Cala a boca, Magda!
19 de junho de 2014 § 2 Comentários
A única medida eficaz para incentivar a indústria – e os investimentos na economia produtiva em geral – seria revogar radicalmente a escalada do binômio mentiras nas contas + ameaças na política que vem embalando o PT desde que dona Dilma montou em sua decantada competência e alçou voo solo com a desmontagem geral de nada menos que o conjunto dos contratos nacionais e internacionais que mantinham em pé o sistema brasileiro de produção e distribuição de energia elétrica lá em 2012.
Desde então tem sido ladeira abaixo, uma coisa puxando a outra: numeros rebeldes levando à falsificação de contas; contas falsificadas levando à fuga de investidores; queda do desempenho econômico levando a piora nas pesquisas e piora nas pesquisas levando à radicalização do discurso político.
Isenções pontuais de impostos, incentivos ao consumo aqui e ali, mais “gastos sociais”, tipo adicional para motoboys, como os anunciados ontem, nada disso se traduz, para o mercado, como planejamento econômico, que é o que tem faltado; tudo se desnuda no ato como mais uma manobra tática eleitoreira visando clientelas específicas o que reconfirma e aprofunda a desconfiança no governo e, assim, piora as expectativas, aquele conceito chave cuja função o petismo faz questão de não entender ou de fingir que não entende em matéria de economia.
Agora, alias, é tarde. A coisa já entrou para a seara de “Pedro e o lobo”: foram tantas as mentiras que já nem adianta mais tentar dizer a verdade.
De qualquer maneira, parece certo que não corremos esse risco. Tome-se como exemplo a reinterpretação da vaia à Dilma do seu fiel escuderio Gilberto que os jornais divulgaram hoje. Diz o Secretario Geral da Presidência, ao contrário de Lula, que não, não é só a “elite branca” que vaia a patroa; que ele próprio pôde constatar nos metros que tomou para ver jogos da Copa que “essa coisa” do PT ser corrupto “já pegou, já desceu para o povão”.
Mas nem quando esbarra na verdade um petista deixa de ser um petista: “essa coisa” (o PT ser corrupto), fica no subtexto, não existe de fato, é uma fabricação da imprensa, e “está pegando” apenas e tão somente graças ao “bombardeio diário” que ela mantém contra esses inocentes, o que deixa subentendido que, quando o PT ganhar, “eles vão ver”, seja toda a “elite branca”, como já ameaça o Lula, seja só a imprensa livre como sempre quis o partido.
A imprensa tem para as vaias, portanto, os poderes que o PT lhe nega quando o caso é de aplauso. E assim, a cobra morde o próprio rabo e voltamos ao ponto de partida.
A partir de quarta-feira, anunciam os mesmos jornais, o ministro Luis Roberto Barroso, aquele que fala de mansinho, vai provar ao Brasil que também o negro Joaquim Barbosa faz parte da “elite branca”, passando a reexaminar todos os pleitos da “elite da Papuda” e de seus aguerridos advogados que não admitem seus clientes iguais a nós outros perante a lei.
Tal revisão, de resultado absolutamente previsível, virá logo na sequência da que o ministro Teori Szavaski já fez das sentencas de um seu colega do Paraná (provavelmente da “elite branca”) mandando soltar Paulo Roberto Costa, outra “vítima da imprensa”, desta vez articulada com mendazes autoridades bancárias suissas, que inventa mentiras sobre “quadrilhas” que andam “assaltando a Petrobras” que, conquanto absolutamente inexistentes, produzem contas de dezenas de milhões de dolares em bancos daquele país europeu.
Enfim, quanto mais o PT se explica e age para “incentivar a economia”; quanto mais energicamente ele disciplina os fatos para que se ajustem às suas versões, piores ficam as coisas, de modo que a imobilidade e o silêncio seriam, certamente, a opção mais segura para este delicado momento no qual qualquer nova tentativa de ajudar, por bem intencionada que possa ser, pode desencadear um pânico sem volta.
