento liberal-conservador” nas Universidades em geral (e São Francisco / Humanas na USP em particular), pois se conhecesse não iria pagar o mico de se rejeitada…
        (quase igual a aparecer em festa que não foi convidado e ter que se retirar)…
        Exceto, obviamente, se Janaína pretendeu, em um “ato heroico” e às custas da vergonha se pedir “revisão” e ainda assim ser “enxotada”, expor o viés da faculdade…. (nessa hipótese, ela até teria conhecimento das forças políticas, mas ainda assim o bom senso seria questionável, já que talvez tenha ficado mais “feio” para ela do que para a USP)…

        Abs
        LSB

        PS: quanto sua avaliação sobre a cúpula do governo (falta de malícia e um pouco mais de bom senso ou senso comum), concordo… outros comentários que fiz vão nessa linha…

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      • Alexandre disse:

        Caro LSB,

        Janaína conhece as forças que atuam contra o movimento liberal-conservador que se pendurou, ou que se amalgamou, na candidatura Bolsonaro. E/ou que atuam contra o movimento liberal-conservador que se agrupou em torno do Bolsonaro, tanto faz. O importante é que ela as conhece e que tem bom senso.

        E acho que o senhor dá importância demasiada à questão da USP. Sinceramente, aquilo não tem a menor importância no contexto abordado.

        Um abraço.

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      • LSB disse:

        Caro Alexandre,

        De fato, o “bolo” que a USP deu é, per si, uma questão menor (descartável até).

        Mas poderia ser até uma conversa de bar, pois o ponto “crítico” não é o “evento” em si, mas se a atitude da Janaína no caso foi apenas um “lapso” ou representa algo mais crônico…

        Particularmente, por essas e outras (entrevistas, posicionamento, etc.), vejo Janaína sendo mais uma que quer ser a “virgem” em zona de baixo meretrício… dizer que falta “malícia” seria mesmo “pouco”… parece até que não entendeu a natureza da “guerra” política…

        Pode até ser uma estratégia sofisticada, elabora, profunda e sutil?
        Sim, reconheço que pode ser*… mas simplesmente não me parece que seja…

        Abs
        LSB

        * Por isso até ressalto que meu julgamento não é, digamos, terminativo, final, imutável, irreversível ou “irrevisável”…

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      • Alexandre disse:

        Caro LSB,

        Toda essa questão Janaína-USP é irrelevante para o que se discute aqui, sob qualquer aspecto.

        O importante é: Janaína entende a “guerra política e cultural” e o que está em jogo, em todas as suas complexidades? Eu diria que mais do que entendem o Bolsonaro e seus acólitos. Mais: eu diria que ela tem mais sabedoria (deixei o “malícia” de lado) para navegar nessas águas – nem sempre dá para chegar no porto com a rota mais curta – do que a cúpula bolsonarista.

        Está faltando sabedoria a quem está no comando do Governo. Ou no comando do “movimento”.

        Um abraço.

        P.S. Se ela quisesse ser a “virgem”, já teria pulado fora.

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      • LSB disse:

        “Janaína entende a ‘guerra política e cultural’ e o que está em jogo, em todas as suas complexidades? Eu diria que mais do que entendem o Bolsonaro e seus acólitos. Mais: eu diria que ela tem mais sabedoria (deixei o “malícia” de lado) para navegar nessas águas – nem sempre dá para chegar no porto com a rota mais curta – do que a cúpula bolsonarista”.

        Caro Alexandre,

        Na minha humilde opinião, acho que nenhum dos dois… nem Janaína nem cúpula do governo…. e, de modo geral, nenhum desses novos representantes da “direita”…

        Se Janaína é melhor ou pior que a cúpula governista, realmente não sei… (respeito sua opinião de que ela é menos pior/melhor que Bolsonaro…)

        Na verdade, acho até difícil julgar pois penso que pecam de forma oposta…
        Bolsonaro por ver “fantasmas” demais, brigar demais, provocar desnecessariamente, etc.
        Janaína por ver “fantasmas” de menos, “brigar” de menos, etc.

