E a guerra continua…escondida

14 de junho de 2015 § 5 Comentários

Entenda porque voce vive sob a lei da selva

23 de abril de 2012 § 1 comentário

Video enviado por Boris Gnaspini Iori

E quem vai prender a polícia?

11 de novembro de 2011 § 1 comentário

Prenderam o Nem.

E ele confirma que metade do dinheiro do tráfico de drogas fica com a polícia.

O secretário de Segurança Publica do Rio franziu o cenho e fez que “Huumm! Isso vai ajudar muito a investigar“…

Já eu que sou mais bobo acho que a polícia inteira do Rio de Janeiro, e mais cada grão de areia das praias que ela frequenta, sabe quem sãos os corruptos que se sentam diariamente ao seu lado.

O problema do Rio nunca foi prender os bandidos da rua. O problema do Rio é saber quem vai prender os bandidos da polícia, coisa que só será possível depois que prenderem os bandidos da política.

E não esquecer: o Rio é o trailler do Brasil. O nome do filme é “Eu sou você amanhã“.

E a Dilma, o que é?

10 de novembro de 2011 § 4 Comentários

Na fase de absoluta indigência moral que o Brasil atravessa ouvir um mero discurso da autoridade máxima da Nação afirmando princípios elementares como austeridade, probidade, humildade, esforço, dedicação e mérito na prestação de serviços fundamentais como a saúde publica é algo que pode ser festejado como um raro acontecimento político. Chega quase a cheirar a revolução.

O espetáculo deprimente oferecido pelos alunos da “melhor universidade do país” reivindicando o direito de se drogar impunemente em plena via pública na mesma semana em que o Brasil inteiro assistiu ao vivo a morte de mais um jornalista (para quebrar a rotina dos policiais sacrificados) na guerra do tráfico, dá a dimensão inteira da força da herança maldita que Lula nos legou.

A delirante alienação que perpassava no jargão esquecido desde os anos 30 do último século do milênio passado com que os alunos da USP exibiam o  “fervor revolucionário” que, num planeta mobilizado  pela indignação geral, eles se negam a brandir contra a sistemática operação de  saque de que o país tem sido vítima, para espanto dos jornalistas estrangeiros que tentam entender o Brasil, não é apenas a medida da profundidade abissal a que chegou o aparelhamento granmsciano da educação pública nesta que, em plena Era do Conhecimento, se tornou a meca do analfabetismo funcional da metade ocidental do planeta Terra.

Ela é o diagnóstico perfeito da extensão alcançada pela infecção disseminada pelo antecessor de Dilma que, até à véspera de ser detido pela doença, era sempre o primeiro a se abraçar a todo corrupto pego em flagrante de crime de lesa pátria para solidarizar-se com ele contra a Nação e recomendar-lhe de público que não “abaixasse a cabeça” e resistisse agarrado ao seu osso.

A impunidade, gritava-nos a elite da nossa juventude nas ruas da Cidade Universitária, é um “direito” que se aprende na escola e que – do movimento estudantil “engajado” na verba pública aos ministros que se pretendem invulneráveis desta Republica bandalha – os brasileiros reivindicam cheios de “orgulho cívico”.

Este é o panorama naquele setor da sociedade que, em todo os lugares e em todos os tempos, concentra a reserva moral da Nação.

Mais para além, a paisagem é de terra arrasada. A oposição não existe e os grandes empreendedores “privados” foram literalmente comprados pelo governo.

Agora dispare mais uma vez o vídeo que ilustra este comentário.  Ouça-o com o pano de fundo acima descrito em mente e olhando nos olhos de quem fala.

O que lhe parece?

A voz que timidamente se levanta desse pântano para falar em “mudança de atitude“, “responsabilidade“, “humildade“, “coragem para reconhecer erros“, “gestão“, “combate sem tréguas aos desvios e mal feitos“; para tratar de saúde publica e não de mais um programa maciço de suborno eleitoral; para lembrar que “partidos, governos, pessoas, somos apenas instrumentos passageiros da grande e permanente ação republicana de garantir o bom funcionamento das instituições, a melhoria da qualidade do serviço público e o bem estar de todos os brasileiros e brasileiras” é só a voz de mais um fariseu interessado em ficar eternamente mamando nas tetas do poder?

É claro que todo esse discurso se esboroa diante da consagração da regra “ladrão, ladrão; quadrilha não” definida para tratar da roubalheira nos ministérios.

São coisas incompatíveis e mutuamente excludentes, eu concordo.

Mas teria sido esta regra ou este discurso que foi imposto por forças nem tão ocultas a quem pediu uma rede nacional de televisão para proferi-lo neste especial momento do apagão moral brasileiro?

Por mais culpas que tenha no cartório pela parte que lhe coube no esforço que levou ao poder a força subversiva que ela agora admoesta timidamente, lá da sua solidão (mas menos timidamente que a oposição), seriam inteiramente falsos o discurso proferido e as intenções esboçadas?

Tudo isso é só deboche?

Ou é um pedido de socorro?

PS.: Se quiserem uma descrição prática sobre como o PT usa a educação pública para moldar o Brasil do futuro leiam o artigo de Demétrio Magnoli hoje no Estadão (aqui)

PS2.: Vale a pena, também, ler o artigo de José Serra no Estadão de hoje (aqui), que mostra como se faz para conseguir o que a Dilma diz que quer para a saúde pública e indica o tamanho da luta política e da coragem que se requer para fazer o Brasil que herdamos de Lula voltar a possibilidades como a que ele descreve.

O xerife chegou! Quem não é bandido?

16 de fevereiro de 2011 § 3 Comentários

José Mariano Beltrame

Dá quase pra pegar com as mãos a tensão que ronda a polícia carioca. E a adrenalina corre solta não só entre seus funcionários como também entre seus patrões.

