Cloroquina ou não cloroquina?

18 de maio de 2020 § 40 Comentários

É bom não esquecer: cloroquina ou não cloroquina é uma questão que só pode tornar-se problemática numa medicina estatizada onde que remédio você toma ou deixa de tomar é decisão de políticos e não de médicos. Nos hospitais privados toma-se contra o Covid-19, que mata de 20 jeitos diferentes conforme cada corpo invadido, o que o exame de cada doente recomendar ao médico que receite. Mas nos hospitais públicos só vai ter na farmácia aquilo que o político de plantão achar que deve, seja pela razão que for. Daí estarem esses hospitais sempre no limiar do colapso. A oferta pro marajá que decide será sempre maior que as razões médicas para se construir ou comprar o que quer que seja para a saude do povo.

UTI’s à beira do colapso onde, cara-pálida? Nos hospitais públicos, é claro. Como sempre. Eu passei 60 anos assistindo na TV gente morrendo sem atendimento pelo chão de hospitais imundos sem precisar de pandemia nenhuma neste país que proporcionalmente mais gasta com saude e com educação publicas no mundo. Por bem ou por mal, o favelão nacional faz a sua parte. Arrancam dele o dinheiro dobrado, triplicado, quadruplicado, o tanto necessário para coloca-lo na miséria em que está. Mas nunca, jamais, tudo isso vira alguma coisa que não dê náuseas…

Os hospitais privados, graças também à desinformação para criar o medo-pânico do Covid, estão às moscas. Uma diária de internação nas UTI’s dos hospitais de luxo de São Paulo sai em torno de R$ 2 mil por dia. Mas os governadores bandalhos saem por aí comprando equipamentos e construindo hospitais superfaturados em tendas em vez de alugar o que está sobrando.

Só tem uma coisa decente para se fazer nessa pandemia, diga-se de passagem, que é dar a cada prefeitura, que sabe o que se passa no seu terreiro, a decisão do que fazer com a sua pandemia. No máximo os governadores e o presidente deviam estabelecer os parâmetros mínimos – e repito, mi-ni-mos – para nortear a ação dos prefeitos.

Fora daí é só esse pisotear de cadáveres que a cada dia que passa faz mais insuportável o nojo!

Importar médicos? Vá lá. Mas…

4 de junho de 2013 § 2 Comentários

As pesquisas deram o alarme de que a qualidade da saúde vai ser uma das grandes pedreiras a serem escaladas para a reeleição de Dilma.

Nem precisava. O problema é eterno nestes Tristes Trópicos.

Mas, vá lá. É assim que a democracia funciona. O sinal é de que é preciso agir.

Entretanto, cuidado! Muito cuidado!

Filme sugerido por Salvador Mazzetto

O truque do mau político, seja ele o traficante de poder que explora engodos ideológicos ou o comerciante de falsos remédios fabricados pela demagogia, é colocar a verdade a serviço da mentira.

É assim que ambos enganam; é assim que um e o outro vendem o seu gato por lebre.

Faltam médicos no Brasil?

É verdade. E esperar que o nosso sistema educacional capenga atenda essa carência é condenar gente demais a morrer sem assistência.

Não ha tempo para nos darmos esse luxo.

Importá-los de Cuba como querem os traficantes de poder, ou da(s) Bolivia(s) como querem os falsificadores de remédios, no entanto, é trair o povo doente. Um crime contra a vida qualificado por toda a coleção de agravantes do Código Penal: é praticado de forma vil (a exploração da urgência e do desespero de um doente), por motivo torpe e sem dar à vítima oportunidade de defesa.

Filme sugerido por Carlo V.V. Gancia

É preciso importar médicos?

OK. Mas exame neles! Pelo menos tão rigoroso – senão mais – quanto o aplicado aos médicos brasileiros. E a cargo da mesma abalizada instituição a quem se confia essa tarefa aqui hoje e não de mais um órgão público venal e aparelhado ou, muito menos, de alguma ONG chapa branca engolidora de verbas públicas.

