Sobre a legalização das drogas

20 de junho de 2011 § 2 Comentários

Anotações do fim-de-semana – 6

Sexta-feira no fim da tarde debatiam na Globonews, com (péssima) intermediação de Monica Waldvogel, Fernando Grostein, que dirigiu o documentário sobre o fracasso da guerra às drogas com participação de FHC, e um “especialista”, cujo nome não registrei, sustentando a posição contrária à legalização.

Não se falou do principal que é a socialização da violência e da corrupção geradas pela criminalização das drogas, cujo consumo é pra lá de privado.

É por isso – e não em função da especulação sobre se oferecer legalmente a droga a que todo mundo, em qualquer lugar do mundo, tem acesso ilegalmente – vai ou não vai aumentar o consumo.

O homem é o animal que se droga (e não é o único, aliás). Desde sempre gostamos de “estar de fogo”, seja viajando no bruxulear das chamas na escuridão das cavernas dos precursores do Homo sapiens, seja alterando nosso estado psíquico pelo recurso à ingestão de agentes externos como deliberadamente passamos a fazer desse momento em diante. E o controle do abuso no uso dessas substâncias sempre foi responsabilidade de cada indivíduo, de cada família.

Leis que ignoram ou tentam “domar” caracterísiticas da espécie humana são, historicamente, impossíveis de impor. E as leis impossíveis de impor são contornadas pelo recurso à corrupção. Hoje o comércio de drogas tem a escala que tem tudo o mais na economia global. E a  proibição do uso e criminalização da distribuição que nenhum governo do mundo consegue impor só faz diferença pela corrupção gigantesca que alimentam e pelos rios de sangue inocente que fazem derramar.

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