        Nada obstante, como ressaltei anteriormente, Janaína pode ser uma excelente estrategista e isto não tenha ficado bem claro a mim (ainda)…
        De fato, ela “brigou” com a USP… e duas vezes!!!
        Não “diretamente”… mas, de certa forma, mais “elegantemente”… mostrou o viés da USP não pelo caminho da denúncia, mas fazendo esta se “expor” ao rejeitá-la…
        Agora, se houve essa intenção é só uma especulação minha… não diria que houve, mas vai saber…

        Mas, enfim, só conheço Janaína enquanto figura pública… talvez quem a conheça melhor (amigos, alunos, vizinhos, parentes, etc.) tenha uma opinião bem diferente da minha que só a conheço de entrevistas…

        De qualquer forma, olhando o quadro de forma mais ampla, digo que não há uma “grande” liderança entre conservadores e/ou liberais… alguém que, além de agregar toda a “direita”, tenha bem mais “traquejo” político, malícia e conhecimento de Brasil do que os que estão por aí…
        Até acredito que isso é resultado de décadas de “ostracismo” da “direita”… enfim, ainda é um movimento, em termos, novo e inexperiente* e sem “quadros qualificados”…

        Abs
        LSB

        * Sei que irão dizer que Bolsonaro esteve por 30 anos no Congresso, mas, ainda assim, sempre foi deputado de “nicho”… o “sucesso” que alcançou em 2018 era inédito, pois ele nunca tinha sido esse líder “todo”….
        Nada obstante o “ineditismo” da condição de “líder”, Bolsonaro “liderou” a direita exatamente porque era o “mais experiente”… Esteve no Congresso por 30 anos e tinha conseguido deixar sua “marca”… anti petismo / socialismo / politicamente correto, etc… Quando o povo quis esse “produto”, o mais “conhecido” do mercado era Bolsonaro mesmo…
        (até acho que se o Dr. Enéas estivesse vivo, a grande maioria dos brasileiros continuaria a desconhecer Bolsonaro, mas isso é outra história…)

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      • Alexandre disse:

        Caro LSB,

        Para deixar clara a minha opinião sobre a Janaína (em relação aos demais): eu não chegaria a dizer que ela é uma “excelente estrategista”; aliás, acho que o termo ‘estrategista’ vai um pouco além do perfil dela, mas acho que ela é a/o melhor que temos (presença, retórica, sensibilidade) no campo liberal-conservador da arena política.

        Mais importante do que comprar mais brigas ou menos brigas é comprar as brigas certas, e nos momentos certos.

        Um abraço.

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      • LSB disse:

        “Mais importante do que comprar mais brigas ou menos brigas é comprar as brigas certas, e nos momentos certos.”

        Aí, sim, eu concordo integralmente com o senhor.
        (só não está bem claro a mim quem, ou se alguém, está conseguindo isso.. uns me parecem errar para “mais”, outros para “menos”…)

        Abs
        LSB

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      • LSB disse:

        “Mais importante do que comprar mais brigas ou menos brigas é comprar as brigas certas, e nos momentos certos.”

        Caro Alexandre,

        E mais um detalhe aqui: eu disse que concordo integralmente com sua colocação acima.
        De fato, concordo, MAS não sei se concordaríamos na classificação de qual é a “briga certa” ou qual é o “momento certo”.

        É sempre muito fácil concordar na teoria (“briga certa no momento certo”), mas quando se chega na prática é que o “bicho pega” (essa é a briga certa… não, é essa outra… esse é o momento… esse, definitivamente, não é o momento)

        Mas, obviamente, não iremos ficar aqui discutindo quais as brigas certas e quais seriam os momentos corretos; se concordamos ou discordamos; etc…
        (mas que a política é “fogo”, isso é…)

        Abs
        LSB

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    E o pior de tudo é não sabermos ao certo que mãos embalam os três poderes da combalida República brasileira.
    Penso que até as mais experientes ciganas se recusariam a divulgar o que podem ler nas mãos de alguns de nossos ” líderes “.
    Não se preocupem, pois Bolsonaro cercou-se de 100 militares que lhe servem como Maquiavéis, advertindo-o sobre o correto caminho que deve seguir como um presidente de fato.
    Se Bolsonaro conduz, ou é conduzido, brevemente veremos pelos resultados de suas ações. O que está por vir?

