O PT é que é a fraude

1 de novembro de 2014 § 34 Comentários

adilmahel

E os juros subiram mais rápido do que jamais sonhou Armínio Fraga!

A menos de 24 horas do fechamento das urnas o anúncio: “procura-se um banqueiro para o Ministério da Fazenda”. A 48 aqueles que puseram o país à beira de uma guerra gritando para os pobres que os “filhinhos de papai” que “plantavam dificuldades para colher juros” vinham vindo pra “esvaziar os pratos de comida dos seus filhos” mandam aumentar os juros. A 72 ficamos sabendo que as contas públicas estão destroçadas. R$ 20 bi de rombo só em setembro, a véspera. Imagine em outubro, o mês da eleição!

Passamos do ponto de não retorno. No ano são quase R$ 100 bi de deficit quando a lei pede R$ 80 de superavit. R$ 180 bi de diferença e isso é só o começo do começo porque daqui por diante é emprestar dinheiro dos banqueiros internacionais só pra pagar juros. É juro em cima de juro e cada vez mais caro.

A indústria do álcool, a do petróleo e a de energia elétrica estão devastadas. É o sangue da economia que ou dobra de preço ou não volta…

Essa Dilma é uma bomba de neutrons. Mas a presidenta é só uma representanta. O PT é que é a doença. O PT é que é a fraude. É gente que atrai criança com fome agitando comida mas não entrega! Na hora da dentada arranca ela da boca dos trouxas.

adil

Voltamos à trilha do “companheiro” Sarney com aquele brilhante “modelo” de expansão do consumo sem aumento da produção que eles arrotavam para o mundo de dedo em riste. As populações carentes que segurem os seus pratos de comida porque vem aí um imenso Maranhão.

Ou então, que comam bolos!

E daí que quebramos o país? Importante é tomar o poder e não devolvê-lo jamais. Não me venham com esse moralismo burguês! Mesmo porque na Brasília dos indemissíveis não tem crise….

Estelionato? Tá pensando em reclamar na Justiça? Chegou tarde. Ela é que está reclamando do pouco que você lhe paga pelos excelentes serviços prestados: o STF acaba de determinar ao Congresso Nacional que examine a “proposta” dele, de 22% de aumento para o Judiciário e o Ministério Público, e não os 5% que estão na proposta de Orçamento. O resto vai no arrasto da “isonomia”. Lá entre eles eles se entendem…

União nacional? Mas se a Dilma não se entende nem com o PT! Já era! São 54,5 milhões pra um lado e 58,2 pro outro, somados Aécio e os brancos e nulos (fora as abstenções). Secou a nascente do rio São Francisco, o “Rio da Unidade Nacional”. E a guerra Rio x São Paulo pela água dos formadores do Paraíba do Sul já está marcada.

adil

O bicho homem se une na fartura, como a que há em Brasília. Na escassez é a guerra, e nos termos que o Lula pautar. Os fatos que se danem. Já está no ar a próxima temporada dessa hipnotizante novela que anda pra trás em que ele nos conta, sempre com reviravoltas surpreendentes, o que é que, “nâ verdadii”, nós fizemos ontem, “vejââ“, apesar de tudo que nós pensávamos que nos lembrávamos, “ô sejââ“, quem são os verdadeiros culpados por hoje, passe o tempo que passar, esteja quem estiver no comando do navio.

Esse jogo já foi jogado e decidido lá atrás, nas nossas escolas e universidades. Somos um país de “cães de Pavlov” a quem não é mais preciso atirar o biscoito dos fatos. Basta a campainha pra todo mundo salivar.

Pros 58,2 milhões de “filhinhos do papai” eles já têm o remédio. Pois não é que no mesmo dia em que o Gilbertinho da Participação Popular dava de ombros pra dizer que abortar o Decreto 8243 era coisa de paranóico que vê comunista debaixo da cama, o ministro que cuida daquelas milícias que dão tiro na cabeça de manifestante na Venezuela, Elias Jaua, estava em Guararema dando aula de revolução pro MST a convite da Dilma, enquanto a secretária dele era presa em Guarulhos tentando desembarcar com um 38 carregado na bolsa?

Gente finíssima!