A 4a ou 5a maior economia do mundo!
29 de maio de 2014 § 4 Comentários
A imprensa noticia que a Itália vai incorporar ao cálculo do seu PIB a “riqueza” gerada pelo crime organizado. O argumento é que os números do país andam muito deprimidos e, afinal de contas, “drogas, prostituição e contrabando movimentam pelo menos 10% do PIB” italiano.
Olha aí, que ideia brilhante, dr. Mantega!
Que “matemática criativa” que nada! Pra quê?
Já que o crime organizado tem até “bancadas” eleitas pelo PT nas nossas casas de leis porque não somarmos também o produto do “trabalho” dele e mais a roubalheira toda da companheirada e aliados que movimenta muito mais que isso?
Se incluirmos todas essas nossas múltiplas formas de produzir enriquecimentos em vez de só as migalhas que circulam aqui fora nas contas nacionais o PIB brasileiro no mínimo dobra e dona Dilma mais o Plantador de Postes poderão sair por aí, ainda nesta campanha eleitoral, dizendo que o Brasil, como nunca antes na história deste país, saltou da oitava posição para a de quarta ou quinta maior economia do mundo!
Entre o eleitor e o investidor, o PT já oPTou
11 de março de 2013 § 2 Comentários
O anúncio da desoneração dos produtos da cesta básica da cascata de impostos que incide sobre eles feito por dona Dilma Roussef na sexta-feira passada, em meio a uma torrente de autoelogios pela sua “condição feminina”, é só mais uma modalidade disfarçada da “matemática criativa” do dr. Mantega, destinada a mascarar os maus resultados que ela vem colhendo na economia e não a suprimir as causas que os estão produzindo.
Dona Dilma, aliás, vem se especializando em fazer a coisa certa do jeito errado, modo de agir que – ela e seus executivos amestrados insistem em não entender – constitui-se, ele próprio, no fulcro da crise de confiança em que vai mergulhando a economia brasileira.

Essa desoneração estava apropriadamente agendada no calendário eleitoreiro que o chefe da presidenta houve por bem por na rua um ano antes da hora, para o 1º de Maio, Dia do Trabalho, e não é, propriamente, uma medida econômica. É só mais um presente demagógico de sabor bolivariano.
Foi a iminência do estouro do teto da inflação (acima de 6,5% ao ano) já em março que a levou a antecipar a entrega.
A manobra vai produzir uma redução imediata da medida do aumento do custo de vida que é tomada principalmente sobre essa cesta de produtos. Mas esse efeito vai se produzir uma vez só. No mês seguinte, a medida da inflação retoma a sua expressão verdadeira.
Além da mentira que, repito, é o fulcro da crise que afugenta os investidores e explica porque a bolsa brasileira é a que mais caiu entre as 48 do mundo que o mercado internacional acompanha, a medida vai na direção contrária de um ataque sério ao problema inflacionário, que está preso à demanda exacerbada, como vem avisando o Banco Central ha três ou quatro reuniões do Copom sem que o governo o autorize a aumentar os juros.
Pois liberando mais dinheiro no orçamento familiar, vai-se contribuir para alimentar, e não para conter, essa demanda. Outra forma de conter a inflação é administrar com mais rigor as contas públicas, coisa que também se torna mais difícil a cada renúncia fiscal implicando perda de arrecadação.
A questão é simples: quanto mais engana o eleitor, mais o PT desengana o investidor. E o que fica mais claro a cada dia é que o partido fez a sua escolha.
O PT sabe que o mundo já entendeu quem ele é, fato que se reflete na recusa geral em participar do tratamento intensivo da nossa infraestrutura moribunda mesmo com a promessa de cobrir de ouro quem concordar em faze-lo.
Mas entre deixá-la morrer e cortar na própria carne ou admitir erros que lhe possam custar um voto, o partido de Lula prefere a primeira opção, mesmo com a super safra já encalhada nas nossas estradas esburacadas e nos nossos portos estrangulados.