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  • Olavo Leal disse:

    Prezada Sra Carmen:
    (Em resposta a sua solicitação de 29Fev, 01:01h)
    Basta consultar os sites dos ministérios considerados “bons”, pela imprensa geral: Infraestrutura, Just e Seg Publ, C&T, Agricultura, Economia e alguns outros.
    Como são “bons”, essa imprensa não tem como atacar o governo Bolsonaro por meio destes ministérios, pois as realizações são efetivas, podendo ser facilmente medidas, como, por exemplo, a redução de 10 mil assassinatos em 2019 (10 mil famílias que estão inteiras, com todos os seus entes queridos), a entrega da BR 163 totalmente asfaltada (o trecho final, de 160 km, erapercorrido em dias, no período de chuvas), a entrega da ligação da Ferronorte até Anápolis (o trecho final, até a fronteira com SP, está em construção, permitindo a ligação São Luiz/MA – Santos/SP); redução dos “investimentos” em propaganda (cerca de R$ 1 bilhão), um ano sem roubos, petrolão e outros “ões”; um ano sem toma-lá-dá-cá com o Congresso (com as notórias consequências e sofrimentos do governo, transferidos ao povo brasileiro); e por aí vai.
    Mas precisa consultar, porque a “imprensa” não as divulgará NUNCA. Para essa “imprensa” – que, repito, é a imprensa geral – o Brasil é apenas um objeto, cujo governo deve estar a seu serviço!!!-
    Então, os alvos continuam sendo Cultura, Educação, Meio Ambiente etc, que podem ser ocupados por quaisquer humanos que, sem dúvida, serão atacados impiedosamente, eternamente, porque representam o “dedo na ferida” deles!!!.
    O Ministério da Educação, por exemplo, é o mais bem dotado em pessoal e está completamente avermelhado, desde Brasília até a ponta da linha – as ESCOLAS onde nossos filhos e netos estudam (a realidade, não estudam, pois são devidamente impregnados de cultura vermelha, sob nossos narizes). O saneamento vai levar uns bons 10 anos!!! (Se os vermelhinhos não voltarem ao poder!!)
    Para finalizar, aproveitando a referência do blogueiro, e alguns comentários, a Maquiavel, ligando-o negativamente a Bolsonaro, cito este mesmo autor:
    “Deve-se considerar aqui que não há coisa mais difícil, nem de êxito mais duvidoso, nem mais perigosa, do que o estabelecimento de novas leis. O novo legislador terá por inimigos todos aqueles a quem as leis antigas beneficiavam, e terá tímidos defensores nos que forem beneficiados pelo novo estado de coisas”.
    (Maquiavel, “O Príncipe”)

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    • Carmen Leibovici disse:

      Sr.Olavo,parece que opiniões ofendem o senhor…Estamos discutindo o Brasil da forma como cada um enxerga.
      Os fatos que o senhor cita,são importantes mas são poucos dentro do que se esperava desse governo.
      Eu lhe enviei um link escrito por um jornalista muito bom na revista Crusoé.Aquele artigo mostra o que Bolsonaro está fazendo em desfavor do Brasil.O senhor pode não concordar,mas eu concordo.
      Eu não acho que se deve ‘adorar”ninguém,menos ainda um presidente.O senso crítico deve estar sempre aguçado,até para que não caíamos do cavalo.

