Porque o Google pode e Murdoch não?
19 de fevereiro de 2013 § 1 comentário
Correspondentes do NY Times em Londres informavam, na semana passada, que mais seis jornalistas que trabalham para The Sun ou trabalhavam para The News of the World, dois dos tablóides sensacionalistas de Rupert Murdoch, foram presos e tiveram suas casas devassadas, ainda com relação às investigações de escutas telefônicas, hackeamento de computadores, interceptação de mensagens e suborno de policiais nos anos de 2005 e 2006 para conseguir informações sobre celebridades ou crimes e publicá-las em primeira mão.
Mais de 100 repórteres, editores, policiais e funcionários públicos já foram presos nessa investigação. Rupert Murdoch sentiu-se obrigado a fechar o The News of the World, o mais lucrativo dos seus tabloides em junho de 2011 para tentar aplacar a indignação do público que ameaçava contaminar todos seus títulos em papel, na TV ou em bits, 169 vítimas desses atos de invasão de privacidade entraram com processos e 144 já foram indenizadas em valores em torno de US$ 1 milhão cada.
Perfeito! É o mínimo que tem de acontecer com picaretas desse naipe num país civilizado.
Agora, o que possivelmente ficará para os historiadores explicarem a nossos filhos é porque invasões de privacidade, bisbilhotagem, arapongagem e roubo de informações para proporcionar lucro fácil a quem se entrega a essas práticas é punida de forma proporcional à ofensa e ao prejuízo produzido quando praticados pela “old mídia” e até pelas companhias telefônicas mas não apenas é permitido como, até, é saudado como um paradigma de autêntica ação democrática em favor do bem comum quando praticada pelos donos dos meios modernos de comunicação online como o Google, o Facebook e todas as famigeradas “third parties” a quem todo mundo que possui algum “hub” ou ponto de trafego de alguma significância na internet encarrega de espionar seus clientes e usuários para vender legalmente as informações assim obtidas a qualquer um que queira pagar por elas.
Qual a diferença entre subornar um policial que prega o seu grampo no telefone de uma ou outra celebridade para obter as informações e pagar pelas que a legião de programadores ultra-especializados dos senhores Page ou Zuckergberg arranca de todos nós, celebridades ou não, abrangendo todas as nossas movimentações físicas e financeiras, nossas perambulações pela rede, nossas conversas, nossas intimidades e até as fotografias que trocamos com os amigos, senão a solerte afirmação deles próprios de que não fazem isso pelas dezenas de bilhões de dolares que isto lhes rende por mês, coisa de somenos, mas sim pelo bem da humanidade?
Por que razão deixar ir adiante esse tipo de espionagem interessa a governos é uma pergunta cuja resposta não exige muito tirocínio. Por que isso interessa a partidos totalitários e a inimigos da democracia como os apedrejadores das yoanis sanchez da vida, menos ainda.
É multimilenar a luta dessa gente pelo controle e o esmagamento do indivíduo. É proverbial a sua ânsia de espionar.
Mas, mais que tudo, o que lhes espicaça o apetite neste momento particular é a ameaça mortal que decorre do roubo sistematico de informações para o jornalismo independente, seu inimigo figadal desde sempre. Sobretudo em países de instituições periclitantes como o Brasil onde a imprensa professional e livre é o ultimo obstáculo entre eles e o poder absoluto.
Agora por que uma massa enorme de intelectuais, cientistas e pessoas geralmente bem intencionadas sanciona e aplaude os “big brothers” que invadem nossas vidas por todos os lados hoje em dia é algo mais difícil de responder, embora também não seja novidade.
Não existe caso na História de ditadura ou de opressão totalitária que tenha conseguido se instalar no poder sem o concurso decisivo desse tipo especial de imbecil cujo cérebro entra em curto-circuito à menção de certas palavras mágicas, que é quem de fato arma a mão dos genocídas e só acorda para a realidade quando já é tarde demais.
Isso quando não é posto para dormir para sempre pelos próprios “heróis” pelos quais costumava babar…
Adeus poesia. Adeus revolução. Viva o dinheiro!
