Hugo Motta diz que 8/1 não foi golpe e penas são excessivas

7 de fevereiro de 2025 § 5 Comentários

“O que aconteceu não pode se repetir. Foi uma agressão às instituições, algo inimaginável. Acho que ninguém esperava que aquilo pudesse ocorrer. Agora, querer chamar de golpe é exagero. Um golpe precisa de um líder, de alguém que o estimule, além do apoio de outras instituições, como as Forças Armadas. E isso não aconteceu”.

“Os responsáveis pelos atos de depredação e violência devem, sim, ser punidos para evitar que algo semelhante aconteça novamente. Mas é fundamental que as penalidades sejam proporcionais, sem excessos contra aqueles que não cometeram crimes de maior gravidade”.

Motta (Republicanos) também comentou a conversa que teve com Jair Bolsonaro (PL) sobre o projeto de anistia aos condenados do 8 de janeiro:

“O que o presidente me disse foi o seguinte: Primeiro, eu não quero anistia para mim. A minha preocupação é com as pessoas que acredito estarem recebendo penas muito severas. Se houver um ambiente político favorável no colégio de líderes, peço que não atrapalhem a pauta, para que ela seja apreciada pelo plenário”.

Por outro lado, acrescentou o presidente da Câmara, o Partido dos Trabalhadores (PT) se posicionou afirmando que essa pauta não pode avançar, pois representa um retrocesso e um problema. É um assunto que divide a casa e gera tensão com o Judiciário e o Executivo. Por isso, temos cuidado ao tratar desse tema”.

As declarações foram dadas hoje em entrevista à Rádio Arapuã FM.


Hugo Motta chegará à presidência da câmara totalmente vendido

27 de janeiro de 2025 § 6 Comentários

O deputado Rogério Ferreira, do PT-MG, disse, ao comentar a entrevista de Jair Bolsonaro à CNN na semana passada, que o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), cotado para ser o presidente da Câmara de Deputados (ou seja, aquele que decide, à revelia da maioria, que leis podem ou não ir a votação) se comprometeu com o PT de não pautar o projeto de anistia dos envolvidos na baderna de 8/1.

Nem precisava tanto. Motta votou como o PT em 91% dos projetos disputados na Câmara. Superou de longe seu oponente Pastor Henrique Viera, do PSOL, que votou com o PT em 77% dos casos. O PL votou junto com o PT em 42% dos casos. Isso põe Motta no terço mais fiel ao governo na Câmara. Está à frente até da famigerada Erika Kokay, que só seguiu o partido de Lula em 86% dos casos.

O Republicanos de Motta, o mesmo partido de Tarcísio de Freitas, tem um ministério de Lula (Portos e Aeroportos), apesar de ter apoiado Bolsonaro na eleição. Não obstante esse compromisso, Motta conta com apoio do PL, tanto quanto o do PT, para ser eleito presidente da Câmara.

Solidariedade, Rede e PRD também aderiram a Motta, que agora já conta com o apoio de 15 partidos: PL (92 deputados), PT (68), PP (50), Republicanos (44), MDB (44), PSDB/Cidadania (17), PDT (18), PSB (14), Podemos 14) PCdoB (7), PV (5). Considerando o numero total de cada bancada a soma é de 384 votos. Para ser eleito é necessário 50% + 1, ou seja 257 dos 513 deputados.

As eleições para presidente da Câmara e do Senado, cujas prerrogativas são definidas no regimento interno dessas casas que são tramados longe dos olhos dos eleitores, vão acontecer dia 1º de fevereiro e valem muito mais que a eleição de deputados e senadores pelos 150 milhões de brasileiros. As maiorias que nós elegemos são completamente impotentes para fazer tramitar ou não qualquer projeto que apenas uma dessas duas figuras resolva barrar.


“Nosso representante” começa nos vendendo pro STF

11 de dezembro de 2024 § 2 Comentários

O paraibano Hugo Motta (Republicanos), sucessor de Artur Lira na presidência da Câmara dos Deputados, vem se reunindo com um por um dos novos donos do Brasil no STF, de modo a desanimar quem espere um mínimo de altivez da casa dos representantes eleitos do povo brasileiro.

Ele já beijou as mãos do Beato Barroso, do militante Edson Fachin, do advogado reprovado José Dias Toffoli, de André Mendonça e do decano Gilmar, o que “vive de patrocínios”. Mas quer o beneplácito de todos os outros.

A “eleição” na Câmara é dia 3 de fevereiro. Mas sua excelência quer chegar lá já eleito por quem realmente interessa.

Ficarão nas mãos dele duas propostas já aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): a que limita decisões monocráticas de ministros e a que permite suspender decisões da Suprema Corte. Ainda está em debate uma PEC que limita mandatos de ministros.


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