Metro do Rio x metro de Xangai

27 de julho de 2014 § 5 Comentários

Em 1993 o metrô de Xangai, 2ª maior cidade da China, simplesmente não existia. Hoje tem 439 km e, em 2012, transportou 6,7 milhões de passageiros por dia. Com a construção iniciada em 1993, o metrô de Xangai já tem 15 linhas e mais 3 planejadas até 2020.

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O metrô do Rio de Janeiro, que começou a ser construído em 1970 e a ser operado em 1979, passados 35 anos, tem 40.9 Km de extensão, transporta 640 mil passageiros por dia (2011) e tem, no momento, uma estação em construção e outra planejada. Desde 1993 foram inauguradas 12 estações.

Matéria enviada por Jayme Martins

Luleike Batista da Silva

4 de julho de 2013 § 1 comentário

eikeBatistaEike Batista é o símbolo perfeito do modelo petista de desenvolvimento: puro marketing sem nenhum recheio.

A coisa voa na largada enquanto os marqueteiros batem bumbo e puxam para o samba dos otários inocentes úteis até da imprensa estrangeira, como os basbaques do Economist que fizeram o Cristo “decolar” ou os babadores de ovo que montam listas de bilionários “winners” da Forbes, e fica no ar até que o eleitor ou o investidor incautos depositem o voto na urna ou façam a sua posição no IPO.

Aí, pouco a pouco, eles e o dinheiro deles vão caindo, ou melhor, mergulhando de cabeça na real.

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As empresas “X” são como a transposição das águas do S. Francisco, o programa pessoal do Lula que “se vê até do espaço” mas que não é nada senão um buraco seco onde foram enterrados alguns e desviados outros tantos bilhões dos nossos cada vez mais escassos dólares.

No fim da aventura é provavel que não reste nenhuma empresa “X”, como informa matéria detalhada do Valor de hoje,  assim como não lula1restará em pé nenhuma obra do PT fora os estádios da Copa nos quais eles roubaram tanto como em todas as que nunca saíram do chão mas, pelo menos, foram obrigados a construir de fato.

Os únicos que vão lucrar nas costas dos acionistas e contribuintes são os abutres financeiros, tipo BTG Pactual, e talvez novos aventureiros da política que cairão em cima da carniça pra se alimentar dessas massas falidas.

História tão velha que até cansa…

Meu Brasil brasileiro

28 de março de 2013 § 4 Comentários

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A Cidade Maravilhosa do País do Futebol está sem futebol. Até pelo menos meados de junho, para quando prometem a entrega do Maracanã (hã-hã), o Campeonato Carioca vai ser jogado em Volta Redonda onde está o último estádio do território estadual que resistiu aos políticos que atuam por lá.

Graças à expectativa da Copa, uma certificadora alemã fez uma vistoria no estádio do Engenhão, que vinha servindo de estepe, e evitou mais uma daquele tipo de tragédia carioca que Nelson Rodrigues não previu.

O Engenhão começou a ser construído pela Delta Construções, aquela “inidônea” mas ainda secreta sócia do atual governador do Rio e campeã das “licitações” do PAC, filho da Dilma, para os Jogos Panamericanos de 2007, ainda no governo César Maia.

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Sabe-se lá por quais e quantas, a Delta parou no meio. A Odebrecht e a OAS para as quais, entre outras, Lula atua hoje como “vendedor”, como se definiu para o jornal Valor, terminaram a obra e acrescentaram a ela, para elevar o estádio à categoria exigida pela Fifa para a Copa do Mundo, uma estrutura metálica para sustentar uma cobertura para as arquibancadas.

O que os alemães descobriram é que a estrutura está podre. Não deram nela nem aquele prosaico banho de zinco – a galvanização – que qualquer sitiante exige para os arames das suas cercas, sabendo que sem ele o metal, já já, não aguenta nem o tranco de um bezerro.