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  • Cirval disse:

    O que é “imprecionante” aqui é que pessoas aparentemente qualificadas ainda apontam virtudes no Bolsonada. Será que não perceberam que alguém que passou quase trinta anos como parlamentar, sem nada ter feito de bom para o país, vai fazer alguma coisa que preste agora? Com a idade dele está mais do que evidente que seu caráter não muda mais de tão arraigado que está. O sujeito em vez de unir o país, acirrou a divisão. O velho “nós e eles” do condenado Lula virou o “eles e NÓS” do Bolsonada. A famiglia Bolsonada sempre viveu da política e continua como dantes. E não se trata mais de comparar o Bolsonada com o Lula ou do PSL com o PT. Trata-se, isso sim, de encontrar alguém melhor que ambos. Nenhum dos dois presta. Mas sem Huck, Datena e afins. Lembro-me quando criança colava panfletos do Jânio nos postes de energia e nos muros do interior de São Paulo. O política (se é que podemos chamar disso) brasileira nada mudou. Entra década, sai década, e continua a mesma coisa. O pior é que os grandes empresários, que poderiam ajudar em eventual mudança sempre se aproximam do presidente da vez para tirar proveito próprio. Não importa a ideologia. Vamos ficar nesse lengalenga interminável. Aparentemente, só a insurgência fulminante dos desvalidos poderia mudar alguma coisa. Há, entretanto, uma acomodação geral. Adapta-se a qualquer presidente seja de que ideologia for, e a vida segue. Ainda estamos na época em que o candidato entrega um pé de sapato antes das eleições e, se ganhar, entrega outro pé. Tudo como dantes no Quartel de Abrantes.

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    • LSB disse:

      Prezado Cirval

      “…apontam virtudes no Bolsonada. Será que não perceberam que alguém que passou quase trinta anos como parlamentar, sem nada ter feito de bom para o país…”

      Como apontei em outro comentário, Bolsonaro, enquanto deputado, conseguiu algo muito “valioso”: deixar sua marca de “antipetista”, “antissocialista”, “anti politicamente correto”, etc.
      Quando o povo quis um “produto” com essas “características”, ele era o mais “original”, mais “conhecido”, o mais “confiável” (no sentido de que acreditava no que pregava…)
      Isso já é muita coisa politicamente!!!
      E é necessária coragem para sustentar uma posição “(im?)popular” por muitos anos e, de certa forma, sozinho…
      No mais, nem sei se Bolsonaro apresentou algum projeto, mas caso tenha (ou tivesse) apresentado algum – e este era (fosse) alinhado comas suas ideias “politicamente INcorretas”, tipo porte de arma – não seria sequer apreciado…
      _________________________________

      ” O sujeito em vez de unir o país, acirrou a divisão”

      Inevitável.
      Desde que me conheço por gente, vejo a promoção da divisão do país…
      Como alguém já mencionou em algum post anterior, foram mil “releituras de Marx”: a história passou da luta de classes (proletários x burgueses) para a história das lutas de categorias sociais (nem vou listar…)….
      E, ao longo dos anos,os “oprimidos” – chancelados pela academia – foram obtendo cada vez mais salvaguardas no uso da violência, chantagem, etc.
      Já os “opressores” cada vez mais perseguidos. E este “jogo” foi sendo “jogado” politicamente (e juridicamente), de novo, desde que me conheço por gente…
      Muitos ventos foram plantados…
      ____________________________________

      “Trata-se, isso sim, de encontrar alguém melhor que ambos. Nenhum dos dois presta. Mas sem Huck, Datena e afins. (…) O política (se é que podemos chamar disso) brasileira nada mudou. Entra década, sai década, e continua a mesma coisa.”

      Com esse sistema político-partidário e nossas regras eleitorais, isso é impossível acontecer (mudanças, bons nomes, influência dos eleitores nas escolhas dos partidos, etc.)
      ____________________________________

      ” O pior é que os grandes empresários, que poderiam ajudar em eventual mudança sempre se aproximam do presidente da vez para tirar proveito próprio.”

