31 de maio de 2013 § 1 comentário

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Por um PT que roube mas faça!

22 de março de 2013 § 2 Comentários

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Os jornais desta semana estavam de deixar a gente pequenininho.

Começamos com a safra anual de cadáveres das enxurradas das serras cariocas, que desde 2011 correm por terrenos devastados que continuam exatamente como as daquele ano os deixaram. Os bilhões do socorro estão nos bolsos de sempre.

Terminamos com a revelação revoltante da ruina nova em folha dos prédios do Minha Casa, Minha Vida, o programa xodó de dona Dilma, em que foram atirados os sobreviventes pretos e pobres do afogamento em massa no lixo de dois anos atrás no Morro do Bumba.

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Tudo isso naquele mesmo Rio de Janeiro de Sérgio Cabral, o obsceno sócio de Fernando Cavendish, o ininvestigável dono da Delta Construções, campeã das campeãs das licitações das obras do PAC, filho da Dilma, em que Lula e ela vivem se esfregando sempre que podem.

De troco, levamos para o fim-de-semana a revelação de que Lula se transformou uma espécie de Rosemary Noronha da Dilma, levando e trazendo a “influência” do nome dela aos mais “barra suja” entre os títeres da África e da América Latina para conseguir para os tradicionais ladravazes da coisa pública desta república – Odebrecht, Camargo Correa e OAS – mamatas bilionárias aquém e além-mar.

Entre uma coisa e outra, assistimos à devolução cerimonial dos primeiros ministérios “faxinados” por sua excelência aos mesmos vendilhões que, em dias mais ensolarados que os últimos, ela houve por bem expulsar do templo.

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Como pano de fundo de tudo, fomos brindados com a notícia de que a popularidade de Dilma continua crescendo, já tendo ultrapassado até a de “deus pai”, e que a explicação para isto pode ser encontrada principalmente no Nordeste, onde a multidão dos tomadores de Bolsas Família embevecidamente agradecida a “Mãe Dilma” e “Pai Lula”, como eles são chamados naquelas beiradas de sertão, aumenta a cada dia com a seca, enquanto o candidato “de oposição de esquerda”, neto de Miguel Arraes, inicia confabulações com José Serra, o traíra fundamental, sinal seguro de que terá um vôo sem escalas para a cova do opróbrio e do esquecimento.

Tudo isso nos diz que dona Dilma relaxou, gozou e aderiu de corpo e alma à conta de chegar que inspira todas as ações estratégicas de seus correligionários, certa de que tem dinheiro bastante para comprar incontáveis milhões de miseráveis e dezenas de eleições antes que o Brasil acabe.

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Provavelmente está certa.

É que a carga tributária que foi sendo amontoada sobre os produtores brasileiros um pouco a cada ano ao longo dos últimos 114 anos de República, sempre para tapar buracos e fechar contas de chegar, incluia a expectativa de que pelo menos a metade dela nunca chegasse a ser arrecadada, graças à sonegação.

O que o Brasil e o PT nunca esperaram é que, justo na vez dele, todo o dinheiro e todas as transações do mundo fossem convertidas em bits e a Receita Federal, aparelhada com os supercomputadores da NASA, se transformasse no implacável instrumento de opressão em que se transformou.

Isso fez com que todos os 35% do PIB a que monta o par de milhões de leis, portarias, decretos e gambiarras escritas no último século e pouco com o propósito de nos arrancar dinheiro passassem a ser integralmente arrecadados.

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O resultado está hoje em matéria do Valor, reportando estudo encomendado pelo jornal à LCA Consultores, que mostra que os R$ 43 bilhões em renuncias fiscais distribuídos entre o povo e os amigos do PT no ano passado não chegam a custar 1% do que o PT arrecada hoje havendo, portanto, bife que chegue para ser distribuído a granel pelos próximos muitos anos, de modo a comprar mais governabilidade do que há para vender e a aumentar ilimitadamente a horda dos eternamente gratos a “mãinha” e “painho”, antes que os efeitos da morte da indústria nacional, que é o reverso dessa medalha, se façam sentir nas ruas.

Até lá, seguimos importando baratinho da China o que antes era feito aqui e aparelhando os barracos do Brasil de belos e reluzentes eletrodomésticos.

Posta essa perspectiva, e considerando que pelo grau de estrangulamento em que vamos a agricultura é a próxima a morrer de aterosclerose rodoviária e falência múltipla dos portos e aeroportos, pus os prós e os contras na balança e, bem pé no chão, proponho ao país uma nova campanha, mais condizente com a nossa realidade de irreversível miséria moral.