31 de março de 2011 § 1 comentário

Na sua linha tradicional de total intolerância para com qualquer forma de sucesso na web que não seja o seu próprio, (ou ela tenta compra-los, ou trata de mata-los sob uma avalanche de bilhões em concorrência desleal) a pantagruélica Google está tentando um novo ataque contra o Facebook, no momento a razão maior do seu obsessivo ciúme.
No ano passado a Google enterrou algumas centenas de milhões de dólares na tentativa de montar uma rede parecida com o Facebook, chamada Buzz.
Não colou.
Agora esta tentando dar a volta ao muro, em vez de saltá-lo, acoplando à sua ferramenta de busca um equivalente da famosa tecla “curtir”, responsável não só por bilhões de hits na rede do Facebook mas, também, por difundir viralmente tudo que seus usuários publicam de mais interessante, o que cimenta comunidades de usuários com gostos semelhantes e multiplica enormemente a movimentação da rede.
A Google está anunciando a disponibilização da tecla “+1” junto à sua ferramenta de busca que permitirá aos usuários “curtirem” certas páginas trazidas pelo algoritmo googleiano nas buscas por eles empreendidas. Essa avaliação personalizada (em lugar da estritamente matemática) será automaticamente transmitida à lista de “amigos” desses usuários do Google que, quando fizerem suas buscas, receberão essas páginas no topo da lista de respostas, independentemente da colocação que lhes teria sido dada pelo algoritmo puro e simples.

Essas comunidades de amigos” que o Google espera formar não são exatamente voluntarias, como as que se formam no Facebook, mas resultado do cruzamento de todas as informações sobre o uso que cada pessoa faz dos diversos produtos Google como Google Chat, Youtube, busca, serviços de e-mails, etc, e da rede em geral (sites alheios inclusive, como de hábito). Ou seja, algo na velha tradição Google de meter o nariz onde não é chamado sem perder tempo em perguntar onde o usuário gostaria ou não que ela metesse esse nariz…
A Google espera, com o tempo, compor bancos de dados com informações suficientes para dar a cada comunidade de usuários que, por uma razão ou por outra, mantiveram contato um com o outro pela rede afora, resultados personalizados nas suas operações de buscas, jogando na frente da fila tudo que foi “curtido” por estes seus “amigos” desejados ou indesejados.
A briga entre os gigantes da web é de foice no escuro.
Ninguém se satisfaz com bilhões, ainda que sejam centenas de bilhões. E todos querem invadir a seara uns dos outros, acreditando que, de um jeito ou de outro alguém acabará por fazê-lo. Fica cada vez mais distante aquele discurso “libertário” dos tempos da fundação da Google e cada vez mais explicito o da vontade de tudo açambarcar, se possível sozinho.

A Amazon, que viu o seu filão de venda de CDs minguar depois que estouraram as vendas faixa a faixa de musica na web com as invenções de Steve Jobs, anunciou hoje o lançamento de um novo sistema de venda de musica. A novidade é que ao contrário dos existentes na concorrência, quem comprar na Amazon , que hoje vende de space shuttles a alfinetes, não terá de baixar a musica para o seu gadget – celular, tablet ou computador – nem repassar o que comprar de um aparelho para o outro para ter as suas discotecas e playlists em todas as suas máquinas. As musicas e discotecas compradas na Amazon ficarão armazenadas na “nuvem” e poderão ser acessadas de qualquer lugar do mundo. Os primeiros 20 gigas são grátis. A partir daí, paga-se um fee por mês. O problema da Amazon, assim como o da Google, é que nenhuma das duas negociou previamente o seu sistema de vendas com as gravadoras, como fez Steve Jobs, que ainda detém 69% do mercado de venda de musica online.
O Facebook também não esta satisfeito em ser o campeão das redes sociais. Já tem o seu sistema de venda de musica e está entrando agora no de aluguel de filmes, território para o qual a Google também correu recentemente, todos atrás do pioneirismo de Jobs. Embora a oferta de títulos seja ainda muito pequena, Facebook está negociando com os grandes estúdios para amplia-la rapidamente. Sua vantagem é o sistema de indicação de “amigo” para “amigo” que a Google está agora tentando copiar.