Deixar essa escolha nas mãos dos MSTs da vida ou do politiquinho cavador de votos ou dos empregados e militantes dos partidos no poder é de uma má fé criminosa pois não ha uma criança já em condições de andar sobre os próprios pés que alimente a menor ilusão de que o que eles esperam dos agentes cujo fervor premiam, só depois do beneplácito do governo cubano, para ir “aprender” no miserável fazendão dos Castro ou ao tecer loas à alta qualificação das escolas de medicina da zona cocaleira boliviana e outros grotões do mundo, seja, de fato, que seus protegidos curem os doentes do Brasil.

Ao contrário o que querem é fabricar muito mais desses desesperados para, seja com a moeda da revolta e do ódio, seja com a do tradicional “ajutório” entregue em mãos em véspera de eleição, seguir comprando votos bem baratinho.

an3

Os médicos analfabetos estão chegando

7 de dezembro de 2012 § 5 Comentários

med14

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo reprovou 54,5% dos medicos formados nas escolas do Estado mais rico da federação na primeira prova aplicada a todos os formandos de um ano das instituições públicas e privadas do setor.

Entre os recordes de reprovação, está o campo da pediatria.

Mas assim como as condenações à prisão não tiram os criminosos das ruas, isso não quer dizer que eles serão afastados dos hospitais e dos consultórios, nem que nós ficaremos sabendo quem são os reprovados ou quais são as escolas-arapuca.

A nota das escolas será divulgada só para elas, assim como a de cada aluno.

A sua saude e a das suas crianças que se lasque.

med12

É a cadeia da putaria educacional misturada à cadeia da putaria corporativista.

Começa com os politicos vendendo ao povo a ideia de que escola é só um prédio de construção vagabunda e que escola boa é um prédio um pouquinho melhor, com cara de clube de lazer. De professor e qualidade de professor nem se fala porque professor não é da escola, é do sindicato.

Segue com o presidente da Republica ensinando a quem interessar possa, com pensamentos, palavras e obras, que a ignorância é uma virtude e que esperteza é sinônimo de sabedoria.

Termina com as escolas-arapuca tendo sua identidade protegida porque, afinal, neste país de cartórios ninguém pode abrir uma escola sem ter bons padrinhos políticos.

Ponto, parágrafo.

med11

Democracia é um subproduto da educação. E nós não temos educação.

Já probidade no trato da coisa pública é um subproduto da democracia. E nós não temos democracia.

É aí que a cobra morde o próprio rabo e o provão dos médicos e as operações Porto Seguro da vida se dão as mãos.

Vamos conseguir mudar isso um dia?

O STF está tentando mas o ministro Melandowski está trabalhando duro para criar já o impasse entre o Judiciário e o Legislativo podre que os condenados do Mensalão e os graudões por tras deles estão exigindo aos berros.

Enquanto isso, o “doutor” Paulo Vieira pede demissão da Agência Nacional de Águas, a partir de onde comandava uma quadrilha, “por motivos pessoais”, já que, como explicou o ministro da Justiça da “faxineira Dilma” ao Congresso Nacional, não ha muito mais que se possa fazer contra os caras que a nossa Polícia Federal “republicana” desnuda em público.

O Brasil fica devendo ao “doutor” Paulo um “Desculpe incomodar” enquanto aguarda o duelo final entre a Justiça e a politicagem.

O Egito é isso.

A Argentina é isso.

Como vai ser no Brasil do PT?

med17

;

Leia também o post Trecho interessante, aí embaixo, sobre a força que fizeram para por o “doutor” Paulo Vieira no posto de onde ele houve por bem apear “por motivos pessoais“.

Amargas constatações – 2

14 de julho de 2012 § 1 comentário

E a Dilma, o que é?

10 de novembro de 2011 § 4 Comentários

Na fase de absoluta indigência moral que o Brasil atravessa ouvir um mero discurso da autoridade máxima da Nação afirmando princípios elementares como austeridade, probidade, humildade, esforço, dedicação e mérito na prestação de serviços fundamentais como a saúde publica é algo que pode ser festejado como um raro acontecimento político. Chega quase a cheirar a revolução.

