Este crime tem de ser detido!

29 de junho de 2014 § 5 Comentários

Mais informações no site http://marsemfim.com.br

Como a proibição da caça acabou com os leões de Botswana

27 de junho de 2014 § 4 Comentários

No que diz respeito aos animais o comportamento das pessoas é quase sempre regido pelas emoções e não pelos fatos e pelo conhecimento. E esse tipo de comportamento pode levar aos resultados contrários dos desejados. A perfeição não existe e as coisas não são pretas ou brancas; a conservação ambiental implica quase sempre uma escolha entre o menor de dois males. Uma escolha que pode levar, ou à salvação ou a exrinção de uma espécie.

Depois de trabalhar com os grandes felinos do Sudeste da África, Mikkel Legarth, da Dinamarca, fundou o Projeto Modisa para a Vida Selvagem cujo objetivo é contribuir para definir novos parâmetros no nosso modo de sentir, pensar e agir com relação à conservação da Natureza.image

Assistir a documentários e estudar a vida selvagem africana são as paixões de Mikkel desde que ele se deu por gente. Uma viagem para a África em 2008 mudou radicalmente a vida dele. Depois de se apresentar como voluntário para cuidar dos grandes felinos daquela área, Mikkel acabou ficando 10 meses por lá, comandando 60 voluntários de todo o mundo.

O contato com a realidade local fez com que sua visão sobre o problema da conservação se alterasse radicalmente. Nesta apresentação ele explica os porques.

Infelizmente o sistema do Youtube não transfere, nas reproduções que autoriza de seus vídeos, o sistema de tradução de legendas que é possível utilizar no site original.

Se você não fala inglês suficiente para entender o que ele diz aqui vá ao original no Youtube e assista com tradução. O que ele diz não interessa apenas a caçadores e ambientalistas. É uma lição necessária para todos, especialmente os brasileiros que têm sido bombardeados sistematicamente com visões infantis ou distorcidas desse problema.

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Acima de tudo e independentemente do tema que ele aborda, este vídeo prova que ainda existe gente honesta no mundo e que a geração que está chegando agora ao comando das coisas não tem medo de enfrentar a verdade e é bem mais madura e equilibrada que a que está se aproximando da porta de saída.

O modo como este rapaz explica como superou seus sentimentos e o que se pode colher somente se nos dispusermos a por a razão e a educação à frente deles mesmo sem termos, por isso, de mudar o que sentimos, faz-me ter esperança num mundo melhor, ainda que carregando a dor de ver o Brasil tão distante desse grau de civilização.

Um dia chegaremos lá! E torço para que, com relação à questão ambiental, tão urgente neste país onde biomas inteiros estão à beira do desaparecimento pelas mesmas razões que Legarth aponta aqui, não cheguemos tarde demais.

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Olha isso!

15 de maio de 2014 § 2 Comentários

Sabe qual é a explicação?

Essa aqui, ó:

 Eleição 

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Atenção companhias aéreas!

25 de abril de 2014 § 2 Comentários

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Peter Smart é um designer inglês que se propõe solucionar problemas do dia a dia com o concurso da sua especialidade.

Ele mantém um site onde apresenta suas propostas (aqui), dá conferências nos mais prestigiados eventos envolvendo temas como inovação e informática e consultorias a diversas empresas internacionais de ponta.

Esta proposta de como transformar o (horrível) problema que são os cartões de embarque em todos os aeroportos e companhias aéreas do mundo numa solução boa para todos os interessados é um bom exemplo do tipo de trabalho que ele desenvolve.

Sigo praticamente traduzindo a matéria que ele apresenta neste link.

“É hora de

 repensar os cartões de embarque”

 

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“Dê uma olhada no seu cartão de embarque.

O que ele precisa te informar é onde você tem de chegar, a que horas e como fazer para chegar lá.

O problema é que ele não ajuda nada a encontrar essas informações. Em geral os cartões de embarque resumem-se a um monte de números e abreviaturas espalhados meio a esmo por um pedaço de papel que exigem um considerável esforço para serem decifrados, especialmente num ambiente estressante como são os aeroportos onde todo mundo sempre está cansado e com pressa.

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O primeiro defeito evidente é o formato.

Você tenta manter o cartão dentro do seu passaporte mas fica sobrando papel dos dois lados. Assim quando você procura checar mais uma vez qual é o seu portão de embarque e o seu vôo, o papel fica enroscado na sua roupa ou acaba caindo do bolso externo da sua maleta de cabine.

O resumo é que ainda que seja imprescindível que o cartão de embarque seja guardado com segurança o formato atual torna isso praticamente impossível.

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Para começara resolver o problema é preciso lembrar que o cartão de embarque é feito para ser usado por três tipos de usuário:

  1. o passageiro;
  2. o pessoal da companhia aérea;
  3. as máquinas de leitura e processamento

Logo a boa solução não pode estar focada na satisfação das necessidades apenas dos passageiros. O novo desenho deve respeitar três limitações básicas:

  1. todas as informações constantes dos cartões atuais têm de estar no novo;
  2. as dimensões têm de ser as mesmas dos cartões que as máquinas lêem hoje;
  3. tudo tem de ser impresso apenas com tinta preta para evitar gastos e complicações adicionais com renovação dos equipamentos existentes.