Ou seja, Google, Apple, Facebook, Amazon e, atrás delas, alguns azarões que ainda não estão completamente fora do páreo (gente de “apenas” dezenas e não de centenas de bilhões de dólares) , convergem todos para vender conteúdo editorial, sonoro e de cinema online, usando estratégias de associação com os produtores em troca de proteção contra pirataria, como a de Jobs; de indicação de produtos entre amigos, como a de Zuckerberg; de busca como a de Brin e Page. Não demora nada todos eles correrão com receitas convergentes também para o varejo generalizado, como fez Bezos.

A próxima etapa da corrida do varejo online, aliás, promete ser a de internet banking, outro desses filões sem limites do qual o Japão é o paradigma. A ideia geral é fazer com que o celular ou o gadget eletrônico único do futuro muito próximo substitua todas as formas de dinheiro ou quase dinheiro usadas hoje, tais como cartões de crédito e outras mais antigas. Então, tudo se comprará, tudo se lerá, tudo se ouvirá, tudo se assistirá e tudo se pagará apertando botõezinhos da mesma máquina.
Do lado de cá do mundo, a Google é quem corre na frente, entre os gigantes, nesse setor. Está em negociações avançadas com Citigroup e Mastercard.
E como a questão regulatória ainda é uma interrogação em aberto para muitas dessas atividades, outro ponto em que todos se parecem é na corrida pela contratação, a peso de ouro, de altos funcionários de governo bons de lobby. O Facebook, por exemplo, está contratando Robert Gibbs, ex-secretário de imprensa da Casa Branca. Al Gore é do conselho do Google, e a lista vai por aí, recheada de um numero cada vez maior de nomes estrelados dos altos escalões de Wall Street ou do governo federal, que são quem ainda manda no mundo.
Pelo que, recorda-se aos sonhadores e aos “ideólogos da web” que, superada a primeira infância dos estudantes inventores em suas proverbiais garagens; experimentado o primeiro “mel”, é a velha natureza humana de sempre que se impõe. A Google nasceu com um discurso “libertário” (que desde o primeiro dia lhe deu muito lucro, diga-se de passagem, porque era com ele que justificavam ignorar direitos autorais e faturar sobre obras alheias). Seus donos, até hoje, gostam de ser chamados “Os Fundadores” ( de uma “nova ordem”) buscando um eco dos Founding Fathers da democracia americana…
Mas tudo isso foi ha 10 anos que, na era das redes, equivalem a 10 séculos. Hoje só voam mísseis cruise pelos céus do cyber espaço .
Poesia é para os poetas; revoluções são para os revolucionários. As grandes corporações querem mesmo é dinheiro, que é o outro nome do Poder.

Google ataca. É o fim da Apple?
21 de fevereiro de 2011 § Deixe um comentário
Steve Jobs: fora de combate, de novo
Aproveitando-se da péssima repercussão entre os produtores de conteúdo do novo modelo de cobrança anunciado pela Apple na terça-feira passada (15/2), o CEO da Google, Eric Schmidt, anunciou, no dia seguinte, uma plataforma concorrente de venda em regime de dumping de conteúdos digitalizados e, neste fim de semana, no Mobile World Congress em Barcelona, um novo e revolucionário sistema de games que podem vir a ser o golpe de misericórdia na fantástica usina de gadgets e centro de criação de novos modelos de distribuição e consumo de musica, produtos editoriais, filmes e aplicativos para computador de Steve Jobs.
A Apple é totalmente dependente do gênio inovador e da elegância do design de Jobs, um espírito solitário e obsessivamente centralizador, que está mais uma vez fora de combate, derrubado pelo câncer que já lhe impôs um transplante de fígado e agora compromete o seu pâncreas.
Larry Page e Sergei Brim: tudo menos poesia
E se existe alguma coisa que o “admirável mundo novo” importou intacto do velho, foi a ganância dos poderosos e a ausência de poesia na competição entre as grandes corporações que eles montam para galgar as escadarias do poder: no momento crítico vivido pelo adversário a Google atacará por todos os flancos e com todas as armas que tem, aliada com dezenas de fabricantes de hardware e de software.
Foi Steve Jobs quem abriu o flanco. Comprou antipatias poderosas ao impor seu novo modelo de cobrança no momento em que as casas editoriais do mundo todo, estranguladas pela pirataria, viram uma tábua de salvação no seu iPad e se preparavam para “fechar” seus conteúdos ainda abertos na internet e passar a cobrar assinaturas. Como o caminho para os produtores de livros, jornais e revistas tem sido desenvolver aplicativos oferecidos gratuitamente no iPhone e no iPad que dão acesso aos seus produtos, Jobs decidiu virar a mesa.