      Grandes empresários querem ORDEM e ESTABILIDADE (e, se possível, um mercado protegido, um juros subsidiado de “pai para filho”, uma encomenda vultosa, etc.)…
      Não arriscarão patrocinar mudanças mais significativas, mais disruptivas, mais “radicais” ou incertas…
      ____________________________________

      “Vamos ficar nesse lengalenga interminável. Aparentemente, só a insurgência fulminante dos desvalidos poderia mudar alguma coisa. Há, entretanto, uma acomodação geral.”

      Sim, vamos.
      Vamos, ao menos, até o Brasil se inviabilizar de vez… (minha “teoria” já exposta em outras ocasiões).

      Embora, tenho que reconhecer que este ainda pode ser um cenário “otimista”. Otimista porque ainda pressupõe mudanças.
      Como o senhor reconhecem há (sempre, acrescento) “uma acomodação geral”.
      Até olho com muita tristeza para a Venezuela… não só pela desgraça na qual se meteu… mas muito também pelo exemplo: ainda com uma queda de mais de 60% do PIB, o povo não (conseguiu) derrubou(ar) o Maduro… Enfim, isso mostra que um povo pode suportar a miséria absoluta e não “se revoltar” (ainda que seja pela capacidade da ditadura venezuelana de monitorar e erradicar focos de resistência)…
      Ou seja, é bem possível que continuemos assim por muitas décadas… voo de galinha, crise, voo de galinha, crise, voo de galinha, crise, crise, crise, voo de “pintinho”, crise*, etc…

      Abs
      LSB

      * No Jornal “Valor” de sexta passada (28/2) saiu uma matéria intitulada “Os Nós das Reformas” (não me lembro o autor).
      Tratava-se de uma “entrevista” / resenha de um livro do Marcos Mendes: “Por Que É Difícil Fazer Reformas Econômicas no Brasil?”
      Já tinha ouvido falar no livro, mas não tinha conhecimento da profundidade da obra.
      Um trecho da resenha do livro na Amazon:

      “Não obstante essas dificuldades ‘estruturais’ para se fazer reformas no Brasil, sempre surgem algumas janelas de oportunidade. Em geral, elas são criadas por crises que mobilizam a sociedade em busca de mudanças. Também abre espaço para reformas o ‘efeito lua de mel’, que existe nos primeiros meses de gestão de um governante recém-eleito”

      Basicamente, somente a cada 4 anos fazemos uma reforma – durante a “lua de mel” – ou quando houver uma crise. Ou seja, o Brasil vai andar a passos de cágado (20, 30 ,40 anos para reformar o país) e de crise em crise…

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    • Olavo Leal disse:

      Caro Cirval e demais debatedores (no que diz respeito à minha posição, claramente favorável a Bolsonaro):
      1) meu candidato natural não conseguiu fazer decolar sua candidatura, até setembro; então tive de tornar meu voto útil, a fim de evitar a continuidade do vermelhismo, via poste do Lullalau;
      2) concordo com LSB, em 03 de março, 00:08);
      3) como escrevi lá em cima: um dos problemas que vivemos é que, para o País deslanchar é preciso, antes, colocá-lo nos trilhos, pois os estragos são grandes. Isso não é fácil, depois de muitos anos de destruição total. É a MISSÃO do atual governo.Ou o apoiamos (claro que apontando pontos fracos e erros – “imprecionante” não é erro suficientemente importante perto do que existe dentro da Educação, – ou “educação” – proporcionada nas nossas escolas) ou…. voltam os esquerdistas.
      4) Simbolicamente: se um navio, transitando por um rio, é direcionado à margem esquerda, até navegar perigosamente próximo a esta, qual a solução? Troca-se a tripulação. E a essa nova equipe só há uma MISSÃO INICIAL: direcioná-lo à direita, até que atinja o talvegue do rio, para, então, poder navegar tranquilamente rumo ao seu grande destino. Contra tudo e contra todos, se for o caso. Bolsonaro estava no lugar certo e na hora certa, daí seus 57 milhões de votos. Infelizmente, levar o navio de volta ao talvegue contraria milhões de esquerdistas que o queriam junto ou de encontro à margem esquerda.
      Simples assim.

