17 de janeiro de 2026 § Leave a comment

Trump anuncia tarifa para países que não apoiam controle da Groelândia

17 de janeiro de 2026 § Leave a comment

Donald Trump anunciou tarifa de 10% sobre exportações de países que não apoiam a compra da Groenlândia pelos EUA, com vigência a partir de fevereiro.

A medida pressiona nações contrárias à aquisição do território autônomo dinamarquês, considerado estratégico para segurança americana no Ártico.

A declaração complementa ameaças anteriores de tarifas generalizadas contra opositores do plano.

Dinamarca e Groenlândia rejeitam cessão enquanto a Europa reforça presença militar na ilha.

Trump diz que ilha é essencial para construção do “Domo de Ouro”, escudo antimísseis americano.


Mercosul e UE assinam acordo de livre comércio sem Lula e com Milei

17 de janeiro de 2026 § 1 Comment

O Mercosul e o União Europeia assinaram hoje em Assunção, no Paraguai, um acordo econômico quase para inglês ver.

Sim, ele cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, integrando 720 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões em PIB, mas cheia de condicionantes, e muita resistência de agricultores europeus, sobretudo franceses, poloneses e irlandeses, com medo da concorrência agrícola sul-americana.

Lula não compareceu à cerimônia enquanto Javier Milei marcou presença.

Ontem, o presidente brasileiro recebeu no Rio de Janeiro a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e destacou, em declaração conjunta, que essa “é uma parceria baseada no multilateralismo”.

Que multilateralismo?

Desde que seja todo mundo de esquerda.

Diante da presença do presidente argentino e do anfitrião Santiago Peña, ambos de direita, Lula deu um jeito de não ir. E mostrou ao vivo quanto vale esse multilateralismo, assim como von der Leyen, já que se reuniram sem os demais e garantiram a “foto da vitória” antes da assinatura oficial.

No fim, as ações desses ditos “blocos de integração regional” não passam de um jogo de cartas marcadas de um movimento globalista, que serve basicamente ao propósito de favorecer governos de esquerda em nível planetário contra o poder dos EUA e seus valores democráticos.

Nada a ver com melhorar o comércio sem preconceitos ideológicos. Como, aliás, mostram as restrições impostas pelos europeus para assinar um acordo esvaziado, repleto de retificações pendentes, e que vão ser completadas com a votação semana que vem, abrindo a possibilidade de se judicializar as transações exigidas pelos europeus.

Em negociação há 25 anos, o pacto prevê eliminação gradual de tarifas em mais de 90% do comércio bilateral: tarifa zero para produtos industriais da UE; cotas ampliadas para agricultura do Mercosul; regras comuns em investimentos, padrões sanitários e ambientais.

O Brasil responde por 82% das exportações do bloco à Europa (US$ 50 bilhões anuais).

Presente na cerimônia, o presidente da Argentina afirmou que a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia não é um “ponto de chegada”, mas um “ponto de partida”.

Segundo Milei, o pacto é de “um feito de grande transcendência política e econômica”, “possivelmente a maior conquista” do Mercosul desde sua criação “e resultado de uma decisão estratégica que Argentina contribuiu a impulsionar em sua presidência no ano passado”.

A Argentina responde por 15-16% (US$ 9-10 bilhões anuais) do comércio do Mercosul com a União Europeia, principalmente carnes, grãos e vinhos.


Mais um suspeito de elo com o PCC que teve nogócios com os Toffoli

17 de janeiro de 2026 § 1 Comment

Fogo no parquinho.

Silvano Gerstzel, ex-CEO da gestora Reag Investimentos, figura central no maior escândalo financeiro do Brasil, envolvendo o Banco Master e suspeitas de lavagem de dinheiro para o crime organizado, pode estar por trás da precisão cirúrgica das ações da Polícia Federal nas recentes buscas e apreensões pelo país, como na segunda fase da Operação Compliance Zero.

O executivo está desaparecido desde que deixou o cargo em 2025, durante a Operação Carbono Oculto, que apura ligações da Reag com o PCC no setor de combustíveis, e saiu de cena sem constituir advogados nem manter contato com antigos sócios.

Além das acusações de fraudes e lavagem de dinheiro, Gersztel representa mais um nome da cúpula da Reag envolvido com familiares de Dias Toffoli.

Ele foi o representante específico do fundo Arleen na compra da parcela dos irmãos do ministro do STF do resort Tayayá, conforme documentos da Junta Comercial do Paraná.

A ausência de Gerstzel coincide com ações precisas da Polícia Federal e do Banco Central, incluindo a liquidação extrajudicial da Reag nesta semana, o que gerou especulações de que ele atua como delator oculto, fornecendo informações detalhadas sobre operações internas da gestora e suas conexões com figuras poderosas.

Tido como número 2 de João Carlos Mansur, fundador da Reag, quando a empresa esteve em alta e teve mais de R$ 340 bilhões sob gestão, ele é investigado por sua atuação nos fundos para clientes enrolados, além da participação direta nas transações com os Toffoli no Tayayá.

