Cala a boca, Magda!

19 de abril de 2012 § 2 Comentários

Qual é o “novo padrão global de tratamento da corrupção” dado por Dilma?

Esse do “vamos organizar a suruba”?!!!

Esse de dar a cada máfia o seu devido território privativo de caça com o recado “agarre o que puder enquanto não for flagrado“, ficando combinado que em caso de flagrante substitui-se o jogador por outro do mesmo time?

Gringo por gringo, fico com Theodore Roosevelt, aquele que dizia que “O problema não é haver corrupção, o que é inerente à espécie humana. O problema é o corrupto poder exibir o seu sucesso, o que é subversivo“.

Se eu fosse o FBI metia um olho nessa Hillary porque dizer um impropério desse calibre com a maior cara de séria só mesmo pra quem tá com o rabo preso e querendo o mesmo tratamento pros ladrões de lá que a Dilma dá pros ladrões de cá.

Você nos abre os seus braços e a gente faz um país

8 de agosto de 2011 § 3 Comentários

Chegou, finalmente, a vez do PMDB, e a Dilma balança.

Não é pra menos. Eles são os mais calejados profissionais. Gente perigosa…

Mas, no fundo, no fundo, tudo depende mesmo é da imprensa, como sempre aconteceu.

Não é só aqui não. No mundo todo é assim. Não é por outra razão que a imprensa com atuação institucional tem os privilégios que tem nas democracias, apesar do lixo todo que toma carona nesses privilégios.

Assim mesmo vale a pena. Não existe registro histórico de democracia que tenha se reformado, evoluído, senão forçada pela imprensa, a ferramenta que, de vez em quando, as populações mais organizadas conseguem usar com sucesso para impor reformas de fora para dentro do sistema.

Não ha outro jeito de fazê-las. Em todos os lugares e em todos os tempos os políticos só se movem a favor do povo e contra os seus próprios privilégios se a alternativa for a morte. (Ponha a expressão “Progressive Era” na caixa de busca aqui do Vespeiro e saiba mais a respeito).

Mas voltemos à Dilma e ao PMDB.

Por enquanto ela fuzilou só o tal Milton Ortolan, conexão flagrante e flagrada de um certo Julio Fróes aquele que entra e sai do Ministério da Agricultura arrastando malas (pretas).

Como em todas as limpezas precedentes, Dilma age exclusivamente na esteira da imprensa. Não dá pra ser de outro jeito. Com o escracho que o Lula disseminou nessa matéria, é obvio que o governo inteiro está podre. Não importa onde você bate, cada enxadada é uma minhoca.

Aquela meticulosa organização dos Transportes para o crime em cada uma das suas ramificações não é a exceção; é a regra.

Na Agricultura foi só dar o primeiro apertãozinho e pulou aquele monte de carnegões. Tem filho problema de todo mundo espalhado por lá. E aquele monte de “assessores” sem cargo mas com sala, secretária e funcionários, assessorando, assessorando…

Desse jeito o país morre de anemia!

A Dilma não pode tomar nenhuma iniciativa nesse campo. Ou tinha de começar pelo Lula, que é o mais notório e explícito pai dos barrigudos que impaludam a máquina publica. Ela só pode ir atrás do que a imprensa mostrar. E toda vez que a imprensa mostrou bem mostrado por enquanto não falhou: cai mesmo.

Ela escreveu uma nota de apoio ao ministro Wagner Rossi?

Claro que escreveu. Tinha de escrever! Pois o homem é afilhado do vice-presidente da republica, aquele fiscal do PMDB junto a presidente de quem o ACM dizia que tem cara de mordomo de filme de terror.

Ela também escreveu uma nota de apoio ao Palocci antes que a imprensa trouxesse à tona o necessário para tornar a sobrevivência dele num governo que se quer minimamente decente impossível. Quando a imprensa ofereceu isso ao país, Dilma fez o que tinha de ser feito.

A mesma coisa com o Antônio Nascimento, dos Transportes. Ela fez o papel dela junto aos aliados e ao chefe enquanto foi possível fazê-lo. Mas a imprensa trabalhou bem, foi puxando o fio da meada e mostrado como o Valdemort da Costa Neto conseguiu os R$ 2,5 bilhões que teve o desplante de declarar à Receita Federal com a quadrilha que plantou nos Transportes e, cada vez que os jornalistas lhe puseram balas na agulha, Dilma foi atirando.

Se a imprensa mantiver o seu papel no que diz respeito à Agricultura, faço fé que a dose se repete. Logo, logo, já não vai ser necessário nem insistir muito. O próprio ladrão flagrado vai tomar a iniciativa de se demitir, como acontece no resto do mundo.

Não me interessa especular, a esta altura, se é isso que a Dilma quer ou não. Depois dessa de enfiar o Celso Amorin na goela dos milicos já não sei mais nada. Vai ver até ela tem outros planos.

Mas, que interessa?

A imprensa está sendo lembrada pelos fatos de como funciona o processo; que ela não precisa comprar a lógica dos bandidos e discutir chantagem como se fosse politica, como se fosse normal. Se seguir fazendo o seu papel, daqui a pouco se lembra de ir olhar para o pós “afastamento” nesse negócio da corrupção. E aí vai começar a esbarar nos podres do Judiciário, cobrar o papel dele para por os ladrões onde eles devem permanecer para que não possam seguir exibindo o seu sucesso, subversivamente; para arrancar-lhes de volta o dinheiro que não lhes pertence. E se expuser os juízes que impedem que assim seja com a mesma competência que tem exposto os ladrões do governo, talvez surja uma Dilma do Judiciário que não se permita deixar de fazer o que tem de ser feito diante da esbornia desvendada. Depois, talvez se lembre do pré “afastamento”; de expor os ladrões privados que compram os favores que os ladrões públicos vendem. Aí prendem o primeiro e a coisa acaba virando padrão…

É assim que funciona, imprensa: você nos abre os seus braços, e a gente faz um país!


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