Uma exposição diferente
12 de janeiro de 2025 § Deixe um comentário
É a exposição Duas Rodas e Uma Nação, em cartaz ate 9 de março no Farol Santander, localizado no centro de São Paulo.
Ingressos: R$ 45,00 inteira, R$ 22,50 meia e R$40,50 para cliente Santander.
Dão direito a visitação completa do prédio, que conta com o Boteco do 28 para alimentação, o Mirante do 26, a Pista do 21, as demais exposições que estão ocorrendo simultaneamente e a viagem no tempo pela parte histórica do antigo banco.
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Globo de Ouro teve muita controvérsia
7 de janeiro de 2025 § Deixe um comentário

Fernanda Torres é a primeira brasileira a ganhar o Globo de Ouro para melhor atriz por sua ”Eunice Paiva” no filme “Ainda estou aqui” de Walter Salles. Ela disputava com Pamela Anderson, Angelina Jolie, Nicole Kidman, Tilda Swinton e Kate Winslet.
A imprensa local (Los Angeles Times) classificou o prêmio de Fernanda como “a única surpresa da noite”. E a BBC News disse que “o prêmio surpreendeu a própria atriz”.
“Ainda estou aqui”, que também concorria a melhor filme, perdeu para “Emilia Perez”, do francês Jacques Audiard, que levou quase todos os outros prêmios da noite: melhor filme musical ou de comédia, melhor filme em língua não inglesa, melhor atriz coadjuvante para a americana nascida na Republica Dominicana Zoe Saldaña.
Ela faz uma advogada que concorda em ajudar um traficante mexicano a passar por uma operação de redesignação sexual para começar uma nova vida como mulher. E então, de bandido violento, assassino e sequestrador, converte-se numa boa moça empenhada em tocar uma ONG que busca desaparecidos (ha mais de 100 mil desaparecidos no Mexico dominado pelos cartéis de drogas).
O filme foi, no entanto, fortemente criticado no México, cuja realidade ele pretende retratar. Primeiro porque não ha senão uma atriz mexicana num papel secundário no elenco. Selena Gomez e Zoe Saldaña, que interpretam os personagens principais, são americanas e mal falam espanhol. E com um sotaque que nada tem a ver com o mexicano.
Eugenio Derbez, um dos atores mexicanos mais conhecidos, disse que “o prêmio não faz nenhum sentido”. “Se você é alheio a uma língua, não consegue entender as nuances de uma interpretação”. Alem disso, “supor que, ao realizar uma transição, um homem selvagem e cruel, que ordenou centenas de assassinatos, de repente se transforme em uma mulher empática e comprometida com os mais fracos é um malabarismo narrativo insustentável”, disse o escritor mexicano Jorge Volpi em uma coluna de opinião no El País. “No final, a redenção de Emilia Pérez acaba sendo tão falsa – e tão desrespeitosa para com o espectador – quanto o sotaque de Selena Gomez ou a falsa determinação de Audiard em abordar, sem o menor conhecimento ou empatia, o doloroso tema dos desaparecidos no México”.
O Globo de Ouro é um prêmio atribuído pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA), que tem hoje 319 eleitores representando 76 países.
Docinho
31 de dezembro de 2024 § Deixe um comentário


O 1ro volume de Guerra, de Beatriz Bracher, é uma ideia generosa, brilhantemente executada!
Um trabalho quase jornalístico de uma “repórter“ com paciência de chinês que tem a grandeza de não se imaginar maior que as fontes. Nem uma linha do livro foi escrito por ela. A história é montada com um manancial fascinante de relatos ao vivo – cartas e relatórios escritos na primeira pessoa – que nos põem dentro do que foram o Brasil e os brasileiros da segunda metade do século 19, enfiados numa guerra lá no fim do mundo.
Beatriz é uma historiadora que nos teletransporta para nossas origens, nos faz testemunhas diretas do que aconteceu lá, e nos oferece a oportunidade única de, por uns poucos dias na vida, nos fazermos, nós mesmos, historiadores.
Uma verdadeira preciosidade!
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