E os jornalões e as TVs, o que é que acharam disso? Não acharam. Nem do fato eles tomaram conhecimento. “Cães de Pavlov“…

adil

Desmontar o 8243 são dois trabalhos. Esperem e vocês vão ver. A coisa vai ficar preta, e vai ficar preta por nada. Aguente quem quiser esse pessoal que vota “conscientemente” nisso, dizendo que “acredita” sem ter a desculpa de depender deles pra sobreviver até amanhã. Quem não acredita é o PT. Até os burros já entenderam. De modo que o que sobrou, sobrou porque também é.

Tudo isso é só pra “don Lula, O Fabuloso” poder continuar nos atirando os seus monólogos, como um Fidel rejuvenescido, como um coronel Chavez redivivo, e para “dona Dilma, A Impermeável“, a filha esquisitona do rei, seguir nos atirando seus números lá de cima do seu olímpico isolamento sem nenhuma contestação.

Isso vicia brabo!

Viram aqueles dois serviçais pressurosos segurando os guarda-chuvas até o último degrauzinho pra que o sol não tisnasse as augustas cabeças da família presidencial ao embarcar na sua carruagem-helicóptero para a Bahia?

Pois é disso que se trata!

Utopia o cacete! Nunca subestime o peso desses pequenos luxos orientais nas grandes tragédias da humanidade. É só olhar pra trás que você vai constatar que todos os potentados do passado só concordaram em abrir mão dos seus depois que suas cabeças foram separadas dos seus corpos.

adil1

Alkmin mostra “a paz de resultados” que a imprensa insistia em não ver

15 de abril de 2011 § 1 comentário

A Globo mostrou ontem cenas chocantes dos leões de chácara do vereador miliciano Déco convocados para depor numa delegacia onde chegaram num carro que tinha um verdadeiro arsenal no porta-malas.

Havia pistolas, fuzis e munição suficiente para uma dúzia de massacres de Realengo e mais socos-ingleses, facas e outras ferramentas especializadas para torturadores e aterrorizadores de mulheres e crianças que é o “trabalho” a que se dedica esse tipo especial de ser humano que é o ex-policial “miliciano”.

Chamavam a atenção as imagens de um dos chefes daquele esquadrão da morte, delegado de polícia ainda na ativa, que andava livremente pela delegacia e enfrentava as câmeras e os colegas que ousaram rendê-lo com um insuportável ar de arrogância.

Desta vez foram presos (sabe-se lá por quantas horas), em função do tamanho do acinte. Mas já devem estar soltos a esta hora.

Enquanto isso, Antônio Ferreira Pinto, secretario de Segurança Publica de São Paulo, onde a criminalidade violenta caiu quase 80% nos últimos anos, dava uma entrevista amplamente noticiada pelo jornal Valor e registrada também pela Folha de São Paulo, explicando as mudanças administrativas ordenadas pelo governador Geraldo Alkmin que levaram a esse resultado.

Ha anos que venho dizendo aqui no Vespeiro que o Brasil inteiro devia se espelhar em Alkmin se quisermos mudar o padrão da segurança publica neste país onde se assassina mais gente por ano do que morre na guerra do Iraque e cobrando da imprensa o seu inexplicável silêncio a respeito desse feito único desde que começou a haver registros de crimes nesta terra.

O que Alkmin mandou fazer não é nada mais que o básico e essencial. Primeiro, determinou que corressem em rito sumário os processos administrativos sem os quais os policiais flagrados em atos de corrupção não podiam sequer ser demitidos e encaminhados à Justiça. Ha dois anos, acrescentou a isso a providência comezinha de subordinar a corregedoria da Policia Civil diretamente ao gabinete do secretario. Antes ela se reportava a ninguém menos que o chefe dos próprios investigados. É como continua sendo no Rio, onde o secretário da segurança tem de recorrer à Policia Federal para investigar a corrupção policial. A corrupção la é de tal modo generalizada que com a sua própria gente, é impossível faze-lo. (A entidade que faz as vezes de corregedoria na PM, que sempre atuou com severidade muito maior, permanece como estava porque a legislação militar em vigor a coloca fora da alçada da Justiça comum e do governador. Mas o plano de Alkmin, que enfrenta dificuldades legais e constitucionais, sempre foi unificar as duas polícias).

No primeiro ano após essa providência – 2009 que foi quando Ferreira Pinto tomou posse – 67 policiais corruptos foram demitidos e entregues à Justiça. No segundo, que foi 2010, 223 policiais corruptos foram varridos da corporação.

