Uma dúzia de desaforos
11 de dezembro de 2013 § 2 Comentários
Repare o ar triunfante de Fernando Collor de Mello.
Para crimes de corrupção torna-se “de mãe” o coração do PT.
O próprio espírito do Ubuntu: “Eu roubo porque todos nós roubamos. Eu só posso continuar roubando se todos nós continuarmos impunes”.
Vá se acostumando, Madiba velho! Sua história já não é mais sua. Seu texto, agora, é “wiki”…
No mais o partido é muito rigoroso. Para todas as outras categorias de crime segue valendo mestre Getulio: “Para os amigos, tudo; para os inimigos, a lei”.
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Não ha nenhuma lei de vigência universal impondo o dólar como a única moeda confiável do planeta. Os povos rapelados do mundo é que insistem em não acreditar em nenhuma outra.
Dá-se o mesmo com esse negócio da “hegemonia dos EUA nas Américas” que dona Dilma, ao lado de Raul Castro, disse lá na África do Sul que não admite mais: não são eles, que têm lá as suas chinas com que se haver, que se levantam contra nós; somos os cucarachos que, de livre e espontânea vontade, não paramos de nos rebaixar.
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Diplomas de medicina são vendidos por entre 90 e 180 mil reais pelo Brasil afora, segundo materia especial mostrada pela Globo ontem de manhã.
Pra que tanto!?
Entrando na campanha da Dilma o cara ganha um jaleco branco e sai dando diagnósticos e emitindo receitas por aí de graça.
Principalmente se falar espanhol…
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Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, dono da casa que foi o QG da campanha da Dilma em 2010, contrata Erenice Guerra, ex-Casa Civil da “presidenta“, exonerada a bem do serviço público, para defende-lo no TCU em processo por superfaturamento em serviços prestados para o governo federal.
Cuidado! Isso dá AIDS!
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O Facebook e o Google puxando um protesto mundial contra a espionagem na rede é como a dona Dilma, do PT da revanche, encomendando a alma de Nelson Mandela, o pai do perdão.
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Pais rico faz metro; país pobre faz VLT suspenso, poluindo a paisagem.
Fernando Haddad, o petista bonitinho, nem isso: põe os trens no chão, dividindo a rua com os automóveis na porrada mesmo.
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Um dos vascainos daquela pancadaria ja tinha matado um (com certeza, talvez dois) a pau e a ferro em estádios de futebol.
É o de sempre: não ha crime bárbaro no país que não tenha sido cometido por bandido preso pela policia e solto pela Justiça.
PS.: Também foi filmado distribuindo coices pelas arquibancadas um funcionário do governo do Paraná que, quando vereador, fez uma lei obrigando ao cadastramento de torcedores violentos. Quer dizer: de leis “as mais avançadas do mundo” o inferno brasileiro está cheio.
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Acabou a moleza!
Prepare os seus filhos. Os shoppings vão ficar iguais às ruas. Neste país sem culpados a moda dos “rolêzinhos” tem tudo para pegar!
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Tem uma briga rolando na Justiça. Os aposentados do Banco do Brasil merecem só 30 ou 45 mil reais por mês?
O Banco do Brasil tem 118-mil-a-po-sen-ta-dos!!! Quanta gente tem na ativa ninguém sabe. E, veja bem, todos fazem parte daquela turma que milita no PT e é vítima da “zelite”…
Por coincidência o maior empregador do pais aqui fora também é um banco: o Bradesco inteiro tem modestos 83 mil funcionários, todos tra-ba-lhan-do.
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O presidente do Cade e sobrinho do Secretário Geral da Presidência da Republica, Vinicius Carvalho, anunciou uma “desfiliação retroativa” (a 16 de maio de 2008) do PT.
O sobrinho de tio Gilberto é aquele que costurou o acordo de delação premiada com o misterioso Everton Rheiheimer, da Siemens, para acusar vivos e mortos do PSDB e, a partir de agora, passa a te-lo feito despido de qualquer paixão partidária. Antes de ganhar o Cade ele trabalhava para o deputado Simão Pedro, o tal Secretario de Serviços (?!) de Fernando Haddad que disse e depois desdisse que foi ele que entregou a denuncia do alemão pra mídia, digo, pra polícia.