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Já o que os brasileiros descobriram, logo na sequência da descoberta alemã, é que, ciosas da qualidade do que constroem, a Odebrecht e a OAS fizeram a prefeitura do Rio assinar um acordo dizendo que qualquer prejuízo ou reparo na obra ficaria por conta dos contribuintes cariocas.

A cidade do Engenhão periclitante é a mesma onde o programa xodó de dona Dilma construiu os prédios que ameaçam cair antes de terminar de subir, para os miseráveis sobreviventes do Morro do Bumba. Sua Casa, A Vida Dela

É lá também que fechou as portas na cara das crianças marcadas para morrer, por “falta de recursos”, o Hospital Federal de Bonsucesso, o único daquele Estado a fazer transplantes de órgãos em crianças.

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E já que falamos no Estado do Rio, não custa lembrar que também é lá que ficam aquelas serras que se desmancham todo verão afogando na lama milhares de homens, mulheres e crianças cujas cidades estão em ruínas há anos porque toda verba que se aprova para socorre-las é sistematicamente roubada enquanto dona Dilma faz discursos comovidos para os mortos da estação bem ao lado dos ladrões.

Sabe quantas manifestações de indignação e revolta o povo do Rio de Janeiro protagonizou contra todos esses descalabros?

Nenhuma.

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Ao contrário. Aquela gente que aprendeu a encarar a bala perdida de cada dia como um inevitável dado da natureza festeja a generosidade do governo que, se ainda não prende os chefões do tráfico, o que seria pedir demais no país em que o ministro da Justiça declara que é preferível a morte a ser trancafiado numa das prisões sob sua responsabilidade, ao menos exige hoje deles alguma discrição e compostura nos morros.

Milagre!

Assim abençoado o Rio embalou e “tá indo”. E, como lembra dona Dilma, “não se pode negar que as pessoas aumentaram o seu nível de consumo; de arroz, de feijão, de óleo, de pasta de dente…

Quem morre, morre, é verdade. Mas quem escapa, escapa mais gordinho, mais limpinho…

Festa, portanto!

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É tudo aquele Brasil do Carnaval que espanhol não entende fielmente representado no samba enredo do Congresso Nacional onde desfilam, na ala da Comissão de Finanças, um sujeito gravado tomando dinheiro sujo que está com as contas bloqueadas; na da Justiça, dois condenados a penas de prisão fechada pelo Supremo Tribunal Federal; na de Infraestrutura um ex-presidente da República destituído por corrupção; na de Ética um tipo indiciado por repasses ilegais de verbas; na de Meio Ambiente, o Átila do Cerrado; na de Agricultura o protetor dos matadouros clandestinos enquanto a de Educação se prepara para entrar na avenida puxada por um conhecido plagiador de teses detentor de diversos diplomas falsos.

Ah, tem ainda a de Direitos Humanos, onde se senta o pregador argentário suspeito de racismo e homofobia que, com toda a razão, não entende o que é que pode estar errado com a fantasia dele nessa festa cujo mote, afinal de contas, é todo mundo se travestir do avesso do que é.

No resto, que siga o estupro. E pode até matar, contanto que não seja eu!

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Tá bom, Dilma, ok então…

20 de junho de 2011 § Deixe um comentário

Anotações do fim-de-semana – 4

O Regime Diferenciado de Contratação (RDC) entrou no Congresso valendo “exclusivamente para obras visando a Copa e a Olimpíada”.

Meia hora depois enfiaram no projeto também as cidades a mais de 350km das cidades sede. Mais meia hora e lá estava outra emenda do PDT incluindo nesse regime todas as obras envolvendo “portos, aeroportos e mobilidade urbana do país”. Aí juntaram ao caldo o direito de fazer aditivos aos contratos sem limites. Em seguida deram à Fifa e ao Coi a prerrogativa de exigir revisões desses contratos. Finalmente os governadores e prefeitos aderiram à idéia contanto que se tire esse tipo de obra dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

E então a presidente Dilma, ao lado de Temer, Sarney, Collor, Ricardo Teixeira e João Havelange veio a TV para lamentar essa estranha mania da imprensa de ver maldade em tudo…

Onde estou?

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