Sucessos de Barcelona: LG Optimus 3D, grava vídeos em 3D que vão direto para o Youtube (Android)
De agora em diante, aplicativos que dão acesso a esses conteúdos não poderão ser distribuídos de graça em suas App’s stores e qualquer assinatura feita através deles pagará 30% para a Apple que, ainda por cima, continuará explorando os direitos sobre esses cadastros de assinantes. As editoras de jornais, livros e revistas têm a alternativa de vender o aplicativo que dá acesso ao seu produto em seu próprio site e ficar com 100% do que cobrarem pelas assinaturas. Mas se quiserem se oferecer também nas plataformas globais já estabelecidas de Steve Jobs, terão de dar ao assinante as mesmas condições ofertadas na sua própria banca e aceitar um corte de 30% no faturamento.
As condições são draconianas, portanto.
Tendo sido o inventor do novo modelo, Steve Jobs ainda conta com uma boa dianteira. Domina 66% do mercado de venda de musica online, via iTunes , o precursor desse novo filão que ele ainda explora praticamente sozinho. Atrás do iTunes veio o iPhone que, com velocidade fulminante, se transformou na maior plataforma universal de venda de aplicativos, e o iPad, que pretendia se transformar na maior banca de jornais e revistas do mundo e disputar com o Kindle, da Amazon, o título de maior livraria do planeta.
Sucessos de Barcelona: Samsung Galaxy S II, smartphone com duas webcams; voce vê quem fala ou vê o que ele vê (Android)
Mas este mundo em que pouco se cria e tudo (muito rapidamente) se copia, com a Google à frente, está nos seus calcanhares.
O novo sistema One Pass, baseado na nova geração da plataforma Android, que anima os celulares de todos os fabricantes do mundo que aderiram à Google para ocupar o mercado antes dominado pelo iPhone, mira a jugular da Apple: cobrará apenas 10% e deverá incluir, em breve, um aplicativo para venda de música que o tornará completo, uma vez que já é capaz de entregar filmes e texto. Além disso, a Google, ao contrário do que sempre fez até aqui, entregará todas as informações sobre os assinantes aos donos dos conteúdos vendidos. Esse novo sistema poderá rodar em celulares, tablets e computadores, indiferentemente, de todo e qualquer fabricante do planeta que quiser “motorizar” seus gadgets com ele. E eles são muitos e poderosos.
Sucessos de Barcelona: Sony Xperia Play; o “telefone Playstation”, nas lojas em abril (Android)
(No ultimo trimestre de 2010, foram vendidos 33,3 milhões de celulares com o sistema Android contra 31 milhões “motorizados” com o sistema Symbian, 16,2 milhões de iPhones, 14,6 milhões de Blackberrys (sistema RIM) e 3,1 milhões com o sistema da Microsoft).
Para matar a Apple, portanto, a Google abre mão do padrão de entregar “de graça” os conteúdos alheios, que ela sempre defendeu como sendo de fundamento “ideológico” e “libertário” aos que a acusavam de roubo de conteúdo. Não mais que de repente passa a reconhecer o direito de autoria e concede a quem produz musica ou matéria vender pelo seu sistema por módicos 10%…
Ha um consenso de que os 30% de Steve Jobs são demais. Mas isso pouco interessa à Google porque se a Apple tira, hoje, a maior parte do seu faturamento das comissōes sobre vendas de conteúdos de terceiros, a companhia de Serguei Brim e Larry Page vive de vender informações sobre os usuários da sua ferramenta de busca e dos sites de agregação de conteúdos alheios que monta, além de publicidade customizada em sites de terceiros. Não precisa da nova fonte de faturamento. E se for o caso, tem muuuuito dinheiro para perder…
Sucessos de Barcelona: Umeox Apollo, sem aplicações novas mas tocado a energia solar (Android)
Entretanto, perder dinheiro não é o que ela pretende fazer, a não ser pelo tempo necessário para ganhar muito mais logo adiante. A Google é odiada pelos produtores de conteúdos de informação que ela direta ou indiretamente pirateia. Mas vem trabalhando ha tempos os produtores de entretenimento e de hardware que tinham medo de se tornar reféns de Steve Jobs tendo se associado a alguns dos mais fortes entre eles (Sony, Intel, Best Buy e outros) em projetos de intenções matadoras. A Sony (gravadora) e a Rapsody anunciaram quase junto com o comunicado de Eric Schmidt movimentos de boicote contra o novo sistema de cobrança de Jobs. Na frente regulatória também não ha trégua e investigações por abuso de poder de mercado contra a Apple estão sendo tentadas junto às autoridades de concorrência europeias e americanas.
Com sua nova política de cobrança sobre os aplicativos, Jobs desastradamente também pisou no calo dos produtores de informação que o tinham como um aliado potencial. Como resultado, alguns grandes editores de jornais e revistas europeus (Axel Springer, na Alemanha, DMGT, na Inglaterra, Prisa, na Espanha) abriram a fila e anunciaram sua adesão ao sistema One Pass.
Sucessos de Barcelona: Sony Ericsson Live View, sincroniza com qualquer fone com Android; e-mails textos, aplicativos, etc.
A potencial pá de cal, entretanto, foi esboçada neste fim de semana em Barcelona, no Mobile World Congress do qual participaram 60 mil profissionais do setor de 200 países do mundo.
O evento foi inteiramente dominado pela Google que ocupou dois andares da exposição para apresentar a nova geração do sistema Android e, junto com seus sócios do mundo todo, os novos gadgets que ele vai animar.
O foco da exposição foi a integração dos telefones inteligentes, tablets e computadores às novas e revolucionárias capacitações para games que o novo sistema da Google vai proporcionar.
O setor de games é reconhecido como o grande laboratório de inovação das tecnologias de informática. Os aparelhos “motorizados” pelo Android terão, já a partir de abril próximo, a mesma capacidade de processamento e definição de games hoje oferecidas pelas melhores plataformas dedicadas exclusivamente aos jogos de computador como o Playstation 3 da Sony ou o Xbox 360, o que os levará muito além da capacidade hoje apresentada pelo iPhone e pelo iPad. O principal animador de jogos associado à Apple, a Gameloft, passou para o lado do Google e está lançando jogos em 3D para telefones e tablets no sistema do novo sócio.
Sucessos de Barcelona: HP WebOS; video-calls, 32 gigas e tudo que tem de ter (Android)
Mas isso é só o começo. O grande parceiro da Google no setor é a NVIDIA, que apresentou sua nova tecnologia de processamento Tegra 2, que acelerará a capacidade de telefones, tablets e computadores em 10 vezes, processará imagens, em qualquer deles, em HD de 1080 linhas e terá consumo ultra-baixo de energia capaz de oferecer 16 horas de filmes em HD ou 140 horas de música com uma unica carga.
A grande revolução, entretanto, é que o sistema promete “para o final do outono”: a possibilidade de jogos em plataformas múltiplas, em que os participantes poderão formar times para disputar uns com os outros a partir de qualquer lugar do mundo com conexão de internet. Imagine-se as possibilidades de uso de uma ferramenta com essa capacidade no mundo corporativo.
“Para 2014, o Tegra 2 evoluirá para um sistema 75 vezes mais rápido que o novo e oferecerá assinaturas para jogos em streaming video e conexão sem fio com qualquer aparelho de HDTV, sem necessidade de nenhum programa ou hardware adicional. Cada vez mais os consumidores usarão um único aparelho para tudo, incluindo games, multimídia, entretenimento e navegação na rede. E o Android está perfeitamente posicionado para esse momento”, diz Schmidt.
Com Steve Jobs com a saúde gravemente abalada o futuro da Apple não parece brilhante. Tim Cook, o segundo em comando, já tem falado, até com o endosso tácito de Jobs, em entrar no território da Google abrindo suas plataformas e programas para todo fabricante que quiser usá-los e aderindo a um sistema de desenvolvimento colaborativo. Resta saber se haverá tempo para uma mudança desse tipo.
Sucessos de Barcelona: Samsung Galaxy 10.1; Android 3.0, CPU dual-core, duas webcams, 32 gigas… (Android)




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