Depois de descobertas essas conexões, toda essa história contada pelos petistas também “retroagiu“. Aí o ministro da Justiça em pessoa assumiu que foi ele que desovou o pacote.
Foi então que descobriram que a tradução da “confissão” de Rheiheimer foi falsificada para enfiarem lá os nomes dos peessedebistas que não estavam no original. Será que Jose Eduardo Cardoso também vai retro-agir?
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Romeu Tuma Jr. está lançando um livro para mostrar como funcionava a fabrica de dossies do PT (aquela dos “alaoprados”) que ele estourou. Também faz revelações sobre como os recursos arrecadados pelo falecido prefeito Celso Daniel, de Santo André (9 tiros no rosto) foram parar na campanha eleitoral do PT.
Secretario Nacional de Justiça do primeiro governo Lula, Romeu Tuma Jr. foi “fuzilado” logo depois de desvendar a falcatrua com a exibição de uma gravação de uma conversa sua com Li Kwok Kwen, chefão do contrabando de quinquilharias chinesas da 25 de Março e arredores a que algum jornal da época “teve acesso”…
O livro chama-se “Assassinato de Reputações” e o autor indiscutivelmente entende do assunto.
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Deus e o mundo estão na lista dos embarcados na roubalheira que rolava debaixo das asas de Gilberto Kassab.
Agora, ele mesmo o único roubo que confessa é o de deputados de partidos alheios. Mas como vender governabilidade pode…
“Manifestante” é o cacete!
15 de agosto de 2013 § 3 Comentários
Com toda a crise em que anda ainda é a imprensa profissional quem pauta o país, como já se mostrou aqui no Vespeiro por diferentes evidências.
Se você quiser antecipar, por exemplo, como é que os políticos e as autoridades constituídas vão reagir amanhã aos acontecimentos de hoje basta prestar atenção aos jornais da noite das televisões.
Ontem, por exemplo, elas passaram o dia mostrando como três ou quatro desses grupelhos que, dia após dia desde as manifestações de junho escolhem um alvo ligado aos governos de São Paulo ou do Rio de Janeiro, as praças que o PT jurou conquistar custe o que custar, para destruir junto com tudo que estiver nas redondezas, especialmente lojas e bancos, se prepararam para executar o que tinham anunciado que fariam no dia anterior. À noite lá veio o show prometido.
Não é preciso “supor” nada, com é praxe fazer em todo texto jornalístico hoje em dia. É tudo oficial e explícito. Ontem, como já tinham anunciado os jornais do dia anterior, eram o Movimento Passe Livre, o primeiro a sentar obedientemente na mesa da Dilma depois das manifestações de junho e declarar que estivera nelas por engano, a CUT, nossa velha conhecida, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, idem, e o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, um dos filiados à CUT e, como ela, assalariado do imposto sindical que o governo distribui, que iam invadir e destruir a Câmara Municipal de São Paulo aos gritos de “Fora Alckmin”, a pretexto de exigir “um outro padrão de transporte” que estaria sendo negado ao povo em função do conluio entre as empresas que se organizaram em cartel para construir o metrô de São Paulo e o PSDB.
Tudo isso estava estampado em todos os jornais do Rio e de São Paulo do dia anterior.
Na véspera, para agravar o dolo, O Estado de S. Paulo, numa espécie de lapso excepcional em relação à costumeira falta de curiosidade geral das redações, tinha ido ouvir a promotora Karen Kahn, do Ministério Publico Federal, uma das negociadoras do “pacto de leniência” com a Siemens que levou à revelação da falcatrua, que explicou ao Brasil porque o governo federal impediu por 15 dias, até ser obrigado a ceder por ordem judicial, que o Cade abrisse ao governo de São Paulo e à imprensa o inquérito que continha as acusações contra o PSDB dos vivos e dos mortos.
Foi porque o mesmo inquérito traz provas das mesmíssimas falcatruas perpetradas com as mesmíssimas empresas e nas mesmíssimas datas pela CBTU, o órgão do Ministério das Cidades tanto de Dilma quanto de Lula, não em uma mas em pelo menos três outras capitais do país, Belo Horizonte, Recife e a Porto Alegre natal da senhora “presidenta”, onde os metrôs são obras federais!