A reação foi a de sempre. Sindicatos de policiais comandados pelo PT armaram uma verdadeira guerra na porta do Palácio dos Bandeirantes em 2008, quando sentiram pela primeira vez que a intocabilidade de que sempre se valeram estava começando a cair. Hoje, estão prometendo outra baderna do gênero, a pretexto de estarem entre os policiais mais mal pagos do Brasil (ainda que possa ser justa a reivindicação, ja que todo mundo tem direito de querer ganhar sempre mais, os indices de São Paulo provam que mais dinheiro não muda nada no desempenho das policias, ao contrário).

Ao longo de todos esses anos, a imprensa inteira noticiou amplamente as “injustiças” sofridas pela policia civil paulista sem mencionar jamais o resultado que a ação disciplinar determinada pelo governador vinha produzindo nos índices de criminalidade. Foi de tal ordem a “demonização” do governo de São Paulo que o “mau tratamento da policia”, juntamente com o dos professores da rede publica, outra corporação violentíssima que vive tentado derrubar os muros do Palácio dos Bandeirantes, foi um tema recorrente do PT na campanha eleitoral. E os eleitores estavam tão mal informados a respeito do que realmente estava acontecendo que muitos se deixaram enganar por isso.

E, no entanto, qual é a verdade dos fatos? O que a imprensa estava sonegando à opinião publica paulista e brasileira?

Ouçamos um pouco do que o secretario relatou ao Valor:

Casos como o dos traficantes colombianos Juan Carlos Ramirez Abadia e Ramon Manoel Yepes Penagos (El Negro), que ha anos pagavam suborno a policiais civis para poderem atuar como queriam, foram resolvidos e os policiais envolvidos foram exonerados (…) o Detran foi desligado da pasta de segurança e passou para a tutela da secretaria de Gestão, acabando com esquemas de corrupção tão antigos quanto a presença de automóveis na cidade; 162 corruptos foram demitidos e 1.349 policiais antes dedicados só a atividades relacionadas ao transito voltaram a proteger os cidadãos (…) A Divisão de Vigilância e Capturas, com 140 mil mandados de prisão para cumprir, tinha 10 delegados. A Delegacia Fazendária tinha 82; inverti a conta (…) Os serviços de inteligência das duas policias foram interligados. O arquivo fotográfico da PM, o Fotocrim, com 400 mil registros e 1,4 milhão de fotografias de criminosos, além de informações como local de ação, apelido e tatuagens, está agora online, disponível também para a Policia Civil (…) Na PM, os melhores coronéis e tenentes são mandados, agora, para comandar batalhões na periferia. Só quem se destaca lá é promovido. Quando cheguei era o contrário. Os preteridos nas promoções eram mandados para a periferia e os “melhores comandantes“ ficavam nos gabinetes (…) O PCC não tem mais condição de afrontar o Estado (…) começamos com apreensões em larga escala de pasta de cocaína (o grande negócio da facção) (…) desenvolvemos um sistema de inteligência nas prisões com escutas telefônicas autorizadas (…) hoje todos os líderes do PCC estão na mesma prisão de Presidente Venceslau, onde o rigor do cumprimento da pena é extremado. É talvez o presídio mais seguro da América do Sul. Quem passa por lá pensa duas vezes antes de cometer falta grave e voltar para aquele regime”.

Como disse, nada mais que o básico e essencial.

E o resultado disso é uma queda de mais de 80% nos crimes violentos.

O Brasil, para deter a corrupção que assola todas as instâncias do Estado, passar a “ser da paz” e se tornar tão rico quanto qualquer país não precisa mais que fazer o básico e o essencial em matéria de administração publica. Se fizer isso conseguirá reduzir em 80% ou mais não apenas os crimes violentos mas também a roubalheira que faz desta terra naturalmente tão rica palco de tantas misérias inexplicáveis.

E uma das principais razões porque não consegue fazer isso é o comportamento da imprensa. Dos políticos nos ja sabemos, todos, o que podemos esperar. Para que atuem a nosso favor, têm de ser forçados a tanto. Mas a imprensa, de modo geral, prefere destacar qualquer imbecilidade dita e promover nacionalmente todas as falsas soluções propostas pelos interessados em que tudo continue como sempre esteve, a destacar as relações de causa e efeito entre os raros casos de boa gestão e os resultados fulminantes que essa boa gestão rende onde quer que tenha a chance de ser praticada neste país flagelado pela corrupção.

A matéria que o Valor publica hoje, resgatando uma divida de vários anos, entra para a história do jornalismo brasileiro como um marco da sua omissão.

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