PL pede prisão de servidor da Secom por boato de Nossa Senhora

30 de setembro de 2026 § 5 Comentários

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral contra George Marques da Silva, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom, acusando-o de republicar ao menos dez vezes uma informação falsa de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A representação pede a prisão preventiva do servidor, busca e apreensão e a preservação de conteúdos publicados ou eventualmente apagados de seu perfil na rede social X, além de atribuir a ele possíveis crimes de divulgação de fatos sabidamente inverídicos, incitação ao crime e associação criminosa.

Segundo a campanha, o monitoramento identificou 2.086 publicações sobre o boato, associadas a 1.674 contas e mais de 21 milhões de visualizações em diferentes plataformas, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral determinou a remoção dos conteúdos e classificou a narrativa como “notoriamente inverídica”.

O boato fazia referência a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli para alterar a lei sobre Nossa Senhora Aparecida, mas a proposta foi rejeitada e arquivada pela Câmara em 2008, antes de Flávio Bolsonaro exercer mandato no Congresso.

George Marques afirmou que, se republicou o conteúdo, isso ocorreu por erro involuntário e não significa concordância com a mensagem. A Secom disse que a publicação foi feita em perfil pessoal, fora do expediente e sem representar a posição do governo.

Flávio negou qualquer proposta nesse sentido e afirmou que a história não passa de mentira.

‘Xandão é o melhor amigo de Daniel’, diz Fabiano Zettel

30 de setembro de 2026 § Deixe um comentário

Gravações obtidas pela revista Piauí mostram as reações de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Daniel Vorcaro, diante da sequência de fatos que levaram à prisão do fundador do Banco Master e ao colapso da empresa.

As conversas são com uma mulher com quem Zettel teve uma relação extraconjugal. Ela chamou o então chefão de “burro” e de “toupeira”.

Nos diálogos, Zettel disse que Alexandre de Moraes era o “melhor amigo” de Vorcaro, relatou ter escondido dinheiro no exterior diante do risco de bloqueios e, após a liquidação do Master, afirmou que havia preparado uma mala para o cunhado, que estava preso, enquanto tentava proteger seu próprio telefone e patrimônio.

Também acompanhou com apreensão a decisão do Banco Central sobre a compra do Banco Master pelo BRB, operação que acabou rejeitada, e afirmou: “Vou tomar remédio para dormir, porque amanhã a sorte é lançada”.

Os áudios descrevem a relação entre ele e Vorcaro como marcada por subordinação e ressentimento, com Zettel responsável por pagamentos, contratos, despesas pessoais, festas e operações financeiras, embora afirmasse que o chefe autorizava cada repasse e “esticava demais a corda”.

Após a prisão do cunhado, Zettel disse que precisava “se descolar dele de qualquer jeito”, mas as gravações mencionadas na reportagem relacionam suas empresas e fundos a pagamentos e operações investigadas, incluindo repasses a advogados, aliados políticos, jornalistas e outros prestadores de serviços.

Em conversa posterior, Zettel afirmou que Vorcaro havia guardado “20 bi no exterior”, sem conseguir acessar os recursos, e reclamou da reunião familiar em Trancoso, dizendo: “Quarenta gente dentro de casa, parentada, um tanto de gente chata”, enquanto as defesas de ambos não haviam se manifestado.

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30 de setembro de 2026 § 1 comentário

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30 de setembro de 2026 § 3 Comentários

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