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      • Cirval disse:

        Não se enganem, meus amigos, os Bolsonadas, Lula, Dilma, Dirceu e quejandos são farinha embolorada do mesmo saco, misturada, no mesmo balaio, com gatos pretos, brancos, pardos, rajados, angorás e uma certa dose de malandragem. No governo do “esquerdista” Lula grandes empresários e banqueiros “direitistas” foram os grandes beneficiados. Na ditadura também. Direita e esquerda no Brasil devem entrar na história da carochinha. Tudo gira em torno de dinheiro no bolso. Perguntem aos Batistas, Camargos, Gutierrez, Odebrechts, etc. se eles estavam preocupados com a direita ou a esquerda. Nunca me preocupei em toda a minha vida com direita ou esquerda. Preferi o trabalho, o estudo, a decência, a honestidade, o respeito ao próximo; coisa de família solidamente formada. Governo atrapalha. O Brasil estaria melhor se o Bolsonada ficasse em casa dormindo, jogando carteado e assistindo a jogos de futebol, porque quando age é um estorvo e quando fala só pronuncia asneiras. O Lula quebrou o país, mas não fez isso sozinho, assim como o Bolsonada não faria isso só.

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      • LSB disse:

        Prezado Cirval

        “No governo do “esquerdista” Lula grandes empresários e banqueiros “direitistas” foram os grandes beneficiados. Na ditadura também. Direita e esquerda no Brasil devem entrar na história da carochinha.”

        Isso é fruto do estatismo impregnado na cultura política brasileira dos últimos 100 anos.
        A “ideologia” de todos não é “esquerda” ou “direita”, é estatismo.
        E empresários “espertos” tiram proveito disso…

        ______________________________________

        “Nunca me preocupei em toda a minha vida com direita ou esquerda. Preferi o trabalho, o estudo, a decência, a honestidade, o respeito ao próximo; coisa de família solidamente formada. Governo atrapalha”

        Esse modo de compreender o mundo e se comportar não deixa de ser uma “ideologia”.
        Você acredita no trabalho e estudo. Muitos dizem que o trabalho (ao menos o assalariado) é uma ardil da elite para roubar o povo (mais valia).
        Você vê valor na “família solidamente formada”. Outros acreditam que a família tradicional é o verdadeiro nascedouro de preconceitos, opressões, injustiças….
        Você pensa que governo atrapalha. Não faltam os que só veem soluções no Estado / governo…

        E não se iluda, com Bolsonaro na presidência ou jogando carteado em casa, aqueles que não aceitam o seu modo de ver o mundo e agir estarão trabalhando incansavelmente para minar essa sua visão “retrógrada e reacionária” – e ocuparão(am) o Estado para impor suas crenças…

        Abs
        LSB

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  • Cirval disse:

    Que belo título, “retrógrado e reacionário”! Vai se juntar aos meus três títulos universitários e às minhas duas pós-graduações e às formações universitárias dos meus filhos. Tudo com dinheiro do meu suor e sem as “rachadinhas” da famiglia Bolsonada. O chefe Bolsonada que conviveu, sem mover uma palha, durante 30 anos dos 100 anos que você mencionou, em toda essa muvuca. Participou ativamente dela e quer se mostrar avançado. Pelo amor de Deus, vamos raciocinar um pouco e analisar a vida de um sujeito que pensa como um Neandertal é só está na presidência porque conseguiu convencer incautos com milhares de robôs disparados na internet e meia dúzia de cupinchas carregando-o nos ombros como se fosse a população. Se colocasse um poste no lugar dele e o poste fosse anti-Lula, seria eleito. Aliás, a maioria que ainda apoia o Bolsonada o faz porque pensa que as mensagens que recebe pela internet são especiais para ela e nem sabe que são robôs disparados pelo Zero 2 e seus sequazes. Me diga, o que fez o Bolsonada em mais de um ano de governo? Se não fosse o Congresso nem a reforma da previdência sairia. Ele jamais quis. Ele sempre foi contra tudo o que ele diz, hoje, que é favorável. De vez em quando é bom olhar pelo retrovisor.