Alguém decidiu – até que enfim – começar a limpeza sem a qual os avanços na segurança publica de que o povo do Rio de Janeiro já sinalizou que de jeito nenhum abrirá mão começaria a descer pelo ralo desde já, como provam as filmagens e gravações que mostram policiais que participaram de operações para a implantação de UPPs saqueando não só as propriedades dos traficantes em fuga mas também as quinquilharias dos barracos de cidadãos comuns que estavam no caminho das tropas.

Esse grau de desfaçatez, diga-se de passagem, mostra o ponto a que chegou a septicemia que contamina as polícias cariocas que não se pejam de exibir a sua rapacidade mesmo em operações praticamente transmitidas ao vivo para todo o país, das quais participavam outros agentes civis e militares estranhos àquele ambiente podre.

Enfim, não é de hoje que se sabe que, se o crime organizado, em qualquer lugar do mundo, só pode ser explicado pela corrupção das forças de segurança do Estado que SEMPRE têm condições materiais e força de sobra para eliminá-lo completamente se houver vontade politica para tanto, o do Rio de Janeiro só pôde ocupar fisicamente pedaços inteiros da cidade porque contava não só com a corrupção mas também com a aliança explícita das forças de segurança.

Agora, com décadas de atraso, ensaia-se uma limpeza.

Carlos Antônio de Oliveira

Bravo! É assim que se faz! Nenhum avanço na segurança publica do Rio se sustentará sem ela. Alkmin baixou os índices de criminalidade de São Paulo à metade dos do resto do Brasil instituindo o rito sumário para o julgamento de policiais corruptos e limpando o grosso da sujeira da sua polícia. A imprensa inteira e mais os “especialistas” das universidades que gostam de condicionar a criminalidade a “causações” de ordem econômica e social o negam, mas esta é que é a verdade histórica.

Esperemos que o Rio lhe siga o caminho e o resto do Brasil venha atrás.

Mas desde o primeiro momento o problema com que se deparam as autoridades cariocas é como limitar as “quedas” num sistema que está podre de alto a baixo antes que elas incendeiem toda a hierarquia dos três poderes estaduais, contaminados de alto a baixo pela rede de cumplicidades e omissões que explicam a tragédia carioca.

Se tivesse se detido diante de Allan Turnowski a “Operação Guilhotina” teria se revelado menos que uma velha gilete enferrujada já que é impossível supor que um velho profissional da desconfiança, como deve ser um Chefe da Policia Civil de um Estado como o Rio de Janeiro, não tivesse notado qualquer sinal do envolvimento de seu “braço direito” – o  delegado Carlos Antônio de Oliveira preso sexta-feira junto com mais 37 policiais corruptos – com o crime organizado e as milícias que disputam com os traficantes pedaços do território do Rio de Janeiro.

Ainda assim, demorou quatro dias para que o chefe do policial criminoso fosse arrastado para fora da posição a partir da qual dava cobertura ao seu subordinado, além de entregar, ele próprio, as operações em preparo pela polícia à bandidagem, conforme gravações de que a Policia Federal e o governador do Rio têm conhecimento há vários meses.

Allan Turnowski

Por que?

Porque sua imediata reação à prisão de  seu protegido foi determinar, em represália, a invasão e a devassa da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas – Draco – chefiada pelo delegado Claudio Ferraz, promovido dias antes pelo secretario Jose Mariano Beltrame que é quem comanda a operação de limpeza da policia carioca. E como dificilmente alguém na polícia do Rio deixa de ter ao menos a sua meia dúzia de telhas de vidro, teve de haver uma negociação para esta rendição sem maiores tiroteios.

O próprio governador Sérgio Cabral, chefe de todos esses policiais – os presos e os ainda soltos – teve o cuidado de se ausentar do Rio de Janeiro enquanto a Policia Federal agia no seu terreiro. Emudeceu pelos mesmos quatro dias em que Turnowski ficou esperneando e, depois de sua queda, falou afinal. Primeiro pondo todas as responsabilidades passadas, presentes e futuras sobre os ombros largos do secretario Beltrame e, depois, dando o recado de que, de agora em diante, polícia será só caso de polícia no Rio de Janeiro, sem o envolvimento de mais ninguém.

Por que teve de dizer isso? Porque até hoje não foi assim. A cadeia de cumplicidade subia pela Câmara de Vereadores e pela Assembleia Legislativa, onde se homiziam notórios representantes do crime organizado com nomes e endereços devidamente identificados e extensos dossies de provas de suas atividades como donos de milícias ou como agentes do tráfico de drogas.

E não parava aí: a rede subia até o palácio do governo, nos tempos do casal Garotinho, e estendia seus tentáculos até o Congresso Nacional. Até que ponto isso mudou é algo ainda por ser conferido. Mas desde sempre está claro que para as coisas terem chegado a esse ponto muito pouca gente – se é que alguém está imaculado nesse esquema – escapa de algum grau de culpa no cartório, seja nas policias, seja no Legislativo, seja no Judiciário, seja no Executivo cariocas.

O Rio de Janeiro vive, aos quase 500 anos de idade e na condição de grande metrópole, aquele momento clássico dos filmes de caubói em que um xerife finalmente chega ao vilarejozinho da fronteira dominado pelos bandidos. E, como naqueles filmes, a população, cansada de apanhar, já mostrou que está disposta até a pegar em armas para lutar ao lado do xerife.

Difícil vai ser conte-los antes que cheguem tão alto quanto foi a cadeia de cumplicidade e omissão que jogou a cidade no fundo do buraco do qual está começando a sair.

Onde estou?

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