Curso rápido de economia
18 de novembro de 2010 § Deixe um comentário

Um viajante chega a uma cidade e entra num pequeno hotel. Na recepção, entrega duas notas de 100 euros e pede para ver um quarto.
Enquanto o viajante inspeciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de 100 euros e vai à padaria ao lado pagar uma dívida antiga, exatamente de 200 euros.
Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o padeiro aproveita para pagar a um fornecedor uma dívida também de 200 euros que tinha há muito.
O fornecedor, por sua vez, pega também nas duas notas e corre à farmácia para liquidar uma dívida que tinha de 200 euros.
O farmacêutico, com as duas notas na mão, corre disparado e vai ao bordel ali ao lado liquidar uma dívida com uma prostituta. Coincidentemente, a dívida era de 200 euros.

A prostituta agradecida, sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde habitualmente levava os seus clientes. É que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: 200 euros. Ela avisa o gerente que está pagando a conta e coloca as notas em cima do balcão.
Nesse preciso momento, o viajante retorna do quarto, diz não ser o que esperava, pega as duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou um tostão, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!
VÁ ENTENDER A ECONOMIA!

Enviado por Carlo Gancia
Ganhando bilhões na moleza
19 de agosto de 2009 § Deixe um comentário
Pode ser que a economia ajude a eleger Lula — digo, Dilma — de novo.
Mas a cada dia que passa, acumulam-se os sinais de que o preço será esmagador.
Os jornais de hoje informam que o rombo da Previdência aumentou 35,5% em um ano. R$ 24, 69 bilhões de diferença entre o que ela recebeu e o que pagou, em seis meses. Crescimento explosivo dos empregos publicos, aumentos eleitoreiros do salário mínimo. A receita de sempre, enfim…
Do outro lado, o “fortalecimento do Real” que o presidente Lula tanto comemora vai tendo a sua verdadeira causa revelada. Como os países centrais abaixaram suas taxas de juro para quase zero e o Brasil continua pagando o que paga, todas as aves de rapina do planeta estão aderindo à ciranda de bilhões que o mercado financeiro chama, eufemisticamente, de “arbitragem”: tomam empréstimos nos países onde a taxa de juro é quase zero e “investem” onde as taxas são altas, embolsando a diferença sem fazer força.
Esse tipo de operação praticamente tinha desaparecido no auge da crise, quando as oscilações cambiais tornaram tal procedimento muito arriscado. Agora que tudo se estabilizou, esta vai se transformando na grande mina de ouro dos famigerados “hedge funds”.
O resultado imediato é a desvalorização das moedas que esses “investiores” tomam emprestadas e a valorização daquelas sobre as quais desaguam o que tomaram na outra ponta.
E quem paga a conta? O exportador brasileiro; ou seja, a produção e o emprego.
O outro efeito dessa roubalheira velada é o aumento do preço das commodities produzidas pelos países alvo dessas operações, que o mercado financeiro internacional “interpreta” como um aumento da sua capacidade de endividamento.
O pior é que ninguem sabe como deter essa ciranda de que o nosso presidente tanto gosta. Só o que se sabe é que quanto mais Lula a aplaude, mais o seu candidato ao governo de Goiás treme.
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