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    • carmen leibovici disse:

      Cirval,Bolsonaro é a opção que tinhamos e é a única que ainda temos no momento.
      Não dá para fazer nada a não ser refletir e ir melhorando.É o que aparece no horizonte,eu acho

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    • LSB disse:

      Prezado Cirval

      O “retrógrado e reacionário” foi irônico. Foi uma brincadeira… não estou depreciando seus valores, não…

      De fato, não tenho crítica alguma a seu modo de ver o mundo.
      Pelo contrário, concordo contigo…
      Só usei tais adjetivos para “ilustrar” a visão de muitos por aí… (pregue seus valores em algum “antro” esquerdista e você ouvirá tais adjetivos e será acusado “seriamente” de ser “retrógrado e reacionário”…)
      ______

      Rachadinhas?
      Sempre existiram… inclusive a “rachadinha” oficial do PT (os filiados pagam dízimos… inclusive, e principalmente, aqueles agraciados com algum cargo em governos petistas)….
      Rachadinhas estão corretas?
      Não, obviamente, mas o “auê” que isto está gerando é só porque não acharam nada mais “grave” para “pegar no pé” do Bolsonaro…
      (parece-me até que no “esquema” em tela, o tal do Queiroz era um dos menos movimentaram $…)
      Enfim, se não fosse a rachadinha, iam estar fuçando alguma “cola” na escola/faculdade e acusando Bolsonaro de fraude…
      ______

      Sim, se um poste fosse “anti Lula”, talvez tivesse sido eleito… mas não havia um poste… havia o Bolsonaro que havia conseguido imprimir sua marca “anti PT”, “anti socialista”, “anti politicamente correto”…

      Talvez as críticas a Bolsonaro sejam procedentes, MAS não vamos criticar nossos “bem pensantes”, nossa “academia”, nossos “intelectuais”, nossos “movimentos de renovação”, nossos “políticos experimentados” que não só não entenderam a “demanda popular” como também fizeram de tudo para “calar” qualquer conservador ou liberal que surgia no cenário?

      De novo: Bolsonaro só alcançou o sucesso que alcançou porque teve “coragem” de se posicionar contra o “establishment” (ao menos em questões de costumes, já que sempre foi um corporativista)…
      _______

      “porque conseguiu convencer incautos com milhares de robôs disparados na internet”

      Essa é a narrativa da imprensa para “explicar” porque a Nação resolveu não dar ouvidos à “classe falante”… foram manipulados, são incautos, etc.
      Todas as correntes políticas dispararam mensagens… não há santo nesse jogo…
      Nenê Prancha um dia disse que se “macumba desse certo, campeonato baiano terminaria empatado”…

      Parafraseando o mestre, digo que se mensagens disparadas no Whats (ou mesmo o marketing tradicional) fossem infalíveis, eleições terminariam empatadas!!!
      (acho que até mesmo o João Santana falou algo do tipo: propaganda não é infalível até porque todos “apelam” para propagandas, marketeiros, slogans, “mentiras”, etc.)
      Eu mesmo não tenho redes sociais e meus contatos no Whats se resumem a “meia dúzia” de pessoas… quase não recebi msgs durante a eleição… e ainda assim votei no Bolsonaro….
      _______

      Quanto à reforma da previdência, bem, ela ia sair de qualquer maneira… não por Bolsonaro, não pelo Congresso, mas por algo que economistas chamam de “disciplina de mercado”… se a tal reforma começasse a fazer água, a repercussão no mercado financeiro faria os congressistas repensarem suas atitudes….

      Abs
      LSB

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