Rouba, PT! Mas faz, pelo amor de deus!

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Nada é de graça neste mundo

27 de fevereiro de 2013 § 1 comentário

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Ficou atrasado na fila mas taí.

Com que, então, a todo poderosa e ininvestigável Previ (12,9%), neste caso associada com a Petros (12,75%) e o Fundo Tarpon (8%), está entregando de bandeja para Abílio Diniz (1%) a BR Foods, fruto da fusão da Sadia com a Perdigão, que promete ser a JBS dos alimentos, engolindo todo o setor a golpes de bilhões do BNDES…

Está explicado porque, dois anos atrás, quando ninguém a conhecia, o dr. Abílio chamou de repente a imprensa para afirmar que Dilma, a escolhida de Lula (“Tenho uma profunda admiração por este homem”), era a oitava maravilha do mundo e todos deveríamos votar nela.

É como dizia o próprio Lúcifer, genialmente encarnado por Al Pacino em O Advogado do Diabo, de 1997:

A vaidade definitivamente é o meu pecado favorito”.

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São só formigas no açucareiro

3 de dezembro de 2011 § 3 Comentários

O editorial do Estado deste sábado sobre o melancólico outono da “reforma agrária” brasileira, que começou numa novela da Globo (“O Rei do Gado“) e avançou enquanto governos sucessivos se acovardavam diante dessa empulhação coonestada por uma mídia irresponsável, hesita em chamar as coisas pelo nome que lhe pedem os próprios dados que o comentário apresenta.

Havia 300 mil acampados em 2003 quando o PT subiu ao poder reafirmando que, neste país, “em se invadindo leva-se”. Depois que Dilma Roussef, que vem lá do Rio Grande do Sul onde ele nasceu e conhece bem a verdadeira natureza de mais este “movimento social espontâneo”, se elegeu disposta a não contribuir mais para esta farsa, a débacle foi vertiginosa. 120 mil acampados em 2010; metade disso em 2011…

A queda é tão livre que 31 fãs do comunismo asiático vintage ainda cultivado nas nossas universidades públicas, 28 deles gauchos como João Pedro Stédile, o grande mestre sala desse picadeiro, acabam de publicar um dolorido chororô para se queixar de lhes terem tirado, de uma só vez, o brinquedo preferido e o meio de vida fácil.

De 789 mil famílias ” assentadas” nestes anos todos, registra ainda O Estado, mais de 100 mil venderam e abandonaram seus lotes. Esse “abandonaram” – eu assisti ao vivo o processo por décadas seguidas na Amazônia – significa mais exatamente, deixaram para trás terra arrasada depois de arrancar dela tudo que era possível colher sem ter plantado, até o último caco de carvão vegetal. Os assentados do Incra – inúmeras medições já o demonstraram – têm sido os maiores devastadores da Amazônia nas ultimas décadas.

Finalmente, observa o editorial, a debandada só não foi maior porque o Incra, para que essa pseudo revolução não se esboroasse com todo o fragor correspondente ao tamanho da farsa que é, parou de titular os lotes distribuídos o que torna impossível vende-los legalmente.

Se conheço bem o meu país, está nascendo aí mais um daqueles esqueletos que vai ficar por aí nos assombrando por décadas. Um outro Pontal do Paranapanema aos pedacinhos onde o “apagão” dos tituladores oficiais pode até criar um outro MST futuro.

Para economizar palavras, enfim, o que todos esses dados indicam é o que, desde o primeiro minuto, toda pessoa lúcida já era capaz de ver: a “reforma agrária” peto-emessetista e a milagrosa multiplicação dos “agricultores sem terra” pelo país afora foi a avant premiére do fenômeno da proliferação das ONGs que assistimos agora.

Para comprar votos, o governo põe um pote de ouro na praça e manda avisar a quem interessar possa que a maneira de pegar o seu quinhão é se fantasiar de sem-terra, na versão inicial, ou de “ongueiro”, na versão atual.

É como colocar um açucareiro no meio do jardim. Em minutos ele estará coberto de formigas. A diferença é que, retirado o pitéu as formigas desaparecem e o fenômeno se extingue completamente enquanto nesses esquemas da honrada esquerda brasileira, cria-se uma máfia que ganha o direito exclusivo de controlar a distribuição do açúcar e chama-se a isso “fazer a revolução”. Esse rótulo provoca automaticamente intensa slivação na claque da imprensa “engajada” o que acaba na criação de mais um “partido político” e na eleição de mais um lote de mafiosos que, a partir de então, fica por aí mamando a teta vitalícia e hereditária adrede criada por gerações a fio.

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