Não seria necessário esse acrescentamento para se saber que esses grupinhos de 200/300 trogloditas que diariamente escolhem um alvo para depredar, desde que de alguma forma ele esteja ligado aos partidos que o PT jurou derrotar na próxima eleição, não passam de reedições dos fasci di combattimento ou esquadrões de combate que, por esses mesmíssimos métodos, plantaram o fascismo (foi daí que veio o nome) na Itália, modelo que se baseava no controle e no aparelhamento dos sindicatos pelo Estado para o exercício da violência física contra qualquer oposição e que foi, logo adiante, copiado por Getúlio Vargas e implantado no Brasil.
É o sistema que gerou o esquema de poder que o PT controla hoje, enfim.
Mas mesmo diante dessa prova adicional de má fé, se é que se pode chamar um golpe desse nível, para o qual concorreu do ministro da Justiça de Dilma (que foi quem trancou o inquérito do Cade) para baixo, por adjetivo tão brando, a imprensa continua chamando esse pessoal de “manifestantes”, a mesma expressão usada para designar o povo que saiu às ruas em junho, e de “manifestações” os pogroms a que eles se têm dedicado noite após noite escondendo o rosto, por vezes, mas sempre portando as bandeiras do partido ao qual pertencem, aquelas mesmas que foram sistematicamente expulsas das manifestações de junho.
Nenhum dos outros grandes jornais do Rio e de São Paulo voltou à promotora Kahn ou foi procurar as provas oferecidas pela mesma Siemens do metrô de São Paulo dos vícios dos contratos para os metrôs das três capitais citadas assinadas com o governo federal que ela nos informou que constam dos documentos escondidos pelo ministro da Justiça.
O próprio O Estado de S. Paulo, no dia seguinte, já tinha esquecido seu “furo“, e seus títulos e “investigações” (de segunda mão) voltaram a se concentrar exclusivamente em Alckmin.
Não é atoa, portanto, que os vereadores agredidos ontem estivessem na Globo News na manhã de hoje, dizendo que “respeitam os manifestantes” e vão recebê-los nos próximos dias, agora como convidados de honra da instituição que agrediram e cujos estabelecimentos depredaram, e que a cada nova depredação siga-se outra, com redobrada violência.
Pois se a imprensa não diferencia os fasci di combattimento de hoje dos manifestantes autênticos de ontem, nem essas depredações endereçadas daquelas passeatas, nem os gritos de “Não nos representam!” e a miscelânea de cartazes daqueles dias das bandeiras da mesma cor e das disciplinadas palavras de ordem de hoje, nenhum dado da realidade poderá fazer com que ela não venha a chamar de “violência policial gratuita” e de “surdez à voz das ruas” por parte de quem vive de votos qualquer reação, por tênue que seja, aos crimes desses criminosos.
E por esse ralo que quem abriu e pelo qual quem zela é a imprensa profissional, ultimo bastião da nossa periclitante democracia, se esvai, desmoralizada e deliberadamente confundida com o avesso de si mesma, a força do movimento que podia vir a mudar o Brasil.
Quem, na imprensa, “tá dominado”?
13 de agosto de 2013 § 1 comentário
Está explicado porque foi que nem o Alkmin, nem o Ministério Público Estadual, nem o Ministério Público Federal, os dois últimos signatários, junto com o Cade, do “pacto de leniência” que fez com que seis altos funcionários da Siemens entregassem o esquema de cartel montado para a licitação do metrô de São Paulo, conseguiram, até hoje, acesso aos documentos que constituem a denuncia montada com o material apreendido pela Polícia Federal e entregue ao Cade.
No mesmo dia em que, a pedido de Alkmin, saiu a ordem judicial para que o Cade finalmente abrisse o seu segredo de polichinelo, o governo do PT lá em Brasília anunciou que está suspendendo sine die a licitação do famoso Trem Bala Rio-SP, a mais cara das obras do PAC, filho da Dilma, à qual concorriam quase sozinhas – adivinhe! – as mesmas Alston e Siemens acusadas de mutreta com o PSDB.