O espetáculo deprimente oferecido pelos alunos da “melhor universidade do país” reivindicando o direito de se drogar impunemente em plena via pública na mesma semana em que o Brasil inteiro assistiu ao vivo a morte de mais um jornalista (para quebrar a rotina dos policiais sacrificados) na guerra do tráfico, dá a dimensão inteira da força da herança maldita que Lula nos legou.

A delirante alienação que perpassava no jargão esquecido desde os anos 30 do último século do milênio passado com que os alunos da USP exibiam o  “fervor revolucionário” que, num planeta mobilizado  pela indignação geral, eles se negam a brandir contra a sistemática operação de  saque de que o país tem sido vítima, para espanto dos jornalistas estrangeiros que tentam entender o Brasil, não é apenas a medida da profundidade abissal a que chegou o aparelhamento granmsciano da educação pública nesta que, em plena Era do Conhecimento, se tornou a meca do analfabetismo funcional da metade ocidental do planeta Terra.

Ela é o diagnóstico perfeito da extensão alcançada pela infecção disseminada pelo antecessor de Dilma que, até à véspera de ser detido pela doença, era sempre o primeiro a se abraçar a todo corrupto pego em flagrante de crime de lesa pátria para solidarizar-se com ele contra a Nação e recomendar-lhe de público que não “abaixasse a cabeça” e resistisse agarrado ao seu osso.

A impunidade, gritava-nos a elite da nossa juventude nas ruas da Cidade Universitária, é um “direito” que se aprende na escola e que – do movimento estudantil “engajado” na verba pública aos ministros que se pretendem invulneráveis desta Republica bandalha – os brasileiros reivindicam cheios de “orgulho cívico”.

Este é o panorama naquele setor da sociedade que, em todo os lugares e em todos os tempos, concentra a reserva moral da Nação.

Mais para além, a paisagem é de terra arrasada. A oposição não existe e os grandes empreendedores “privados” foram literalmente comprados pelo governo.

Agora dispare mais uma vez o vídeo que ilustra este comentário.  Ouça-o com o pano de fundo acima descrito em mente e olhando nos olhos de quem fala.

O que lhe parece?

A voz que timidamente se levanta desse pântano para falar em “mudança de atitude“, “responsabilidade“, “humildade“, “coragem para reconhecer erros“, “gestão“, “combate sem tréguas aos desvios e mal feitos“; para tratar de saúde publica e não de mais um programa maciço de suborno eleitoral; para lembrar que “partidos, governos, pessoas, somos apenas instrumentos passageiros da grande e permanente ação republicana de garantir o bom funcionamento das instituições, a melhoria da qualidade do serviço público e o bem estar de todos os brasileiros e brasileiras” é só a voz de mais um fariseu interessado em ficar eternamente mamando nas tetas do poder?

É claro que todo esse discurso se esboroa diante da consagração da regra “ladrão, ladrão; quadrilha não” definida para tratar da roubalheira nos ministérios.

São coisas incompatíveis e mutuamente excludentes, eu concordo.

Mas teria sido esta regra ou este discurso que foi imposto por forças nem tão ocultas a quem pediu uma rede nacional de televisão para proferi-lo neste especial momento do apagão moral brasileiro?

Por mais culpas que tenha no cartório pela parte que lhe coube no esforço que levou ao poder a força subversiva que ela agora admoesta timidamente, lá da sua solidão (mas menos timidamente que a oposição), seriam inteiramente falsos o discurso proferido e as intenções esboçadas?

Tudo isso é só deboche?

Ou é um pedido de socorro?

PS.: Se quiserem uma descrição prática sobre como o PT usa a educação pública para moldar o Brasil do futuro leiam o artigo de Demétrio Magnoli hoje no Estadão (aqui)

PS2.: Vale a pena, também, ler o artigo de José Serra no Estadão de hoje (aqui), que mostra como se faz para conseguir o que a Dilma diz que quer para a saúde pública e indica o tamanho da luta política e da coragem que se requer para fazer o Brasil que herdamos de Lula voltar a possibilidades como a que ele descreve.

Onde estou?

Você está navegando em publicações marcadas com SUS em VESPEIRO.

%d blogueiros gostam disto: