A mais sólida instituição nacional
26 de novembro de 2013 § 2 Comentários
Nem o crime, entre nós, irmana!
Mesmo dentro das prisões somos “zés” de um lado e “vosselências” do outro, e o Estado brasileiro, que distribui esses títulos, faz questão de mostrar à Nação que, mesmo lá, é preciso saber perfeitamente com quem se está falando…
A frase que tantos têm pespegado genericamente “ao brasileiro”, como o rótulo que o define como o agente da sua própria não-cidadania, não é dele. O poder público não está aí para anular; ele está aí para garantir as diferenças que patrocina. Uma vez tocado pelo Estado, seja o “zé” que for nunca mais perde a “excelência”.
Os pretos e os pobres da Papuda que pensavam ter chegado ao fundo do poço – as putas, convenhamos, têm tido mais oportunidades com o mercado aquecido como anda – estão descobrindo que ainda ha mais degraus para descer.

Agora há, lá dentro como aqui fora, as celas com duas vezes mais presos que camas disponíveis e as celas com duas vezes mais camas disponíveis do que presos; as filas de mulheres e filhos pretos e pobres que varam a noite no sereno pelo direito de ver seus presos, quatro por vez e em dias marcados, e a boca livre dos parentes e amigos luzidios e bem dormidos dos nossos heróis do socialismo, que furam a fila escoltados pela força armada que garante a nossa democracia, nas salas da diretoria da prisão.
Ha o engolir em seco e o ranger de dentes dos torturados da noite passada abraçados mudos aos seus filhos no parlatório e ha o lacrimoso chororô, com direito a coro, do duro “guerrilheiro torturado” ha 40 anos, implorando piedade diante da perspectiva de alguns meses de prisão especial.
Não ha dúvida. A desigualdade é a mais sólida instituição do Brasil.
PS.: Sobre o argumento de que Genoíno é pobre e isso seria prova de que é honesto, cabe lembrar que ele não está preso por se ter corrompido mas sim por corromper o que, na posição em que estava e para o propósito que tinha a operação, é pior do que se locupletar para quem fez carreira política afirmando-se um “herói da democracia”.
O vira
13 de outubro de 2013 § 7 Comentários
Que Roberto Carlos não atine com as implicações todas dessa viagem de tornar absoluto o seu “reinado” e transformar em pecado mortal levantar seu santo nome em vão, vá lá.
Que o próprio Chico Buarque que sempre sorveu sem remorsos os “vinhos tintos de sangue” desde que vazados das veias “certas”, não queira “afastar de nós este cale-se” porque agora ele cala as bocas certas, nenhuma surpresa.
Mas para Caetano não ha perdão.
Ele sabe exatamente para onde isso leva.
Não vamos nem falar do Novo Testamento de que lembrou a Piauí, onde há quarto biografias não autorizadas e meia em torno das quais – contra ou a favor dos ensinamentos do biografado – o mundo gira até hoje. Vamos ficar só aqui no chãozinho árido dos nossos podres poderes.
A lei é a lei. Não ha exceções. Proibir biografias não autorizadas é, também, impedir a investigação da vida pregressa de José Sarney e das mutretas de ontem de José Dirceu; é endossar o Horário Eleitoral Gratuito onde só “o biografado” e quem ele pagou para tanto pode falar de si mesmo e faturar em cima da obra caso ela venha a ser comprada pelo público, ficando proibidos os fiscais da foda de impor-lhe o contraditório, expor-lhe as mentiras e confrontá-lo com sua vida pregressa.
Tá barra, cara! Aqui tudo vira, de repente, pelo avesso!
Os revolucionários viram adesistas; o Celso de Mello vira o Celso de Merdda; o “é proibido proibir” vira “é proibido proibir de proibir”…
Melhor emigrar?
Oi! Está lá?
8 de outubro de 2013 § 2 Comentários
Houve quem dissesse por aí que o esboroamento da Oi (aquela que o Lula criou e que, agradecida, criou o Lulinha) e sua incorporação pela Portugal Telecom foi “o fracasso de um sonho de grandeza”.
Nem tanto…
Conta-se aqui no Vespeiro (neste link) como foi que os socialistas portugueses, como todo socialista no poder associados aos banqueiros portugueses, deram o golpe que os tornou meio donos da Portugal Telecom em cujas costas montaram todos para criar um esquema de poder nos territórios “lusófonos”, incluindo Brasil, Ásia e África.
Conta-se, também, como foi que, lá nos albores do Mensalão, a cobra mordeu o rabo e foram flagrados na mesma sala, em pleno Palácio do Planalto, o próprio presidente Lula, o banqueiro português “dono” da tele, o diretor geral da Portugal Telecom, o carequinha Marcos Valério, o Zé Dirceu e mais o tesoureiro do PTB do Roberto Jefferson para um acerto em que o banco levava 600 milhões do Instituto de Resseguros do Brasil e o PT e o PTB liquidavam haveres mútuos valendo 60 milhões.
Foi assim que tudo começou.
Depois, contei também como o testa de ferro da Portugal Telecom, Nuno Vasconcellos, sob os auspícios de don Dirceu, veio abrir jornais neste “Brasil Econômico” onde trabalha, como diretora de marketing, ninguém menos que a esposa oficial do homem por cuja impunidade imolou-se sem um gemido o Supremo Tribunal Federal da Republica Federativa do Brasil.
Agora, na dificuldade, eles se jogam, de novo, nos braços um do outro, enquanto o capo di tutti capi, don Lula da Silva, roda a África, especialmente a portuguesa, como emissário das nossas empreiteiras de obras públicas, vendendo obras gigantes financiadas pelo BNDES que ninguém nunca saberá se chegaram de fato a ser construídas, enquanto angaria votos daqueles governos filo-criminosos para ocupar o lugar que cobiça nos organismos internacionais.
E – atenção muita atenção! – no meio desse imbroglio de ex-presidentes, bancos portugueses, atuais empreiteiros e genocidas africanos, misturam-se as pegadas cheirando a morte dos “diamantes de sangue” e – pasme-se! – até o aliado mais discreto de don Lula, ninguém menos que o “bispo” Macedo que, por mais que se lave nesse mesmo banco e cresça em praças africanas, jamais conseguirá ficar mesmo limpo.
O fim de cada sonho é só o começo do próximo, ó santa ingenuidade!
Fica a dica…
$$$
A propósito, a tarifa de celular mais cara do mundo – 5 xs o que se cobra na Espanha – só compra a 62a posição (em 160) no ranking mundial de desenvolvimento de telefonia, acesso à internet e serviços telefônicos em geral.
Não fizeram a conta do resto da infraestrutura – e telefonia e internet hoje são a infraestrutura da infraestrutura – onde esse multiplicador certamente iria à estratosfera.
É assim que se paga por tudo que o governo “dá”: a marca registrada de povos “espertos” que gostam de levar vantagem em tudo, onde todo mundo tem um deputado particular para cavar uma tetinha, um empregozinho sem trabalho, uma bolsazinha, uma isençãozinha de imposto, uma aposentadoriazinha privilegiada, é pagar preço de ouro por merda.
Tudo isso, aliás, faz parte dessa nossa pétrea cultura da negação do mérito e da responsabilidade individual. Por mais que nos esfolem, todo mundo aqui continua achando que “não enxergando a mão do ladrão entrando diretamente no meu bolso, mas apenas no do alheio, não fui eu quem pagou a conta”.













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