A resposta é esta aqui:

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Vamos aos detalhes:

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Tem de haver uma hierarquia clara na tipologia para que você encontre imediatamente as informações mais importantes.

O usuário tem de tomar decisões rápidas e com confiança mas, para isso, as informações essenciais têm de estar bem distribuídas e dispostas de forma muito clara.

Os textos têm de ser simples e bem estruturados.

Quanto ao formato, a idéia é posicionar a linha tracejada a ser destacada no momento do embarque…

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…numa altura que facilite guardar o cartão dentro do passaporte mas, ainda assim, mantendo o acesso às informações essenciais.

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Só mudou, portanto, a orientação do cartão; não suas medidas.

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Mas dentro das mesmas medidas nós conseguimos…

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…não apenas uma hierarquia lógica mas também cronológica das informações…

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…informar o passageiro se ele vai ou não ter necessidade de ter o seu agasalho à mão e quantas horas terá de adiantar ou atrasar no seu relógio…

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…e ainda manter nas mãos dele todas as informações necessárias quando ele já estiver na sua cadeira só com o “canhoto””.

De modo que pras companhias aéreas brasileiras fica a dica: estou com Peter Smart e não abro!

 

Quanto vale o “nosso” petróleo hoje?

11 de outubro de 2013 § 1 comentário

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Robert Bryce, autor especializado no tema com vários livros publicados, escreveu um artigo para a Bloomberg hoje lembrando que 40 nos atrás, neste mesmo mês, a OPEP decretou o embargo do fornecimento de petróleo aos EUA em represália por seu apoio a Israel na Guerra do Yon Kipur, provocando uma crise inflacionária que afetou o mundo inteiro.

O que ele mostra, como já se informou aqui no Vespeiro, não são boas notícias para o Brasil. Desde então os EUA se tornaram grandes exportadores de petróleo e estão passando por uma revolução energética desencadeada pelas novas tecnologias de extração de gás e petróleo de xisto (shale gas) que vai afetar a economia do mundo inteiro.

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O lobby do etanol, um produto do programa nacional norte-americano de subsídio à agricultura, especialmente a do milho, continua atuando e forçando a adição desse combustível à gasolina embora isso nunca tenha sido econômico e nem mais, até onde se possa enxergar no futuro, estrategicamente necessário.

Em 1973 o petróleo respondia por 48% da energia consumida no mundo. No ano passado essa porcentagem estava em 33%. Carvão, gás e energia nuclear são os principais substitutos responsáveis por essa redução proporcional.

Nestes 40 anos a produção mundial de petróleo aumentou em 34 milhões de barris/dia ou 61%. No mesmo período o uso de carvão aumentou 140% (energia equivalente a 44 milhões de barris de petróleo/dia), o gás natural 184% (= 39 milhões de barris/dia) e a energia nuclear cresceu 1.100% (= 11 milhões de barris/dia, menos de 5% do consumo mundial de energia).

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Ha 40 anos 17% da energia gerada nos EUA era de petróleo, proporção que hoje caiu para meros 1%. Nesse período os EUA aumentaram sua população em 50% (de 212 para 316 milhões de pessoas) e quase triplicaram seu PIB (de 5 para 14 trilhões de dólares) enquanto o consumo de petróleo aumentou somente 7%.

Por trás desses números, além dos ganhos de eficiência, está também a revolução do shale gas. Em 2012 o país produziu 66 bilhões de pés cúbicos de gás por dia, o maior volume em toda a sua história. O preço despencou para 3,64 dólares por milhão de BTUs, o mais barato do mundo com exceção do preço praticado no Qatar. Isso está provocando um renascimento de indústrias que tinham migrado para os paraísos socialistas (aqueles onde o trabalho não vale nada) que vai da do aço à de fertilizantes.

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A produção de petróleo também aumentou, só no ano passado, 800 mil barris/dia. Em julho de 2013 o país exportou 3,9 milhões de barris de produtos refinados de petróleo por dia. Em 1973 esse número correspondia a 211 mil barris/dia.

Os países da Opep somados contam 429 milhões de habitantes, 115 milhões a mais que os EUA e seu PIB somado é de 3,3 trilhões de dólares, ¼ do dos EUA (14 tri), com uma renda per capita de 7.800 dólares, o que corresponde a 62% da média mundial e a 1/6 da renda média americana, que está em 50.000 dólares por cabeça.

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Os EUA ainda importam petróleo e carvão mas apenas pelo bom negócio de beneficiá-los e reexportá-los. Eles se transformaram, para resumir, na grande potência energética do mundo de hoje, um freguês a menos, portanto – e muito grande – tanto para a indústria brasileira do álcool quanto para o petróleo do pré-sal se e quando ele sair lá das profundezas por um preço competitivo.

O que prova, mais uma vez, que o que faz a diferença é educação e capacidade de inovação tecnológica, duas coisas que são fruto, exclusivamente, da qualidade do sistema institucional e político que cada país adota.

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