Tem mais!
A procuradora Karen Kahn, do Ministério Público Federal, uma das negociadoras e signatárias do “pacto de leniência” com a Siemens, informa hoje ao Estadão, em manchete, que “algumas das principais empresas investigadas no caso mantêm e mantiveram contratos com a estatal federal Companhia Brasileira de Trens Urbanos (a CBTU, comandada pelo Ministério das Cidades de Lula e Dilma) desde 1998 até hoje” e que, além de SP, as 1073 páginas do inquérito incluem provas e indícios dos mesmos vícios encontrados nos contratos com SP em obras semelhantes em mais seis capitais, entre as quais Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife onde “é a CBTU quem organizou a licitação e opera até hoje os sistemas de transporte”.
Karen Kahn informa, ainda, que além do cartel, “há indícios de corrupção internacional, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha”, sem especificar a que época se referem esses indícios.
Na mais seca cara-de-pau, o Ministério das Cidades da Dilma manda dizer a mesmíssima coisa que Alkmin disse quando o PT lhe pespegou o apelido de passageiro do “trensalão”: “vai investigar qualquer irregularidade que eventualmente venha a surgir por causa de investigações tocadas pelo Ministério Público Federal”.
Esses caras não têm limite na sua radical desonestidade e na sua inabalável fé na cretinice do povo brasileiro!
Mas isso você já sabia.
O “plus” é a oportunidade que se abre para você medir nos jornais e nas televisões quais vão dar o mesmo destaque para o lado da história que o PT ocultou que deu nos últimos 15 dias para o lado da história que o PT pôs na mídia e, assim, ficar sabendo quem, neste último bastião da demoracia brasileira que é a imprensa, “tá dominado” ou não tá.
Viu!
7 de agosto de 2013 § 1 comentário
No meio da correria entre viagens e compromissos inadiáveis, dou uma paradinha aqui no Vespeiro para me desculpar com os leitores.
No antepenúltimo artigo publicado aqui, mostrei como é que O Sistema, travando a cada passo tudo que se tenta fazer dentro da lei e dando livre curso a quem paga para poder violá-las, acaba corrompendo deus e todo o mundo, e porque essa “socialização” da corrupção é, para eles, um imperativo de sobrevivência.
Pois hoje eles estão comemorando a exumação do cadáver dessa história do cartel do metrô do PSDB, que rolou nos idos de 2007.
Viu! Eles também são!
Podemos comemorar!
Somos todos uns merdas!
O Sistema pode voltar a dormir em paz!
Já ninguém tem moral para denunciá-lo!
(Agora, que impedir o acesso do acusado à acusação é esquisito, lá isto é…
Fique aí pensando em que sentido pode fazer essa “decisão da justiça” porque vontade de esclarecer o caso e deter a corrupção é que não é.)
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Primeiro eles encheram o povão de carros e de dívidas: “Compre que o governo garante!”
As ruas e as estradas deixaram pra lá.
Ganharam a eleição.
Diante do engarrafamento monstro, agora estão tirando uma faixa de cada rua e reservando só pra ônibus e aumentando os juros dos endividados presos nesse apertamento pra segurar a inflação que disparou com a festa do consumo a crédito subsidiado.
Sabe porque dona Dilma anda tão angustiada e o PMDB Já está procurando casa nova? Porque os dois estão vendo que a vingança vem vindo a cavalo.
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O lado bom é que um secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro exonerar um comandante da PM por ter anistiado as punições de seus comandados é sinal de que até do Inferno pode haver remissão.
Não percamos as esperanças.
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Queda livre sem fim mesmo, só a da Argentina.
Não ha tango que descreva a tragédia dos inventores das repúblicas sindicalistas!
Ontem ela deu o tiro no ouvido do mercado financeiro deles, que já estava moribundo. A lei que ela inventou para tentar fechar o Clarin, dando poderes absolutos a qualquer acionista com 2% do capital agora vale pra tudo.
Mais louca que essa senhora Kirshner só mesmo o conjunto dos seus súditos. Ou essa turma do PT que quanto mais ela chuta, mais gama.


























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