No caso do empreendimento turísticos em Ribeirão Claro, no Paraná, a liquidação da Reag expôs dados do sistema da empresa que revelaram transações polêmicas, como o pagamento de R$ 20 milhões realizado por Fabiano Zettel — cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro e único cotista dos fundos Leal e Arleen — aos irmãos de Toffoli por uma participação no resort Tayayá, avaliada em apenas R$ 6,6 milhões na época da aquisição, em setembro de 2021.

Os fundos Leal e Arleen, ambos geridos pela Reag, foram usados para injetar R$ 20 milhões nas empresas controladas pelos irmãos José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, via Maridt S.A., que comprou metade da participação de R$ 6,6 milhões, tornado sócios Zettel e os familiares do ministro no Tayayá.

Em 2025, o resort mudou de mãos ao ser adquirido pelo advogado Paulo Humberto Barbosa, este ligado aos irmãos Batista – ele atuou em causas tributárias para a J&F, que foi beneficiado por decisão de Toffoli em 2023 suspendendo parcelas de multa de R$ 10,3 bilhões.

Gerstzel, com 30 anos de experiência em gestão financeira, detém conhecimento profundo dos bastidores da Reag — que se tornou uma das maiores gestoras independentes do país, com bilhões sob administração, até sua derrocada — e do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 após fraudes que podem chegar a R$ 50 bilhões.

Gersztel foi alvo de buscas na Operação Carbono Oculto em agosto de 2025, investigando lavagem para os dois donos das distribuidoras Copape e Aster, Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Huissein Murad, que estão foragidos e são considerados sonegadores bilionários, além de suspeitos de ligação com o PCC.

Segundo as investigações, fundos da Reag foram usados para comprar usinas, postos e imóveis milionários, driblando impostos, como foi o caso da aquisição da Usina Itajobi, em Marapoama, em São Paulo, pelo fundo Mabruk II.

O Ministério Público afirma que compra de usinas sucroalcooleiras foi instrumentalizada com fundos de investimentos e que executivos como Gersztel atuavam em consonância com dinâmicas fraudulentas da organização criminosa. A Reag nega ligação com atividades ilícitas do PCC.

A investigação no âmbito da Operação Compliance Zero, sob relatoria de Dias Toffoli no Supremo, aponta para uma rede complexa de fundos que inflavam resultados, ocultavam riscos e movimentavam recursos atípicos, conectando o Banco Master de Vorcaro à Reag de João Carlos Mansur, com indícios de organização criminosa, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

A colaboração presumida de Gerstzel assusta os investigados porque ele representou fundos da Reag em negócios sensíveis, incluindo a compra da fatia no resort dos Toffoli, e conhece a estrutura que pulverizava recursos via laranjas e empresas de fachada.

Após ser alvo da Operação Carbono Oculto, a Reag também passou a ser investigada por abrigar fundos ligados às fraudes bilionárias do banco Master.

Nessas investigações, hoje sob relatoria do ministro Dias Toffoli, o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, foram presos e, depois, soltos.

Mesmo que não seja investigado no âmbito da Operação Carbono Oculto, o banqueiro Daniel Vorcaro tem se preocupado com essa investigação e chegou a pedir à Justiça Estadual de São Paulo para que envie o caso para Toffoli, no STF.

Como se sabe, foi na Operação Quasar, deflagrada em conjunto com a Carbono Oculto, para investigar os mesmos empresários, que acabaram sendo encontradas mensagens relacionadas ao Master e a Vorcaro.

O resort Tayayá escancarou os conflitos de interesse de Dias Toffoli para julgar o Banco Master e a Reag, o que se agravou quando o ministro tentou “acautelar” as provas obtidas pela PF na Operação Compliance Zero, mostrando seu lado Alexandre de Moraes, aquele cuja família tem um contrato com Daniel Vorcaro do Banco Master que lhes garante 3 milhões e 600 mil reais POR MÊS.

Senadores e deputados federais afirmaram que o ministro deveria se declarar impedido ou suspeito para ser relator do inquérito.

A PGR precisa ser provocada para analisar a suspeição de Toffoli na condução do inquérito do Master, o que não aconteceu até o momento.


Moraes inclui receita e Coaf no inquérito do fim do mundo

17 de janeiro de 2026 § 2 Comments

Alexandre de Moraes determinou a inclusão da Receita Federal e do Coaf no inquérito das fake news, mais conhecido como inquérito do fim do mundo, aberto em 2019, em meio a investigações sobre fraudes no Banco Master: O Globo revelou contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, no valor de quase R$ 130 milhões, enquanto a Folha expôs aporte de R$ 20 milhões de fundo suspeito no resort dos irmãos de Toffoli, o Tayayá

Moraes suspeita de acesso irregular a dados por servidores da Receita ou Coaf.

Tomada na terça-feira, a decisão evidencia mais uma vez a conduta arbitrária de Moraes que se comporta como juiz, investigador e vítima ao mesmo tempo.

Na prática, a determina amplia as apurações para investigar violação de sigilo fiscal e financeiro de ministros da Corte, incluindo ele mesmo e o colega Dias Toffoli, além de seus familiares, buscando esclarecer a origem de informações sigilosas usadas para denunciar a bandalheira que virou o STF.

O inquérito, sob relatoria de Moraes desde sua criação no artigo 43 do Regimento Interno, não gera novo procedimento, mas expande seu alcance.


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