O que os chineses aprenderam para derrotar o Ocidente
4 de novembro de 2011 § Leave a comment
Ao contrário do que costumam fazer os brasileiros que andam por aí oferecendo lições ao mundo sem ter nada digno de ser exibido como prova física da sua competência, os asiáticos, começando pelo Japão do pós-guerra, copiaram as práticas e as instituições que, até ha pouco, foram exclusivas do Ocidente e explicam porque a Europa e os Estados Unidos dominaram o mundo nos últimos 500 anos tendo partido de posições de desvantagem em relação aos seus concorrentes de meio milênio atrás.
Em Civilizations: the West and the Rest, que pode ser baixado aqui, o historiador inglês Niall Ferguson, de Harvard, identifica os seis principais elementos de diferenciação da cultura ocidental – competição, ciência, propriedade, ciência moderna, consumo e ética do trabalho – que, institucionalizados, foram decisivos para determinar a vantagem do Ocidente e mostra que China, Índia e outros países com um aproach mais humilde que o do Brasil para com o que está fora das suas fronteiras “baixaram” esses seis “aplicativos” institucionais (ele os chama de “killer apps“), dominaram o seu uso, aperfeiçoaram-nos em relação aos originais e, assim, mudaram para sempre o jogo econômico, relegando a um passado irreversível a hegemonia econômica do Ocidente.
Ferguson mostra ainda que, desde a crise de 2008 o Fed, com suas monstruosas operações de resgate, passou a operar como o verdadeiro banco central do mundo, criando um padrão de enfrentamento da crise. Só que essa inundação de dinheiro extra foi canalizada principalmente para fundos de commodities, o que explica a explosão do preço desses bens pelo mundo afora…
Se você tiver a paciência de atravessar o longo “nariz de cêra” que a entrevistadora põe na frente da entrevista, chegará a uma conversa realmente instigante.
Para quem tem dificuldades com o inglês, indico a versão que está no Youtube. Nela você terá a ajuda da “transcrição interativa”, que passa o texto integral do que está sendo dito. Copiando esse texto e aplicando-o a um dos vários programas de tradução da internet (tente este, por exemplo: http://tradukka.com/pt) você conseguirá uma transcrição em português razoavelmente legível.
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