O longo caminho da abolição da malufagem

24 de janeiro de 2013 § 1 comentário

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O promotor Silvio Marques, que corre atrás das falcatruas de Paulo Salim Maluf há 13 anos, pôde finalmente comemorar uma vitória.

Ele foi condenado a devolver R$ 58 milhões roubados à Prefeitura de São Paulo usando a Construtora Mendes Junior como gazua durante a construção da Avenida Águas Espraiadas, hoje Jornalista Roberto Marinho.

Ironicamente, quem receberá o dinheiro em nome da Prefeitura é Fernando Haddad, do PT, que o próprio Maluf, aliciado por Lula, ajudou a eleger.

A nota triste é que esta vitória solitária do povo de São Paulo contra o mais notório ladrão do erário paulistano não teve participação da Justiça brasileira. Foi decidida por um tribunal inglês, mais precisamente, o da Ilha de Jersey, e veio apertar um pouco mais o cêrco internacional a este conhecido predador que começou pela sua condenação pela Corte do Estado de Nova York que expediu contra ele um pedido de prisão e extradição a ser cumprido pela Interpol.

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Paciência. Comemore-se assim mesmo!

Com o mundo ajudando, um dia a gente ainda chega à abolição da malufagem. Afinal, a primeira vez que os anti-escravagistas brasileiros puderam comemorar uma vitória também foi por causa de uma decisão dos ingleses: a de armar um bloqueio naval da costa brasileira para impedir a continuação do tráfico negreiro no Atlântico Sul que continuava rolando livre, leve e solto décadas depois que o resto do mundo já se tinha expurgado desse tipo especialmente monstruoso de crime.

Se fossem esperar exclusivamente por decisões espontâneas das autoridades brasileiras é provável que a escravidão continuasse até hoje.

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