Esta democracia é pequena demais para nós tres
16 de setembro de 2011 § 2 Comentários
“Viva o povo brasileiro, viva o PMDB, viva o Brasil”?!!
Alto lá, dona Dilma!
Esta democracia é pequena demais para nós três! Somos mutuamente excludentes: ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil!
Fica aí, registrada, a minha primeira reação ao discurso da presidente no fórum organizado pelo maior partido da “base aliada” para traçar estratégias para as eleições municipais de 2012 (argh!) que, no dia seguinte à demissão daquele velhinho bandalho do motel do Ministério do Turismo, tisnou para sempre a biografia de Dilma Vana Rousseff com a mancha de uma ovação recebida ao vivo daquela “corte de homens de cabelos pintados ou transplantados em que consiste a fina flor do PMDB”, segundo a descrição precisa de Roberto Pompeu de Toledo.
Mas, controladas as erupções cutâneas e aplacado o estomago que, à minha revelia, sempre reagem com violência indômita a qualquer “ato político” dessa organização, fui voltando lentamente à ambiguidade dos meus sentimentos em relação à Dilma.
O quarto representante da herança maldita em menos de nove meses atirado de volta para o aterro sanitário do Congresso Nacional, que ainda é o máximo que se consegue fazer contra os ratos e as baratas que infestam a política brasileira está aí para provar a autenticidade dos sentimentos da presidente com relação ao “vício brasileiro”.
A sua recusa em aceitar fichas-sujas para substituí-lo – e tentaram impingir-lhe um acusado de assassinato (!!) e, em seguida, mais um porcalhão do Dnit – também corrobora essa impressão.
Mas no fim das contas trocamos um Sarney por outro Sarney, ficando como saldo positivo os sinais de que está se esgotando o estoque de ladrões do Sarney.
O estomago e a epiderme ameaçaram se rebelar de novo mas eu encurtei-lhes as rédeas.
O mundo está derretendo, a inflação está mostrando os dentes, o crescimento já meteu o pé no breque…
Vai ser preciso agir, e agir com rapidez e agilidade para enfrentar o que vem vindo aí. E quanto mais o país precisar de decisões, mais aumentará o poder de chantagem do aterro sanitário.
Melhor pensar duas vezes…
“Viva o povo brasileiro, viva o PMDB, viva o Brasil”.
Nessa ordem.
É o que temos. E, além do mais, pensei, na outra ponta está a turma que grita “Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro!” e que, como a Dilma também lembrou na mesma reunião do PMDB, “prefere um partido único, modelo rejeitado em nosso país”.
E da irritação fez-se a comiseração.
Não ha que se exigir de Dilma mais do que Dilma pode dar. Para adiante do que já fomos, só mesmo com o engajamento da sociedade. Este que se ensaiou timidamente no 7 de Setembro elevado à enésima potência.





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