Rebeldes vandalizaram túmulo de Hafez Assad

11 de dezembro de 2024 § Leave a comment


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10 de dezembro de 2024 § Leave a comment

O avô era Sulayman, conhecido como al-Wahhish – “A Fera”. Um de seus filhos foi Ali, que teve outros 11. Entre eles estava Hafez, que adotou o nome al-Assad – O Leão.

Morto seu herdeiro preferido, a Síria caiu nas mãos do irmão mais novo, um oftalmologista sem queixo e desajeitado chamado Bashar.

Durante 53 anos os al-Assad pai e filho governaram a Síria com uma fúria selvagem, num cruzamento tóxico de família mafiosa com as intrigas de uma dinastia medieval.

Traficavam captagon, a “cocaína dos pobres” que se tornou a droga preferida dos jovens no Oriente Médio e na África do Norte, por toda a região, entre um e outro dos muitos massacres que promoveram.

Mataram pelo menos 600 mil pessoas.

Mantido no poder graças ao massacre que promoveu com a ajuda da Russia e das tropas do Hezbolah na Primavera Árabe em 2011, reinou como um monstro, de chacina em chacina, usando até armas químicas contra sua própria população, sempre assistido de perto pelos seus dois patrocinadores.


Nem por isso deixou de merecer do nosso insigne defensor da democracia, Luis Ignácio Lula da Silva, a maior honraria brasileira, o colar da Ordem do Cruzeiro do Sul…

Agora foi a Russia quem caiu, e com ela o Irã, o Hezbolah e o Hamas. O país está nas mãos do senhor da guerra Abu Mohammad al-Jolani — ex al-Qaeda, depois al-Nusra, e agora líder do Hayat Tahrir al-Sham (HTS). Quem se revelará ele, afinal: um “revolucionário de blazer”, disposto a “respeitar muçulmanos e cristãos em toda a sua diversidade”, como disse em recente entrevista à CNN, ou o terrorista que lutou contra os americanos no Iraque e foi preso, por um tempo, em Abu Ghraib, e agora reaparece mudado, como um camaleão, para se consolidar no poder?

O Líbano, a Síria, o Iraque são alguns dos países artificiais totalmente fragmentados criados depois da descolonização europeia.

Barak Obama abriu mão da influência americana na região quando não reagiu ao uso de armas químicas por Assad, como prometera. E com isso estabeleceu a hegemonia iraniana (que tem a Russia e a China por trás) na região mais nevrálgica do Oriente Médio.

Mas agora essa hegemonia está morta.

Os Russos terão de sair. No máximo conseguirão manter sua base naval no Mediterrâneo em Tartus, junto a Latakia, ainda que ate isso seja improvável.

A Turquia do ambicioso autocrata Recep Erdogan substitui os iranianos e os russos e passa a ser o distribuidor das cartas na região. Ela ocupou militarmente o Norte do país patrocinando os rebeldes.

Israel é o outro grande contendor. Destruiu quanto pode da aviação, da marinha, dos depósitos de armas químicas e das instalações do Hezbolah na Síria. E, olhando o que fazem os turcos, também está ocupando as bases deixadas vagas junto à sua fronteira e território sírio adentro pelo Leste. Alem disso tem relações fortes com os curdos, ao Norte, os alvos mais visados, desde já bombardeados pelos turcos…

Os russos e os iranianos estão fora do jogo, e essa é a mudança mais importante do novo quadro no Oriente Médio. Mas tudo o mais ali, é problema, e dos grandes.

Donald Trump e os americanos, que têm ascendência sobre as milícias que controlam a margem Oeste do país e também puseram sua pitadinha de sal nessa rebelião, não escaparão de se tornar os mediadores do novo problema-Síria.

Para entender em profundidade o novo desenho do Oriente Médio, leia o artigo de Simon Sebag Montefiore, neste link:
https://www.thefp.com/p/after-assad?utm_source=publication-search


9 de dezembro de 2024 § Leave a comment


Lula condecorou Assad com a Ordem do Cruzeiro do Sul

9 de dezembro de 2024 § Leave a comment


8 de dezembro de 2024 § 4 Comments

Damasco caiu na mão dos rebeldes e o Ilyushin 76T que levava Bashar al Assad em fuga “desapareceu do radar” perto da fronteira norte do Libano.

Há imagens de ataques a predios do governo, da tomada do aeroporto, da sede da radio e televisão da capital de rebeldes comemorando emmprscas da capital e até da nova bandeira do país.

Fontes de Damasco informam que a elite ja fugiu para o Libano ou para Latakia, cidade portuária ao norte da capital. O ambiente é de pânico.

As tropas rebeldes chegaram à fronteira de Israel neutralizando forças da ONU que guardavam a região. Em todas as cidades tomadas as prisões estão sendo abertas, inclusive uma das mais notórias, na periferia de Damasco, onde o regime praticava torturas e execuções.


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