Vamos, portanto, pelo mesmo caminho da Venezuela, que teve sua economia destruída justamente no período de maior multiplicação da riqueza nacional – o da campanha eleitoral permanente acompanhado de ação concreta nenhuma. Só que com o petróleo ainda enterrado a um Everest de distância, debaixo de dois ou três quilômetros de água e mais cinco ou seis de sal.
Ligando o foda-se
1 de março de 2013 § 2 Comentários
Quanto mais esperneia mais se enreda?
É bem pior que isso. Dilma desistiu.
Ou talvez nunca tivesse procurado tentar pra valer.
Passadas 24 horas da reencenação em São Paulo da peça levada no dia anterior a investidores internacionais em Nova York, o governo anuncia a criação de “um fundo para repassar diretamente a bancos estatais e privados recursos subsidiados para financiar projetos de concessão” de equipamentos de infraestrutura.
Privataria por privataria, esta é explícita.
O Tesouro emitirá títulos de dívida pelos quais promete pagar juros tentadores e repassará o dinheiro obtido aos bancos com juros menores que os que pagou. E estes os repassarão às “empresas privadas” que tomarem para si a construção dos portos, aeroportos, ferrovias e estradas que o governo deixou de fazer nos últimos 10 anos.
A manobra já nasce dotada da mesma manteguiana gambiarra para que a dívida assim emitida não apareça nas contas oficiais que afugentou todos os investidores sérios que viram na “matemática criativa” do PT o sinal inequívoco de que a estabilidade tão duramente conquistada pela economia brasileira está condenada à morte: o Tesouro emitirá a dívida mas contabilizará um “ativo” do mesmo valor (as cotas do tal fundo), assim como já ocorre nos empréstimos que faz ao BNDES.
E havia alternativa?
Havia.
Armando Castelar Pinheiro, hoje no Valor, explica melhor que eu ontem (http://www.valor.com.br/opiniao/3027654/barreiras-ao-crescimento) como o PT se enfiou nessa arapuca e como poderia se livrar dela. Bastaria aumentar os juros até o nível em que voltasse a ser atraente investir no Brasil o que, de quebra, deteria a inflação que já vai passando do trote para o galope.
Mas aí o que Dilma faria com aqueles lindos anúncios do Reynaldo Gianecchini contando ao povão como a heroica “presidenta” mais o Banco do Brasil puseram os bancos privados de joelhos e baixaram os juros que permitem que todos comprem automóveis e geladeiras novas; “Bom para você, bom para o Brasil”?
Negativo…
Ciente de que com um pibinho de 0,9% não há libido que resista, o PT prefere montar essa operação triangular onde os banqueiros privados, como sempre, lucrarão rios de dinheiro sem riscos e oferecer aos aventureiros que se dispuserem a aceitar esse jogo condições “irresistíveis” (dinheiro “nosso”, 30 anos de concessão a 15% ao ano, cinco de carência), daquele tipo que, ou nos condena a todos a afundar definitivamente em custos proibitivos para o uso desses equipamentos, ou condena quem comprar esse desafio a perder o que investiu logo além da primeira curva.
E tudo para chegar a 2014 com Gianecchini desfilando nas telas com aquela conversinha pra boi dormir.
Espaço para dúvidas sobre o alcance, a sustentabilidade e o efeito real de tais malabarismos nãp tem mais faz tempo. O mundo já sabe de tudo. Os jornais de hoje registravam que a Bovespa, com – 24,97%, teve o pior desempenho do mundo, consideradas 48 bolsas de valores ao redor do globo.
A conclusão, portanto, é que o PT, definitivamente, ligou o foda-se. Vai pras cabeças para chegar à eleição de 2014 tomando injeções na veia.
Depois vê-se. Sabe-se lá, com o ritmo da desmoralização em que vai a política partidária, se ainda teremos eleições em 2018…



























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