A educação de Dilma (e a do Brasil)

26 de abril de 2012 § 3 Comentários

1

É uma conversa imaginária. Faça “aquela” voz e ponha o devido sotaque:

É o seguinte, minha santa: o PT já “é”; ninguém mais precisa sê convencido disso.

O que nóis precisamo mostrá, vejahn, é que os outros também “são”, principalmente aqueles poucos que ainda pareciam não sê.

Essa é a única novidade que esta CPI vai trazê. É isso que vai ficá na memória dos eleitor.

Vai sobrá pros nosso?

Vai. Mas e daí?

Cê demite os que aparecê nas gravação; dá ferias pra eles aproveitá um pouco a vida; vai trocando quem saí por gente das mesma panela. O povo já se acostumô com isso. Não mexe nem cos arranjo da base e você ainda fatura a fama de faxinêra.

Acaba pulando pra faixa dos 90% de aprovação! Nunca antes na história desse país, menina!

Aí nóis tiramo deles a única arma que eles podia usá nos debate. O resto já tá no saco. O resto é só o horário eleitoral onde a gente fala o que qué.

Quando essa CPI acabá, o jogo tá zerado. Não tem mais ninguém que “não é”. Aí quero vê quem vai vim falá de robalhêra”.

No início, antes de ouvir o mestre, o estômago de Dilma, ainda “viciado” na memória de velhos tempos, esboçou uma reação.

Mas depois, pensando bem…

2

O Veríssimo, hoje, terminou seu artigo assim:

Até surgir a possibilidade de ser tecnicamente denunciado, o político corrupto podia contar com a condescendência do público. Mesmo quando não havia dúvidas quanto à sua corrupção, havia sempre a suspeita de que não era bem assim. Sua culpa – até se ouvir sua voz gravada combinando a divisão dos milhões, ou ver sua imagem forrando os sapatos com dinheiro – era sempre uma conjetura. Imaginávamos o que acontecia nos bastidores do poder corrupto mas era um pouco como imaginar uma orgia romana, ou visualizar uma orgia romana através da imaginação de um artista. Agora não. Com a banalização do grampo telefônico e da minicâmera escondida, temos o que faltava no quadro. Temos todos os sórdidos detalhes e a orgia às claras. Temos o que enoja“. (Íntegra aqui)

Enoja quem, cara-pálida?

O “poder corrupto”, depois de todos os filmes e de todas as gravações, esquece vosselência de considerar, conta com 87% de aprovação popular.

De modo que o que parece mais é que a única coisa que esse povo realmente lamenta é ter de ficar vendo de fora essa orgia romana…

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